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8 de março de 2015

Como encarar a ausência de Jackson


Não adianta nem há como negar que Jackson é o jogador mais importante do FC Porto. Além de ser o melhor marcador da equipa, o capitão é também sempre dos mais esclarecidos e uma luz que vai guiando os colegas nos momentos mais difíceis de cada jogo. Exímio no jogo aéreo e com uma capacidade física abismal, Jackson consegue segurar a bola rodeado por adversários e arrastar a equipa para a frente vezes sem conta em cada jogo que disputa. Como se não bastasse, é ainda um dos mais efectivos na defesa de lances de bola parada e é sempre o primeiro defesa quando a equipa perde a bola. É dispensável dizer que a lesão veio em má altura, porque para perder um jogador da qualidade do Jackson nunca é uma altura menos má.

Tratando-se de uma ruptura muscular, a lesão obriga a que o colombiano fique de fora durante vários jogos, sendo que na melhor das hipóteses - caso a lesão seja de grau I - regressará algures entre a viagem à Madeira para defrontar o Marítimo na meia-final da Taça da Liga e a recepção ao Estoril em jogo a contar para o campeonato, perdendo assim de certeza os jogos com Basel (Liga dos Campeões), Arouca e Nacional (ambos para o campeonato). Mas o mais provável neste momento é volte apenas 28.ª jornada para defrontar o Rio Ave.

No entanto, nem tudo são más noticias. No último fim-de-semana de Março as competições de clubes estarão paradas para dar lugar às selecções, evitando assim que Jackson perca mais um ou dois jogos. Além disso, é quase certo que em caso de apuramento para os quartos-de-final, o FC Porto poderá contar com o melhor marcador para jogar na prova milionária.

Cabe agora à restante equipa assumir a responsabilidade de dar o máximo para que a ausência do capitão seja notada o menos possível, começando por Brahimi e Herrera que têm sido jogadores em sub-rendimento quando comparado com o que já mostraram esta época. Danilo assumirá o papel de capitão e de líder dentro de campo, contando com a ajuda de Helton e Quaresma fora dele. Óliver está prestes a regressar à competição e a forma esclarecida como joga será uma ajuda preciosa.

Quanto ao substituto directo a escolha não deverá ser difícil. Aboubakar tem agora missão de ser o homem mais avançado da equipa, enquanto Gonçalo Paciência terá nova oportunidade de ganhar minutos na equipa principal. Quem poderá também querer aproveitar esta oportunidade para se mostrar é Adrián López. O espanhol tarda em justificar o lugar no plantel e caso recupere a tempo poderá ter a reentrada nas convocatórias facilitada.

O que define os vencedores é a capacidade para tirar o melhor partido possível de cada situação.

6 de março de 2015

A última vez contra o Braga foi assim...

Hoje, às 20:30, o FC Porto vai a Braga para defrontar o Sporting local. Na primeira volta do campeonato os Dragões, a jogar em casa, venceram por 2-1 e, mais recentemente, em jogo a contar para a fase de grupos da Taça da Liga, 1-1 foi o resultado final. É precisamente nesta partida que nos iremos concentrar.

O jogo ficou irremediavelmente marcado pela arbitragem de Cosme Machado. O árbitro da AF Braga expulsou Reyes com duplo amarelo num espaço de 6 minutos, curiosamente nas duas únicas faltas do mexicano na partida. Pouco tempo depois perdoa o segundo cartão amarelo a Sasso numa falta semelhante à que ditou a expulsão a Reyes e, no espaço de minutos, mostra vermelho directo a Evandro, forçando assim o FC Porto a jogar com apenas oito jogadores de campo toda a segunda parte. A segunda parte começa com Cosme Machado no mesmo ritmo e entre faltas de Tiago Gomes, que lhe podiam e deviam ter valido a expilsão, lá arranjou tempo para inventar o penálti que deu o 1-1 ao Braga.

Quem não estava para brincadeiras era Helton. O capitão do FC Porto cumpria o segundo jogo após longa paragem por lesão contraída na época passada e teve uma noite onde defendeu tudo, sendo o penálti a única excepção. O guarda-redes brasileiro acabou o jogo em lágrimas e visivelmente emocionado. Não era motivo para menos, acabara de salvar o primeiro lugar no grupo após ter recuperado de uma lesão que lhe colocou a carreira em risco. Para já, essa noite valeu-lhe o estatuto de suplente de Fabiano que até aí pertenceu a Andrés.

Gonçalo Paciência tem ainda mais um motivo para se recordar desta noite além dos já enumerados: foi o jogo onde se estreou como titular na equipa principal do FC Porto. Começou como avançado e até foi ele que sofreu a falta que deu origem à grande penalidade com que Evandro abriu o marcador. Mas a expulsão de Reyes obrigou-o a funcionar como terceiro elemento do meio-campo, tendo mesmo ficado com a responsabilidade de ajudar José Ángel a fechar o flanco esquerdo após a expulsão de Evandro naquilo que foi o 4-4-0 que o FC Porto foi obrigado a jogar. Foi substituído ao minuto 60 quando estava visivelmente esgotado, mas já depois de ter feito mais do que o suficiente para conquistar a confiança de Lopetegui.

Hoje espera-se um jogo completamente diferente, até pelas diferentes características do mesmo. Se em Janeiro Lopetegui optou por utilizar as segundas linhas, esta noite espera-se um FC Porto na máxima força dentro dos possíveis e a convocatória espelha isso mesmo. O que não espero é que a arbitragem do jogo da Taça da Liga tenha sido um ensaio final para atrasar já nesta jornada ainda mais o FC Porto na luta pelo primeiro lugar.

7 de novembro de 2014

O regresso de André Silva


O FC Porto tem neste momento duas das maiores pérolas do futebol português no que a pontas-de-lança diz respeito. Gonçalo Paciência e André Silva prometem ser o futuro não só do FC Porto como da própria selecção de Portugal e, para já, ambos trabalham às ordens de Luís Castro na equipa B portista.

A época começou com Gonçalo Paciência a ser figura de destaque pela equipa B do FC Porto pela qualidade de jogo que apresentava e que dava sequência ao que havia mostrado no ano passado. O filho de Domingos Paciência tem um estilo de jogo muito semelhante ao de Jackson Martínez, onde joga e faz jogar mas sem nunca deixar de procurar o golo. Mas dias depois do jogo da quinta jornada, frente ao Santa Clara a 31 de Agosto, surge a notícia que o jovem avançado iria estar afastado dos relvados por um longo período devido a uma lesão grave. Nesse momento toda a gente que acompanha a equipa B se lembrou imediatamente que seria a oportunidade ideal para André Silva se afirmar.

André Silva foi figura de destaque nos sub-19 do FC Porto na época 2013/2014, mas pelo meio ainda teve tempo para brilhar em alguns jogos que foi chamado a fazer pela equipa B e de acabar a temporada com um Europeu de sub-19 de grande nível e que deixou meia Europa de olho nele. Com um faro pelo golo apurado a que se junta a garra com que disputa cada lance, bem ao estilo de Lisandro López, o número 89 dos Dragões faz com que o mais leigo dos adeptos perceba que está ali um jogador com futuro.

A informação que o clube presta sobre a equipa B oscila entre o miserável e o nulo, daí durante bastante tempo a esmagadora maioria dos adeptos assumir que André Silva não era convocado por estar também ele lesionado, uma vez que mesmo na quinta jornada já não havia sido convocado. Os jogos foram passando e nem uma palavra sobre o assunto, até que surgiu o rumor que o camisola 89 estava afastado das convocatórias porque se encontra no último ano de contrato e se recusava a renovar.

Durante o período em que se encontrou arredado das convocatórias foram noticiados os interesses de Aresenal e Chelsea e surgiu o boato de que também o Sporting estaria atento à situação do jovem Dragão. Enquanto isto, Ivo - outra grande promessa da formação portista - que, apesar de ser um extremo de qualidade indiscutível, era desviado para o centro do ataque. De repente, o FC Porto via três dos maiores talentos que passaram pela formação nos últimos anos impedidos de evoluir convenientemente: Gonçalo  lesionado, André Silva "encostado" e Ivo, por necessidade da equipa, a jogar numa posição em que não consegue mostrar tudo o que vale.

Por isso foi com alegria que vi André Silva regressar aos convocados para o jogo da passada quarta-feira frente ao Tondela e foi com ainda mais alegria que o vi entrar em campo ao minuto 61. Para trás ficaram 68 dias, com 9 jogos pelo meio, de ausência.

Espero que este regresso signifique que a renovação entre André Silva e o FC Porto já esteja preto no branco e que de agora em diante seja ele o ponta-de-lança de serviço na equipa B. Tenho a certeza que Lopetegui vai gostar de o ver jogar e que um dia lhe dará a oportunidade que merece. O FC Porto não se pode dar a luxo de desperdiçar um talento destes, seja porque motivo for.

22 de fevereiro de 2014

As vantagens de um treinador interino

Diz-se nos bastidores que Paulo Fonseca está há alguns jogos a esta parte a uma derrota da demissão. Não consigo entender isto. Será mesmo necessário o FC Porto ficar definitivamente arredado do titulo ou eliminado (em campo) de uma competição a eliminar para demitir o treinador? Paulo Fonseca já não deu provas suficientes da sua incompetência? Se a SAD já não acredita nele tem de o demitir o mais rápido possível, cada dia conta e o FC Porto ainda está em condições de lutar por títulos.

Fazendo fé nestes rumores que fazem de Paulo Fonseca um treinador a prazo, penso que a melhor solução seria a promoção de Luís Castro à equipa principal como treinador interino. Não sendo um génio do futebol, é experiente e tem mostrado competência no comando da equipa B que lidera a Segunda Liga. Existem algumas vantagens a ter em conta:

- Ausência de pressão. Toda a gente percebe que quem entrar nestas circunstâncias não pode fazer milagres. Assim sendo, Luís Castro teria a tranquilidade necessária para melhorar um pouco o futebol da equipa e aguentar o barco até ao fim desta tempestade.

- Tempo para preparar a próxima época. Enquanto esta época for avançando para o final, Pinto da Costa ganharia uma janela de alguns meses para contratar um treinador e com ele preparar a temporada 2014/2015 para, finalmente, o FC Porto ter um plantel sem lacunas.

- Próximo treinador estaria protegido. Há sempre o risco das coisas estarem tão más que seja impossível remediar a situação com a época a decorrer. O perigo de entrar alguém novo e não conseguir ganhar nada é real e poderia perder-se aqui um treinador competente ou, no mínimo, colocá-lo sob uma pressão acrescida para a próxima época.

- Aproveitamento dos talentos da equipa B. A formação secundária do FC Porto não é líder da Segunda Liga por acaso. Claro que em vários jogos contou com a ajuda de jogadores da formação principal, mas por lá também existem vários jogadores a ter em conta. É sabido que Danilo e Alex Sandro não têm concorrentes directos pelo lugar, assim como não existe um jogador com as características do Fernando para o substituir. Com a promoção de Luís Castro e face a estas lacunas, jogadores como Victor Garcia, Quiño ou Mikel teriam aqui uma janela de oportunidade para mostrar o que realmente valem. Mas existem mais a poder sonhar, como por exemplo Tozé e Gonçalo Paciência.

- Conhecimento do que é o FC Porto. Esta parece ser uma das maiores lacunas de Paulo Fonseca. Desde que chegou que dá a entender que não sabe o que é Ser Porto. Há quase uma década ao serviço do clube, Luís Castro conhece os cantos à casa e está bem familiarizado com a filosofia vencedora do FC Porto.

Claro que nem tudo são vantagens. Ninguém sabe como reagiria Luís Castro à pressão de comandar um clube desta dimensão, mas é preferível arriscar em alguém que esteja no clube e o conheça por dentro do que dar outro tiro no escuro. Uma coisa é certa, os portistas estão desligados da equipa e enquanto Paulo Fonseca estiver à frente dela a tendência é piorar. Pinto da Costa saberá melhor do que ninguém o que fazer, assim sendo só nos resta esperar que tenha o bom-sendo de decidir o que fazer antes que seja tarde demais.