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15 de março de 2015

"Mala suerte"

Em primeiro lugar devo dizer que, embora tenha perfeita convicção de que Fabiano devia ter visto apenas o cartão amarelo, aceito que o árbitro, sob pressão, tenha decidido pelo vermelho. Aceito e, face ao histórico deste campeonato, era óbvio que, para um jogador do FC Porto, não havia outra alternativa que não a expulsão. E parece que Jorge Tavares também seguiu a mesma linha de pensamento. São as tais sortes distintas de que o Lopetegui fala mas que se vão confirmando semana após semana. Azar para o Fabiano que errou e viu o erro ser penalizado por uma decisão precipitada (não quero cair na tentação de dizer premeditada) de quem tinha obrigação de ajuizar o lance com calma devido à complexidade do mesmo. Ibrahimovic disse hoje que França não merece uma equipa como o PSG, por cá o FC Porto vive com esse sentimento há anos.

Com várias ausências de peso e mesmo ficando cedo com apenas 10 jogadores, os Dragões massacraram durante toda a primeira parte a equipa do Arouca, chegando a ter 78% de posse de bola, por isso foi com naturalidade que o golo chegou. Aboubakar voltou a marcar ao Arouca, que continua assim a ser a única vítima do camaronês em jogos do campeonato. Quaresma esteve sempre em destaque e foi o jogador do FC Porto que mais puxou a equipa para o ataque, sendo que foi dos pés dele que saiu o cruzamento milimétrico para o único golo da partida. Na segunda parte o Arouca foi atrás do resultado e, em função da superioridade numérica, causou alguns calafrios à baliza defendida por Helton, provando assim que qualquer um se agiganta quando o adversário está com menos jogadores em campo...

Ricardo é provavelmente o jogador mais azarado do mudo e a prova que não basta ter talento e trabalhar bem, também é preciso estar no sitio certo à hora certa. Apesar de ter mostrado competência sempre que foi chamado a jogar, acabou por ser o sacrificado após a expulsão de Fabiano para permitir a entrada de Helton, ficando-se pelos 11 minutos em campo numa das escassas oportunidades que teve de jogar até agora. Tenho verdadeiramente pena do rapaz e espero que no futuro tenha mais sorte.

Helton fez uma defesa fantástica já na segunda parte negando o empate à equipa visitante, num lance que, por acaso, até foi precedido de fora-de-jogo. Com esta exibição aliada à de Braga e a expulsão de Fabiano, será que teremos o camisola 1 como titular para o resto da época?

Foi assim mais um jogo que se calhar o FC Porto não devia ter ganho, num campeonato em que se calhar não seria suposto ter ainda a luta pelo primeiro lugar minimamente em aberto. Que costume feio este do FC Porto em lutar até ao fim... Mala suerte para quem está à espera para festejar. Ainda não foi desta.

P.S.: Até me esqueci do pontapé que o Quaresma levou na cara dentro da grande área do Arouca.

13 de março de 2015

Por vezes não é preciso estar em campo para ser um verdadeiro capitão

Esta situação pode ter passado despercebida a muita gente, mas isso não significa que seja menos importante do que muitas outras ou que não mereça ser partilhada. Tudo se passou após o choque entre Fabiano e Danilo que acabou com o lateral a sair de campo numa ambulância directamente para o hospital. Enquanto o camisola 2 era assistido pelos bombeiro e equipa médica após perder os sentidos, Fabiano não conseguia sair do local e notava-se a milhas o sentimento de culpa e de preocupação na cara do guarda-redes. Helton, que estava a a muitos metros de distância no banco de suplentes, gritou até conseguir a atenção de Fabiano para depois o mandar abandonar o local. O capitão do FC Porto foi fundamental para acalmar o colega de equipa para que este pudesse continuar calmo e concentrado no jogo, uma vez que, nesta partida em especial, o camisola 12 teria de estar absolutamente concentrado, pronto e, principalmente, sem medo de fazer o trabalho de um líbero. No final da primeira parte, o camisola 1 voltou a ser o primeiro a falar com o Fabiano e no final do jogo fez questão de ir celebrar a vitória com ele. Na noite de terça-feira, Helton foi um grande amigo e um enorme capitão de equipa.

As imagens falam por si.

6 de março de 2015

A última vez contra o Braga foi assim...

Hoje, às 20:30, o FC Porto vai a Braga para defrontar o Sporting local. Na primeira volta do campeonato os Dragões, a jogar em casa, venceram por 2-1 e, mais recentemente, em jogo a contar para a fase de grupos da Taça da Liga, 1-1 foi o resultado final. É precisamente nesta partida que nos iremos concentrar.

O jogo ficou irremediavelmente marcado pela arbitragem de Cosme Machado. O árbitro da AF Braga expulsou Reyes com duplo amarelo num espaço de 6 minutos, curiosamente nas duas únicas faltas do mexicano na partida. Pouco tempo depois perdoa o segundo cartão amarelo a Sasso numa falta semelhante à que ditou a expulsão a Reyes e, no espaço de minutos, mostra vermelho directo a Evandro, forçando assim o FC Porto a jogar com apenas oito jogadores de campo toda a segunda parte. A segunda parte começa com Cosme Machado no mesmo ritmo e entre faltas de Tiago Gomes, que lhe podiam e deviam ter valido a expilsão, lá arranjou tempo para inventar o penálti que deu o 1-1 ao Braga.

Quem não estava para brincadeiras era Helton. O capitão do FC Porto cumpria o segundo jogo após longa paragem por lesão contraída na época passada e teve uma noite onde defendeu tudo, sendo o penálti a única excepção. O guarda-redes brasileiro acabou o jogo em lágrimas e visivelmente emocionado. Não era motivo para menos, acabara de salvar o primeiro lugar no grupo após ter recuperado de uma lesão que lhe colocou a carreira em risco. Para já, essa noite valeu-lhe o estatuto de suplente de Fabiano que até aí pertenceu a Andrés.

Gonçalo Paciência tem ainda mais um motivo para se recordar desta noite além dos já enumerados: foi o jogo onde se estreou como titular na equipa principal do FC Porto. Começou como avançado e até foi ele que sofreu a falta que deu origem à grande penalidade com que Evandro abriu o marcador. Mas a expulsão de Reyes obrigou-o a funcionar como terceiro elemento do meio-campo, tendo mesmo ficado com a responsabilidade de ajudar José Ángel a fechar o flanco esquerdo após a expulsão de Evandro naquilo que foi o 4-4-0 que o FC Porto foi obrigado a jogar. Foi substituído ao minuto 60 quando estava visivelmente esgotado, mas já depois de ter feito mais do que o suficiente para conquistar a confiança de Lopetegui.

Hoje espera-se um jogo completamente diferente, até pelas diferentes características do mesmo. Se em Janeiro Lopetegui optou por utilizar as segundas linhas, esta noite espera-se um FC Porto na máxima força dentro dos possíveis e a convocatória espelha isso mesmo. O que não espero é que a arbitragem do jogo da Taça da Liga tenha sido um ensaio final para atrasar já nesta jornada ainda mais o FC Porto na luta pelo primeiro lugar.

22 de janeiro de 2015

Na puta da raça!

O que se passou em Braga foi só mais um exemplo do que tem sido esta época e só veio dar razão a quem desvaloriza a Taça da Liga. Felizmente os nove Dragões a quem Cosme Machado permitiu que estivessem em campo durante a segunda parte conseguiram aguentar os 12 do Braga e trazer um ponto para a Invicta, ficando assim o FC Porto a depender apenas de uma vitória frente a Académica para seguir em frente na prova. Talvez para esse jogo a Liga se veja obrigada a mandar um peso pesado, quem sabe se entre Bruno Paixão, Manuel Mota ou João Capela não estará o escolhido para a missão?

Sasso e Tiago Gomes tiveram um privilégio que até agora era exclusivo de jogadores como Maxi Pereira, Luisão, Talisca ou Samaris e viram Cosme Machado perdoar-lhes o segundo cartão amarelo em faltas semelhantes o piores aquelas que valeram a Reyes os dois cartões que lhe valeram a expulsão. O Evandro foi anjinho e fez o que ninguém deve fazer quando um árbitro traz uma encomenda: deu-lhe oportunidade de brilhar e foi expulso por vermelho directo. Apesar de tudo Cosme Machado ainda se viu forçado a marcar um penálti para animar os da casa e ficou-se pelo amarelo a Indi. Não que a falta fosse merecedora de cartão vermelho, mas com o lanço que o árbitro da AF Braga (!) trazia cheguei a temê-lo. Talvez por ter achado que o segundo golo do Braga seria uma questão de tempo não o fez. Enganou-se.

Sérgio Conceição não viu as expulsões dos jogadores do FC Porto porque estava longe, mas conseguiu perceber nitidamente que não houve qualquer falta no lance do penálti que deu o 0-1. Depois elogiou Helton dizendo que se não fosse por ele tinha sido um resultado histórico, acrescentando que por vezes é mais difícil jogar contra equipas em inferioridade numérica. E preciso ter uma lata descomunal para dizer esta merda. Eu também podia dizer agora que se não fosse o Kritsyuk a negar o golo a Tello o Sérgio Conceição tinha passado aqui a maior vergonha da vida dele. Se é que a tem, claro. Porque eu estaria tudo menos orgulhoso de uma equipa que a jogar em casa não consegue virar um jogo em 45 minutos quando o adversário está com menos dois jogadores. Sérgio, calado és um poeta. Volta para o blackout.

Os jogadores do FC Porto que conseguiram acabar o jogo estiveram irrepreensíveis, em especial Helton que parece apostado em calar quem já lhe tinha diagnosticado o final da carreira. O mesmo para os portistas na bancada que foram o 10º (!) que a equipa tanto precisava.

Este tem de ser o momento em que todos os portistas, desde os adeptos aos dirigentes, se unem em volta da equipa para o que falta desta temporada. Em especial os dirigentes, porque comer e calar nunca foi nem pode ser a politica do FC Porto. De agora em diante, quem não for contra esta merda é a favor.

21 de março de 2014

Finalmente um Fabiano a ser Fabuloso


Este segundo jogo frente ao Nápoles, assim como a eliminatória, esteve recheado de boas exibições individuais que é quase incorrecto destacar alguém. No entanto, é preciso valorizar a tranquilidade com que Fabiano substitui o capitão Helton em Itália. Foram várias as defesas que impediram os italianos de marcar por mais vezes e que foram dando alento a uma defesa muito condicionada. Helton segurou o 1-0 na primeira mão, Fabiano segurou a eliminatória em Nápoles.

Com Alex Sandro castigado, Abdoulaye não inscrito e Maicon lesionado, Luís Castro teve de recorrer pela primeira vez a Reyes e Ricardo. O jogo no Dragão mostrou um Nápoles que fazia dos passes para as costas da defesa, principalmente dos laterais em viragens de flanco, a sua maior arma, voltando hoje a apresentar-se com esse tipo de estratégia. Ricardo começou algo tremido mas foi acalmando durante o jogo, apesar da falha no posicionamento que permitiu a Pandev estar em jogo no 1-0, enquanto Reyes esteve sempre tranquilo. Todos cometeram erros, mas com Mangala, Fernando e Fabiano em grande a que se juntou um espírito combativo de toda a equipa, as coisas foram-se resolvendo com maior ou menor dificuldade. Quaresma foi o atacante em destaque porque, além do grande golo, foi sempre aquele que mais perigo levou à baliza dos italianos.

Esta exibição põe a nu a falta de coragem ou de confiança de Paulo Fonseca em alguns jogadores. Reyes e Ricardo mostraram que deviam ter mais minutos de jogo pela equipa principal, que caso tivesse acontecido no passado não teríamos hoje um Danilo e um Alex Sandro sobrecarregados de jogos, ao passo que hoje teríamos o Reyes e o Ricardo mais rotinados com os restantes companheiros.

Quem também foi decisivo foi o treinador. Luís Castro conseguiu ganhar o jogo lançando Josué e Ghilas para o lugar dos apagados Carlos Eduardo e Varela. Ambos trouxeram qualidade ofensiva à equipa, coisa que os seus colegas, apesar de todo o empenho, nunca conseguiram fazer. De notar ainda que a produção de Jackson sobe sempre que Ghilas se junta a ele no ataque.

Se até agora se justificou a insistência de Luís Castro num onze base idealizado por si quase só em teoria, chegou a altura de fazer justiça. Assim sendo, pelo menos Ghilas tem de entrar na equipa para o lugar de Varela que tem estado muito apagado. Josué e Quintero fizeram melhor que Carlos Eduardo quando foram chamados e também estão na luta pelo onze. Face às várias ausências para a recepção ao Belenenses (Danilo, Fernando, Quaresma estão castigados e Maicon em dúvida) é provável que o brasileiro seja novamente titular, mas se não começar já neste fim-de-semana a justificar a confiança do treinador pode perder o comboio da titularidade.

Com o campeonato perdido e na luta por outras três competições, espero que Luís Castro junte ao bom trabalho que tem vindo a desenvolver a capacidade de dar descanso a a quem mais precisa sem com isto comprometer o rendimento e a evolução da equipa. Reyes, Ricardo e Josué gritaram "presente!" em Itália, Quintero e Ghilas têm entrado bem nos jogos e Herrera estava a mostrar um ar da sua graça nos últimos jogos de Paulo Fonseca. Há que não ter medo de apostar em quem merece e mostra qualidade para tal.

7 de setembro de 2013

Análise ao Plantel 2013/2014 - A Baliza

Como era previsível, os primeiros jogos confirmaram o favoritismo de Helton a ocupar o lugar de guarda-redes do FC Porto. A cumprir a nona - e talvez última - temporada ao serviço dos Dragões, o brasileiro parece continuar de pedra e cal no lugar que foi quase sempre seu desde que chegou ao clube. Sendo um dos capitães de equipa e o elemento mais experiente do plantel, espera-se que seja uma voz de comando dentro do campo e um auxilio importantíssimo para Paulo Fonseca. Isto além de grandes defesas e as habituais fintas aos adversários, claro!

A concorrência ao lugar de Helton será feita pelo Fabiano e pelo Bolat. Apesar de pouco utilizado na primeira época ao serviço do FC Porto, Fabiano conseguiu ainda assim deixar boas indicações e mostrar que está preparado para assumir a titularidade a qualquer momento. Bolat, acabado de chegar, parte em último lugar nesta luta, no entanto, e caso se confirme que esta é a última época de Helton como jogador do FC Porto, deverá formar com Fabiano a dupla de guarda-redes para 2014/2015.

Kadú, que parece ser aposta do clube a longo prazo, tem sido titular na equipa B e é o mais forte candidato a ser chamado à equipa principal caso aconteça alguma coisa em simultâneo a dois dos três guardiões da mesma. A competir com Kadú na formação secundária estão ainda o jovem Caio e o veterano Matos.

3 de novembro de 2010

A Legião Azul-e-Branca


No último fim-de-semana, o FC Porto lançou um pedido aos seus adeptos para que viessem ao estádio apoiar a equipa frente a Besiktas e Benfica. A imagem acima foi retirada do email que o nosso capitão, Helton, enviou para todos os associados do clube. (Esse email continha o link do vídeo que poderá visualizar clicando AQUI.)

Depois da equipa ter feito das tripas coração em Istambul e em Coimbra, espero que os portistas respondam em massa ao apelo. O plantel merece todo o nosso apoio, ainda para mais numa semana em que podemos ficar com o apuramento na Liga Europa fechado e sentenciar, quase por completo, a vitória na Liga 2010/2011.

E você, vai conseguir ficar em casa? Eu não!