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1 de abril de 2015

A venda de Danilo

O comunicado à CMVM deixou imediatamente de lado qualquer hipótese de se tratar de uma brincadeira tradicional de dia 1 de Abril. Danilo será mesmo jogador do Real Madrid em 2015/2016, uma vez que os espanhóis se chegaram à frente com uma proposta praticamente irrecusável: €31,5 milhões. Mas já aqui voltamos, primeiro gostaria de deixar algumas palavras sobre o ainda número 2 do FC Porto.

Contratado ao Santos em Junho de 2011, Danilo demorou ainda cerca de meio ano até chegar ao Dragão uma vez que o Peixe conseguiu convencer a SAD portista a adiar-lhe a vinda para Portugal até Janeiro de 2012, contando assim com o lateral para o Mundial de Clubes. Uma vez ao serviço do FC Porto, começaram os problemas. Uma lesão frente ao Manchester City obrigou o lateral a uma paragem algo longa e atrasou-lhe a adaptação ao futebol europeu. Regressado à competição, demorou algum tempo até chegar a um nível considerado aceitável pelos portistas que, prontamente e com a ajuda da comunicação social, lhe colocaram o rótulo de "Senhor 18 Milhões".

Nunca antes em Portugal se tinha feito e não mais se voltou a fazer esse exercício com qualquer jogador. Danilo é mesmo o único até à data de hoje que teve a honra de ver os valores absurdos pagos pela intermediação do negócio e o prémio de assinatura somados ao valor do passe. E, fruto dos valores pornográficos para um clube português que a SAD decidiu oferecer por ele, quem sofreu a exigência absurda dos adeptos foi o jogador.

Claro que agora toda a gente fala no Super-Danilo que desde a época passada voa pelo lado direito do FC Porto, mas poucos são aqueles que podem dizer que viram nele um grande jogador desde o início. E duvido que alguém admita já ter afirmado com todas as letras que o valor investido no passe era irrecuperável. Quem o disse - estamos a falar de milhares de pessoas - enganou-se por completo e Danilo não só deu retorno financeiro, como também desportivo e humano. É fácil concluir que foi uma aposta ganha pela SAD.

Dito isto, não há como fugir à questão. Deve o FC Porto voltar a insistir em negócios desta escala? A resposta é óbvia: não. Não é por uma ou outra vez uma situação de risco ter corrido bem que se pode tornar num hábito. A realidade portuguesa não permite que um clube tenha tanto dinheiro em jogo com um único jogador. As hipóteses de correr mal são tantas que aconselham à prudência.

Para terminar deixo um aspecto importantíssimo. Recentemente tive conhecimento através do Tribunal do Dragão que a partir de hoje, dia 1 de Abril, ficaria imposto um tecto máximo de 3% sobre o valor da transferência para o valor a ser recebido pelo(s) intermediário(s). Danilo foi vendido ontem e não me parece que a data do fecho do negócio tenha sido inocente. A confirmar no próximo Relatório & Contas...

21 de março de 2015

A última vez contra o Nacional da Madeira foi assim...

Não sendo propriamente um cartão de visita deste FC Porto, o jogo da primeira volta frente ao Nacional ficou marcado por uma entrada forte e com um golo marcado na primeira grande ocasião. Rui Silva, que se revelou nesse jogo bem mais assertivo que na jornada seguinte, negou o 1-0 após um excelente cabeceamento de Jackson, mas nada pode fazer quando Danilo(!) apareceu para a recarga. Os madeirenses ainda tiveram uma ou outra oportunidade para marcar fruto de um desacerto defensivo que os Dragões viviam na altura, mas o 2-0 colocou um ponto final no jogo. Excelente jogada colectiva que terminou com a magia de Brahimi a tirar dois adversários do caminho antes de rematar forte e colocado.

O jogo ficou ainda marcado como sendo o último a contar para o campeonato em que Herrera ficou no banco de suplentes. Desde então tem figurado sempre no onze inicial de Lopetegui e o mesmo se espera para hoje.

1 de novembro de 2014

Mais um passo seguro do Dragão


Antes do jogo com o Bilbao, afirmei que não seria de um jogo para o outro que a equipa iria carburar. A evolução será gradual e só poderá acontecer assente em vitórias. Vamos no terceiro triunfo consecutivo pós eliminação da Taça e as melhorias fazem-se notar. Aqueles primeiros 25-30 minutos da primeira parte foram uma amostra do que esta equipa será capaz de fazer quando atingir o ponto rebuçado. Há que continuar a trabalhar para que essas fases se perpetuem.

O FC Porto entrou com tudo e Danilo terminou uma semana de sonho da melhor maneira possível. Que bem te ficam as palavras do presidente, o Dragão de Ouro e o número 2. És dos nossos e espero que o sejas por muito mais tempo.

O segundo golo poderia ter aparecido, não faltaram oportunidades para isso, mas o facto de ter demorado tanto a acontecer acabou por não deixar a equipa dominar o jogo como queria. Não que o Nacional tenha assustado muito Fabiano, mas, principalmente no início da segunda parte, faltou clarividência e controlo à equipa, num problema de certa forma resolvido ainda antes dos 60' com a entrada de Herrera.

A 15 minutos do fim, momento mágico de Brahimi, que fez valer a espera pelo golo da tranquilidade. Só a partir daí é que a equipa entrou em estágio para San Mamés, sendo que a tão badalada rotatividade ficou-se apenas pelas trocas de Herrera e Tello por Óliver e Quaresma, enquanto Maicon e Marcano vão lutando pela titularidade. Mexidas compreensíveis que deram resultado e provam que Lopetegui está a mudar a forma de aplicar a "Teoria da Rotatividade".

Que bonito é quando o público decide ir ao Dragão apoiar a equipa. Custou muito? Todos juntos somos mais fortes contra as "linhas tortas" deste campeonato. Jackson parecia proibido de disputar os lances e as faltas sobre ele proibidas de serem assinaladas. Um filme habitual para o colombiano que hoje fez de tudo para marcar mas Rui Silva não deixou.

Despeço-me com o apontamento humorístico da noite:

28 de outubro de 2014

O que é Ser Porto?

Jackson e Danilo foram dois dos galardoados ontem pelo FC Porto com um Dragão de Ouro, sendo que o colombiano é já repetente depois de também ter recebido um em 2013. Nenhum deles é português e os anos de serviço no clube podem ser contados pelos dedos de uma mão e ainda sobram dedos. No entanto, Jackson é um dos capitães de equipa e Danilo também está na hierarquia da braçadeira, como se pode comprovar no jogo de sábado em Arouca. Saberão eles o que é Ser Porto? Quando é que alguém pode dizer "eu Sou Porto"? E afinal o que quer isso dizer?

Estas perguntas e todas as que se podem fazer sobre este tema são de difícil resposta. Mas, como disse o Hélton, há uma diferença entre torcer pelo Porto e Ser Porto. Como não consigo descrever as diferenças, decidi trazer alguns exemplos do que não é Ser Porto.

11 de março de 2014

Gato escaldado tem medo de água fria

Luís Castro teve um inicio promissor como treinador da equipa principal do FC Porto. Com apenas quatro dias de trabalho com o plantel (ou parte do plantel), foi fácil perceber algumas diferenças para o FC Porto de Paulo Fonseca. Desde o regresso ao 4-3-3, passando pela posse de bola mais paciente e criteriosa, até às substituições acertadas e em tempo útil.

Tudo corria às mil maravilhas - para as condições em que a equipa se encontra -, até que o Arouca, com muita sorte à mistura e na primeira vez que chegou à baliza do FC Porto, reduz para 2-1 e minutos depois Quaresma falha o penalti que devia ter devolvido a vantagem de dois golos e a tranquilidade à equipa.

Fruto de uma época em que já perdeu várias vantagens, a equipa portista mostrou-se um pouco nervosa durante largos minutos após o golo visitante e só voltou a acalmar após a entrada de Quintero e Ghilas. Notou-se uma fragilidade psicológica enorme em alguns jogadores que acusaram em demasia o golo sofrido e, para já, será este o primeiro problema a resolver por Luís Castro.

Penso que não seria sensato pedir muito mais à equipa e ao treinador com tão poucos dias de trabalho e com muitos jogadores ausentes nas respectivas selecções. No entanto, foi um estreia positiva e a tendência será mesmo para melhorar nos próximos tempos. Com o regresso de Alex Sandro ao onze, Mangala regressará ao centro da defesa para formarem juntamente com Maicon e Danilo o quarteto defensivo mais forte possível e que raramente foi aproveitado por Paulo Fonseca. Se a isto juntarmos o regresso ao 4-3-3 e à maior posse de bola, temos todos os ingredientes para resolver grande parte dos problemas defensivos e, por arrasto, psicológicos deste FC Porto.

25 de novembro de 2013

O legado de Moutinho


Enquanto esteve no FC Porto, Moutinho foi dono e senhor do meio-campo. Foram três épocas sempre em grande nível que tornaram a sua substituição motivo de preocupação para todos os portistas. Na época passada, quando o internacional português se lesionou, Defour foi o escolhido por Vítor Pereira para ocupar a vaga aberta no meio-campo mas os resultados não foram muito positivos. Embora não houvessem grandes alternativas, a troca de um construtor de jogo por um médio área-a-área trouxe prejuízo à qualidade de jogo praticado pelo FC Porto.

Ao assinar contrato com os Dragões, Paulo Fonseca já sabia que tinha sobre os seus ombros a responsabilidade de arranjar uma solução para um meio-campo que acabara de perder o maestro dos últimos três anos. E aqui começam os problemas do FC Porto 2013/2014. O novo treinador optou passar por cima do trabalho que começou a ser desenvolvido por André Villas-Boas e teve continuidade com Vítor Pereira, alterando o posicionamento e a dinâmica dos médios e, por consequência, de toda a equipa.

Jogar com dois médios-defensivos - embora um tenha liberdade para se envolver no ataque - tem sido um equívoco. Quando a equipa está a defender perde um médio, que em anos anteriores ajudava o ataque a pressionar o a saída de bola do adversário, por este recuar para a linha de Fernando que há vários anos vai mostrando que não precisa do apoio de ninguém a tempo inteiro naquele sector. Mas isto é só uma parte do problema.

No que à substituição directa diz respeito, ao sair Moutinho, quem seria a melhor solução? Defour? Ou o recém-chegado Herrera? Para mim, nenhum dos dois. Como já referi, no passado a troca de um construtor de jogo por um médio área-a-área não trouxe os resultados esperado, Paulo Fonseca devia ter tido isso em conta e testado outras alternativas durante a pré-época. Danilo seria o meu favorito, seguido por Josué, Carlos Eduardo e Izmaylov.

No inicio da época, seria de apostar em Fucile para a direita da defesa - o uruguaio até fez um bom jogo na Supertaça - e adiantado Danilo para o meio-campo. Ricardo ficaria como alternativa, podendo o próprio Defour ser testado na posição. Actualmente, face ao momento de forma de Danilo, seria um pouco arriscado adiantá-lo no terreno e chamar Ricardo ou Víctor García à titularidade, uma vez que Fucile é carta fora do baralho. Assim sendo, a opção mais sensata seria utilizar outro jogador no meio-campo.

Com Izmaylov fora de combate há dois meses e Josué a jogar nas alas para compensar o erro que foi não contratar um extremo, resta apenas Carlos Eduardo. Aqui Paulo Fonseca voltou a dar um tiro nos pés ao não inscrever o ex-Estoril na lista da UEFA - situação que deverá ser corrigida em Janeiro. O brasileiro tem mostrado, quer pela equipa B, quer pela formação principal, que tem valor para se assumir como titular no FC Porto, falta o treinador ganhar coragem e apostar seriamente nele.

Existe ainda a opção de usar Quintero na função que tem sido atribuída a Josué, que é basicamente o que fazia James no passado: jogar como falso extremo e participar no ataque a partir da ala. Assim sendo, o treinador ganha em Josué mais uma opção para um meio-campo que tem sentido enormes dificuldades na saída de bola e que acumula passes errados em zona proibida.

A ausência de alternativas indiscutíveis para as alas ofensivas é indiscutível, mas isso não legitima que Paulo Fonseca destrua todos os sectores da equipa e muito menos o futebol miserável que temos assistido. Desde cedo se percebeu que esta maneira de jogar estava a prejudicar os jogadores e que o treinador não estava a saber tirar partido das alternativas que tem ao seu dispor. Cerca de três meses após o arranque da temporada, exige-se que haja mais audácia do que ir alternando entre Defour e Herrera num modelo que, aliado a uma mentalidade pequenina, já mostrou não servir para o FC Porto.

8 de setembro de 2013

Análise ao Plantel 2013/2014 - A Defesa

A época 2012/2013 não foi particularmente fácil para este sector. Com apenas seis defesas no plantel - sete se contarmos com Quiño que foi utilizado apenas uma vez para o campeonato -, Vítor Pereira tinha em Maicon e Mangala as alternativas aos habituais defesas-laterais. Com a reintegração de Fucile no plantel as coisas ficam mais fáceis nesse sentido, uma vez que o uruguaio já provou poder ser uma aposta válida nos dois flancos e há ainda a hipótese de Paulo Fonseca recorrer a Maicon ou Mangala caso necessite. No centro, Otamendi e Mangala parecem lançados para mais uma época como titulares. O francês ganhou um lugar de destaque na equipa durante a última época primeiro como lateral-esquerdo e depois na sua posição favorita, defesa-central, aproveitando uma lesão de Maicon. Embora seja difícil para o jogador, qualquer treinador fica contente por ter um jogador com a qualidade do Maicon - que na minha opinião é superior ao Otamendi - no banco.

Atendendo a isto, acredito que o melhor quarteto defensivo do FC Porto seria composto por Danilo, Maicon, Mangala e Alex Sandro. No entanto, mesmo não sendo o seu maior fã, não acredito que o Otamendi perca a titularidade, pelo menos para já. Reyes, que cumpre a primeira época como Dragão, não deverá ter a vida facilitada pela concorrência ao lugar. Tem sido aposta em alguns jogos da equipa B e acredito que será chamado à titularidade na equipa principal em jogos a contar para a Taça de Portugal ou para a Taça da Liga.

Para qualquer eventualidade, existem ainda na equipa B os laterais-direitos Víctor García e David Bruno, os laterais-esquerdos Quiño e Rafa e os defesas-centrais Zé António, Tiago Ferreira e Bruno Silva.

6 de março de 2013

Alternativas a Danilo


Chegado ao FC Porto em Janeiro de 2012, Danilo depressa se assumiu como titular no lado direito da defesa e arrancou um punhado de boas exibições que o levaram a ser bastante elogiado um pouco por toda a crítica. Apesar das boas exibições, o brasileiro nunca escondeu que era no meio-campo que se sentia mais à vontade, no entanto sempre mostrou disponibilidade para jogar onde fosse preciso. Os seus problemas começaram quando, em jogo da Liga Europa frente ao Manchester City, se lesionou e desde então nunca mais voltou ao nível que mostrou nos primeiros jogos de dragão ao peito.
De um momento para o outro, o jogador viu-se envolvido em desconfiança por parte dos adeptos e a isso não está alheio o seu elevado custo. A SAD azul-e-branca adquiriu o passe do Danilo por 13 milhões de euros e há ainda acrescentar a isto 4 milhões de euros em comissões de mediação e 2 milhões de euros de prémio de assinatura. São valores muito altos e, de forma indirecta, o jogador está a sofrer com isto.

Estamos a entrar agora na fase decisiva da época e, como referi no post anterior, alguns jogadores começam a acusar algum desgaste. Danilo é claramente um deles. Além do desgaste físico devido à ausência de uma alternativa directa, tem ainda o desgaste psicológico de ser dos poucos jogadores portistas que não conta com a simpatia do público do Dragão.

Numa tentativa de recuperar o jogador física e psicologicamente, penso que seria benéfico dar-lhe algum descanso. Devido à inexistência de uma alternativa directa, deixo-vos as minhas cinco sugestões:


Utilizado durante grade parte da época passada como defesa-direito por Vítor Pereira, Maicon acabou por agarrar o lugar na equipa voltando mais tarde ao centro da defesa, a sua posição natural. Seguro a defender e sem capacidade técnica para dar largura ao jogo portista e criar desequilíbrios no ataques, seria sempre uma opção para um jogo em que fosse necessário um jogador alto extra para defender nas bolas paradas.


Diogo Mateus é um jovem brasileiro que se encontra na equipa B por empréstimo. A contrario de Maicon, é um jogador com mais apetência para o ataque. De baixa estatura e bastante rápido, pode usar a sua velocidade para criar oportunidades de cruzamento. No entanto o maior problema está na sua quase incapacidade de defender, embora tenha melhorado um pouco desde a sua chegada ao clube. Seria apenas de considerar a sua utilização num jogo onde seja de esperar que o adversário se vá limitar a defender.


Sendo neste momento o médio em melhor forma, seria de todo desaconselhado desviar o Fernando para a defesa. No entanto pode ser usado na posição como uma solução de emergência e já deu provas que pode fazê-la com qualidade. Melhorou bastante tecnicamente desde a sua chegada ao FC Porto, mas no entanto a sua capacidade de cruzamento não é ainda a melhor.


Fruto das escolas do FC Porto, David Bruno tem alternado a titularidade com Diogo Mateus na equipa B. Melhor defensivamente e pior ofensivamente que o colega brasileiro, apesar de ter uma capacidade de cruzamento razoável. Tem como principal vantagem o facto de já ter feito duas pré-épocas com a equipa principal.


Contratado originalmente para ser uma alternativa a Fernando como trinco, Steven Defour já deu provas de toda a sua qualidade técnica e táctica ao jogar em todas as posições do meio-campo e ainda como extremo. De todas as opções que apresentei, é talvez a mais improvável e, na minha opinião, a que teria mais hipotese de dar à equipa aquilo que esta precisa: rigor e qualidade na defesa juntamente com a capacidade de aparecer no ataque. O belga, para surpresa de muitos, mostrou uma excelente capacidade em desequilibrar em situações de um-para-um e também uma excelente técnica ao nível do cruzamento. Logo que o Moutinho recupere da sua lesão e volte à equipa, Vítor Pereira devia pensar um pouco sobre esta possibilidade.