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26 de março de 2016

Que futuro esperar?

Diz o ditado que em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Se considerarmos que o pão de um clube são os títulos então está explicada a constante troca de galhardetes entre os portistas mais inconformados, que não admitem uma época má que seja, e aqueles defendem cegamente a estrutura muitos deles apoiados na ideia que o clube já viveu momentos piores e que se quem lá está agora foi capaz de ganhar no passado então também será no futuro.

Qualquer uma das facções tem razão em muitos pontos, mas ao fim de três épocas de sportinguizaçao do meu clube vejo-me forçado a pender para o lado dos inconformados. Em causa não está o valor de quem no passado fez o FC Porto chegar ao topo ou se conseguirão ganhar no futuro, o ponto aqui é perceber se o título de campeão voltará à Invicta como regra ou como excepção.

Já tive oportunidade de dizer que a mim não me incomodam que se façam transferências com valores altos, sejam eles o valor do passe, comissões, ou essa treta toda que tomou conta do futebol contemporâneo, desde que sejam contratados jogadores de qualidade e que isso não ponha em causa o futuro do clube. Não me incomodou o valor de Hulk, nem de Danilo, nem de Alex Sandro e por aí fora. Mas nos últimos três anos a conversa tem sido outra: o plantel está cada vez mais fraco mas, ao contrário do que seria de esperar, está cada vez mais caro.

É lógico que quem gasta o que a SAD do FC Porto gastou para (não) ganhar o que o FC Porto (não) ganhou tem de ser contestado. Seja ele quem for. A administração é paga a peso de ouro - basta consultar os documentos enviados à CMVM para ver os valores astronómicos - mas tem feito um trabalho miserável, sendo que na presente temporada roça mesmo o amadorismo.

O rumo tomado desde a saída de André Villas-Boas tem enfraquecido a posição do clube no panorama do futebol nacional e europeu. As parcerias com os fundos e grupos de empresários deixaram de resultar tornando os plantéis cada vez mais dispendiosos e desequilibrados, sendo ainda entregues a treinadores quase sem experiência. Se assim voltaremos a ganhar? Isso de certeza que sim, só não sei dizer é daqui a quanto tempo e com que frequência.

Mas não peço a cabeça de ninguém, só peço que acordem de uma vez por todas.

3 de fevereiro de 2016

O negócio Mangala

Bruno de Carvalho, o novo profeta do futebol português, fez ontem, através do facebook - o que, pessoalmente, prefiro já que me poupa de ouvir aquela voz típica de quem tem qualquer coisa enfiada na extremidade do sistema digestivo que originalmente servia apenas como saída - um balanço do mercado de inverno. Entre outras coisas, talvez ainda meio atordoado por ter acabado de receber a comunicação oficial da contratação de Carrillo por parte do Benfica, decidiu por em causa o negócio que o FC Porto fez com Imbula e deixou ainda no ar insinuações sobre a venda de Mangala ao Manchester City. Assim sendo, deixo aqui, por ordem cronológica, os comunicados portistas à CMVM em relação ao assunto:


Está tudo no site da CMVM e, ao contrário de outros, o FC Porto nunca foi acusado de mentir à entidade...

Se alguém conseguir explicar o que queria insinuar o presidente do Sporting, por favor deixe um comentário. A Bruno de Carvalho deixo um desafio: já que está numa de falar de negócios, explique-nos o negócio Rojo.