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11 de novembro de 2015

A vantagem de não ter memória curta

Jorge Jesus, em tom de ameaça, diz que sabe coisas do ano passado. O que ele sabe do ano passado todos nós sabemos: o Benfica foi campeão porque foi ajudado pelas arbitragem jornada após jornada. No entanto, mesmo após o ex-árbitro Marco Ferreira - que, dizem as más-línguas, foi despromovido porque o jogo dos encarnados em Vila do Conde não correu como o presidente do Conselho de Arbitragem gostaria - ter denunciado pressões por parte de Vítor Pereira sobre os árbitros nas semanas em que estes iam apitar os jogos do Benfica, toda a gente continua a agir como se ninguém soubesse de nada e tentam a todo o custo guardar um segredo que nunca o foi. As caixas com a camisola do Eusébio que valiam jantares para um sem número de pessoas eram o mínimo que um clube poderia fazer perante um trabalho fundamental na renovação do título de campeão.

Um ano depois tudo está diferente. Não sei porquê - suponho que por medo que Jorge Jesus dê um tiro no próprio pé e afirme com todas as letras que o Benfica só foi campeão devido ao colinho monumental -, parece ser o Sporting a beneficiar do estatuto de equipa a empurrar para o topo da tabela. Em Tondela um lançamento dentro de campo dá origem a uma grande penalidade e o golo da vitória ao cair do pano; em Alvalade, contra o Estoril, o fiscal-de-linha faz vista grossa a um fora-de-jogo evidente que nem dois segundos depois se transformou num penálti e em nova vitória dos leões; no último domingo, em Arouca, Naldo comete uma falta do tamanho do mundo quase dentro da pequena-área do Sporting mas Cosme Machado nada assinala. Três jogos com vitórias pela margem mínima, três jogos com dedo da arbitragem.

É fundamental que o FC Porto esteja atento e que obrigue quem de direito a pedir a Jorge Jesus que diga o que sabe do ano passado para que os árbitros não o vão mantendo calado com estes docinhos. Já bastou perder no ano passado devido à passividade com que se encararam os benefícios sistemáticos ao Benfica, permitir o mesmo esta época seria impensável.

P.S.: Em relação ao lance do Naldo em Arouca...



...só não vê o jogador do Sporting a atirar-se para cima do avançado da equipa da casa quem não quer ou quem é cego. Recomendo que tanto o Cosme Machado como o Jorge Coroado, o José Leirós e o Pedro Henriques vão ao oftalmologista o mais rapidamente possível. Caso esteja tudo normal, serei obrigado a colocar a honestidade de todos eles em causa.

6 de março de 2015

A última vez contra o Braga foi assim...

Hoje, às 20:30, o FC Porto vai a Braga para defrontar o Sporting local. Na primeira volta do campeonato os Dragões, a jogar em casa, venceram por 2-1 e, mais recentemente, em jogo a contar para a fase de grupos da Taça da Liga, 1-1 foi o resultado final. É precisamente nesta partida que nos iremos concentrar.

O jogo ficou irremediavelmente marcado pela arbitragem de Cosme Machado. O árbitro da AF Braga expulsou Reyes com duplo amarelo num espaço de 6 minutos, curiosamente nas duas únicas faltas do mexicano na partida. Pouco tempo depois perdoa o segundo cartão amarelo a Sasso numa falta semelhante à que ditou a expulsão a Reyes e, no espaço de minutos, mostra vermelho directo a Evandro, forçando assim o FC Porto a jogar com apenas oito jogadores de campo toda a segunda parte. A segunda parte começa com Cosme Machado no mesmo ritmo e entre faltas de Tiago Gomes, que lhe podiam e deviam ter valido a expilsão, lá arranjou tempo para inventar o penálti que deu o 1-1 ao Braga.

Quem não estava para brincadeiras era Helton. O capitão do FC Porto cumpria o segundo jogo após longa paragem por lesão contraída na época passada e teve uma noite onde defendeu tudo, sendo o penálti a única excepção. O guarda-redes brasileiro acabou o jogo em lágrimas e visivelmente emocionado. Não era motivo para menos, acabara de salvar o primeiro lugar no grupo após ter recuperado de uma lesão que lhe colocou a carreira em risco. Para já, essa noite valeu-lhe o estatuto de suplente de Fabiano que até aí pertenceu a Andrés.

Gonçalo Paciência tem ainda mais um motivo para se recordar desta noite além dos já enumerados: foi o jogo onde se estreou como titular na equipa principal do FC Porto. Começou como avançado e até foi ele que sofreu a falta que deu origem à grande penalidade com que Evandro abriu o marcador. Mas a expulsão de Reyes obrigou-o a funcionar como terceiro elemento do meio-campo, tendo mesmo ficado com a responsabilidade de ajudar José Ángel a fechar o flanco esquerdo após a expulsão de Evandro naquilo que foi o 4-4-0 que o FC Porto foi obrigado a jogar. Foi substituído ao minuto 60 quando estava visivelmente esgotado, mas já depois de ter feito mais do que o suficiente para conquistar a confiança de Lopetegui.

Hoje espera-se um jogo completamente diferente, até pelas diferentes características do mesmo. Se em Janeiro Lopetegui optou por utilizar as segundas linhas, esta noite espera-se um FC Porto na máxima força dentro dos possíveis e a convocatória espelha isso mesmo. O que não espero é que a arbitragem do jogo da Taça da Liga tenha sido um ensaio final para atrasar já nesta jornada ainda mais o FC Porto na luta pelo primeiro lugar.

22 de janeiro de 2015

Na puta da raça!

O que se passou em Braga foi só mais um exemplo do que tem sido esta época e só veio dar razão a quem desvaloriza a Taça da Liga. Felizmente os nove Dragões a quem Cosme Machado permitiu que estivessem em campo durante a segunda parte conseguiram aguentar os 12 do Braga e trazer um ponto para a Invicta, ficando assim o FC Porto a depender apenas de uma vitória frente a Académica para seguir em frente na prova. Talvez para esse jogo a Liga se veja obrigada a mandar um peso pesado, quem sabe se entre Bruno Paixão, Manuel Mota ou João Capela não estará o escolhido para a missão?

Sasso e Tiago Gomes tiveram um privilégio que até agora era exclusivo de jogadores como Maxi Pereira, Luisão, Talisca ou Samaris e viram Cosme Machado perdoar-lhes o segundo cartão amarelo em faltas semelhantes o piores aquelas que valeram a Reyes os dois cartões que lhe valeram a expulsão. O Evandro foi anjinho e fez o que ninguém deve fazer quando um árbitro traz uma encomenda: deu-lhe oportunidade de brilhar e foi expulso por vermelho directo. Apesar de tudo Cosme Machado ainda se viu forçado a marcar um penálti para animar os da casa e ficou-se pelo amarelo a Indi. Não que a falta fosse merecedora de cartão vermelho, mas com o lanço que o árbitro da AF Braga (!) trazia cheguei a temê-lo. Talvez por ter achado que o segundo golo do Braga seria uma questão de tempo não o fez. Enganou-se.

Sérgio Conceição não viu as expulsões dos jogadores do FC Porto porque estava longe, mas conseguiu perceber nitidamente que não houve qualquer falta no lance do penálti que deu o 0-1. Depois elogiou Helton dizendo que se não fosse por ele tinha sido um resultado histórico, acrescentando que por vezes é mais difícil jogar contra equipas em inferioridade numérica. E preciso ter uma lata descomunal para dizer esta merda. Eu também podia dizer agora que se não fosse o Kritsyuk a negar o golo a Tello o Sérgio Conceição tinha passado aqui a maior vergonha da vida dele. Se é que a tem, claro. Porque eu estaria tudo menos orgulhoso de uma equipa que a jogar em casa não consegue virar um jogo em 45 minutos quando o adversário está com menos dois jogadores. Sérgio, calado és um poeta. Volta para o blackout.

Os jogadores do FC Porto que conseguiram acabar o jogo estiveram irrepreensíveis, em especial Helton que parece apostado em calar quem já lhe tinha diagnosticado o final da carreira. O mesmo para os portistas na bancada que foram o 10º (!) que a equipa tanto precisava.

Este tem de ser o momento em que todos os portistas, desde os adeptos aos dirigentes, se unem em volta da equipa para o que falta desta temporada. Em especial os dirigentes, porque comer e calar nunca foi nem pode ser a politica do FC Porto. De agora em diante, quem não for contra esta merda é a favor.