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1 de maio de 2014

Fogo de artifício

O dia de hoje fica marcado pelo ataque que o FC Porto, através de um comunicado no site oficial, faz ao jornal O Jogo. É interessante que o termo "Judas" tenha sido o escolhido para o fazer, dando assim a entender que o FC Porto foi traído por um dos que lhe era mais próximo, neste caso o dito jornal.

   



Ainda não consegui perceber o que se encontra por trás disto, mas uma coisa é certa, a não haver interesse do FC Porto no Ghazal, a notícia devia ter sido desmentida no passado dia 12 de Abril, altura em que surgiu pela primeira vez. O comunicado hoje emitido é demasiado agressivo para o que foi escrito pelo diário desportivo e, olhando a um passado recente, é de espantar que a SAD se tenha dado ao trabalho de desmentir o interesse num jogador quando por exemplo não o fez quando A Bola no passado dia 29 de Abril fez referencia a uma possível saída de Antero Henrique da estrutura azul-e-branca.

Antes da noticia sair na bola já corria pela Internet o rumor de que o Vice-Presidente do FC Porto estaria em Manchester e que a viagem serviria para negociar a própria saída para outro clube. No dia seguinte, ou seja ontem, sai a conveniente noticia n'O Jogo de que o City estaria de volta às negociações por Fernando e Mangala. O FC Porto manteve-se em silêncio até hoje, altura em que se pronunciou e preferiu, uma vez mais, desviar as atenções para um assunto que pouco interessa.

Olhando a este esquema de desmentidos, parece-me justo assumir que se A Bola não foi desmentida e entretanto o O Jogo foi acusado de ser falso como Judas, é porque Antero Henrique está mesmo de saída e que, para já, não há negociações nenhumas tendo em vista as saídas de Fernando e Mangala para os ingleses. Até tudo estar esclarecido, continuará a campanha de contra-informação por parte do FC Porto.

15 de março de 2014

Um passo de cada vez


Depois do regresso às vitórias frente ao Arouca, o regresso aos jogos sem sofrer golos. O FC Porto conseguiu travar o ataque do Nápoles, que é apenas o segundo melhor do campeonato italiano. A equipa esteve em bom nível e conseguiu dominar a maior parte do jogo de forma segura e autoritária. O resultado é curto, mas certamente que vamos a Itália em melhor posição do que o que seria de esperar há duas semanas atrás. Que o jogo da época passada em Málaga sirva de exemplo a não seguir.

Com isto não quero dizer que os erros defensivos que se tornaram moda durante a presente temporada acabaram. Houve um ou outro que poderiam ter custado bem caro, mas que acabam por ser normais numa equipa que passou seis/sete meses a trocar de elementos todos os jogos e que nunca teve um onze base. Além disso, a quantidade dos ditos erros parece estar a diminuir fruto do novo modelo de jogo que devolveu a Fernando a capacidade de ser o quinto defesa mas que ganha bolas no campo todo. Maicon e Alex Sandro voltaram às boas exibições e deverão formar com Danilo e Mangala a defesa que Luís Castro fará alinhar preferencialmente até ao final da época. É uma sorte ter jogadores deste nível e ainda hoje não consigo perceber o que Paulo Fonseca fez para os fazer parecer um grupo de amadores a defender...

Jackson voltou aos golos e já leva dois no mesmo números de jogos, os dois de Luís Castro na frente da equipa. Quintero e Ghilas têm sido os primeiros a serem lançados no decorrer do jogo e cada vez mais se perfilam como alternativas válidas aos olhos do novo treinador. Uma lufada de ar fresco num ataque que há uns jogos a esta parte parecia já não ter nada a oferecer.

Será isto suficiente para assustar o próximo adversário? A julgar pelo circo montado pelo Bruno de Carvalho nos últimos dias, diria que sim. O Sporting prepara-se para fazer mais uma época à Sporting, conquistando aquilo a que nos habituou nos últimos anos: nada. As únicas diferenças entre esta época e as outras são o abaixamento de rendimento de FC Porto e Benfica e o constante choro vindo de Alvalade.

Desde 2008 que o FC Porto não vai a casa do Sporting ganhar. Isto deve-se em grande parte a um misto de sobranceria por parte dos nossos jogadores a que se acresce o agigantamento próprio das equipas pequenas quando defrontam um grande. A nossa displicência, aliada à mentalidade de jogo da época Sporting, tem resultado em vitórias da equipa da casa ou empate. Este fim-de-semana espero uma atitude bem diferente por parte dos jogadores portistas, mais não seja porque não estão em posição que se possam orgulhar e porque têm que provar de uma vez por todas aos sportinguistas que o Sporting campeão é mesmo uma ilusão.

Estou moderadamente confiante na vitória. Luís Castro tem assumido a postura correcta desde que chegou e a isso junta um discurso humilde mas confiante. Se a equipa conseguir manter o nível evolutivo que evidenciou na última semana, será muito difícil obter outro resultado que não seja a vitória. Se do outro lado Leonardo Jardim decidir fazer como no último "Derby da Amizade" - desfazer o meio-campo para jogar em 4-4-2 com André Martins como extremo direito e juntar Slimani a Montero no ataque -, aí a missão do FC Porto estará mais facilitada... Mas não conto muito com isto. Desde cedo se percebeu que a motivação daquela gente é abater o FC Porto e de certeza que continuarão a fazer como até agora: não olhar a meios na tentativa de o fazer.

13 de fevereiro de 2014

O meio-campo de Paulo Fonseca

É do conhecimento de todos que o maior problema do FC Porto está época está no meio-campo. Se na época passada havia Fernando, Moutinho e Lucho que na pior das hipóteses jogavam só bem, este ano o Paulo Fonseca decidiu aproveitar a saída do português para desfazer por completo qualquer rotina que sobrasse naquele sector. Para piorar a situação, Lucho González foi vendido em Janeiro.

A ideia de inverter o triângulo não parecia má de todo em teoria, o problema foi que cedo se percebeu que havia algo que não estava a funcionar. Assim sendo, Paulo Fonseca deitou mãos à obra. Engana-se quem pensa que ajustou a forma da equipa jogar. O treinador do FC Porto optou por começar a testar combinações de jogadores para o meio-campo do seu tão amado 4-2-3-1.

Neste momento e com 32 jogos disputados, já foram testadas 15 combinações. Por vezes dá a sensação das escolhas serem feitas tendo como base o acaso. Fica assim claro o motivo para o fio de jogo que o ainda campeão nacional (não) apresenta.

É imperial para o FC Porto estabilizar um onze e começar a mostrar melhorias de forma imediata se ainda tem intenção de lutar pelo primeiro lugar do campeonato. De outra maneira será muito difícil, ou mesmo impossível, chegar sequer lá perto. A vantagem está toda do lado do Benfica, mas esse filme já foi visto mais que uma vez. É preciso acreditar mas, acima de tudo, primeiro é preciso melhorar. E muito. Infelizmente, enquanto não vir melhorias não consigo acreditar no tetracampeonato.

25 de outubro de 2013

Ensinamentos


A expulsão do Herrera frente ao Zenit, à excepção da derrota neste jogo, só nos trouxe coisas boas. A partir do sétimo minuto deste jogo, Fernando passou a jogar sem ninguém declaradamente a seu lado e voltou a fazer uma exibição de classe mundial. De repente toda a gente ficou a perceber que o Polvo é um jogador fundamental na equipa do FC Porto e que rende mais quando joga sozinho. Só me pergunto é como foi possível ser preciso isto para que boa parte dos portistas lhe dessem valor e para que comecem a perguntar está em fim de contrato. Espero que o Paulo Fonseca também tenha visto o que anda a desperdiçar, porque se não viu...

Novo jogo na Liga dos Campeões e novo golo sofrido porque houve a "infelicidade" de um cruzamento cair na zona do Otamendi. Nem valorizo em demasia a perda de bola infantil que ia dando o golo a Hulk porque foi isso mesmo, uma infantilidade, e as infantilidades podem ser corrigidas. Infelizmente, para ele e para nós, a sua baixa estatura é procurada com frequência nos jogos de maior exigência e é um problema impossível de resolver. Para mim, há muito que tinha perdido o lugar no onze, mas a sua concentração e antecipação foram-lhe garantindo a tituralidade. Vejamos o que lhe acontece nos próximos tempos devido às recentes falhas de concentração.

Outra coisa que saltou à vista foi o carácter forte que a equipa mostrou durante os 90 minutos a jogar em inferioridade numérica. A parte boa disto é que fica aberta a possibilidade de Paulo Fonseca dar oportunidades no onze inicial aos desequilibradores ou a um segundo ponta-de-lança. Qualquer uma das escolhas, por muito pouca capacidade defensiva que tenha, será sempre muito diferente a jogar com menos um elemento porque obriga o adversário a ter maiores cautelas.

Kelvin, Quintero e Ghilas ganham assim um novo argumento na luta pela titularidade. É importante que Paulo Fonseca pare para pensar e perceba que o FC Porto não precisava de uma revolução na sua forma de jogar, que precisava apenas de uns pequenos ajustes no ataque e que não foi recuando um médio para o lado do Fernando e adiantando outro para perto do ponta-de-lança que os problemas ofensivos foram resolvidos.

Chegou a altura de dar equipa o que ela precisa: alguém que decida o jogo num lance de génio. Esse alguém fazia falta no passado e continua a fazê-la no presente.

14 de outubro de 2013

O que fazer com Fernando?

Esta pergunta pode ser feita tanto a Paulo Fonseca como à SAD. Se o primeiro, graças às suas aventuras tácticas, fez com que o Polvo fosse remetido à banalidade no arranque da temporada, os segundos deixaram a situação contratual que liga um dos melhores médios-defensivos da história do FC Porto arrastar-se sem ser revista até ao último ano de contrato.

Embora longe do seu melhor, o camisola 25 dos Dragões tem vindo a subir de rendimento face aos ajustes feitos pelo treinador no que ao meio-campo diz respeito. Fernando tornou-se indiscutível no onze do FC Porto logo na primeira época após a saída de Paulo Assunção. Há vários anos que é fundamental na manobra defensiva da equipa e é quase um crime não tirar partido da sua capacidade para compensar as subidas dos colegas ou de roubar bolas aos adversários. Não me vou alongar mais neste assunto pois já deixei bem claro em posts anteriores que acho o 4-3-3 o sistema que mais favorece as características dos jogadores à disposição de Paulo Fonseca.

Além da vertente táctica, preocupa-me que esteja em final de contrato. Durante a pré-temporada mostrei-me preocupado com a possível saída de Fernando do clube, preocupação que ainda mantenho mas com uma agravante: agora há o risco que saia sem qualquer retorno financeiro. No entanto, e face à sua preponderância na equipa, antes isso do que uma venda em Janeiro. Para evitar estes cenários a SAD tem de pensar numa solução engenhosa.

Um aumento salarial não deve ser suficiente para que o Polvo assine um novo contrato. Assim sendo, os administradores do clube terão de ser flexíveis na altura de fixar a cláusula de rescisão e propor uma cláusula na ordem dos 15 milhões de euros - valor bem a baixo do que seria de esperar em condições normais - e, talvez, prever uma descida automática da mesma a cada ano cumprido de azul-e-branco.

Com 26 anos e a cumprir a sexta época como titular no FC Porto, Fernando tem a legitima ambição de experimentar outros campeonatos e de chegar à selecção brasileira. Compete à SAD fazer tudo o que estiver ao seu alcance para o demover a sair no fim da presente temporada sem dar qualquer compensação financeira ao clube que o deu a conhecer ao mundo.

20 de setembro de 2013

Os erros de Paulo Fonseca

É difícil ser treinador do FC Porto. Além da má-imprensa, é preciso também lidar com adeptos elitistas que por vezes fazem um esforço para complicar pequenas situações. Mais difícil fica quando se decide complicar, e foi o que Paulo Fonseca fez.

Quando assumiu o comando da equipa, fê-lo sob o fantasma da perda de Fernando, o melhor trinco a jogar em Portugal, o que aliado ao facto de ter o 4-2-3-1 como sistema preferido fez a ideia de esquecer o 4-3-3 ganhar força. A pré-época começou bem e depois foi abrandando criando junto dos portistas a dúvida se a equipa estaria mesmo preparada ou se os indicadores iniciais seriam fruto das expulsões sofridas pelos adversários. A Supertaça trouxe uma boa exibição e as preocupações foram-se embora... voltando na semana seguinte após o mau desempenho em Setúbal.

Os números dizem que o FC Porto está forte. Seis vitórias em seis jogos oficiais com apenas um golo sofrido não deviam deixar dúvidas. Mas elas existem. As exibições fora de portas têm sido péssimas e muito sofridas, o rigor defensivo a que fomos habituados nas épocas de Vítor Pereira desapareceu juntamente com a posse de bola segura e a capacidade de a recuperar pouco após a sua perda. Os erros individuais sucedem-se, o recurso à falta para parar o adversário quase dobrou e, por vezes, a equipa parece perdida em campo. O jogo colectivo foi substituído pelas inspirações momentâneas dos jogadores para chegar ao golo. A largura e verticalidade que Paulo Fonseca tentou dar ao futebol praticado não estão a compensar minimamente a perda da segurança defensiva que os Dragões apresentavam em 2012/2013.

Olhando a estes factos, acho que chegou a altura do treinador ponderar regressar ao 4-3-3. As movimentações estavam assimiladas e a dupla Quintero-Licá oferece mais velocidade e imprevisibilidade à equipa do que James e Varela ofereciam. Devia ter sido este o caminho seguido desde o principio: aproveitar a base feita em três épocas com apenas uma derrota para o Liga - e nas condições conhecidas por todos - fazendo apenas pequenos ajustes tendo em conta a ideologia de jogo que defende. Não diria que foi um erro tentar o 4-2-3-1 e muito menos que seja uma estratégia inviável, simplesmente acredito que o modelo apresentado na última época oferece outras garantias. Erro foi tentar mudar tudo de uma vez e de forma precipitada.

Se Paulo Fonseca for capaz de recuar e depois, dando tempo ao tempo, começar a trabalhar a equipa para jogar em 4-2-3-1, estará a facilitar a sua própria tarefa porque, durante esse período, terá em campo uma equipa capaz de jogar quase de olhos fechados. Precisamente o contrário do que sucede agora.

13 de setembro de 2013

Análise ao Plantel 2013/2014 - O Meio-Campo

A época 2013/2014 parece ter neste sector a sua principal novidade. Depois de muitos anos em 4-3-3, com um médio-defensivo e dois mais adiantados, o FC Porto apresenta-se agora em 4-2-3-1 com um 10 a jogar na frente dos outros dois médios.

Há alguma preocupação nos portistas face a esta alteração pois consideram que o Fernando perde influência com um outro jogador ao lado e/ou o Lucho não tem capacidade para desempenhar a posição 10 de forma satisfatória. Embora discorde de ambas as opiniões, confesso que as exibições de ambos nos jogos frente ao Vitória de Setúbal e ao Paços de Ferreira me preocupam. Acredito que o 4-2-3-1 é viável com estes jogadores, no entanto, devido à manutenção do Fernando no plantel, veria com bons olhos o regresso ao 4-3-3 que está mais do que assimilado por todos.

Se na última época as opções escasseavam, este ano isto não se verifica. Para colmatar as saídas de Moutinho e depois de Castro, foram contratados vários jogadores, apesar do meio-campo titular actual ser constituído por três jogadores com alguns anos de Dragão ao peito, o que é bastante positivo. Defour assumiu finalmente o papel de titular e parece que, pelo menos nos próximos tempos, é para manter. Herrera e Carlos Eduardo têm jogado pela equipa B numa tentativa de acelerar a sua adaptação. Se no caso do mexicano se quer proporcionar a oportunidade de lhe dar a conhecer um pouco do futebol europeu, o caso do brasileiro é diferente. Carlos Eduardo tem sido moldado para jogar atrás do 10 - posição que tem por preferencial -  e ao mesmo tempo é-lhe dada a oportunidade de treinar e jogar num clube com a exigência do FC Porto após alguns anos a jogar em Portugal mas em clubes de dimensão menor.

Josué que durante a pré-época foi testado pouco por todo lado (10, médio-centro, extremo e até lateral-esquerdo), foi titular até agora nos três jogos do campeonato como extremo-direito, aproveitando a lesão de Varela. No entanto, e apesar das exibições positivas, tem o lugar ameaçado e prevê-se que o perca a curto prazo para o reforço-sensação: Quintero. O colombiano tem sido aposta de Paulo Fonseca a partir do banco e em três jogos do campeonato foi mesmo ele que fez a diferença. Frente ao Vitória de Setúbal entrou e marcou o 2-1 e, posteriormente, frente ao Paços de Ferreira entrou para assistir Jackson para o golo da vitória. Além disto, tem um toque de bola que não engana e tem trazido qualidade ao jogo dos Dragões. Tem tudo para ser umas das figuras do campeonato.

Izmaylov, à imagem de Josué e Quintero, é uma opção a ter em conta para actuar como 10, no entanto é espectável que tenha mais tempo de jogo numa das alas do que no centro.

Na equipa B, à espera de uma oportunidade, estão Mikel, Tomás Podstawski, Leandro Silva e Pedro Moreira de características mais defensivas, assim como Tozé, Pavlovski e Belinha de características mais ofensivas.

30 de junho de 2013

Manter o 4-3-3 ou procurar alternativas?

A eventual saída de Fernando preocupa-me. Já a interiorizei como sendo certa mas, talvez fruto de tantos anos a ver o polvo à frente da defesa, não consigo imaginar uma época inteira sem ele. Paulo Fonseca tem aqui o seu primeiro grande desafio como treinador do FC Porto, como mencionei anteriormente em «Que meio-campo esperar para 2013/2014?».

Castro e Herrera, embora possam desempenhar a função como recurso, parecem talhados para jogar mais adiantados no terreno, deixando Defour como único candidato natural ao lugar. Há ainda a possibilidade de adiantar Reyes ou Danilo no terreno, mas neste caso talvez seja preciso ir ao mercado comprar mais um defesa. Caso se confirme a contratação de Dória, defesa-central brasileiro, ganha mais força a hipótese da saída de Otamendi ou Mangala e do adiantamento do Reyes para o lugar de trinco. Danilo, neste momento, parece ser uma hipótese mais remota. Mantendo o 4-3-3, será de esperar algo deste género na próxima temporada:

A dupla provável de defesas-centrais será composta pelo jogador que ficar entre Otamendi e Mangala que se juntará ao Maicon. Defour deverá ser o escolhido para o lugar de trinco, no entanto poderá jogar também mais adiantado devido a uma eventual indisponibilidade do mexicano Herrera, entrando assim o também mexicano Reyes para a posição 6. A imprensa tem dado como certas as aquisições de Quintero e Bernard, mas como ainda não estão efectivamente contratados, coloquei-os no onze à condição e juntamente com a alternativa mais forte a cada um deles, os portugueses Varela e Licá. Como referi a cima, há ainda a hipótese de utilizar o Danilo no meio-campo, mas neste caso seria mesmo imperial a ida ao mercado para contratar um defesa-direito, uma vez que o sobraria apenas o uruguaio Fucile como alternativa natural para o lugar.

A hipótese que se tem falado como alternativa ao 4-3-3 é o 4-2-3-1. Neste caso, mesmo com a saída de Otamendi ou Mangala, deixaria de fazer sentido a contratação de Dória, pois ainda restam outras três opções para o centro da defesa: Abdoulaye, Maicon e Reyes. Pessoalmente agrada-me a ideia de jogar neste sistema, no entanto há uma condição que pessoalmente não abdicaria para o utilizar: ter uma defesa capaz de jogar adiantada no terreno. Dito isto, seria para mim impensável perder o Mangala e, assim sendo, a SAD teria de optar por vender o Otamendi e fazer um esforço para segurar o francês. Onze provável usando o 4-2-3-1:

Neste caso as únicas dúvidas nas escolhas seriam os extremos que estão ainda dependentes de eventuais reforços. Recuperando o que foi escrito em «Que meio-campo esperar para 2013/2014?»:
"Defour e Herrera seriam os principais candidatos a ocupar os dois lugares mais recuados do meio-campo, num sistema que beneficiaria as características de ambos e também do próprio Castro. A posição 10 ficaria com vários candidatos: Carlos Eduardo e Josué caso o treinador pretenda alguém mais móvel; Lucho ou Tiago Rodrigues caso o pretendido seja alguém mais responsável tacticamente ou com uma boa meia distância; Kelvin ou até Iturbe caso Paulo Fonseca precise de mais irreverência."
Neste desenho táctico e numa equipa como o FC Porto, é importante conseguir jogar com a defesa junto à linha de meio-campo. Desta forma, evita-se que os médio recuem em demasia, ficando quase com dois trinco, mas mesmo assim consigam dar apoio à defesa. Com extremos com pouca capacidade defensiva, como parecem ser Bernard e Quintero, este factor torna-se ainda mais importante, assim como ter uma linha defensiva com velocidade e capacidade de antecipação aos passes que lhes são colocados nas costas.

Neste momento parecem ser estes os dois sistemas mais prováveis olhando ao plantel e aos rumores de transferências. Muita coisa pode ainda mudar, como por exemplo o Fernando renovar e ficar no FC Porto por mais um ano. Em qualquer caso, cabe a Paulo Fonseca decidir o que será melhor para a equipa.
Post elaborado com a colaboração de Jeannie Ferrami.

6 de março de 2013

Alternativas a Danilo


Chegado ao FC Porto em Janeiro de 2012, Danilo depressa se assumiu como titular no lado direito da defesa e arrancou um punhado de boas exibições que o levaram a ser bastante elogiado um pouco por toda a crítica. Apesar das boas exibições, o brasileiro nunca escondeu que era no meio-campo que se sentia mais à vontade, no entanto sempre mostrou disponibilidade para jogar onde fosse preciso. Os seus problemas começaram quando, em jogo da Liga Europa frente ao Manchester City, se lesionou e desde então nunca mais voltou ao nível que mostrou nos primeiros jogos de dragão ao peito.
De um momento para o outro, o jogador viu-se envolvido em desconfiança por parte dos adeptos e a isso não está alheio o seu elevado custo. A SAD azul-e-branca adquiriu o passe do Danilo por 13 milhões de euros e há ainda acrescentar a isto 4 milhões de euros em comissões de mediação e 2 milhões de euros de prémio de assinatura. São valores muito altos e, de forma indirecta, o jogador está a sofrer com isto.

Estamos a entrar agora na fase decisiva da época e, como referi no post anterior, alguns jogadores começam a acusar algum desgaste. Danilo é claramente um deles. Além do desgaste físico devido à ausência de uma alternativa directa, tem ainda o desgaste psicológico de ser dos poucos jogadores portistas que não conta com a simpatia do público do Dragão.

Numa tentativa de recuperar o jogador física e psicologicamente, penso que seria benéfico dar-lhe algum descanso. Devido à inexistência de uma alternativa directa, deixo-vos as minhas cinco sugestões:


Utilizado durante grade parte da época passada como defesa-direito por Vítor Pereira, Maicon acabou por agarrar o lugar na equipa voltando mais tarde ao centro da defesa, a sua posição natural. Seguro a defender e sem capacidade técnica para dar largura ao jogo portista e criar desequilíbrios no ataques, seria sempre uma opção para um jogo em que fosse necessário um jogador alto extra para defender nas bolas paradas.


Diogo Mateus é um jovem brasileiro que se encontra na equipa B por empréstimo. A contrario de Maicon, é um jogador com mais apetência para o ataque. De baixa estatura e bastante rápido, pode usar a sua velocidade para criar oportunidades de cruzamento. No entanto o maior problema está na sua quase incapacidade de defender, embora tenha melhorado um pouco desde a sua chegada ao clube. Seria apenas de considerar a sua utilização num jogo onde seja de esperar que o adversário se vá limitar a defender.


Sendo neste momento o médio em melhor forma, seria de todo desaconselhado desviar o Fernando para a defesa. No entanto pode ser usado na posição como uma solução de emergência e já deu provas que pode fazê-la com qualidade. Melhorou bastante tecnicamente desde a sua chegada ao FC Porto, mas no entanto a sua capacidade de cruzamento não é ainda a melhor.


Fruto das escolas do FC Porto, David Bruno tem alternado a titularidade com Diogo Mateus na equipa B. Melhor defensivamente e pior ofensivamente que o colega brasileiro, apesar de ter uma capacidade de cruzamento razoável. Tem como principal vantagem o facto de já ter feito duas pré-épocas com a equipa principal.


Contratado originalmente para ser uma alternativa a Fernando como trinco, Steven Defour já deu provas de toda a sua qualidade técnica e táctica ao jogar em todas as posições do meio-campo e ainda como extremo. De todas as opções que apresentei, é talvez a mais improvável e, na minha opinião, a que teria mais hipotese de dar à equipa aquilo que esta precisa: rigor e qualidade na defesa juntamente com a capacidade de aparecer no ataque. O belga, para surpresa de muitos, mostrou uma excelente capacidade em desequilibrar em situações de um-para-um e também uma excelente técnica ao nível do cruzamento. Logo que o Moutinho recupere da sua lesão e volte à equipa, Vítor Pereira devia pensar um pouco sobre esta possibilidade.

1 de abril de 2012

Com Fernando a música é outra

Quem viu os jogos do FC Porto em que o Fernando não jogou e viu agora este FC Porto - Olhanense, com certeza que reparou que há uma grande diferença no comportamento da equipa portista em campo com e sem o brasileiro.

Com o melhor médio a recuperar bolas da liga em campo, a equipa do FC Porto ganha capacidade de pressionar o adversário quando está em situação defensiva e, o mais importante, consegue libertar os dois laterais para o ataque quando está na posse da bola. Foi possível ver por várias vezes o Fernando a recuar para junto de Otamendi e Maicon e formar uma espécie de linha defensiva a três.

Os Dragões podem aproveitar assim a tendência de James e Hulk em procurarem jogo interior sem perder a capacidade de jogar pelos flancos. Aliado a isto está ainda o facto de Lucho poder jogar mais recuado onde pode realmente fazer a diferença, pois James ocupa bem os espaço que há entre o meio-campo e o ponta-de-lança.

Com Danilo cada vez mais próximo do regresso, o FC Porto tem agora a oportunidade de terminar a época a praticar um bom futebol e renovar assim o título de campeão.

22 de outubro de 2010

A força tem um nome: Futebol Clube do Porto

Na antevisão ao jogo de hoje, o treinador do Besiktas, Bernd Schuster disse que o FC Porto era uma fábrica de futebol. Isso pelo facto do clube contratar jogadores a equipas pequenas, para os evoluir e depois vender sem deixar de ser uma equipa constante.

Só que isso também tem custos. Ou seja, muitos jogadores são ainda muito jovem e têm pouca experiência, e a falta de experiência do Maicon hoje podia ter-nos saído muito cara. Ao ser expulso aos 43 minutos de jogo com o resultando em 0-1 deixou os seus companheiros com um belo problema para resolver. E resolveram mesmo! Com uma classe/carisma que não está ao alcance de qualquer equipa.

O Besiktas até entrou melhor no jogo, mas aos 10 minutos já o FC Porto o tinha equilibrado e começava a obrigar o Besiktas a recuar. Daí até ao golo foi um instante: falcao aproveita um erro do guarda-redes e faz o primeiro. minutos depois após uma grande jogada de Hulk faz mais um que acabou por ser anulado. Fora-de-jogo? Falta? Excesso de velocidade? Classe a mais? Só a equipa de arbitragem o pode dizer, mas a explicação não deve ser fácil de dar. O jogo estava controlado até que, numa boa jogada, aparece um jogador do Besiktas isolado e acaba por sofrer uma falta. Cartão vermelho bem exibido pelo árbitro a Maicon, o autor da falta. Foi pena no minuto seguinte a equipa de arbitragem não ter visto uma falta, em tudo semelhante à da expulsão, sobre o Falcao na área do Besiktas. Ao intervalo sai Falcao e entra Otamendi. André Villas-Boas faz o que pode para tentar segurar a vantagem comapenas 10 jogadores. O FC Porto passa a segunda metade a jogar em contra-ataque e faz mais dois golos por Hulk, chegando assim ao 0-3, o segundo dos quais fez com que os adeptos da casa se levantassem para aplaudir a jogada fantástica de Hulk! Aos 87 minutos Fernando é expulso por acumulação de amarelos numa combinação de infatilidade do jogador com o excesso de zelo do árbitro. Contra 9 jogadores o Besiktas lá conseguiu marcar o tento de honra nos descontos. Resultado final 1-3.

Espero com isto que o Maicon e o Fernado tenham aprendido a lição com os erros cometidos. Porque os colegas de certeza que aprenderam. Hoje correu bem, mas podia ter corrido mal. Muito mal.

PS: Espero que a moda de ganhar mesmo sendo prejudicados pelas arbitragens acabe. É que a continuar assim, em breve já nem isso nos serve de desculpa. Já é a segunda vez este ano que fazem este serviço. Assim não nos entendemos...