O Bruno de Carvalho é facilmente uma das pessoas mais idiotas que existe actualmente no futebol português. Acha ele que jogadores como o Falcao ou o Mangala, apesar de terem sido transferidos por verbas enormes, apenas renderam aos clubes (leia-se FC Porto) um ou dois milhões que, entretanto, já teriam sido gastos em nos salários dos mesmos. Pergunto-me o seguinte: no Sporting os jogadores jogam de graça? Caso a resposta seja positiva, até nem me espanto muito, parece-me justo que quem não ganha competição nenhuma também não receba dinheiro nenhum. Mas todos nos sabemos que os jogadores do Sporting têm salários e muitos deles bem altos. O Miguel Lopes que o diga...
Além de idiota é ainda hipócrita. Digo isto porque Bruno de Carvalho se mostra agora contra os fundos de investimento porque "não sabemos de onde vem o dinheiro", mas enquanto candidato à presidência do clube de Alvalade prometeu um investimento de €50 milhões que, por ironia do destino, chegariam através de um fundo russo. Com esta promessa acabou por ser eleito como presidente do Sporting, mas o dinheiro dos russos nunca chegou a aparecer.
Voltando aos negócios com os fundos, acha o individuo em questão que "foi só perder dinheiro" e que "é uma questão de matemática". Vamos a isso então:
- A 15 de Julho de 2009 o FC Porto anuncia a compra de 60% do passe do Falcao por €3,93 milhões. A 18 de Agosto de 2011 anuncia a venda do jogador por €40 milhões que, eventualmente, poderia chegar aos 47. 60% de 40 são 24, o que significa que o Falcao, além de títulos, rendeu ao clube cerca de €20 milhões. (Fonte: CMVM)
- A 16 de Agosto de 2011 o FC Porto contrata Mangala por €6,5 milhões. A 27 de Dezembro do mesmo ano vende por €2,65 milhões 33,33% e atribui 10% de uma futura transferência a uma outra entidade, ficando assim com apenas 56,67% dos direitos económicos do francês. A 11 de Agosto de 2014, esses mesmo 56,67% rendem ao clube €30,5 milhões. Contas feitas, o FC Porto lucrou €26,65 milhões. (Fonte: CMVM)
Claro que a estes valores faltará deduzir os prémios de assinatura, os valores de intermediação dos negócios e os salários que ambos auferiam. No sentido inverso, também não sabemos que parte dos €7 milhões em variáveis da transferência de Falcao recebeu o FC Porto. No entanto, os valores finas serão bem superiores ao lucro de um ou dois milhões mencionado pelo invejoso da segunda circular.
Com a chegada do argelino Ghilas, o FC Porto fica finalmente com duas opções de qualidade para ocupar a posição de ponta-de-lança. Desde a dupla McCarthy-Derlei que não havia uma dupla que me entusiasmasse tanto. Ghilas tem como principal característica a sua capacidade fisica, mas consegue juntar-lhe uma boa capacidade técnica e de decisão. Acabado de chegar ao FC Porto depois de uma grande época no Moreirense, o argelino torna-se assim uma alternativa de peso - ou um valioso complemento - ao colombiano Jackson na frente de ataque.
Não é a primeira vez que o FC Porto, num passado recente, assegura a contratação de um jovem avançado que brilhou por outro clube da Primeira Liga. Depois de brilhar ao serviço do Marítimo, Kléber chegou ao Dragão mas nunca conseguiu mostrar o que mostrou na equipa madeirense. A ideia da sua contratação parecia ser que este fosse o herdeiro do lugar de Falcao a médio prazo, mas o brasileiro cedo se viu privado daquele que deveria ter sido a sua referência e aquele com quem aprendia enquanto ia crescendo na sombra. O "peso" da camisola e a pressão de ser o substituto de um espectacular Falcao foram demais para ele. Esperemos que o caso de Ghilas seja diferente e que a história não se repita.
Jackson foi um jogador fundamental na época 2012/2013 e penso que nenhum portista se sente preparado para ficar sem ele já este Verão. Embora a confiança em Ghilas seja enorme, seria importante para o FC Porto que este tivesse a companhia do colombiano por pelo menos mais um ano.
Já há algum tempo que, via Twitter, sou seguidor de alguns dos nosso atletas. Para já, tenho conhecimento das contas oficiais do Guarín, Castro, James e Falcao. Entre outras coisas, é minha pratica comum ir espreitando o que eles têm para dizer a todos nós.
Ontem, durante a minha visita habitual, encontrei isto:
Curioso para saber o que se passava segui a ligação e encontrei esta imagem:
O jornal A Bola já consegue chegar ao ponto de ser alvo de piadas por parte dos jogadores portistas. Pela reacção do Falcao, esta notícia é mais uma invenção de um jornal que, como nós sabemos, não prima pelo rigor no que ao FC Porto diz respeito.
Durante as próximas semanas são esperadas mais notícias destas. Sendo que o prato principal será os alegados interesses de outros clubes em contratrar os nosso principais jogadores. A finalidade, todos nós sabemos, é perturbar esses mesmos jogadores e a nós, os adeptos. Nada ao qual não estejamos já habituados.
No dia após a final da Liga Europa, Jorge Coroado, na sua habitual análise sobre os lances mais polémicos que faz para o jornal O Jogo, afirmou que Falcao estava em posição irregular no momento do passe de Guarín.
Ao analisar as imagens acima, que descobri pelo Porta 19, depressa concluí que a análise deste alegado especialista estava, mais uma vez, errada.
Na primeira imagem, fracções de segundo antes do cruzamento, Falcao encontra-se claramente atrás de Paulão que tem um pé dentro da grande área enquanto o colombiano se encontra completamente fora da mesma.
Na segunda imagem, fracções de segundo após o cruzamento, ambos se encontram na mesma posição que ocupavam na primeira imagem. A única diferença é que Falcao tem o corpo inclinado para a frente, ao nível da linha de grande área, mas continua a ser colocado em jogo pelo pé de Paulão que se encontra claramente para lá dessa linha.
Por isso pergunto: Fora-de-jogo onde, senhor Coroado?
Como toda a gente sabe, o FC Porto no passado Domingo venceu o SL Benfica por 5-0. O que causa algum espanto é apenas a diferença no marcador, porque a equipa orientada por Jorge Jesus já estava condenada à derrota há muito tempo.
Os dirigentes e o treinador do SL Benfica, ao mexer no orgulho dos jogadores e adeptos do FC Porto, compraram uma guerra que não tinham a mínima hípotese de ganhar.
Isto por vários motivos, mas o mais forte de todos é o mais simples: O Benfica não tem equipa para ganhar ao FC Porto. Depois vêm os extras que os responsáveis encarnados, quase sempre pela voz do seu presidente, foram dando aos jogadores do FC Porto como motivação extra.
Durante toda a pré-época e as primeiras jornadas da liga toda a estrutura do Benfica - desde o presidente aos representantes do clube nos programas de opinião da TV, passando pelos simples jornalistas -, anunciava para todo o mundo que o título era para renovar, que era este o plantel mais caro de sempre e que não havia nenhuma equipa do mundo a jogar como eles.
Se eu fosse jogador do FC Porto a primeira coisa que eu ia pensar era do género «este ano é que vai dar vício f**** estes gajos». E a julgar pelas palavras do Miguel Lopes, o sentimento do palntel do FC Porto era esse por altura da Supertaça. Aguém se lembra do resultado? 2-0 para nós e um banho de bola que não deixou o Benfica de rastos porque ainda havia muitas desculpas para gastar.
O coro de desculpas teve a sua apoteose com o famoso comunicado do SLB após a derrota em Guimarães. Nesse dia o Benfica deu por terminada a sua luta pelo título e começou, à terceira jornada (!), a campanha de desvalorização da Liga, e por tabela da equipa melhor colocada para a vencer, o FC Porto.
Já toda a gente conhece o sistema que funciona na cabeça do Sr. Vieira: Se é nosso, é bom. Se é dos outros, não presta.
Chegando ao dia anterior ao jogo começa o espetáculo. Centenas de elementos da polícia protegem a comitiva encarnada até ao hotel. A paranóia chega ao ponto de cortar estradas, num dia de trabalho para a grande parte das pessoas, e de fazer um helicóptero acompanhar o autocarro durante a sua viagem. Arrisco a dizer que o Papa Bento XVI não teve metade da protecção.
Depois de Luís Felipe Vieira ter avisado que se o autocarro fosse atacado haveria uma grande surpresa, a polícia fez-lhe uma enorme desfeita ao impedir que isso acontecesse e obrigou a sua equipa a ir a jogo.
Num ambiente completamente hostil para os visitantes aconteceu o previsível: O seu treinador acobardou-se e colocou uma equipa defensiva e preocupou-se apenas em tentar anular o jogo dos Dragões. Isto no papel, porque na realidade o Benfica nem defendeu nem atacou,
limitou-se a ver o FC Porto jogar.
O guarda-redes Roberto foi o mais pressionado pelos adeptos portistas. Desde o início do jogo que lhe foram exibidos cartazes na sua língua materna na tentativa de o afectar psicologicamente. De lamentar apenas o facto de meia dúzia de «nabos» terem decidido atirar-lhe com bolas de golfe. Um dos momentos épicos que o Dragão viveu foi mesmo a provocação de génio que lhe foi dirigida. O mundo ficou perplexo ao ver uma galinha dentro da baliza do Benfica! Um momento único e espetacular!
Veja o vídeo desse momento:
Depois disto ficou à vista de todos que os portistas não queriam só a vitória, queriam a humilhação do Benfica! Queriam que o Jorge Jesus engolisse as palavras que proferiu na época passada depois do FC Porto ter sido eliminado da Liga dos Campeões. Não só as engoliu como ainda foi para flash-interview dizer que o FC Porto ganhou apenas por causa do Hulk - sim, aquele mesmo que caiu na Emboscada da Luz e que não fazia a miníma diferença na prestação da equipa portista nos jogos -, desvalorizando assim o festival que a sua equipa levou no relvado do Dragão. Já o seu presidente não esperou pelo fim do jogo, a meio da segunda parte abandonou o seu lugar no estádio e absteve-se de ver o resto do jogo. Para além de mentiroso é também cobarde...
Durante os noventa minutos a equipa de azul-e-branco, qual rolo compressor, cilindrou por completo uns tipos que equipavam de vermelho. Um FC Porto exuberante que nem toda a preocupação defensiva do mestre da táctica conseguiu parar. De destacar as exibições de Hulk e Belluschi que abriram a defesa do Benfica vezes se conta. Sapunaru e Guarín, muitas vezes criticados pelos portistas, estiveram irrepreensíveis e Falcao voltou aos golos para a Liga Portuguesa. Todos os outros estiveram a grande nível e deram um grande contributo nesta vitória histórica.
Quanto à equipa do Benfica... Bem, estes já ficaram contentes em pontapear algumas bolas para os adeptos do FC Porto depois delas já estarem fora das quatro linhas. Isso diz tudo sobre a noite que passaram.
Uma última palavra para a verdadeira Legião Azul-e-Branca que esteve no Dragão: FANTÁSTICO!
Um apoio incondicional desde a chegada do autocarro até ao fim do jogo. Assim torna-se mais fácil ganhar os jogos.
Todos nós sabemos que o título de melhor marcador da Liga fugiu a Falcao por um golo, mas isso pouco ou nada muda na grande época do nosso goleador.
Na sua primeira temporada na Europa, Falcao marcou 33 golos em 43 jogos oficiais com a camisola do FC Porto. Foram 4 na Liga dos Campeões, 3 na Taça de Portugal, 1 na Taça da Liga e 25 na Liga Sagres.
O nosso camisola 9 manteve uma bela e emocionante discussão pelo título de goleador da Liga até à última jornada com Cardozo, mas acabou por não ser dono da sorte. Mesmo assim conseguiu acompanhar, e por vezes ultrapassar, o seu directo rival que, embora este ano nem tenha sido muito feliz nesse aspecto, é um especialista em bolas paradas e jogava pela equipa que teve o melhor ataque do campeonato.
Falcao provou ser o melhor ponta-de-lança a jogar em Portugal. Um matador como o FC Porto não tinha desde os tempos do Super Mário Jardel. Mas fez mais que isso. Além dos golos ainda arranja tempo para trabalhar para a equipa, seja a defender ou a atacar.
Não ficou para a história deste campeonato como sendo aquele que mais golos marcou, mas ficou como sendo aquele que marcou o mais belo de todos eles: