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12 de abril de 2016

A diferença que as riscas azuis fazem...


Sempre achei que Luís Freitas Lobo adora vestir a pele de cordeiro nas opiniões que dá, com especial incidência no que ao FC Porto diz respeito. As oportunidades de o demonstrar são várias, sendo que os comentários que foi fazendo na Sporttv sobre o Real Madrid - Wolfsburg não foram excepção.

Casemiro e a posição de trinco

Enquanto esteve emprestado ao FC Porto, Casemiro não era um 6. Isto segundo o comentador, claro. Uma época mais tarde, jogando na mesma posição no Real Madrid, o internacional brasileiro é quase elevado à categoria de deus pela mesma pessoa. O que mudou nesse período? Apenas a equipa onde jogava, uma vez que Casemiro mantém em Espanha as mesmas características que mostrou em Portugal.

Falta ou lance legal?

Se bem se recordam - é difícil não o fazer devido à campanha mediática anti-Porto em volta do lance - o FC Porto beneficiou de um penálti quando perdia por 0-2 no Dragão frente ao Moreirense, jogo esse que acabaria por vencer por 3-2. Na altura Freitas Lobo não hesitou em dizer que o defesa da equipa visitante jogou primeiro a bola e só depois tocou em Maxi e que, por isso mesmo, a falta é mal assinalada. Alguns meses depois, Modrić corre com a bola em direcção à baliza do Wolfsburg e Luíz Gustavo, por trás, derruba o croata fazendo um carrinho em tudo semelhante ao lance que deu a grande penalidade ao FC Porto frente à equipa de Moreira de Cónegos. A opinião do mesmo comentador é que é totalmente diferente, uma vez que neste segundo caso o próprio admite que tocar na bola pode não ser suficiente para tornar o lance legal.

A cor azul faz mesmo confusão a muita gente, em especial às pessoas que devido à posição que ocupam tinham, em teoria, a obrigação de serem isentos de forma a dar uma opinião válida. Luís Freitas Lobo, embora tente passar essa ideia, não tem na isenção um característica que o defina. E então quando se trata do FC Porto a máscara não para de lhe cair.

6 de julho de 2015

Sobre a Mística (ou a falta dela)

As notícias sobre ou em torno do FC Porto não param de surgir: Maxi Pereira pode trocar o Seixal pelo Olival; Imbula foi contratado por €20 milhões; Antero Henrique é suspeito de vários crimes; Casillas é apontado como reforço; e ainda não está fora de hipótese Óliver fazer o caminho inverso de Jackson, nem que seja apenas mais um empréstimo de um ano. No meio disto tudo, Quaresma decidiu dar uma entrevista ao Expresso onde, entre outras coisas, afirma que falta Mística no clube porque os mais novos não sabem o que é o FC Porto.

Quaresma tem razão num ponto, foi notório que em certos momentos na última época faltou ali uma pontinha de atitude. No entanto, acaba por denunciar que não está a 100% por dentro do assunto quando se assume como um dos portadores da tão badalada Mística. Mas vamos por partes.

Em primeiro lugar, importa referir que foi evidente durante quase toda a época que o Mustang merecia ser titular. Até Dezembro Tello foi um jogador que nada acrescentou à equipa e quando este subiu de forma, foi Brahimi quem desapareceu. Quaresma foi ficando com as sobras e foram raras as vezes em que não mostrou serviço. No entanto, Lopetegui deu sempre preferência ao espanhol e ao argelino, situação que incomodava visivelmente Quaresma, ao ponto de não conseguir disfarçar o mau humor quando estava no banco ou no momento em que era substituído.

A sensação que fica é que o actual número 7 portista é um óptimo jogador para ter em campo, mas que se torna um fardo em todos os outros momentos. Pior do que os elogios para o actual treinador do Sporting ou auto-proclamação como um dos portadores da Mística portista, foi o facto de ter assumido que não tem perfil para treinador por não ter paciência para aturar os diferentes feitios dos jogadores. Como é possível alguém querer ser um exemplo no balneário se lhe falta a capacidade para compreender o que se passa com as outras pessoas?

Esta entrevista foi dada numa altura em que 2014/2015 já tinha ficado para trás e, ainda que possa ter sido involuntariamente, Quaresma volta a meter o dedo na ferida. São recorrentes os episódios em que o Harry Potter fala demais e, de certa forma, estas situações acabam por resumir a carreira atribulada que teve. É o que acontece quando a cabeça não acompanha o talento dos pés.

É verdade que tem faltado Mística no FC Porto, mas isso não se conquista necessariamente com os anos de casa, é uma coisa que nasce com as pessoas e/ou uma questão de atitude. Não deixa de ser curioso que, numa época como a última, tenham sido jogadores como Óliver, Casemiro ou Tello daqueles que mais lutaram pelo clube. E neste momento o FC Porto precisa mais de atitudes do que de conversa. A Mística virá por acréscimo.

13 de fevereiro de 2015

Curto resumo do FC Porto 1-0 Vitória de Guimarães

Brahimi, com alguns meses de atraso, resolveu o jogo e deu os três pontos ao FC porto em jogo frente ao Vitória de Guimarães. Na primeira volta só não fez o mesmo graças a uma marcação cerrada do fiscal de linha, mas hoje foi impossível anular este golo ou inventar um penálti a favor dos vimaranenses. Nuno Almeida fez o que pode e lá conseguiu que o Vitória acabasse com 10 sem que pelo meio tirasse do derby que aí vem três jogadores do FC Porto. Assim sendo, Danilo, Alex Sandro e Casemiro falharão a deslocação ao Estádio do Bessa na próxima jornada.

P.S. - Quem defende que Rúben Neves e Casemiro não podem jogar em simultâneo pode ter de rever a segunda parte deste jogo.

P.S.2 - Qunto custa mesmo o Óliver?

P.S.3 - Para ler e partilhar: http://otribunaldodragao.blogspot.pt/2015/02/nao-temos-de-pagar-as-contas-do-benfica.html

6 de novembro de 2014

Não há coincidências


Há algum tempo a esta parte que vinha alertando que Casemiro, ao contrário do que os comentadores diziam, vinha sendo um jogador importante no FC Porto. A preponderância do brasileiro aumenta na mesma escala que a tendência deste para recorrer à falta quando Quintero está no onze inicial como terceiro elemento do meio-campo e, à imagem do sucedido frente ao Nacional da Madeira, a situação agrava-se se Herrera for retirado da equação. O que vimos ontem em Bilbau de Casemiro é aquilo que podemos esperar dele quando a equipa joga unida e todo o meio-campo trabalha. Para a melhor exibição do camisola 6 até ao momento como jogador do FC Porto em muito contribuíram os cerca de 12km corridos por Herrera em todo o jogo e os 11km que Óliver completou nos 80 minutos que esteve em campo.

Não há a mínima dúvida que Casemiro é um jogador duro e que joga muitas vezes no limite, mas repito a afirmação que fiz há dias: não me parece que use essa agressividade de forma desleal e com o intuito de magoar o adversário. Quanto ao excesso de faltas, é uma apreciação subjectiva. Por vezes o recurso à falta é a melhor forma de parar uma jogada perigosa do adversário e alguém tem de a fazer. O jogo de ontem, para mim, foi um exemplo perfeito de como deve trabalhar um meio-campo e demonstrou que o Casemiro quando bem apoiado pelos colegas também sabe jogar sem estar a pensar constantemente nas canelas dos adversários.

Com isto não quero dizer que deva jogar sempre o trio composto por Casemiro, Herrera e Óliver. O Quintero é um óptimo jogador e tem de ser sempre levado em conta tanto para o onze como para entrar durante o jogo, seja o adversário muito forte ou muito fraco. Cabe a Lopetegui estudar o adversário e perceber quando a presença do colombiano não será um problema para a linha defensiva portista, porque só dessa maneira poderá ser aproveitado aquele fantástico pé esquerdo, capaz de semear o pânico na equipa adversária. Nos jogos como o de ontem, frente a um adversário extremamente lutador como é o Bilbau e/ou com um relvado em mau estado, Óliver dá outras garantias à equipa mesmo não deixando de ser um bom elemento a construir jogo.

O melhor de tudo isto é perceber que pouco a pouco as peças começam a encaixar-se e que, neste momento, o FC Porto é já uma equipa extremamente competitiva mesmo havendo a certeza que ainda há bastante onde melhorar e muitas hipóteses a explorar. Mérito total de Lopetegui e de toda a equipa.

3 de novembro de 2014

O novo patinho feio


"Casemiro não é 6". Luís Freitas Lobo deu a sentença e os portistas vão atrás. Logo no primeiro jogo que comentou do FC Porto esta época colocou um rótulo no internacional brasileiro que está a ser difícil de arrancar. Jogue Casemiro bem ou mal, a avaliação que grande parte dos portistas faz à prestação do camisola 6 é sempre a mesma: jogou mal e faz faltas em excesso. Exemplos não faltam por essa Bluegosfera fora.

Tomando o jogo mais recente como exemplo, o do passado sábado frente ao Nacional, em que apesar de lhe ter sido (mal) exibido um cartão amarelo aos 19 minutos de jogo, Casemiro conseguiu ser dos jogadores que mais bolas recuperou durante todo o jogo e foi importantíssimo após o 2-0 com intercepções corajosas e que impediram o visitante de reduzir a desvantagem no marcador. Após isto, um pouco por todo lado, fiquei com a sensação que quase toda a gente achava que o brasileiro tinha estado mal, que não é o tipo de jogador que a equipa precisa e que não foi expulso porque teve sorte. Como já referi, é esta a avaliação que lhe é feita jogue bem ou jogue mal, como se de uma coisa predefinida se tratasse. Lopetegui lançou uma meio-campo mais ofensivo que o habitual talvez com o intuito de resolver o jogo mais cedo e puder gerir alguns esforços para o jogo frente ao Bilbao. O 1-0 chegou cedo, mas o 2-0 demorou a chegar e pelo meio Quintero teve de sair para entrar Herrera equilibrar defensivamente o meio-campo. Até aí coube praticamente ao Casemiro parar sozinho as investidas dos madeirenses. Mesmo sabendo que já tinha cartão amarelo que lhe havia sido exibido numa falta cavada pelo jogador do Nacional e enquanto tentava emendar um erro do Maicon.

Casemiro é um jogador duro? É. Pode corrigir isso? Claro que sim. E se não o fizer? Paciência, temos de nos adaptar à ideia de ter um Javi García na nossa equipa. Mas, sinceramente, não me parece que seja esse o caso. Simplesmente não podemos olhar para um jogador e procurar apenas os defeitos. Casemiro é bom no jogo aéreo, é seguro no passe, fiável na saída de bola e forte no desarme. Por vezes faz uso excessivo da força, mas nunca fiquei com a sensação de que o fez com o único objectivo de aleijar o adversário. Numa equipa "macia" como é a generalidade da equipa portista, um jogador como o Casemiro pode ser fundamental.

Nos últimos anos os portistas têm procurado de forma incessante a presença de um patinho feio no plantel. Espero que Casemiro não seja o próximo a ocupar esse lugar que até há bem pouco tempo era, ou ainda é, de Herrera.

27 de outubro de 2014

A (r)evolução no meio-campo


Terminada a partida, foi atribuída à continuidade no onze promovida por Lopetegui a responsabilidade pela goleada imposta pelo FC Porto ao Arouca. Em relação ao jogo da Liga dos Campeões frente ao Bilbau, saiu Maicon para entrar Marcano e o resto da equipa repetiu-se. Para os analistas as coisas foram muito simples: Lopetegui não inventou e o Porto ganhou. Não deixa de ser verdade, mas é uma verdade muito limitada. Dar continuidade a uma equipa por si só não é garantia de nada, é preciso corrigir os erros que vão surgindo e adaptar a forma de cada jogador agir às necessidades do conjunto. Foi precisamente isso que o treinador portista fez.

Graças aos golos que o FC Porto tem vindo a sofrer, está bem evidente que o grande problema está na saída de bola a partir da defesa. Por isso, comecemos na única alteração no onze em relação ao jogo anterior. Não há grandes dúvidas que Maicon, quando está bem, é mais jogador do que o Marcano pode aspirar ser, mas isso não significa que seja melhor em tudo. O brasileiro tem-se mostrado muito nervoso e hesitante com a bola nos pés, em contraste, o espanhol tem-se revelado mais sereno e rápido a decidir. A troca levada a cabo por Lopetegui terá sido em grande parte influenciada por isto, mais até do que pelos erros cometidos pelo Maicon.

Mas a grande alteração foi na dinâmica do meio-campo. Pela primeira vez esta época vimos o médio-defensivo (Casemiro, neste caso) fazer de regra e não de excepção o recuo para junto dos centrais para iniciar a construção. O que acontecia nos jogos anteriores era uma troca de bola constante entre os defesas e o guarda-redes e que só saía dali quando um dos jogadores mais virtuosos tecnicamente conseguia criar uma situação de desequilíbrio. Quando este processo corria mal, era perigo pela certa para a baliza portista. Tudo isto porque os três médios jogavam muito adiantados e todos eles de costas para o ataque quando a bola se encontrava em terrenos recuados. O trinco ao baixar dá liberdade aos laterais para subirem e liberta a equipa da pressão dos dois extremos adversários que se veem obrigados a recuar, ao mesmo tempo que lhe permite jogar de frente para o jogo e, a cima de tudo, para a frente. Tudo isto é muito comum no futebol, mas tem sido raro na versão 2014/2015 dos Dragões.

Com a equipa mais estável atrás apareceram os desequilibradores. Danilo está um monstro, Alex Sandro apareceu em bom plano, Quintero está cada vez melhor, Herrera vem também numa sequência de bons jogos, Brahimi é um jogador de topo, Tello uma verdadeira seta apontada à baliza adversária e para Jackson já nem há palavras. Quando se consegue meter tanto talento ao serviço da equipa o resultado está à vista.

Claro que os especialistas e analistas preferiram dizer que a goleada foi fruto da incapacidade do Arouca em pressionar o FC Porto, ignorando o porquê disso ter acontecido. Se tivessem feito esse raciocínio lógico em vez de estarem atentos ao que o Quaresma andava a fazer, talvez tivessem chegado à conclusão que o Arouca não pressionava mais porque não podia nem conseguia. Mérito para a equipa do Porto e para o treinador Lopetegui.

Casemiro e a posição 6


Pelo que me é permitido ler e ouvir, penso que é opinião quase generalizada que Casemiro não é o médio-defensivo que o FC Porto precisa. Talvez devido a vários anos com Fernando na posição, criou-se a ideia no seio portista que quem ali jogar tem de estar em todo lado. Muitos acusam o actual camisola 6 de ser demasiado lento para o lugar e de não ter qualidade para ser titular no FC Porto. Outros há que chegam ao extremo de afirmar que não teria lugar no plantel e que só joga porque veio do Real Madrid. Eu discordo.

Na minha opinião, o Casemiro tem várias características que o tornarão num óptimo trinco a curto prazo: bom desarme, agressividade, bom jogo aéreo e boa capacidade técnica e de passe. O que o separa neste momento de ser um 6 de eleição é a falta de rotina na posição, mas isso adquire-se com jogos e muito treino. Sendo ele um bom profissional e um jogador de selecção - brasileira, não de uma qualquer -, é natural que o processo seja mais rápido.

Curiosamente, surgiu hoje a notícia que Ancelotti pondera fazer regressar ao Real Madrid já em Janeiro aquele que para alguns não tem lugar no plantel dos Dragões. Para isso o clube espanhol teria de terminar o empréstimo meio ano mais cedo e por isso indemnizar o FC Porto. A saída do brasileiro abriria as portas da titularidade a Rúben Neves, que teria a concorrência de Campaña e de Mikel, que por essa altura já estará pronto a jogar. No entanto, acredito que esta cenário não se verificará, uma vez que Casemiro ficaria impedido de alinhar na Liga dos Campeões pelo Real Madrid, algo que não seria do agrado nem do jogador nem do clube.