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16 de abril de 2015

É triste ser bipolar é maravilhoso

Penso não exagerar quando digo que este resultado supera as expectativas da maioria dos adeptos mais optimistas. E olhando ao que foi o jogo, a haver mais golos o normal seria que estes fossem para o FC Porto. O Bayern não contava com um adversário tão bom na pressão alta e tão solidário a defender e acabou por sofrer dois golos nos minutos iniciais na sequência dessa tal pressão alta. Talvez os alemães se tivessem deixado enganar pela classificação na liga portuguesa, mas por cá todos sabem que isso é uma história muito mal contada e o FC Porto tem aproveitado a Liga dos Campeões para o gritar ao mundo.

Quaresma marcou os dois primeiros e, aliando isso à grande exibição conseguida, é justo que receba o prémio de homem do jogo. No entanto, para mim o jogador-chave deste FC Porto é Jackson Martínez. Vindo de uma lesão muscular, o colombiano fez tudo aquilo que já nos habituou: correu, lutou, defendeu, construiu jogo e marcou. O capitão dos Dragões é um verdadeiro one man show e com esta exibição acabou de assegurar a próxima venda milionária para o FC Porto. Se é que ainda restassem dúvidas a alguém, claro.

Aceito com facilidade que Neuer tenha visto apenas o cartão amarelo no lance do penálti, mas custa-me que tenha sido poupado o segundo amarelo a Bernat quando agarrou Quaresma ou o amarelo a Boateng - que falharia o jogo da segunda mão - com a mesma facilidade com que não poupou Danilo. Mais do que influenciar este jogo, o árbitro espanhol já conseguiu influenciar toda a eliminatória. Mas até para isto o FC Porto tem sido bem trabalhado nas competições domésticas e por isso há que agradecer a Cosme Machado e companhia.

E com uma vitória por 3-1 contra o todo poderoso Bayern de Munique voltou a euforia em torno da equipa. Bastou consultar as redes sociais por cinco minutos para perceber que Lopetegui voltou a ser o maior, que afinal os emprestados são mais-valias para a equipa e que quando chove é porque não está sol. Lamento que as pessoas se esqueçam que o FC Porto que segue invicto na Liga dos Campeões é o mesmo que passa por dificuldades a nível interno e que muitas delas não podem ser controladas nem pelo clube, nem pelo treinador, nem pela equipa.

8 de abril de 2015

Regressos importantes


Alguém que já tenha perdido mais do que cinco minutos a tentar assimilar tudo o que tem acontecido esta época certamente terá chegado à conclusão que o mais certo é que todos os acontecimentos estranhos tenham uma justificação paranormal. De que outra forma se pode explicar tantos infortúnios nas decisões da arbitragem que não com o alinhamento dos astros? Há alguma base científica que suporte uma qualquer teoria sobre a permanente ausência por lesão de um dos jogadores fundamentais? Alex Sandro foi o primeiro, depois Casemiro, Óliver já passou pela enfermaria por duas vezes, Danilo levou com o Fabiano em cima e acabou inconsciente no relvado, Jackson lesionou-se (!) sozinho, Maicon anda se entorse em entorse e agora foi Tello. E nem falo do Adrián López ou do Quintero. A verdade é que Lopetegui teve quase sempre alguém indisponível e a sorte nunca protegeu o FC Porto em momentos de desinspiração. Alguém se lembra de uma qualquer vitória portista sem saber ler nem escrever? E de um pontinho que fosse obtido com um erro da equipa de arbitragem? A concorrência certamente que não terá queixa de nenhuma das situações...

O que é certo é que, apesar de tudo isso, o FC Porto ainda está na luta e apareceu novo desafio: é preciso alguém substituir Tello. O espanhol lesionou-se na altura em que assumiu o estatuto de indiscutível e ainda não é sabido o tempo de paragem. Quintero e Adrián eram as hipóteses mais remotas ao lugar, Hernâni e Quaresma as mais prováveis. Frente ao Estoril a escolha de Lopetegui foi precisamente o camisola 7 e os resultados foram esclarecedores: dois golos, duas assistências e o prémio de MVP.

O Harry Potter passou com distinção no primeiro teste e agarrou o titularidade para a fase mais importante da época, provando o treinador, aos adeptos e, acima de tudo, a ele próprio que ainda é capaz de levantar o estádio com uma jogada de mestre ou com um cruzamento milimétrico. A dias de poder voltar a contar com Jackson, quem agradece é Lopetegui e o próprio FC Porto. Veremos se nesta recta final regressa também a pontinha de sorte que em 2014/2015 ainda não deu sinais de vida.

8 de março de 2015

Como encarar a ausência de Jackson


Não adianta nem há como negar que Jackson é o jogador mais importante do FC Porto. Além de ser o melhor marcador da equipa, o capitão é também sempre dos mais esclarecidos e uma luz que vai guiando os colegas nos momentos mais difíceis de cada jogo. Exímio no jogo aéreo e com uma capacidade física abismal, Jackson consegue segurar a bola rodeado por adversários e arrastar a equipa para a frente vezes sem conta em cada jogo que disputa. Como se não bastasse, é ainda um dos mais efectivos na defesa de lances de bola parada e é sempre o primeiro defesa quando a equipa perde a bola. É dispensável dizer que a lesão veio em má altura, porque para perder um jogador da qualidade do Jackson nunca é uma altura menos má.

Tratando-se de uma ruptura muscular, a lesão obriga a que o colombiano fique de fora durante vários jogos, sendo que na melhor das hipóteses - caso a lesão seja de grau I - regressará algures entre a viagem à Madeira para defrontar o Marítimo na meia-final da Taça da Liga e a recepção ao Estoril em jogo a contar para o campeonato, perdendo assim de certeza os jogos com Basel (Liga dos Campeões), Arouca e Nacional (ambos para o campeonato). Mas o mais provável neste momento é volte apenas 28.ª jornada para defrontar o Rio Ave.

No entanto, nem tudo são más noticias. No último fim-de-semana de Março as competições de clubes estarão paradas para dar lugar às selecções, evitando assim que Jackson perca mais um ou dois jogos. Além disso, é quase certo que em caso de apuramento para os quartos-de-final, o FC Porto poderá contar com o melhor marcador para jogar na prova milionária.

Cabe agora à restante equipa assumir a responsabilidade de dar o máximo para que a ausência do capitão seja notada o menos possível, começando por Brahimi e Herrera que têm sido jogadores em sub-rendimento quando comparado com o que já mostraram esta época. Danilo assumirá o papel de capitão e de líder dentro de campo, contando com a ajuda de Helton e Quaresma fora dele. Óliver está prestes a regressar à competição e a forma esclarecida como joga será uma ajuda preciosa.

Quanto ao substituto directo a escolha não deverá ser difícil. Aboubakar tem agora missão de ser o homem mais avançado da equipa, enquanto Gonçalo Paciência terá nova oportunidade de ganhar minutos na equipa principal. Quem poderá também querer aproveitar esta oportunidade para se mostrar é Adrián López. O espanhol tarda em justificar o lugar no plantel e caso recupere a tempo poderá ter a reentrada nas convocatórias facilitada.

O que define os vencedores é a capacidade para tirar o melhor partido possível de cada situação.

3 de março de 2015

Quando um hat-trick rouba o prémio de MVP, o alegado cansaço do Sporting e Artur Soares Dias

Acho injusto que o prémio de melhor em campo seja atribuído àquele que marcou um golo, embora entenda que um hat-trick num jogo desta importância não deixe grande margem de manobra. Tello foi considerando o MVP do clássico, deixando para trás Jackson Martínez que, não tenho dúvidas, foi o jogador-chave do FC Porto. Tello teve o dom de (finalmente!) aproveitar um trabalho colectivo que lhe permite jogar quase como Wide Receiver ao estilo do futebol americano, sem qualquer preocupação defensiva, deixando o apoio a Danilo entregue a Casemiro e Herrera, com Jackson a ajudar a apagar os fogos a meio-campo resultantes desta peculiar Simbiose. O avançado colombiano tem o dom de se adaptar com facilidade ao companheiros e, ao contrário da moda para a posição, está disposto a ser aquele que serve a equipa em vez de esperar ser servido por ela. A jogar como no passado domingo e em muitos outros jogos, Jackson podia acabar o campeonato sem qualquer golo que não deixaria de ser um enorme destaque na equipa do FC Porto. Acho que não pode haver maior elogio para um ponta-de-lança do que este.

Claro que o trabalho do FC Porto desenvolveu pouco ou nada importaram para os experts. Os verdadeiros motivos foram o desgaste do Sporting e uma má noite de Jonathan Silva. Em primeiro lugar, não posso deixar de dizer que se trata de uma análise um bocadinho primitiva por parte dos opinion-makers ao atribuir a culpa dos três golos ao lateral argentino. "Quem marcou os golos? Foi o extremo-direito? Então a culpa foi do lateral-esquerdo adversário". Não, não é assim que nada disto funciona. O que pode fazer um defesa quando está um para um com um extremo muito mais rápido e quando o resto da defesa está demasiado recuada quer para impedir o Jackson de jogar à vontade, quer para definir uma linha de fora-de-jogo a Tello? Isso então é demasiado evidente no segundo golo, onde Cédric está dois ou três metros atrás dos restantes companheiros de sector. Marco Silva foi traído pela estratégia de pressão alta, com os médios João Mário e Adrien a pressionar bem alto a saída de bola do FC Porto, talvez por não contar com Evandro a tirar William da posição 6 e com Jackson a aproveitar essa "no man's land" para jogar à vontade.

Depois há a questão do desgaste dos jogadores do Sporting. Quem foram os melhores em campo na equipa verde-e-branca? Para a imprensa desportiva foram Paulo Oliveira, William Carvalho, João Mário e Cédric. Curiosamente, todos eles jogaram 90 minutos no empate a zero com o Wolfsburg. Adrien, um dos mais apagados no Dragão, foi substituído aos minuto 64 no jogo europeu já depois de não ter alinhado um único minuto na jornada anterior. No clássico também saiu com o jogo em 60 minutos. Montero, que também não teve uma noite feliz, jogou 12 minutos na passada quinta-feira e também ele não foi utilizado frente ao Gil Vicente. Carrillo fez 30 minutos como suplente utilizado na jornada anterior e actuou cerca de 80 minutos tanto na Liga Europa como frente ao FC Porto. Mesmo em minutos acumulados os jogadores do Sporting estão um bocado atrás dos Dragões. Excluindo os guarda-redes, só William Carvalho (2602 minutos) se aproxima de Jackson e Danilo (2811 e 2749 minutos, respectivamente) na lista dos mais utilizados. Por exemplo, numa comparação directa, Herrera tem sensivelmente os mesmos minutos que Adrien e mais 200 do que João Mário. No entanto, o mexicano acabou o jogo em alta enquanto Adrien, como já referi, foi substituído relativamente cedo na partida e João Mário acabou visivelmente esgotado. Danilo, que esteve em dúvida para o jogo por lesão e que até saiu lesionado, não teve qualquer problema em secar Nani que até tem menos sensivelmente 400 minutos nas pernas. Mesmo Carrillo tem menos 100 do que Alex Sandro. Se o problema fosse mesmo o cansaço, porque é que o Marco Silva deixo o Carlos Mané, que tem estado bem,fora dos convocados? Dito isto, não será simplesmente a equipa do FC Porto superior à do Sporting ou a estratégia de Lopetegui melhor que a de Marco Silva?

No fim do jogo tive oportunidade de escrever o seguinte sobre o trabalho da equipa de arbitragem: "Artur Soares Dias fez uma daquelas arbitragens habilidosas, onde tudo o que era faltinha contra o FC Porto era assinalada enquanto que os jogadores do Sporting iam jogando duro à escala que bem entendessem. O árbitro portuense mandou jogar em três lances duvidosos na área dos leões, perdoou o cartão amarelo a João Mário por falta dura sobre Herrera, enquanto Cédric ainda está a tentar perceber como acabou o jogo. Já Danilo e Alex Sandro levaram cartões amarelos absolutamente ridículos. Há que começara a arrepiar caminho a ver se algum deles chega ao 9.º para o grande dia... Escaparam os árbitros auxiliares, que decidiram bem em todos os lances, ao contrário do que já aconteceu por imensas vezes neste campeonato".

Curiosamente, a arbitragem do clássico foi ao encontro do que Artur Soares Dias já fez no passado, como o exemplo que também descrevi aqui ainda na semana passada: "Mais do que o amolecimento do Estoril (5.º amarelo exibido aos dois defesas-centrais dos estorilistas) para a visita à Luz nesta jornada, importa tentar não lembrar a arbitragem habilidosa no Benfica-FC Porto da época passada onde, talvez para também ele homenagear Eusébio, interrompeu uma jogada em que Jackson seguia isolado para a baliza encarnada para marcar uma falta a meio campo e transformou duas faltas de Garay dentro da grande-área do Benfica sobre jogadores portistas, Quaresma e Danilo, em simulações, sendo que a Danilo lhe valeu o segundo cartão amarelo e o respectivo vermelho. Curiosamente ou não, o primeiro foi mostrado na sequência dos protestos feitos no lance interrompido ao Jackson".

Olhando a estes factos, faz-me um bocado de confusão que Pinto da Costa tenha decidido fazer vista grossa ao trabalho do árbitro no jogo de domingo. Não pode estar tudo bem simplesmente porque o FC Porto ganhou. Erros são erros e num campeonato como este, onde a tendência dos mesmos começou a ser definida desde muito cedo, não se pode estar com paninhos quentes. Artur Soares Dias fartou-se de inventar faltas ao ataque portista dando com isso um empurrãozinho ao Sporting, que ia aproveitando para sacudir a pressão. Num dia mau do FC Porto teria sido o suficiente para inclinar completamente o campo. Entristece-me que se desculpabilize desta forma os tais erros flagrantes que o próprio Pinto da Costa mencionou. Não se pode baixar a guarda desta maneira só porque se ganhou e não percebo o que fez mudar a opinião do Presidente que ainda na época passada afirmou que o árbitro portuense "tem que deixar a arbitragem ou pedir escusa dos jogos do FC Porto".

P.S.: Em Espanha já os toparam...

23 de fevereiro de 2015

O bom e o mau profissional


Jackson Martinez e Walter nunca chegaram a partilhar o balneário no FC Porto. O brasileiro teve oportunidade de jogar numa das equipas mais competitivas de sempre na história do clube, recheada de grandes jogadores, que venceu o campeonato sem derrotas e que conquistou a Liga Europa. Mesmo assim conseguiu sair pela porta pequena. Por estar constantemente com excesso de peso, o FC Porto decidiu prescindir dele no plantel porque ao ignorar a situação estaria a abrir um mau precedente no balneário. Walter era uma mau profissional e um mau exemplo para todos. Já o colombiano chegou numa altura em que a equipa que venceu a Liga Europa estava já completamente desfeita e precisava urgentemente de um homem-golo. Jackson chegou, viu e venceu. Passou a indiscutível praticamente no primeiro jogo, recebeu dois Dragões de Ouro e é agora capitão de equipa. Um exemplo de dedicação, humildade, profissionalismo e principalmente de regularidade.

Apesar destes facto, ainda hoje muita gente suspira pelo facto de Walter não ter tido as devidas oportunidades e que se não tivesse saído poderia hoje ser uma pedra importante na equipa, que se cá estivesse seria um profissional melhor, que se tivesse o devido acompanhamento estaria agora mais magro... Se, se, se... Enquanto isso, Jackson é o mau da fita porque nunca escondeu a vontade de jogar num campeonato melhor. Enquanto Pinto da Costa o elogia em quase todas as entrevistas, muitos adeptos aguardavam ansiosamente a saída do ponta-se-lança colombiano no último Verão porque, diziam eles, ficaria contrariado e que, imagine-se, já na época passada andava a falhar penáltis de propósito para desvalorizar e forçar o clube a vendê-lo.

Felizmente a SAD decidiu segurar Jackson e enquanto este demonstra jogo após jogo ser um profissional como não há muitos, Walter continua pelo Brasil a marcar golo, é certo, mas mantem ainda os problemas com o peso e a continua mostrar que além de um mau profissional é também um mau elemento de balneário. O último episódio conhecido é uma tentativa de agredir um colega de equipa. Fico contente por saber que para jogar no FC Porto não basta ter bons pés e que o clube procura constantemente aliar o talento ao profissionalismo. Que continuem a chegar Jacksons com ambição e vontade de trabalhar para irem cada vez mais longe. Os Walters que continuem no cantinho deles a marcar carradas de golos a defesas incapazes de se mexerem.

5 de novembro de 2014

Cada vez mais Porto


O FC Porto fez um jogo frio, tão frio que o San Mamés gelou. Os bascos não souberam chegar perto de Fabiano, excepção feita a um lance em que Guillermo ia marcando sem saber como. Do outro lado, estava uma equipa muito bem organizada e coesa, que abordou a partida de forma irrepreensível e até podia ter marcado mais golos, ou chegado à vantagem mais cedo.

Destaques:

- Centrais seguros: Maicon e Indi limparam tudo o que lhes foi aparecendo pela frente, com ou sem bola para o mato, mas sempre a afastar o perigo.

- Casemiro: Das melhores exibições do brasileiro desde que chegou ao Dragão, numa altura em que tem sido muito criticado e, não raras vezes, de forma injusta. Hoje, não deu hipótese para isso.

- Brahimi: Estou aqui a olhar para o cursor a piscar e nem sei o que escrever, os adjectivos começam a escassear para descrever tamanho talento e habilidade com a bola nos pés. Ele faz muitas vezes a jogada que originou o golo de Jackson, certo, e tirar-lhe a bola? Um, dois, três, vão caindo todos.

- Jackson: Retira-te da lista de marcadores de penaltys ou alguém que te retire. Dado o cachaço no pescoço vamos aos merecidos elogios: Top. Incansável, solidário no processo defensivo, com uma classe no controlo de bola ao nível de poucos. Se queremos em Jackson um simples ponta-de-lança que esteja lá para ler e encostar, ele corresponde, se queremos no colombiano um pivot ofensivo que jogue e faça jogar, o cafetero cumpre na mesma.

- Tello: Jogo fraco do espanhol, que não encontrou espaço para explorar a velocidade e decidiu mal quase sempre.

- Adeptos: Vénia aos milhares que se fizeram ouvir do primeiro ao último minuto. A equipa sentiu mais apoio hoje do que no jogo do Dragão.

Momento do Jogo:
73 minutos, 2-0 pelos pés de Brahimi


O jogo estava controlado, mas 1-0 é sempre perigoso. O golo que acabou com as dúvidas e foi um prémio merecido para o argelino. Oferta da defesa? Temos pena, não pode cair sempre para o mesmo lado!

Brahimi foi o melhor em campo, (na nossa opinião e na da UEFA também) pela assistência soberba e pelo golo, mas também por toda a classe que espalhou em campo.

Quarta jornada, dez pontos e oitavos de final carimbados num estádio onde muitos querem, mas poucos podem. Este Porto continua a crescer, mostra-se mais organizado, equilibrado e fiável. As vitórias (quarta consecutiva) cimentam uma evolução sustentável que ainda tem muito por onde se desenvolver.

1 de novembro de 2014

Mais um passo seguro do Dragão


Antes do jogo com o Bilbao, afirmei que não seria de um jogo para o outro que a equipa iria carburar. A evolução será gradual e só poderá acontecer assente em vitórias. Vamos no terceiro triunfo consecutivo pós eliminação da Taça e as melhorias fazem-se notar. Aqueles primeiros 25-30 minutos da primeira parte foram uma amostra do que esta equipa será capaz de fazer quando atingir o ponto rebuçado. Há que continuar a trabalhar para que essas fases se perpetuem.

O FC Porto entrou com tudo e Danilo terminou uma semana de sonho da melhor maneira possível. Que bem te ficam as palavras do presidente, o Dragão de Ouro e o número 2. És dos nossos e espero que o sejas por muito mais tempo.

O segundo golo poderia ter aparecido, não faltaram oportunidades para isso, mas o facto de ter demorado tanto a acontecer acabou por não deixar a equipa dominar o jogo como queria. Não que o Nacional tenha assustado muito Fabiano, mas, principalmente no início da segunda parte, faltou clarividência e controlo à equipa, num problema de certa forma resolvido ainda antes dos 60' com a entrada de Herrera.

A 15 minutos do fim, momento mágico de Brahimi, que fez valer a espera pelo golo da tranquilidade. Só a partir daí é que a equipa entrou em estágio para San Mamés, sendo que a tão badalada rotatividade ficou-se apenas pelas trocas de Herrera e Tello por Óliver e Quaresma, enquanto Maicon e Marcano vão lutando pela titularidade. Mexidas compreensíveis que deram resultado e provam que Lopetegui está a mudar a forma de aplicar a "Teoria da Rotatividade".

Que bonito é quando o público decide ir ao Dragão apoiar a equipa. Custou muito? Todos juntos somos mais fortes contra as "linhas tortas" deste campeonato. Jackson parecia proibido de disputar os lances e as faltas sobre ele proibidas de serem assinaladas. Um filme habitual para o colombiano que hoje fez de tudo para marcar mas Rui Silva não deixou.

Despeço-me com o apontamento humorístico da noite:

28 de outubro de 2014

O que é Ser Porto?

Jackson e Danilo foram dois dos galardoados ontem pelo FC Porto com um Dragão de Ouro, sendo que o colombiano é já repetente depois de também ter recebido um em 2013. Nenhum deles é português e os anos de serviço no clube podem ser contados pelos dedos de uma mão e ainda sobram dedos. No entanto, Jackson é um dos capitães de equipa e Danilo também está na hierarquia da braçadeira, como se pode comprovar no jogo de sábado em Arouca. Saberão eles o que é Ser Porto? Quando é que alguém pode dizer "eu Sou Porto"? E afinal o que quer isso dizer?

Estas perguntas e todas as que se podem fazer sobre este tema são de difícil resposta. Mas, como disse o Hélton, há uma diferença entre torcer pelo Porto e Ser Porto. Como não consigo descrever as diferenças, decidi trazer alguns exemplos do que não é Ser Porto.

15 de março de 2014

Um passo de cada vez


Depois do regresso às vitórias frente ao Arouca, o regresso aos jogos sem sofrer golos. O FC Porto conseguiu travar o ataque do Nápoles, que é apenas o segundo melhor do campeonato italiano. A equipa esteve em bom nível e conseguiu dominar a maior parte do jogo de forma segura e autoritária. O resultado é curto, mas certamente que vamos a Itália em melhor posição do que o que seria de esperar há duas semanas atrás. Que o jogo da época passada em Málaga sirva de exemplo a não seguir.

Com isto não quero dizer que os erros defensivos que se tornaram moda durante a presente temporada acabaram. Houve um ou outro que poderiam ter custado bem caro, mas que acabam por ser normais numa equipa que passou seis/sete meses a trocar de elementos todos os jogos e que nunca teve um onze base. Além disso, a quantidade dos ditos erros parece estar a diminuir fruto do novo modelo de jogo que devolveu a Fernando a capacidade de ser o quinto defesa mas que ganha bolas no campo todo. Maicon e Alex Sandro voltaram às boas exibições e deverão formar com Danilo e Mangala a defesa que Luís Castro fará alinhar preferencialmente até ao final da época. É uma sorte ter jogadores deste nível e ainda hoje não consigo perceber o que Paulo Fonseca fez para os fazer parecer um grupo de amadores a defender...

Jackson voltou aos golos e já leva dois no mesmo números de jogos, os dois de Luís Castro na frente da equipa. Quintero e Ghilas têm sido os primeiros a serem lançados no decorrer do jogo e cada vez mais se perfilam como alternativas válidas aos olhos do novo treinador. Uma lufada de ar fresco num ataque que há uns jogos a esta parte parecia já não ter nada a oferecer.

Será isto suficiente para assustar o próximo adversário? A julgar pelo circo montado pelo Bruno de Carvalho nos últimos dias, diria que sim. O Sporting prepara-se para fazer mais uma época à Sporting, conquistando aquilo a que nos habituou nos últimos anos: nada. As únicas diferenças entre esta época e as outras são o abaixamento de rendimento de FC Porto e Benfica e o constante choro vindo de Alvalade.

Desde 2008 que o FC Porto não vai a casa do Sporting ganhar. Isto deve-se em grande parte a um misto de sobranceria por parte dos nossos jogadores a que se acresce o agigantamento próprio das equipas pequenas quando defrontam um grande. A nossa displicência, aliada à mentalidade de jogo da época Sporting, tem resultado em vitórias da equipa da casa ou empate. Este fim-de-semana espero uma atitude bem diferente por parte dos jogadores portistas, mais não seja porque não estão em posição que se possam orgulhar e porque têm que provar de uma vez por todas aos sportinguistas que o Sporting campeão é mesmo uma ilusão.

Estou moderadamente confiante na vitória. Luís Castro tem assumido a postura correcta desde que chegou e a isso junta um discurso humilde mas confiante. Se a equipa conseguir manter o nível evolutivo que evidenciou na última semana, será muito difícil obter outro resultado que não seja a vitória. Se do outro lado Leonardo Jardim decidir fazer como no último "Derby da Amizade" - desfazer o meio-campo para jogar em 4-4-2 com André Martins como extremo direito e juntar Slimani a Montero no ataque -, aí a missão do FC Porto estará mais facilitada... Mas não conto muito com isto. Desde cedo se percebeu que a motivação daquela gente é abater o FC Porto e de certeza que continuarão a fazer como até agora: não olhar a meios na tentativa de o fazer.

8 de dezembro de 2013

Negar as evidências


A vitória no jogo desta jornada parecia impossível ao fim de 45 minutos. Com apenas um remate à baliza do Braga, o FC Porto voltou a estar longe daquilo que pode fazer e foi completamente dominado por uma equipa que, mesmo tendo qualidade, é claramente inferior aos tricampeões. No entanto - e para espanto de todos -, ao intervalo, mais que trocar Lucho por Carlos Eduardo, o treinador deixou o 4-2-3-1 de lado e mandou a equipa em 4-3-3 para a segunda parte. Embora o negue, Paulo Fonseca fez Defour jogar como único médio-defensivo e Herrera jogou em terrenos mais adiantados, lado a lado com Carlos Eduardo. Curiosamente, todos os jogadores do FC Porto subiram de rendimento e o Braga foi completamente subjugado. Quatro meses e 45 minutos depois, o técnico azul-e-branco decidiu apostar no sistema que os jogadores tão bem sabem interpretar.

Comparar a primeira parte para a segunda é como comparar a água para o vinho. Este jogo serve de lição e espero que o Paulo Fonseca perceba que no FC Porto não tem de se adaptar à forma do adversário jogar, mas sim que tem de jogar de forma a que sejam os adversários a terem de se preocupar com a forma como o FC Porto joga. Aqui não se dá a iniciativa ao oponente como aconteceu na primeira parte, aqui assume-se o jogo e domina-se o adversário como aconteceu na segunda. Sem duplos-pivots, sem um 10 que mais parece outro ponta-de-lança, sem disparates na defesa, , sem faltinha atrás de faltinha, com inteligência, com agressividade, com movimentações e trocas constantes. No fundo, com qualidade.

O 4-3-3 esteve lá e ganhou sem espinhas. O treinador recusa assumir abertamente que foi isso que aconteceu. Tudo bem, mas na quarta-feira em Madrid, mesmo negando-o, seria um sinal de inteligência apresentar a equipa tendo Fernando como único médio mais recuado. Voltar ao 4-2-3-1 seria mais que teimosia ou burrice juntos, seria suicídio e uma prova de incompetência.

PS: Parece que o mau momento do Jackson continua - mais dois golos.

28 de novembro de 2013

O eclipse de Jackson

Desde o inicio da época que a generalidade dos portistas se queixa de Jackson. Dizem que está mais trapalhão, mais desconcentrado, menos eficaz. Daí até ligarem isso aos problemas com a renovação do contrato para alegarem uma eventual insatisfação foi uma questão de segundos. Vamos a números:

Golos em 2012/2013 ao fim de 18 jogos
FC Porto - 40
Jackson - 12

Golos em 2013/2014 ao fim de 18 jogos
FC Porto - 30
Jackson - 12

Olhando à frieza dos números - que neste caso falam por si próprios -, o colombianos passou a ser o responsável por 40% dos golos portistas quando no mesmo número de jogos da temporada passada esse valor era de 30%.

Parece-me perceptível para toda a gente que o FC Porto se encontra pior em todos os aspectos quando comparado com a época 2012/2013 mas, no entanto, Jackson mantém a média de dois golos a cada três jogos (nos 18 primeiros jogos) aumentando assim a sua preponderância na equipa.

"O Jackson Martínez foi o Atleta do ano mas, mais do que do que Atleta do Ano, deve ser considerado o homem do ano. Pela maneira de ser, pela sua seriedade, pelo profissisonalismo, pelo espírito de colectivo que sempre demonstrou", palavras de Pinto da Costa durante a última gala dos Dragões de Ouro. Já todos devíamos saber que Pinto da Costa não diz nada por acaso...

18 de outubro de 2013

Inquérito - Acha que Paulo Fonseca deve alterar a forma do FC Porto jogar? (Resultado)


Em 26 portistas, apenas dois acham que Paulo Fonseca está no caminho certo para levar o FC Porto ao sucesso. Cinco acham que o treinador deve rever o sistema táctico, dois a filosofia de jogo e 17 acreditam que o melhor será alterar ambos.

Os resultados são sintomáticos: os portistas não parecem acreditar que a equipa vá no rumo certo.

Após a paragem para os jogos da selecção seguem-se os encontros contra Trofense, Zenit e Sporting a contar para Taça de Portugal, Liga dos Campeões e Primeira Liga, respectivamente. Todos terão lugar no Estádio do Dragão e debaixo do olhar atento dos portistas que querem ver melhorias nas exibições.

10 de outubro de 2013

Inquérito - Acha que Paulo Fonseca deve alterar a forma do FC Porto jogar?

Em entrevista publicada no jornal O Jogo de ontem, Jackson afirma que há sempre dificuldades quando se troca de treinador e que a equipa está a sofrer devido a estar muito habituada à forma de jogar idealizada por Vítor Pereira.

No «Portistas Anónimos» temos falado muito sobre o mau desempenho do FC Porto na presente temporada. Achámos que o plantel tem qualidade para mais, como já foi provado a espaços durante os jogos. Como tal, defendemos que Paulo Fonseca devia recuar um pouco com as suas ideias e aproveitar o trabalho desenvolvido nos últimos anos, dando espaço à equipa para jogar de forma mais fluída e ganhando assim tempo para introduzir as suas ideias de forma gradual.

A alteração de sistema táctico e de filosofia de jogo, feita de forma precipitada e em simultâneo, causaram estranheza à equipa que tem sentido muitas dificuldades em praticar um futebol agradável.

Face a estes facto, acha que Paulo Fonseca deve alterar a forma do FC Porto jogar?

Pode responder à pergunta no inquérito presente no topo direito do blog e, caso queira justificar a sua escolha, deixar o seu comentário na caixa de comentários deste post.

14 de setembro de 2013

Análise ao Plantel 2013/2014 - O Ataque

Em entrevista ao site MaisFutebol, Vítor Pereira afirmou que caso continuasse como treinador do FC Porto mantendo a mesma estrutura e encontrasse um ou dois jogadores rápidos e desequilibradores, a equipa evoluiria para outro patamar qualitativo. Esta falta de velocidade e de capacidade para desequilibrar foi um problema que saltou à vista em quase todos os jogos. Era quase unânime entre os portistas que era preciso contratar extremos para a presente temporada. A SAD assim o fez.

A Varela, Kelvin e Izmaylov juntaram-se os portugueses Josué, Licá e Ricardo, assim como o colombiano Quintero. Ainda assim, até ao fecho da janela de transferências andou no ar a possibilidade de chegar um extremo que fosse capaz de assumir a titularidade de forma indiscutível e, à imagem do que aconteceu com Bernard, esse extremo nunca chegou.

Comparativamente à temporada anterior, existe agora no plantel uma variedade maior para actuar nas alas. Licá e Ricardo vieram acrescentar a velocidade que faltava, Josué e Quintero - talvez pelo facto de preferirem a posição 10 - vieram trazer capacidade de desequilibrar em espaços curtos.

Outra das lacunas do plantel era não haver uma alternativa a Jackson. Mesmo Liedson, que chegou a meio da época, nunca foi uma verdadeira opção. Paulo Fonseca viu essa lacuna ser preenchida por Ghilas, o possante avançado que brilhou na última época ao serviço do Moreirense. O melhor marcador da edição 2012/2013 da Liga tem agora uma alternativa viável ou, caso o treinador o entenda, um complemento de qualidade.

Na equipa B existem ainda vários jogadores para a linha avançada. Kléber, Caballero, Gonçalo Paciência e André Silva são os pontas-de-lanças de serviço, Ivo e Frédéric Maciel os extremos e ainda Vion e Kayembe que podem jogar em qualquer posição do ataque.

19 de agosto de 2013

Arranque com o pé esquerdo

Depois de entrar no jogo com o pé esquerdo, sofrendo o 1-0 ao minuto 14, o FC Porto conseguiu chegar ao golo por três vezes e vencer o Vitória de Setúbal por 1-3. Curiosamente, todos os golos portistas foram apontados na segunda parte e todos de pé esquerdo. Josué, Quintero e Jackson foram os marcadores de serviço.

Após a boa exibição na Supertaça contra o outro Vitória, o de Guimarães, o
FC Porto deixou desta vez uma imagem negativa, fazendo passar a ideia de que a exibição positiva na semana passada se deveu em muito ao facto de ter chegado ao golo e à vantagem no marcador à primeira oportunidade.

A equipa continua com dificuldades em interpretar o 4-2-3-1 de Paulo Fonseca, embora me pareça que o problema não seja a tão falada alteração a meio-campo mas sim a alteração da filosofia de jogo. Se com Vítor Pereira a equipa trocava a bola de forma bastante selectiva e paciente, com o actual treinador o mesmo não se verifica. Existe uma maior tendência para usar o passe directo e de zona frontal para o Jackson que tem sentido muitas dificuldades para ter a bola com qualidade. Esta forma de jogar tem levado a uma maior exposição da equipa na sua zona defensiva e, comparando com a última época, as oportunidades do adversário criar perigo aumentaram exponencialmente, assim como as vezes em que os jogadores são obrigados a recorrer à falta para impedir contra-ataques. Jackson, Alex Sandro, Fernando ou Lucho são exemplos de alguns jogadores que têm sentido dificuldades com esta nova maneira de jogar. No extremo oposto encontra-se Defour, que tem estado em destaque aproveitando da melhor maneira a venda de João Moutinho.

Quintero continua a mostrar o porquê da sua contratação e tem convencido até os mais cépticos a cada toque dado na bola. Sendo o campeonato português pouco amigo de jogadores técnicistas, adivinham-se tempos difíceis para o colombiano de cada vez que for chamado a jogo.

9 de julho de 2013

Jackson e Ghilas

Com a chegada do argelino Ghilas, o FC Porto fica finalmente com duas opções de qualidade para ocupar a posição de ponta-de-lança. Desde a dupla McCarthy-Derlei que não havia uma dupla que me entusiasmasse tanto. Ghilas tem como principal característica a sua capacidade fisica, mas consegue juntar-lhe uma boa capacidade técnica e de decisão. Acabado de chegar ao FC Porto depois de uma grande época no Moreirense, o argelino torna-se assim uma alternativa de peso - ou um valioso complemento - ao colombiano Jackson na frente de ataque.

Não é a primeira vez que o FC Porto, num passado recente, assegura a contratação de um jovem avançado que brilhou por outro clube da Primeira Liga. Depois de brilhar ao serviço do Marítimo, Kléber chegou ao Dragão mas nunca conseguiu mostrar o que mostrou na equipa madeirense. A ideia da sua contratação parecia ser que este fosse o herdeiro do lugar de Falcao a médio prazo, mas o brasileiro cedo se viu privado daquele que deveria ter sido a sua referência e aquele com quem aprendia enquanto ia crescendo na sombra. O "peso" da camisola e a pressão de ser o substituto de um espectacular Falcao foram demais para ele. Esperemos que o caso de Ghilas seja diferente e que a história não se repita.

Jackson foi um jogador fundamental na época 2012/2013 e penso que nenhum portista se sente preparado para ficar sem ele já este Verão. Embora a confiança em Ghilas seja enorme, seria importante para o FC Porto que este tivesse a companhia do colombiano por pelo menos mais um ano.