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11 de abril de 2016

Já percebeu a diferença?


Já toda a gente sabe que o plantel do FC Porto tem lacunas. Já nem é notícia o facto de o campeonato estar definitivamente afastado da Invicta. Dito isto, impõe-se uma pergunta: porque raio continuam a não deixar o FC Porto ganhar?

O jogo dos dragões em Paços de Ferreira esteve longe de ser brilhante, mas foi mais do que suficiente para ganhar. Nada de extraordinário, mas aceitável por parte de uma equipa sem qualquer motivação e que, apenas para servir como comparação, fez um jogo tão ou mais conseguido do que o actual líder do campeonato havia feito no mesmo terreno. Então por que venceu o Benfica e perdeu o FC Porto?

A resposta é simples: para uns basta cair para ser penálti, para outros não os há de maneira alguma. Jorge Ferreira facilitou a vida aos de vermelho, Fábio Veríssimo aos de amarelo. E, para não ir muito atrás, num curto espaço de tempo o FC Porto foi afastado da vitória pelos árbitros em Braga, no Dragão contra o Tondela e agora na capital do móvel.

Até aceito que se argumente que contra o Tondela havia na mesma a obrigação de ganhar, mas isso não apaga os erros de Bruno Esteves. Já nos outros dois jogos, arrisco a dizer que Xistra e Veríssimo deixaram bem claro que só uma equipa podia chegar à vitória e que não era o FC Porto.

E assim se foi também o segundo lugar. Parece que a Meo terá se se contentar com último lugar do pódio da Liga NOS, o FC Porto com a ideia de ir ao playoff da Liga dos Campeões e à ginástica financeira, enquanto que Benfica e Sporting têm já garantidos os milhões da prova milionária e com eles a garantia que a época 2016/2017 começara já viciada por antecipação.

8 de março de 2016

Todo o ladrão tem direito a um advogado

Carlos Xistra prejudicou o FC Porto em campo e passou impune no grande tribunal que é a comunicação social. Isto só é possível porque a grande maioria acordam e adormecem a pensar em tons de verde e/ou vermelho - logo por aqui já não estava à espera de uma capa d'A Bola a dizer "Xistra decidiu o que já estava decidido" - e também porque órgãos como O Jogo, muitas vezes acusados de favorecerem os dragões, estão presos a uma regra estúpida: só trazer para a capa as jogadas em que José Leirós, Pedro Henriques e Jorge Coroado estejam de acordo. Como já referi por aqui, o jornal, nestes casos, é refém da opinião de três indivíduos de seriedade bastante discutível, como se pode ver mais uma vez na análise ao Braga - FC Porto.


Desta vez coube a Pedro Henriques fazer de advogado do diabo e negar as evidências. José Leirós e Jorge Coroado mais não fizeram do que admitir o óbvio: Ricardo Ferreira cometeu duas faltas para grande penalidade e escapou em ambas. Recordo que em qualquer das situações o jogo estava ainda empatado a zero e que, em abono da verdade a segunda seria já impossível de acontecer porque o jogador teria sido expulso ainda antes da meia hora de jogo caso a primeira fosse assinalada. 

Eficácia e classe muito
características no líder do campeonato
Curiosamente foi dada nota 7 (de 1 a 10) a um jogador que cometeu duas infracções na própria área e que na melhor das hipóteses, uma vez que aos 21 minutos de jogo levou cartão amarelo, jogaria apenas até ao minuto 56 imaginando que seria castigado com um cartão apenas em cada um dos penáltis. Aparentemente, infringir as regras e escapar com a conivência do árbitro é agora sinal de eficácia e classe...

José Leirós também merece destaque porque insiste em dar-me razão quando digo que o painel do Tribunal O Jogo muda de opinião quase ao mesmo ritmo que os árbitros vão empurrando as equipas da segunda circular para o topo da tabela. No jogo FC Porto - Moreirense, o ex-árbitro em questão recusou-se a aceitar como justificação para a grande penalidade assinalada a favor dos azuis e brancos um toque na perna de Maxi simultâneo ao toque na bola por parte do defensor cónego; no Braga - FC Porto, Indi não foi abençoado com a mesma benevolência e viu José Leirós validar a decisão de Carlos Xistra em exibir-lhe o segundo amarelo.

Carlos Xistra não só prejudicou o FC Porto em Braga como ainda tirou Indi e Danilo do próximo jogo. Se compararmos as situações em que viram os respectivos cartões com as várias semelhantes protagonizadas pelos da casa somos forçados a perguntar se tudo isto não foi premeditado. Fica ao critério de cada um, não façam é como a tripla Leirós, Henriques e Coroado.

7 de março de 2016

O campeonato acabou na véspera

"Calma, eu estou aqui" - Xistra ao estilo de Ronaldo
O resultado do dérbi lisboeta foi o pior possível para o FC Porto. O Benfica passou para o primeiro lugar e notou-se desde cedo em Braga um comportamento por parte do árbitro que só com muita sorte permitiria aos dragões sair da pedreira com os três pontos. O FC Porto não fez um jogo brilhante, longe disso, mas Carlos Xistra inclinou sempre o campo a favor da equipa da casa. Djavan deveria ter visto o cartão logo na primeira jogada do encontro, mas depois disso, tanto ele como Baiano, fartaram-se de fazer faltas até verem o amarelo. A mesma sorte não teve André André que à primeira oportunidade ficou condicionado para o resto do jogo. Comparem com Renato Sanches, que no dia anterior só à nona falta foi penalizado com o cartão amarelo e para isso até teve de fazer falta para vermelho. A bola passou por baixo do braço de Suk? Falta contra o Porto. O defesa do Braga corta a bola com a mão dentro da grande área? Casual. O Marafona cai sozinho na pequena área? Falta contra o Porto. O mesmo defesa bracarense coloca os braços sobre Suk, cai e derruba o coreano no interior da grande área da equipa da casa? Pontapé-de-baliza. Foi contra isto que o FC Porto jogou o jogo todo. E perdeu. E ficou com o primeiro lugar bem longe e o segundo pouco mais próximo.

Como já referi, os azuis e brancos não tiveram uma exibição de sonho, mas dominaram por completo a primeira parte, tendo criado várias oportunidades para marcar e consentindo apenas uma ao Braga. Oportunidade essa que nasceu de uma falta clara de Hassan sobre o Danilo que só o árbitro não viu. E o que fez ele depois? Expulsou José Peseiro do banco. A justificação oficiosa é que sem chiclete na boca ninguém pode sair da área técnica e muito menos protestar. Já me esquecia, saber coisas do ano passado também não prejudica nada.

A segunda parte foi diferente, mais dividida, com um Braga mais atrevido que nos primeiros 45 minutos e que viu um golo cair-lhe completamente do céu. Maxi ainda empatou mas o FC Porto continuou a jogar como se ainda estivesse a perder e sofreu dois golos absolutamente evitáveis. Antes disso, José Peseiro cometeu o que, para mim, foi o maior erro da noite: trocou Aboubakar por Suk. E aqui chego aos outros responsáveis por mais uma derrota, que são jogadores e equipa técnica.

O FC Porto não pode continuar a jogar em 4-4-2 - cada um pode dizer o que lhe apetecer e a comunicação social desenhar a equipa em 4-3-3, em 4-2-3-1 ou como lhe apetecer que não faz disso verdade - só com um extremo e com um ponta-de-lança. Não percebo o que um treinador pretende alcançar com o André André como extremo e o Herrera ao lado do ponta-de-lança. basta olhar para a equipa em campo para se ver isso. Eu sei que Corona e Aboubakar estão uma verdadeira miséria, mas começa a ser vergonhoso ter de recorrer a médios para jogar no centro da defesa, nas alas e no ataque. Para que serve a equipa B?

O FC Porto tem bons jogadores na formação secundária, principalmente no ataque. Gleison, Ismael e André Silva têm mais de 30 golos entre eles na segunda liga. Existe um jogador chamado Cláudio, que ainda não percebi se é ponta-de-lança ou extremo e, pelo pouco que vi dele, duvido que venha a ser jogador para a equipa principal. Neste momento preferia vê-lo a ele em campo em vez do Aboubakar ou do Corona, tal é a minha descrença nesta dupla face às exibições do último mês. Não está em causa o valor, o profissionalismo ou até o potencial de ambos, mas neste momento não dá.

José Peseiro tem de melhorar muito se quiser chegar pelo menos até ao fim do contrato. No FC Porto é fulcral agir em vez de reagir e, neste jogo frente ao Braga, desde cedo se percebeu que André André e Rúben Neves estavam a mais. Não era preciso ter sofrido um golo para os substituir. O será que é mais fácil ir atrás da vitória a perder por 1-0? Sim, porque no FC Porto, salvo raras excepções, é obrigatório ir atrás da vitória. 

A partir de hoje faltam 9 jogos para terminar o campeonato e a final da Taça de Portugal e pelo menos uma semana de preparação entre cada um deles. Assim sendo, não admito outro cenário que não seja uma equipa em crescendo exibicional, 27 pontos e a vitória no Jamor. Não foi José Peseiro que construiu este plantel e por isso está livre de culpas em muitas das coisas que têm acontecido, mas esta equipa tem mais do que obrigação de ganhar a qualquer um dos restantes adversários. No final fazem-se as contas.

24 de março de 2014

Curto mas indiscutível


Ao dar uma vista de olhos nos variados blogs portistas (ou ditos portistas), percebe-se alguma preocupação depois do jogo de ontem frente ao Belenenses. Embora todos esperássemos uma exibição mais conseguida e uma vitória mais folgada, importa ter em atenção várias coisas. Embora Luís Castro diga que não se pode queixar do cansaço do jogo da passada quinta-feira em Nápoles, não quer dizer que esse desgaste não exista. Depois podemos ainda juntar a ausência de Danilo, Fernando, Maicon e Quaresma, quatro titulares indiscutíveis, na minha opinião. Qual é a equipa que não acusa a ausência de quatro habituais titulares? Mesmo assim, o FC Porto entrou dominante e, ainda antes do primeiro remate do Belenenses, já contava com um golo mal anulado e um remate ao poste. O golo não-anulável surgiu apenas na segunda parte quando o treinador portista já tinha arriscado tudo e de tal forma que acabou o jogo com Ricardo a defesa-central e Licá a lateral-direito...

Não sei como ainda os havia - e continua a haver... -, mas os defensores de Paulo Fonseca parecem ter ficado aziados com a passagem do FC Porto aos quartos-de-final da Liga Europa e agora com esta vitória frente ao Belenenses. Usam argumentos desonestos e chegam ao ponto de pedir penaltis em cortes limpos que aconteceram na grande-área portista. De facto, nem o mais cegos dos benfiquistas conseguiria fazer melhor. E com isto não quero insinuar nada... :-)

Estes dois últimos jogos foram muitos sofridos, mais do que o habitual, mas ambos têm em comum as várias ausências forçadas que limitaram muito as escolhas de Luís Castro que, mesmo assim, conseguiu melhorar a equipa a partir do banco e, com as mexidas certas e em tempo útil, resolveu o que estava difícil. Tendo em conta o que foi o FC Porto até à primeira semana de Março, é reconfortante assistir a um jogo e saber que no banco está um treinador que está a ver e a perceber o jogo, pronto a intervir e fazer com que a equipa tenha a iniciativa de agir em vez de reagir.

O próximo jogo é já na quarta-feira e é talvez o mais importante dos que ainda restam. O FC Porto terá de estar à altura para amedrontar um adversário que está moralizado e que se acha infinitamente superior. Maicon será a única dúvida para este jogo com o Benfica, por isso será de esperar uma equipa na máxima força ou muito próximo disso. Embora seja um adversário forte, este Benfica está mais fraco em relação ao ano passado e não é superior em nada ao Nápoles. No Dragão manda o FC Porto e espero que Luís Castro consiga passar essa ideia aos jogadores que, por si sós, já devem estar mais do que motivados.

18 de fevereiro de 2013

Xistra teve a missão facilitada

Quem viu o jogo da passada sexta-feira em que o FC Porto foi a Aveiro bater o Beira-Mar por 0-2, percebeu que Carlos Xistra trazia a lição bem estudada. Parece que a tendência desta edição da Liga é enfraquecer as equipas que defrontam o Benfica expulsando-lhes jogadores a todo custo na jornada anterior e, quando possível, enfraquecer também a equipa do FC Porto. Assim sendo, o árbitro da Associação de Futebol de Castelo Branco conseguiu exibir o 5º cartão amarelo da presente edição da Liga a Alex Sandro e Mangala, fazendo assim com que as duas melhores opções do FC Porto para a posição de defesa-esquerdo falhem o seu próximo jogo, a recepção ao Rio Ave.


Mas o melhor ainda estava para vir! Em tempo de compensação, Xistra exibe o segundo cartão amarelo a Mangala e expulsa-o do jogo. Assim o francês não só falha o próximo jogo como quando regressar após castigo encontrar-se-á novamente em risco de exclusão uma vez que foi expulso por duplo-amarelo e, assim sendo, estes não entram nas contas dos castigos por acumulação. Convém ainda referir que todos os cartões amarelos vistos pelos jogadores do FC Porto - os dois ao Mangala e um ao Alex Sandro - foram exibidos pelo árbitro da partida em jogadas em que não houve qualquer falta.

No entanto não podemos culpar apenas o árbitro. Neste caso em particular, o treinador do FC Porto, Vítor Pereira, também tem bastante culpa. Há alguns jogos que o Alex Sandro e o Mangala estavam em risco de sofrer o 5º amarelo e falharem assim um jogo por castigo mas não foi feita qualquer gestão desta situação. Após o regresso de Maicon aos convocados, Vítor Pereira devia ter dado instruções a ambos, mas em jogos diferentes, para forçarem o cartão amarelo e, dessa maneira, ficarem castigados um de cada vez. Assim terá de ser Quiño a ocupar a esquerda da defesa naquele que será o seu jogo de estreia com a camisola do FC Porto em jogos da Liga. Esperemos que o colombiano seja uma agradável surpresa.

Num campeonato que tem sido disputado ao golo contra uma equipa que joga com regras diferentes das nossas, estes detalhes podem se decisivos. Agora resta-nos esperar para saber com quantos jogos de castigo será punido Mangala, sabendo desde já que no mínimo serão tantos como o Cardozo e o Matic por terem agredido um adversário, ou seja, um. Caricato.