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25 de fevereiro de 2015

Prestidigitação


O desvio da atenção é o principio fundamental do Ilusionismo. Normalmente utiliza-se um movimento maior e mais espalhafatoso para ocultar outros mais subtis mas de maior importância. Ontem, Portugal assistiu a um número de ilusionismo protagonizado por José Eduardo Moniz com João Gabriel como assistente.

No dia em que foi dado a conhecer ao público que a Comissão de Instrução de Inquéritos decidiu abrir um inquérito à acusação feita a Luís Filipe Vieira por Bruno de Carvalho (manipulação de resultados, para os mais distraídos) e que João Capela e Artur Soares Dias são os escolhidos para apitar os jogos Benfica-Estoril e FC Porto-Sporting, respectivamente, eis que saem da toca os há muito desaparecidos vice-presidente e director de comunicação do Benfica.

Talvez não seja do interesse do clube que representam que se fale muito sobre o esquema proposto por Luís Filipe Vieira a Bruno de Carvalho, que após recusa do presidente leonino parece mesmo ter sido levado avante a solo pelo presidente das águias. Mesmo a nomeação de Capela, que não sofre golos pelo Benfica há 1080 minutos, não parece ser um tema apetecível para os lados de Carnide, principalmente depois do verdadeiro show protagonizado por este no famoso Benfica-Sporting de 2012/2013. E que dizer de Artur Soares Dias? Mais do que o amolecimento do Estoril (5.º amarelo exibido aos dois defesas-centrais dos estorilistas) para a visita à Luz nesta jornada, importa tentar não lembrar a arbitragem habilidosa no Benfica-FC Porto da época passada onde, talvez para também ele homenagear Eusébio, interrompeu uma jogada em que Jackson seguia isolado para a baliza encarnada para marcar uma falta a meio campo e transformou duas faltas de Garay dentro da grande-área do Benfica sobre jogadores portistas, Quaresma e Danilo, em simulações, sendo que a Danilo lhe valeu o segundo cartão amarelo e o respectivo vermelho. Curiosamente ou não, o primeiro foi mostrado na sequência dos protestos feitos no lance interrompido ao Jackson.

Uma jogada de mestre por parte do Benfica, que nos últimos tempos tem mantido algumas divergências com o Sporting, mas em semana de FC Porto-Sporting vira as atenções para cima do maior rival na luta pelo titulo, o FC Porto. Isto tudo, claro, porque não quer que o público esteja com muita atenção aos truques que se vão fazendo no Estádio da Luz.

22 de abril de 2013

Obra de Arte!

Hoje a capa do jornal A Bola fala numa obra de arte no Benfica-Sporting de ontem. Uma? Eu vi pelo menos duas, ambas pelas mãos da dupla João Capela-Maxi Pereira:



Ambos os casos foram considerados penalti por unanimidade pelo Tribunal de O Jogo:



É curioso que o mesmo árbitro não tenha hesitado em marcar penalti há uma semana contra o FC Porto numa simulação de Mossoró. Vitória justa e limpinha do Benfica, como disse o Jorge Jesus. Uma vitória à Benfica, partanto.



15 de abril de 2013

Imparcialidade


«Depois de tirar a bola do alcance de Abdoulaye, Mossoró deixa-se cair na grande-área portista antes que haja qualquer contacto. Lance de difícil análise e que só após recorrer às imagens televisivas se pode concluir que foi mal ajuizado pelo árbitro. Por isso, deve ser dado o beneficio da dúvida a João Capela.»

Foi isto o que nenhum dos três ex-árbitros que escrevem no Tribunal d'O Jogo disse. Preferiram uma vez mais fazer de conta que houve mesmo falta, sendo que o Jorge Coroado ainda parece ficar ofendido com a pergunta - mas dos três é o único que ainda dá a entender que há ângulos onde se pode ver que não é o Abdoulaye que provoca a queda do Mossoró.


Numa final decidida com um penalti e, ainda mais importante, expulsão resultantes de uma simulação e uma má decisão do árbitro, a conclusão que os experts na matéria tiram é que a arbitragem não teve influência no resultado. É preciso ter tomates. Bravo.