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13 de março de 2016

Benfica controla as arbitragens e a comunicação social

Que grande parte dos árbitros têm um fraquinho pelo Benfica não é novidade para ninguém. Que os media portugueses dão preferência aos clubes lisboetas, em especial ao que joga de vermelho, já toda a gente sabe. A única coisa a acrescentar nisto tudo é que quem o confirma é o actual treinador do Sporting e que nas seis épocas anteriores esteve no comando do rival Benfica.

Quem não se lembra de Jorge Jesus chorar junto do quarto árbitro por um empurrãozinho da equipa de arbitragem em beneficio do Sporting sob a ameaça "eu sei coisas do ano passado"? O que pouca gente se lembra - ou faz por não se lembrar - é um pouco mais complexo. Sporting - Estoril foi o jogo em questão e a equipa da casa venceu por 1-0 com um golo alcançado através da marcação de uma grande penalidade conseguida em fora-de-jogo mais do que evidente. E o árbitro da partida, de quem Jorge Jesus sabia coisas do ano passado, que era? A pergunta só não dá prémio porque a resposta é demasiado fácil. Isso mesmo, Jorge Ferreira que, entre outras coisas, tem no palmarés, recheado de benefícios sempre em prol dos mesmos, a expulsão de um jogador da equipa da casa no, até esse momento complicado para a equipa lisboeta, Moreirense - Benfica.

Episódios como este, com origem no passado e consequências na época actual, existem vários. E o facto de ninguém pegar neles é simples de explicar: o controlo que os grandes de Lisboa têm sobre a comunicação social. O histórico de favores é enorme e cada vez mais desenvergonhado, por isso não deveria ter espantado ninguém quando o actual treinador da equipa de Alvalade insinuou que sabe muito bem como se planta contrainformação porque o aprendeu no tempo que passou no vizinho da Luz.

Da época passada só uma coisa mudou: além do Benfica, também o Sporting tem andado à boleia de quem apita. Muito pelo facto de Jorge Jesus estar a par de várias coisas do passado e que, como o próprio tem vindo a provar pouco a pouco, não terá problemas em descredibilizar o trabalho que desenvolveu no Seixal só para demonstrar que Luís Filipe Vieira e companhia há muito tempo controlam os apitos em Portugal. Até agora, graças a uma rede de favores bem montada, a generalidade da comunicação social tem conseguido assobiar para o lado como fez quando o ex~´arbitro Marco Ferreira disse em público e com todas as letras que era pressionado pelo Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem, para facilitar a vida ao Benfica. Veremos o que acontecerá quando Jorge Jesus perceber que o primeiro lugar está fora do alcance do Sporting e seja ele próprio a afirmar o mesmo.

Entretanto estas forças vão trabalhando na sombra para manter o actual líder, que segue sem qualquer penálti marcado contra, e o FC Porto, única equipa do campeonato sem qualquer adversário expulso, atrás do Sporting. O problema é que os leões não parecem muito satisfeitos com a ideia de ficar em segundo lugar e toda a gente sabe o que acontece quando se zangam as comadres...

21 de fevereiro de 2016

Não é que seja da minha conta, mas...

...em jogo a contar para a Liga Europa, o Sporting recebeu e foi derrotado pelo Bayer Leverkusen. À hora de jogo, e com os alemães a vencer por 0-1 desde os 26 minutos, Jorge Jesus substitui Teo Gutiérrez que decide sair a passo. O público reagiu e brindou o colombiano com uma assobiadela. Quem não gostou foi o treinador português que no final disse que não queria patinhos feios em Alvalade... quase ao mesmo tempo que, talvez para sacudir a água do capote, atirava as culpas da derrota para Semedo, que foi expulso quando faltavam 15 minutos para os 90. Será que Jesus se guia pelo lema "olha para o que eu digo e não para o que eu faço" ou a pressão começa a ser sentida no país das maravilhas?

...o Benfica venceu em Paços de Ferreira por 1-3. Um resultado normal, dirá qualquer um. Mas não, este jogo foi mais um daqueles "anormais" que têm tido forte incidência nas equipas da capital e com alguns nomes em comum. Começando pelo mais recente, no tempo de compensação da primeira parte, Jonas mergulha no meio de dois defesas da equipa da casa e Jorge Ferreira assinala penálti a favor da equipa visitante. O próprio Jonas converte a grande penalidade que inventou a meias com o árbitro de Braga. Na segunda parte, é o árbitro auxiliar que vê uma falta sobre André Almeida idêntica à que o chefe de equipa não viu (e bem) de Samaris sobre o atacante pacense ainda na primeira parte. 1-3, o Benfica volta às vitórias. Um mau jogo toda a gente tem, mas esta equipa de arbitragem não começou a apitar hoje, também foram eles que deixaram passar um fora-de-jogo evidente que deu o penálti e a vitória por 1-0 ao Sporting frente ao Estoril, ou que na estreia de José Peseiro como treinador do FC Porto ignoraram três cargas sobre Maxi Pereira na área do Marítimo, ou que não viram uma falta evidente de Lisandro na área benfiquista no lance em que, por acaso, deu na altura o 2-2 ao Moreirense num jogo que o Benfica acabaria por vencer por 3-2. Diz-se que quando se perde um sentido os outros ficam mais apurados e Jorge Ferreira pode estar próximo de ser a prova disso mesmo, ou não fosse ele o árbitro que puniu um jogador da equipa da casa com vermelho directo por palavras no célebre Moreirense 1-3 Benfica de 2014/2015. Digamos que este trio tem sido um verdadeiro amuleto para os ditos grandes da capital.

Há quem diga que faltou sorte ao Benfica contra o FC Porto. Outros dizem que faltou uma pontinha de eficácia ou uma noite menos inspirada a Casillas. Olhando a isto tudo, eu digo apenas que faltou um Jorge Ferreira qualquer para salvar mais uma noite como já aconteceu esta época em tantas outras.

Uma palavra também sobre Jorge Simão, treinador do Paços de Ferreira. Apesar de não ter motivo nenhum, não teve problemas em chorar depois de ter perdido no Dragão. Achava ele (e mal) que houve falta de Herrera sobre Marafona no lance que deu o único penálti do campeonato a favor do FC Porto. Neste jogo contra o Benfica, que tinha vários motivos para se queixar da arbitragem, preferiu "não ir por aí", palavras do próprio. Já vi máscaras demorarem mais tempo a cair.

11 de novembro de 2015

A vantagem de não ter memória curta

Jorge Jesus, em tom de ameaça, diz que sabe coisas do ano passado. O que ele sabe do ano passado todos nós sabemos: o Benfica foi campeão porque foi ajudado pelas arbitragem jornada após jornada. No entanto, mesmo após o ex-árbitro Marco Ferreira - que, dizem as más-línguas, foi despromovido porque o jogo dos encarnados em Vila do Conde não correu como o presidente do Conselho de Arbitragem gostaria - ter denunciado pressões por parte de Vítor Pereira sobre os árbitros nas semanas em que estes iam apitar os jogos do Benfica, toda a gente continua a agir como se ninguém soubesse de nada e tentam a todo o custo guardar um segredo que nunca o foi. As caixas com a camisola do Eusébio que valiam jantares para um sem número de pessoas eram o mínimo que um clube poderia fazer perante um trabalho fundamental na renovação do título de campeão.

Um ano depois tudo está diferente. Não sei porquê - suponho que por medo que Jorge Jesus dê um tiro no próprio pé e afirme com todas as letras que o Benfica só foi campeão devido ao colinho monumental -, parece ser o Sporting a beneficiar do estatuto de equipa a empurrar para o topo da tabela. Em Tondela um lançamento dentro de campo dá origem a uma grande penalidade e o golo da vitória ao cair do pano; em Alvalade, contra o Estoril, o fiscal-de-linha faz vista grossa a um fora-de-jogo evidente que nem dois segundos depois se transformou num penálti e em nova vitória dos leões; no último domingo, em Arouca, Naldo comete uma falta do tamanho do mundo quase dentro da pequena-área do Sporting mas Cosme Machado nada assinala. Três jogos com vitórias pela margem mínima, três jogos com dedo da arbitragem.

É fundamental que o FC Porto esteja atento e que obrigue quem de direito a pedir a Jorge Jesus que diga o que sabe do ano passado para que os árbitros não o vão mantendo calado com estes docinhos. Já bastou perder no ano passado devido à passividade com que se encararam os benefícios sistemáticos ao Benfica, permitir o mesmo esta época seria impensável.

P.S.: Em relação ao lance do Naldo em Arouca...



...só não vê o jogador do Sporting a atirar-se para cima do avançado da equipa da casa quem não quer ou quem é cego. Recomendo que tanto o Cosme Machado como o Jorge Coroado, o José Leirós e o Pedro Henriques vão ao oftalmologista o mais rapidamente possível. Caso esteja tudo normal, serei obrigado a colocar a honestidade de todos eles em causa.

11 de maio de 2015

É por isto que eles te querem ver pelas costas...

«Esse tipo de declarações não me surpreende. O que se passa é que o treinador do Benfica fala muito, fala muita vezes, fala o que quer e sobre todos. Tenho o máximo respeito por todos os meus companheiros de profissão, todos, e tinha também por ele. Mas perdi esse respeito quando ele foi contradizer-se em declarações a um jornal, contando de forma errada o que eu lhe tinha dito, quando ele tinha dito que eram coisas de futebol. Parece-me, para alguém com a experiência que tem e com esta profissão, que revelou uma enorme falta de categoria. Ele costuma falar de todos, de como as equipas jogam ou devem jogar... Mas fala debaixo de um manto protetor, mas no dia em que deixar esse manto protector conhecerá a realidade. Atenção, o Benfica é uma excelente equipa, tem excelentes jogadores, mas sem esse manto protector não passou a fase de grupos da Liga dos Campeões. É verdade que perdemos aqui e empatámos em Lisboa, mas até acho que fomos superiores nos dois jogos. O mundo é mais bonito quando tens um manto protector. Mas todos são mais bonitos quando têm um manto protector ou têm 90 por cento do eco social a favor, vendo só uma cor. Estarei sempre aqui para defender o meu clube daquilo que tiver de defender, por vezes de forma mais desagradável. Mas será sempre dizendo a verdade. Por vezes, posso estar enganado, mas será sempre acreditando que digo a verdade»

...e é por isso que tens de ficar.

Há verdades inconvenientes.

22 de março de 2015

Será que queremos ser campeões?

Não consigo entender a forma apática com que a equipa do FC Porto entrou em campo na Choupana. Não me cabe na cabeça que se jogue quase 90 minutos a passo sabendo que o Benfica tinha acabado de perder minutos antes e que, finalmente, havia a possibilidade de ficar a apenas um ponto do primeiro lugar. Não percebo onde estava a equipa que jogava com classe e ganhava os jogos já depois de o rival ter ganho nessa jornada e que, ainda que à condição, já estava a sete pontos de distância. Terá este FC Porto medo de ser campeão?

A jogada onde o jogador do Nacional, que penso se Lucas João, falha de baliza aberta o 2-1 é sintomática: contra-ataque da equipa da casa com três jogadores para dois do FC Porto e Herrera a acompanhar a jogada com os olhos. Foi assim um pouco durante os 90 minutos, tendo o mexicano passado completamente ao lado do jogo mas com a agravante de ter acumulado passes para ninguém como já não se via há muito. Mas isto não é de agora, Herrera está em quebra física e/ou psicológica há bastante tempo, Lopetegui tem de fazer qualquer coisa em relação ao assunto. Fica uma pequena nota: ao lado do Óliver qualquer um parece bom jogador. Estando o espanhol apto tem de jogar.

Quem também teve uma noite para esquecer foi Brahimi. Já não é a primeira vez esta época que isso acontece e já chegou mesmo a perder o lugar como titular. Quaresma, que na semana passada fez uma óptima exibição frente ao Arouca, entrou muito bem no jogo. Neste momento justifica muito mais um lugar na equipa do que o argelino. Casemiro estava em noite não e Lopetegui não hesitou em substituí-lo - até porque já tinha visto o cartão amarelo -, talvez devesse ter seguido o mesmo critério com o Herrera e, mais cedo, com o Brahimi.

Percebo que se tente passar uma mensagem positiva, afinal de contas estar a três pontos do primeiro lugar é bem melhor do que estar a quatro, mas a conversa do "já só dependemos de nós" mata-me. E por vários motivos. Em primeiro lugar porque esta época nunca o FC Porto dependeu apenas de si próprio, mesmo quando esteve na frente da classificação. As influências externas foram enormes e a situação que vive agora deve-se muito a isso. Depois, porque não se pode considerar normal ir ao Estádio da Luz com a intenção de ganhar por 0-3 ou 1-3 para ficar em vantagem no confronto directo. O 0-2, que também não é fácil, deixa tudo dependente dos golos marcados nas últimas jornadas. Vai-se andar a brincar às goleadas?

Este jogo tinha de ser ganho, desse por onde desse. Enquanto o FC Porto se prepara para um ciclo infernal, o Benfica vai entrar agora em pré-época para a final da Taça da Liga. Paragem para as selecções, Nacional (casa), Académica (casa) e Belenenses (fora). Esta era a última oportunidade de encurtar distâncias e de entrar verdadeiramente na luta pelo título. Lamento que os jogadores não tivesse percebido isso ou que tenham percebido e acusado a pressão.

Deixo também algumas palavras para o nojento Jorge Jesus. Tentando fazer toda a gente de parva, afirma que o Luisão é mal expulso porque ainda havia o Eliseu com hipótese de disputar o lance. Não querendo exagerar, o Eliseu estava pelo menos a 10 metros do lance e em linha com o defesa-central brasileiro. No jogo com o Arouca, o defesa Hugo Basto foi expulso com colegas bem mais próximos e sem que o Lima estivesse enquadrado com a baliza. E dizer que o jogador do Rio Ave que estava em fora-de-jogo posicional interfere no lance do 2-1 é anedótico. A única equipa que se pode queixar de qualquer coisa é mesmo o Rio Ave. Samaris nem sabe como não foi expulso e ficou ainda novo penálti por assinalar por mão na bola de Salvio ao minuto 78:


Mesmo a realização da Sporttv passou um bocado ao lado deste lance, uma vez que só se dignou a mostrar uma repetição rápida.

Não vou cair no erro em que muitos portistas estão a cair de dizer que esta equipa não merece ser campeã. Merece e em condições normais este teria sido apenas um mau dia que poucas consequências teria. Só que, infelizmente, o FC Porto não pode errar porque já lhe basta as penalizações que sofreu com os erros de terceiros. Agora não adianta ficar a pensar neste empate. Siga então para o 0-3 na Luz. Mas vai ser preciso dar bem mais do que neste jogo.

28 de fevereiro de 2015

«Os outros é que têm que se preocupar com os nossos resultados»

Jorge Jesus diz não estar interessado no jogo falado, mas não se coibiu a alegar que o FC Porto havia vencido o Penalfiel de forma irregular. É óbvio que o treinador do Benfica sabe que isso é mentira e está consciente de que o trabalho que desenvolve no Seixal tem sido bem complementado com o trabalho desenvolvido pelos árbitros. Jorge Jesus diz não saber do que fala Lopetegui, se o treinador basco algum dia decidir explicar poderemos assistir a uma das conferências de imprensa mais longas da história do futebol, tal foram os jogos e os casos onde o Benfica foi beneficiado directa ou indirectamente.

De facto, Jorge Jesus está coberto de razão quando diz que são os outros que têm que se preocupar com os resultados do Benfica. Só esta época, e apenas em jogos do campeonato, já vi a preocupação com os resultados dos encarnados em Marco Ferreira, João Capela, Luís Ferreira, Vasco Santos, Hugo Miguel, Manuel Mota, Bruno Paixão, Paulo Baptista, Manuel Oliveira e Jorge Ferreira. Todos eles, alguns com a ajuda dos árbitros assistentes, erraram de forma grosseira nos jogos do Benfica e sempre em favor das águias.

Claro que quem tem um staff destes por trás só pode estar confiante. Quem não estaria sabendo que tem um joker em campo com o poder de expulsar jogadores à equipa adversária ou marcar penáltis a favor mas nunca contra? O Benfica tem essa "sorte" e talvez só quem joga contra o FC Porto se possa gabar do mesmo. Começa a ser difícil desmentir isto, daí o treinador encarnado ter sentido necessidade de recorrer à mentira.

Jorge Jesus afirma que o Benfica tem feito um trajecto espectacular. Espectacularmente vergonhoso, diria eu.

19 de dezembro de 2014

Ainda sobre o Clássico

Para enterrar de uma vez por todas o assunto - até porque hoje já há novo jogo -, gostaria de analisar alguns acontecimentos sobre o último FC Porto - Benfica que se passaram durante e após o jogo.

O primeiro golo do Benfica


Há quem diga que Lopetegui não estudou o Benfica. Para mim, isso é totalmente mentira. A forma como Herrera e Óliver entravam no espaço deixado entre os laterais e os centrais dos encarnados demonstra que o técnico espanhol sabia que Jorge Jesus contra o FC Porto usa uma marcação suicida aos extremos e faz os próprios extremos marcar de forma apertada os laterais que vestem de azul e branco. Embora não seja uma movimentação estranha na equipa do FC Porto, é anormal que seja feita com tanta frequência e só não resultou em golo por várias vezes por azar/falta de pontaria. Se Lopetegui estudou o Benfica tão bem ao ponto de conhecer esta forma de jogar quase em exclusivo contra o FC Porto, também sabia que os lançamentos longos iriam estar no menu. Assim sendo, não percebo como foi possível fazer uma avaliação tão má da atitude a adoptar. É para mim inconcebível que o treinador basco tenha pensado que bastava ter um jogador - Brahimi no caso - à frente de Maxi Pereira enquanto este lançava a bola. O resto, o que se passava na área, era resolvido com uma marcação primitiva e em desuso há uma década. Para compor o ramalhete, Marcano nem marcou nem ocupou um espaço onde pudesse ser útil, ficando afastado automaticamente da jogada. Terá sido por isso que saiu do onze directamente para a bancada? Ou será que o Vitória de Setúbal é um adversário para encarar como se encarou o Boavista, que dá para tudo? Um palavra ainda ao árbitro nessa jogada. Fez questão de ir pessoalmente medir os dois metros que Brahimi era obrigado a deixar para a linha, mas fez vista grossa à forma como a bola foi lançada e à forma como foi introduzida na baliza (ainda que neste caso, no meu entender, tenha decidido bem).

O golo anulado ao FC Porto


Felizmente não sou o único a achar que a lei não foi respeitada. Em Portugal existe aquela velha máxima que diz que o árbitro fez bem em marcar falta quando o jogador tira partido do facto de ter jogado a bola com a mão. Não é isso que está escrito nas Leis do Jogo. O que conta é a intencionalidade e não me parece que o Jackson tivesse qualquer intenção de roubar um golo à própria equipa, uma vez que o remate de Casemiro ia em direcção à Baliza do Benfica. O árbitro não hesitou e assinar falta. Curioso foi o facto de ter interpretado (bem) que Lima introduziu a bola na baliza do FC Porto com o braço e optar por validar o golo. Mais tarde, ainda na primeira parte, Maxi Pereira corta um cruzamento com as duas mão, de forma deliberada, e Jorge Sousa nada assinala. Falta e cartão amarelo que ficaram para trás.

A substituição de Luisão


A bola saiu pela linha de fundo, Luisão pediu a a substituição e a equipa médica do Benfica acabou por entrar em campo para avaliar a situação. Depois do jogador ser assistido dentro de campo - situação que desrespeita os regulamentos mas que é comum em todos os jogos-, o médico dá sinal aos presentes no banco de suplentes para que se avance para a substituição. Jorge Sousa manda Luisão abandonar o campo para que se proceda à marcação do canto a favor do FC Porto, adiando assim a substituição para a próxima paragem. O banco do Benfica protesta , o árbitro cede e César entra de imediato. Jorge Sousa preparava-se para cumprir a lei, ou seja, para obrigar o jogador assistido a abandonar as quatro linhas e não o fez porque o Benfica exigiu que a substituição fosse feita naquele momento. Parece que em Portugal o Benfica está acima do International Board. O que fez o banco do FC Porto? Nada. Rigorosamente nada.

"É sempre por dois a zero"


A frase é de Jorge Jesus e foi proferida como se fosse uma tradição o Benfica vencer no Dragão. Esta curiosidade foi revelada pelo técnico encarnado após este ter sido confrontado pelo repórter da Sporttv como facto de ser a terceira vitória do Benfica sobre o FC Porto desde a época 1999/2000, como visitante e em jogos a contar para o campeonato. De facto foi sempre por 0-2, mas não é menos verdade que nesse período houve 25 jogos e que o FC Porto venceu 17 e apenas concedeu 5 empates. No mesmo período, o FC Porto consegui 7 vitórias e 9 empates na Luz. No dia seguinte ao Clássico, talvez levado pela emoção de um acontecimento raro, o jornal Record falava no nascimento de uma lenda, mas no fundo toda a gente sabe que o FC Porto tem larga vantagem neste capitulo.

Deixem jogar o Benfica!


Esta foi a manchete de ontem do jornal A Bola e veio em sequência das declarações ridículas de Jorge Jesus que, de uma assentada, tentou condicionar a actuação do adversário e do árbitro ao afirmar que o Sporting de Braga aquando da derrota benfiquista no jogo a contar para o campeonato se limitou a dar porrada durante os 90 minutos. Confrontado com este facto fui pesquisar e, de facto, foram assinaladas 28 faltas a favor do Benfica e que valeram aos jogadores bracarenses 8 cartões amarelos e 1 vermelho. Curiosamente, foi esse o número de faltas cometidas pelo Benfica frente ao FC Porto e que valeram apenas 4 cartões amarelos a quem equipava de vermelho. Um deles após uma falta grosseira de Samaris sobre Jackson, com o jogo já parado e merecedora de vermelho directo em qualquer parte do mundo. "Olha para o que eu digo e não para o que eu faço" deve ser o provérbio preferido de Jorge Jesus.

16 de dezembro de 2014

O Clássico e o Campeonato

Quem acompanhar minimamente o campeonato já percebeu que o Benfica não é uma equipa que joga com as mesmas cartas que as restantes. Ao bom estilo dos jogos multiplayer online, os encarnados parecem ser os únicos detentores de uma conta premium que, para quem não está familiarizado com o assunto, favorece os detentores da mesma nos mais variados aspectos do jogo. No caso dos encarnados vai desde as famosas arbitragens amigas onde basta a um adversário espirrar para ser sancionado com uma falta; às equipas adversárias que abdicam dos melhores jogadores só porque sim; passando na alínea especial na regra do fora-de-jogo que diz que "em caso de dúvida beneficia-se o utilizador premium. Caso o jogo em disputa não inclua o supracitado, o beneficiado deve ser aquele que menos perigo lhe ofereça"; ou até mesmo num melhor tratamento por parte da comunicação social.

No campeonato tem sido assim, mas no Clássico do último domingo foi atingido todo um novo nível. O FC Porto dominou completamente o jogo e saiu derrotado graças a falhas próprias - tanto a atacar como a defender. Os dois golos consentidos foram isso mesmo, completamente consentidos, e os desperdícios no ataque davam mesmo a sensação de que estávamos perante um qualquer jogo digital em que o servidor estava programado para que fosse determinada equipa a vencer. Afinal, qual são as probabilidades de segundos após um jogador mandar uma bola à trave ver um colega rematar-lhe contra um braço e ser ele a evitar um golo certo a favor da própria equipa? E se a isto se acrescentar outra bola na trave minutos depois? Não esquecendo, claro, os dois golos anormais a favor do adversário e mais dois falhanços clamorosos que dariam a vantagem à própria equipa quando o jogo ainda se encontrava a zeros. O Benfica conseguiu ser beneficiado com isto tudo. Fora isto, mais do mesmo. Jorge Sousa, o árbitro da partida, permitiu que os encarnados fizessem 28 faltas em 90 minutos; fez vista grossa às constantes perdas de tempo; premiou Samaris com um cartão amarelo após este pontapear Jackson na barriga já com o jogo interrompido; fez questão de medir pessoalmente os dois metros que Brahimi era obrigado a guardar para que o Maxi pudesse lançar a bola mas se este o fazia dentro ou fora de campo pouco importava; e por aí fora.

No final disto tudo os opinion makers não tinham dúvidas: Jorge jesus deu uma lição táctica a Lopetegui. Eu que vi o jogo pensei para mim: "o Jorge Jesus também deve ser um utilizador premium". E não o pensei por ele poder bater em policias ou em jogadores da equipa adversária sem que nada lhe aconteça, mas sim pelo facto de ele ter sabido previamente de que marcaria pelo menos um golo oferecido e que o FC Porto falharia todas as oportunidades flagrantes que criou até com alguma facilidade. Ou isto ou teve muita sorte, como o próprio admitiu a Lopetegui. A comunicação social ficou em êxtase como nunca fica mesmo quando o FC Porto ganha um troféu internacional. Talvez seja esse o preço a pagar por ser um free user.

30 de outubro de 2014

As principais diferenças entre FC Porto, Benfica e Sporting

Este ano a luta pelo titulo de Campeão de Portugal promete ser quente. Decorridas que estão oito jornadas, os três grandes, como tantas vezes já aconteceu no passado, encontram-se em boa posição para conquistar o campeonato e certo é apenas que só um o poderá fazer. O que pretendo neste post é analisar a equipa-base e o plantel de FC Porto, Benfica e Sporting sem entrar em grandes comparações de qualidade. O objectivo é tentar perceber o que cada um pode dar à respectiva equipa e não se, por exemplo, o Eliseu é melhor que o Jonathan ou vice-versa.

Lopetegui, Jorge Jesus e Marco Silva têm formas muito diferentes de pensar o jogo, mas, curiosamente, todos montam a equipa tendo por base jogadores com características ou princípios de jogo semelhantes. Uma defesa a quatro com laterais capazes de apoiar o ataque; um médio-defensivo forte fisicamente, com capacidade para ser o quinto defesa mas também com técnica suficiente para iniciar a construção de jogo; dois médios mais adiantados em que um deles tenta ser o cérebro da equipa enquanto o outro funciona como uma espécie de quarto avançado sempre que tem oportunidade; um extremo rapidíssimo; um avançado capaz de marcar golos e de servir de ligação entre o meio-campo e o ataque; e um extremo capaz de jogar também pelo centro e que quando tudo falha ser ele a decidir o jogo numa jogada de inspiração. Na baliza e no centro da defesa não há nada de relevante a apontar, quase todas as equipas do mundo procuram o mesmo tipo de jogadores: certinhos e que não comprometam muito.


As principais diferenças prendem-se ao que cada treinador pede aos jogadores. Marco Silva, talvez motivado por uma defesa algo débil, é aquele que aborda o jogo de forma mais cautelosa. Não tem problemas em recuar as linhas e jogar de forma mais feia para o espetáculo, privilegiando o contra-ataque e recorrendo à falta frequentemente para parar as iniciativas adversárias. Jorge Jesus, por sua vez, é dos três o que pensa de forma mais atacante - a notícia Record é a prova disso mesmo. Combinações rápidas e muita gente próxima à área adversária é a forma como o treinador encarnado idealizada o futebol. Quando a equipa perde a bola tem ordem (e impunidade) para recorrer à falta e reagrupar em zonas recuadas. No entanto, é também Jorge Jesus aquele que mais se acobarda quando tem de defrontar adversários de valia igual ou superior, tendo já recebido por diversas vezes criticas dos próprios benfiquistas em virtude disso mesmo. Lopetegui é, talvez, o mais equilibrado. O espanhol já mostrou que pretende que a equipa assuma o jogo e procuro ter a bola sempre que possível sem que sinta uma necessidade irracional de procurar a baliza.

A forma como se comportam os laterais e o meio-campo é onde se nota mais as disparidades entre as equipas. Olhando aos habituais titulares, tanto como no FC Porto como em Benfica e Sporting, os laterais costuma ter liberdade para explorarem os corredores. Apesar disso, a forma como o fazem é um reflexo do já falado em cada treinador: mais cautelosos os do Sporting, mais ousados os do Benfica e mais equilibrados os FC Porto. Na minha opinião, quem apresenta mais dificuldades em desempenhar o papel que a estratégia exige é Cédric do Sporting, o que pode significar que perca o lugar para Miguel Lopes - ou para o próprio Esgaio que esteve muito bem no Clássico no Estádio da Luz - a médio prazo, à imagem do que aconteceu com Jefferson e Jonathan. No meio-campo uma pequena curiosidade: enquanto no Benfica e no Sporting são Adrien e Enzo, respectivamente, os chamados box-to-box deixando mais soltos João Mário e Talisca para distribuírem jogo ou funcionarem como segundo ponta-de-lança, no FC Porto é Herrera quem joga mais adiantado deixando Quintero a construir é zonas mais recuadas. As três equipas têm definidos um 6, um 8 e um 10, variando apenas os papeis que lhes são atribuídos.

Chegando ao ataque encontramos os jogadores-chave de cada equipa. Toda a gente sabe da valia que Jackson tem para o FC Porto, assim como Slimani para o Sporting e menos um bocado Lima para o Benfica (veremos o que pode trazer Jonas), assim como as dificuldades que a velocidade de Tello, Carrillo e Salvio trazem para as defesas contrárias, mas é em Brahimi, Nani e Gaitán que habita a capacidade de fazer verdadeiramente a diferença. A qualidade individual destes três pode ser confundida com a dos companheiros de equipa que jogam no flanco oposto, mas as soluções que cada um deles oferece são muito diferentes. O jogo de Tello, Carrillo e Salvio torna-se previsível e mais fácil de anular quando encontram adversários tão bem preparados fisicamente como eles, uma vez que procuram quase sempre o mesmo tipo de jogada. Brahimi, Nani e Gaitán são diferentes, são jogadores capazes de levantar a cabeça e decidir. O sucesso de cada equipa passa muito por eles e é natural que num dia menos bom de um deles a equipa acuse isso.

A forma como os planteis são formados é também muito semelhante (uma vez mais sublinho que não estou a comparar a qualidade mas sim o tipo de jogador que cada equipa procura), até no detalhe de contar com um jogador capaz de desempenhar várias posições de forma competente. Os Dragões têm Ricardo, os Leões contam com Esgaio e as Águias com André Almeida. Assim sendo, onde poderá ser feita a diferença?

Na minha opinião será campeã a equipa que conseguir manter em forma o seu melhor onze durante mais tempo. O FC Porto parece ser a equipa que tem mais profundidade de plantel e maior equilíbrio entre titulares e suplentes. Lopetegui tem tentado fazer uma utilização ampla dos recursos que tem ao seu dispor, talvez até um pouco cedo demais. No entanto, poderá colher frutos na segunda metade da época pois contará com um maior número de jogadores em boa forma e familiarizados com os processos da equipa. Ainda mais importância ganha se um ou ambos os adversários directos forem eliminados das provas europeias (não apenas da Liga dos Campeões) como parece estar destinado a acontecer. Marco Silva conta com boas alternativas para o ataque mas estas parecem escassear na defesa e no meio-campo. Veremos como a equipa responde quando lhe faltar dois ou três dos habituais titulares. A não ser, claro, que o Sporting consiga um par de boas contratações em Janeiro que dêem mais alternativas ao treinador. O mesmo quase que poderia ser dito sobre o Benfica. Tanto que tem sido notícia que Jorge Jesus não confia no Banco fruto de ter feito apenas uma substituição nos jogos frente ao Sporting e ao Sporting de Braga onde, curiosamente, não venceu nenhum deles. Além disso, tem sido comum o Benfica de Jorge Jesus quebrar fisicamente no último terço do campeonato.

Veremos como cada equipa reage aos imponderáveis - alguns deles, como por exemplo a arbitragem, não têm sido assim tão difíceis de prever - e a forma como respondem às adversidades. Todos os pontos contam e cada um que seja perdido é um passo atrás na corrida pelo primeiro lugar.

27 de outubro de 2014

«Lopetegui chora muito»

A afirmação é de Jorge Jesus que, à boa maneira portuguesa, guia-se pelo ditado que diz "olha para o que eu digo e não para o que eu faço". Vejamos:





Mas o "chorão" é Lopetegui, que tem visto o FC Porto ser prejudicado jogo sim, jogo sim e não consegue deixar de apontar o dedos às equipas de arbitragem. Acredito que para Jorge Jesus (e não só) seria mais agradável que ninguém falasse no assunto, mas o treinador portista não parece pensar da mesma forma. E ainda bem, diga-se. O que aconteceu em Guimarães, Alvalade e mesmo no passado sábado em Arouca - para não falar no que se passa em outros campos ou no que aconteceu no jogo da Taça - não pode ser esquecido. Muito menos enquanto a história do "limpinho, limpinho" continuar presente nas nossas memórias.

O FC Porto não pode continuar em silêncio e deixar Lopetegui a batalhar sozinho como aconteceu no passado com Jesualdo Ferreira. Os maiores rivais além de terem os meios de comunicação próprios e sempre com o Dragão na mira, têm ainda o apoio e benevolência constantes da restante comunicação social. Urge mudar a forma do clube comunicar com os adeptos e ao mesmo tempo aproveitar as diferentes plataformas de comunicação que tem seu dispor para passar mensagens a terceiros quando necessário. Longe vai o tempo em que se respondia apenas em campo.

19 de novembro de 2013

Assinem a Petição

Enquanto a Selecção de Portugal se prepara para defrontar a congénere sueca por uma vaga no Mundial do Brasil, enquanto Jorge Jesus é julgado por agredir um policia, enquanto os sportinguistas aplaudem mais um monólogo enraivecido do (ao que parece) maior presidente da história daquele clube, enquanto os anti-portistas primários se masturbam enquanto lêem e especulam sobre as notícias do internamento de Pinto da Costa, outros há que meteram mãos à obra. Noutro sentido, claro.

Corre uma petição online a exigir a - e passo a citar - "Devolução do Centro de Estágio do Olival(CTFD O/C), Equipamento Público aos contribuintes portugueses". Como uma mentira repetida muitas vezes não passa a ser verdade - a não ser talvez na cabeça de quem assim o pretende -, não será por alguns iluminados alegarem que o FC Porto paga "500 euros por mês, sendo todos os custos por conta do erário público por iniciativa de Luis Filipe Menezes" que isto se torna realidade.

Apelo a todos os portistas que assinem e divulguem esta petição. Vamos ajudar esta iniciativa a ganhar força para que, de uma vez por todas, alguém se dê ao trabalho de mostrar a esta gente que não é por um idiota qualquer levantar um rumor contra o FC Porto que este deixará de ganhar.

Enquanto a Selecção de Portugal se prepara para defrontar a congénere sueca por uma vaga no Mundial do Brasil, enquanto Jorge Jesus é julgado por agredir um policia, enquanto os sportinguistas aplaudem mais um monólogo enraivecido do (ao que parece) maior presidente da história daquele clube, enquanto os anti-portistas primários se masturbam ao lerem e especularem sobre as notícias do internamento de Pinto da Costa, o FC Porto continua em silêncio a preparar-se da melhor maneira possível para os jogos que estão à porta. É que, como diz o povo, quem muito fala pouco acerta e, todos nós sabemos, conversa não enche barriga.

3 de maio de 2012

Boas notícias

Na edição de hoje d'A Bola pode ler-se, logo na capa, a frase «FC Porto? Quem chega ao topo não quer andar para trás!».

Isso é mais do que óbvio, por isso é que eu nunca entendi o alegado interesse de Pinto da Costa em contratar Jorge Jesus. Uma equipa que venceu recentemente a Liga Europa com André Villas-Boas ao comando, ou uns anos mais atrás venceu a Taça UEFA e a Liga dos Campeões com José Mourinho, tem de aspirar a melhor que um analfabeto para treinador. Nisso estou de acordo com o treinador do Benfica, seria andar para trás demitir o actual campeão nacional para contratar o possível segundo classificado da liga.

Na capa também pode ler-se que o próprio Jorge Jesus se sente frustrado. Eu também me sentiria frustrado se um erro meu provocasse a festa do maior rival. A entrada de Saviola para o lugar de Matic durante o intervalo do último Rio Ave-Benfica é um exemplo do que o treinador encarnado é capaz de fazer. Ou seja, com a sua equipa a vencer por 1-2 deu ao Rio Ave a possibilidade de empatar o jogo ao desequilibrar o meio-campo tirando o médio mais defensivo para lançar outro avançado. Como se pode ler no cantinho da capa «Jesus pôs a equipa a jogar para a frente», diz a menina Pinhão.

Espero que isto seja um sinal claro que nunca terei de ver esta personagem como treinador do meu clube. Prefiro alguém que saiba o que anda a fazer. E que saiba ler, se não for pedir demais.

22 de março de 2012

Porque mente Jorge Jesus?

Mente porque sabe que está a agir mal. Onde escrevi "mal" leia-se "contra a lei". Mente descaradamente e de todas as maneira que pode.

“Nas leis do jogo não existe a palavra bloqueio. Existe sim antecipação. Isto é uma forma de alertar para a qualidade das nossas bolas paradas. Não trabalhamos bloqueios, isso é no basquetebol. O que eu digo aos meus jogadores é que, quando estão agarrados, têm de arranjar maneira de deixarem de estar agarrados. Eu quero é que os árbitros vejam o que fazem aos nossos jogadores. É natural que os jogadores se agarrem uns aos outros. Mas os grandes prejudicados somos nós, pois o Luisão e Javi são sempre agarrados. Aliás, no segundo golo frente ao FC Porto o Luisão está a ser agarrado. No meio desta situação, os jogadores do Benfica são sempre os prejudicados”.

 A imagem não deixa dúvidas, mas se juntarmos a isto as declarações de antigos jogadores que trabalharam com o actual treinador do Benfica a situação fica bem clara: Jorge Jesus é um mentiroso compulsivo e é um especialista em sacudir a água do seu capote.

Jorge Coroado não podia ser mais claro em relação a este assunto: “O bloqueio será sempre considerado falta quando o jogador não tem objectividade na disputa da bola e antes e só na perturbação do adversário. É falta sempre que um jogador se interpõe entre o adversário e a bola, não se preocupando em jogá-la e sim em travar a marcha do adversário.

Já na altura da vitória do FC Porto frente ao Benfica por 3-2 para o campeonato, foram publicados em vários blogs de apoio ao FC Porto posts a alertar para esta situação, concretamente para o lance do 2-2 em que Luisão vem de posição de fora-de-jogo bloquear o Rolando para o Cardozo aparecer completamente só e fazer o golo. O que diz a lei do jogo sobre o assunto?
Lei 11
Um jogador na posição de fora-de-jogo só deve ser penalizado se, no momento em que a bola é tocada ou jogada por um colega de equipa, o jogador toma, na opinião do árbitro, parte activa do jogo: intervindo no jogo ou influenciando um adversário ou tirando vantagem dessa posição.
É pena que os responsáveis do FC Porto tivessem acordado tarde para este assunto. Jorge Jesus já está quase há três épocas no comando do Benfica e só depois de termos sofrido golos duas vezes seguidas com estes truques é que alguém decidiu falar. Lamentável.

13 de março de 2012

Entrada brutal de Bruno Alves sobre Rodrigo




Na imagem à esquerda pode ver o resultado das pisadelas de Bruno César sobre Luisinho. Isto nas barbas do árbitro assistente que, mais à frente, deu a indicação ao árbitro principal para expulsar Ricardo com vermelho directo após mergulho de... Bruno César. O árbitro e o mesmo Bruno César já haviam sido protagonistas num outro vermelho a um jogador do Paços, neste caso a Michel. Simulação de Bruno César, o árbitro marca falta e dá o segundo amarelo ao jogador do Paços de Ferreira.

O árbitro em questão é o senhor Bruno Esteves, o mesmo que expulsou James Rodriguez na jornada anterior ao FC Porto - Benfica da primeira volta. Na altura, apesar de rigorosa, achei a expulsão justa. Todo este tempo depois, comparando os lances, acho que alguma coisa está mal. Critérios...

É engraçado que a comunicação social não dê a mesma dimensão ao lance como deu à entrada do Bruno Alves sobre o Rodrigo. Como diz o outro, até um cego vê...

7 de março de 2012

Cagar de alto

No final da vitória do FC Porto no Estádio da Luz, Jorge Jesus afirmou na flash interview e na conferência de imprensa que o árbitro auxiliar viu que Maicon estava fora-de-jogo no lance do 3-2 e que não assinalou a infracção porque não quis. Disse-o com todas as letras.

Depois de ter feito está afirmação, o mesmo Jorge Jesus apareceu na segunda-feira na conferência de imprensa com a certeza de que não seria castigado.

E não é que acertou? Ontem a LPFP comunicou os castigos referentes aos incidentes da última jornada e nem uma referência às acusações de Jorge Jesus.

Era óbvio que Jorge Jesus sabia que não ia ser castigado. De facto ele tem uma liberdade muito maior do que os seus colegas, os outros treinadores. O treinador dos encarnados é o único que pode passar o jogo todo a discutir com a equipa de arbitragem. É o único que pode passar o jogo todo fora da área do banco de suplentes. E é o único que pode agredir os adversários sem nada lhe acontecer. Porque motivo haveria o Jorge Jesus de ser castigado por acusar um árbitro auxiliar de agir premeditadamente contra o Benfica?

Quem afirmar que o Benfica perdeu contra o FC porto por causa da equipa de arbitragem é mentiroso ou nada percebe de futebol. Jorge Jesus e Luís Filipe Vieira encaixam nas duas categorias.



Nota: Falta neste vídeo um lance de Luisão a derrubar Álvaro Pereira na área do Benfica aos 41 minutos de jogo. Basta pesquisar no YouTube.

6 de março de 2012

O renascer do Dragão

A vitória do FC Porto sobre o Benfica foi mais que isso. Foi mais que a vitória de Vítor Pereira sobre Jorge Jesus. Foi mais do que ganhar três pontos. Foi Vítor Pereira a mostrar finalmente que tem a garra e coragem necessária para treinar o FC Porto.

A substituição de Rolando por James, e o resultado que esta trouxe ao jogo, deu a Vítor Pereira um balão de oxigénio que pode ser vital para que a equipa possa acabar a época em primeiro lugar.

Desde que fechou o mercado de Janeiro a equipa tem melhorado o nível exibicional semana após semana. Isso foi notório para mim como disse após a eliminação da Liga Europa. Com o arrumar da casa Vítor Pereira consegui dar estabilidade à equipa e manter uma base de seis/sete jogadores no onze inicial jogo após jogo.

Ao contrário da opinião de Jorge Jesus, as chegadas de Lucho e Janko foram fundamentais para o FC Porto. Além do seu contributo jogo após jogo, a sua chegada trouxe a experiência que faltava ao até então plantel mais jovem da Liga.

O mais difícil, que era recuperar o primeiro lugar, já foi feito. A confiança tem vindo a subir de forma gradual com a qualidade do futebol praticado e a tendência é melhorar ainda mais quando o plantel estiver a 100%. Mangala já está quase apto e dentro de menos de um mês temos Danilo e Varela de volta.

Neste momento faltam nove jornadas para terminar o campeonato e temos de ganhar todos os jogos para sermos campeões sem termos de fazer contas. O primeiro é já no próximo sábado, frente à Académica, no Dragão. Vais faltar?

7 de março de 2011

Imaginem se tivessem razão...

«Javi foi expulso pelo banco do Braga» Jorge Jesus
«Não nos deixaram ganhar» Luís Filipe Vieira

28 de fevereiro de 2011

O Azulão está de volta!

Anda por aí muito boa gente com elevados níveis de adrenalina porque o FC Porto dominador está de regresso e, para piorar as coisas, numa altura crucial da temporada.

Com a chegada de Falcao e Álvaro Pereira os Dragões voltaram a fazer exibições de encher o olho frente ao Sevilha e ao Olhanense. Apesar da derrota por 0-1 frente aos espanhóis, o FC Porto voltou a conseguir fazer posse de bola e jogadas de perigo com extrema facilidade, faltando apenas alguma frieza em frente da baliza. Contra o Olhanense a derrota nunca foi uma hipótese, mas o empate já estava na mente de muita gente desde os 55' de jogo, que o dia o João Querido Manha. Mas, para azar dessas pessoas, André Villas-Boas leu o jogo como ninguém e com duas substituições ao intervalo acabou com a resistência da equipa algarvia. É caso para dizer: Ainda não foi desta, Querido.

Já era de esperar que com o regresso de Palito e Falcao o FC Porto melhoraria. Aliás, com o regresso de Falcao ao centro do ataque, voltamos a ter Hulk e Belluschi em grande.

Por falar no Hulk lembrei-me que ele não estará na nossa próxima vitória frente ao Vitória de Guimarães. Levou o 5º amarelo num lance em que só tivemos acesso a uma simples repetição que não deu para ver se ele joga a bola ou não. O que é certo é que se os árbitros dessem amarelos aos adversários com a facilidade que dão ao Hulk, não havia uma única equipa que conseguisse acabar o jogo com 11 elementos. Mas por um lado até é bom que não jogue, é que a equipa de Guimarães não se poupa na pancada frente ao Incrível, se calhar é uma lesão grave que se poupa. E o homem já andava a precisar de descanso.

Quem parece que vai mudar de política são os nossos concorrentes mais directos. Segundo Rui Gomes da Silva (este artista aqui ao lado, na foto) o Benfica está farto de jogadas nos bastidores. Isso tem ficado bem patente, principalmente, pela atitude do treinador Jorge Jesus que voltou a estar em grande no final do jogo da sua equipa frente ao Marítimo. Depois da agressão ao Luíz Alberto do Nacional, para acalmar os ânimos, voltou a meter-se ao barulho no final dum jogo. A diferença é que desta vez não foi para acalmar, foi apenas uma atitude provocada pela adrenalina. Como dizia o outro, um vintém é um vintém...

Quem conseguiu escapar ao 5º amarelo foi o Fábio Coentrão, apesar das várias tentativas que fez para o receber. Desde uma falta sem bola sobre Djalma, passando por uma cotovelada no mesmo Djalma e por fim ao ir festejar o golo para o meio dos adeptos. O pobre homem em desespero, ainda na primeira parte, chegou a mandar o fiscal-de-linha para "a p*** que o pariu" mesmo a dois metros do mesmo e nem assim. Até me fez lembrar o caso do jogo Marítimo-Benfica da época passada, mas na altura o jogador do Marítimo não teve tanta sorte... O que é certo é que, apesar de tudo ter feito para o impedir, Fábio Coentrão estará no próximo jogo dos encarnados para a Liga, que por sinal é em casa do Braga.

Faltam nove jornadas para o fim, e espera-se que a adrenalina continue a aumentar. Não percam os próximos episódios!

9 de novembro de 2010

Como perder um clássico para totós

Como toda a gente sabe, o FC Porto no passado Domingo venceu o SL Benfica por 5-0. O que causa algum espanto é apenas a diferença no marcador, porque a equipa orientada por Jorge Jesus já estava condenada à derrota há muito tempo.

Os dirigentes e o treinador do SL Benfica, ao mexer no orgulho dos jogadores e adeptos do FC Porto, compraram uma guerra que não tinham a mínima hípotese de ganhar.

Isto por vários motivos, mas o mais forte de todos é o mais simples: O Benfica não tem equipa para ganhar ao FC Porto. Depois vêm os extras que os responsáveis encarnados, quase sempre pela voz do seu presidente, foram dando aos jogadores do FC Porto como motivação extra.

Durante toda a pré-época e as primeiras jornadas da liga toda a estrutura do Benfica - desde o presidente aos representantes do clube nos programas de opinião da TV, passando pelos simples jornalistas -, anunciava para todo o mundo que o título era para renovar, que era este o plantel mais caro de sempre e que não havia nenhuma equipa do mundo a jogar como eles.

Se eu fosse jogador do FC Porto a primeira coisa que eu ia pensar era do género «este ano é que vai dar vício f**** estes gajos». E a julgar pelas palavras do Miguel Lopes, o sentimento do palntel do FC Porto era esse por altura da Supertaça. Aguém se lembra do resultado? 2-0 para nós e um banho de bola que não deixou o Benfica de rastos porque ainda havia muitas desculpas para gastar.

O coro de desculpas teve a sua apoteose com o famoso comunicado do SLB após a derrota em Guimarães. Nesse dia o Benfica deu por terminada a sua luta pelo título e começou, à terceira jornada (!), a campanha de desvalorização da Liga, e por tabela da equipa melhor colocada para a vencer, o FC Porto.

Já toda a gente conhece o sistema que funciona na cabeça do Sr. Vieira: Se é nosso, é bom. Se é dos outros, não presta.

Chegando ao dia anterior ao jogo começa o espetáculo. Centenas de elementos da polícia protegem a comitiva encarnada até ao hotel. A paranóia chega ao ponto de cortar estradas, num dia de trabalho para a grande parte das pessoas, e de fazer um helicóptero acompanhar o autocarro durante a sua viagem. Arrisco a dizer que o Papa Bento XVI não teve metade da protecção.

Depois de Luís Felipe Vieira ter avisado que se o autocarro fosse atacado haveria uma grande surpresa, a polícia fez-lhe uma enorme desfeita ao impedir que isso acontecesse e obrigou a sua equipa a ir a jogo.

Num ambiente completamente hostil para os visitantes aconteceu o previsível: O seu treinador acobardou-se e colocou uma equipa defensiva e preocupou-se apenas em tentar anular o jogo dos Dragões. Isto no papel, porque na realidade o Benfica nem defendeu nem atacou,
limitou-se a ver o FC Porto jogar.


O guarda-redes Roberto foi o mais pressionado pelos adeptos portistas. Desde o início do jogo que lhe foram exibidos cartazes na sua língua materna na tentativa de o afectar psicologicamente. De lamentar apenas o facto de meia dúzia de «nabos» terem decidido atirar-lhe com bolas de golfe. Um dos momentos épicos que o Dragão viveu foi mesmo a provocação de génio que lhe foi dirigida. O mundo ficou perplexo ao ver uma galinha dentro da baliza do Benfica! Um momento único e espetacular!
Veja o vídeo desse momento:


Depois disto ficou à vista de todos que os portistas não queriam só a vitória, queriam a humilhação do Benfica! Queriam que o Jorge Jesus engolisse as palavras que proferiu na época passada depois do FC Porto ter sido eliminado da Liga dos Campeões. Não só as engoliu como ainda foi para flash-interview dizer que o FC Porto ganhou apenas por causa do Hulk - sim, aquele mesmo que caiu na Emboscada da Luz e que não fazia a miníma diferença na prestação da equipa portista nos jogos -, desvalorizando assim o festival que a sua equipa levou no relvado do Dragão. Já o seu presidente não esperou pelo fim do jogo, a meio da segunda parte abandonou o seu lugar no estádio e absteve-se de ver o resto do jogo. Para além de mentiroso é também cobarde...

Durante os noventa minutos a equipa de azul-e-branco, qual rolo compressor, cilindrou por completo uns tipos que equipavam de vermelho. Um FC Porto exuberante que nem toda a preocupação defensiva do mestre da táctica conseguiu parar. De destacar as exibições de Hulk e Belluschi que abriram a defesa do Benfica vezes se conta. Sapunaru e Guarín, muitas vezes criticados pelos portistas, estiveram irrepreensíveis e Falcao voltou aos golos para a Liga Portuguesa. Todos os outros estiveram a grande nível e deram um grande contributo nesta vitória histórica.


Quanto à equipa do Benfica... Bem, estes já ficaram contentes em pontapear algumas bolas para os adeptos do FC Porto depois delas já estarem fora das quatro linhas. Isso diz tudo sobre a noite que passaram.

Uma última palavra para a verdadeira Legião Azul-e-Branca que esteve no Dragão: FANTÁSTICO!





Um apoio incondicional desde a chegada do autocarro até ao fim do jogo. Assim torna-se mais fácil ganhar os jogos.