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6 de março de 2015

Quem vive das aparências sujeita-se a isto

Em primeiro lugar, fico feliz por saber que os diários desportivos e restante comunicação social voltaram a ter Internet nas respectivas redacções. Estranhei que o artigo do jornalista Aritz Gabilondo não tivesse tido qualquer eco em Portugal, mas em nada me espanta que o artigo de opinião do director de comunicação do Benfica, João Gabriel, esteja em absoluto destaque. Afinal, imparcial é ele.

No meio de tanta outra diarreia verbal característica deste papagaio, destaco o aproveitamento das palavras do Vendido Baía. Segundo João Gabriel, o antigo guarda-redes do FC Porto teve uma "declaração corajosa e lúcida" ao afirmar que "os árbitros são apenas desculpas para o fracasso". De facto, a inteligência do dirigente benfiquista deve-lhe ter ido com o cabelo ou então sofre de amnésia selectiva. Eu aposto nas duas, mas adiante... É engraçado que João Gabriel se tenha exposto ao ridículo de tentar manter a máscara do auto-intitulado Glorioso no país vizinho, situação própria de quem vive apenas das aparências. Não é preciso ser nenhum expert na matéria para perceber que sem erros da arbitragem o Benfica não estava em primeiro lugar, mas nem de perto nem de longe. Talvez andasse numa luta interessante com o Sporting pelo segundo lugar, o que nem seria mau de todo.

É surreal e ridículo que alguém se escude numa vitória num clássico caída do céu e numa goleada por 6-0 para justificar o que quer que seja. Se o Penafiel tivesse ganho por 7-0 ao Gil Vicente e tivesse também batido o FC Porto significava que merecia estar em primeiro lugar? Dito isto, transcrevo o trabalho desenvolvido pelo tribunal do Dragão em relação à liderança forjada do Benfica no campeonato:
14 pontos com intervenção directa de erros de arbitragem.
7 penáltis por marcar a favor dos adversários
3 penáltis mal marcados a favor do Benfica
7 golos precedidos ou através de irregularidades
4 golos limpos anulados aos adversários.
2 expulsões mal assinaladas a favor do Benfica
3 expulsões por assinalar contra o Benfica
0 pontos perdidos por erros de arbitragem
0 golos sofridos com irregularidades
6 jogadores sem impedimentos físicos que não defrontaram o ex-clube
17 jogadores de adversários suspensos para o jogo com o Benfica
Todos os detalhes que levaram a esta conclusão podem ser encontrados neste link: Anatomia de um campeão forjado.

São dezenas de situações onde o Benfica foi directamente beneficiado, nem sequer fala dos erros que prejudicaram o FC Porto e, por isso mesmo, acabam por beneficiar indirectamente esta liderança mentirosa. Lopetegui teve toda a razão quando falou na sorte e no azar que têm beneficiado uns e prejudicado outros, é evidente e está à vista de todos. Depois, como o próprio fez questão de esclarecer, não disse o nome Benfica e nem falou em árbitros, mas no entanto foram os únicos a enfiar a a carapuça.

Parece que qualquer coisa acertou em cheio na colmeia, porque nestas duas semanas já saíram as abelhas quase todas cá para fora. José Eduardo Moniz, João Gabriel, Jorge Jesus e, ainda ontem, Varandas Fernandes. Este último diz que "sem interferências externas negativas de certeza absoluta que vamos ser campeões", frase que corrijo para "só com interferências externas positivas [para o Benfica] é que podemos ser campeões". Era isto que o vice-presidente do Benfica devia ter dito. Tenho pena que só agora tenha vindo a público pedir um inquérito à Liga, teria sido bastante pertinente o Benfica ter exigido uma investigação às acusações feitas por Bruno de Carvalho, mas esse só mereceu um tweet... Vá-se lá saber porquê.

Falta agora Rui Costa e Luís Filipe Vieira virem a público defender o indefensável. Talvez João Gabriel esteja já a redigir o guião para a semana do Benfica-FC Porto.

25 de fevereiro de 2015

Prestidigitação


O desvio da atenção é o principio fundamental do Ilusionismo. Normalmente utiliza-se um movimento maior e mais espalhafatoso para ocultar outros mais subtis mas de maior importância. Ontem, Portugal assistiu a um número de ilusionismo protagonizado por José Eduardo Moniz com João Gabriel como assistente.

No dia em que foi dado a conhecer ao público que a Comissão de Instrução de Inquéritos decidiu abrir um inquérito à acusação feita a Luís Filipe Vieira por Bruno de Carvalho (manipulação de resultados, para os mais distraídos) e que João Capela e Artur Soares Dias são os escolhidos para apitar os jogos Benfica-Estoril e FC Porto-Sporting, respectivamente, eis que saem da toca os há muito desaparecidos vice-presidente e director de comunicação do Benfica.

Talvez não seja do interesse do clube que representam que se fale muito sobre o esquema proposto por Luís Filipe Vieira a Bruno de Carvalho, que após recusa do presidente leonino parece mesmo ter sido levado avante a solo pelo presidente das águias. Mesmo a nomeação de Capela, que não sofre golos pelo Benfica há 1080 minutos, não parece ser um tema apetecível para os lados de Carnide, principalmente depois do verdadeiro show protagonizado por este no famoso Benfica-Sporting de 2012/2013. E que dizer de Artur Soares Dias? Mais do que o amolecimento do Estoril (5.º amarelo exibido aos dois defesas-centrais dos estorilistas) para a visita à Luz nesta jornada, importa tentar não lembrar a arbitragem habilidosa no Benfica-FC Porto da época passada onde, talvez para também ele homenagear Eusébio, interrompeu uma jogada em que Jackson seguia isolado para a baliza encarnada para marcar uma falta a meio campo e transformou duas faltas de Garay dentro da grande-área do Benfica sobre jogadores portistas, Quaresma e Danilo, em simulações, sendo que a Danilo lhe valeu o segundo cartão amarelo e o respectivo vermelho. Curiosamente ou não, o primeiro foi mostrado na sequência dos protestos feitos no lance interrompido ao Jackson.

Uma jogada de mestre por parte do Benfica, que nos últimos tempos tem mantido algumas divergências com o Sporting, mas em semana de FC Porto-Sporting vira as atenções para cima do maior rival na luta pelo titulo, o FC Porto. Isto tudo, claro, porque não quer que o público esteja com muita atenção aos truques que se vão fazendo no Estádio da Luz.

24 de fevereiro de 2015

O Vendido e a publicidade enganosa

José Eduardo Moniz foi o primeiro a sair da toca para se insurgir contra Lopetegui. Parece que Luis Filipe Vieira terá dado uma folga ao Ex-Director-Geral da TVI e este, aproveitado o facto de já não estar de joelhos e com a boca ocupada, lá veio espalhar mais um pouco da demagogia tão característica para os lados de Carnide. O ex-futuro candidato à presidência do Benfica desafiou Lopetegui a pedir os arquivos dos últimos 25 anos, mas estou certo que tal não será preciso, uma vez que em Espanha as competições europeias têm transmissão televisiva. O treinador portista certamente terá acompanhado as conquistas do FC Porto durante esse período e, em virtude disso, ainda terá uma memória bem viva das mesmas, tornando o recurso ao arquivo necessário apenas para lembrar as vitórias internacionais do Benfica. Taça Latina incluída.

O Vendido - que em 2009 foi uma das vozes encarnadas que se levantou contra o então e ainda actual presidente do Benfica, tendo mais tarde aceite o cargo de vice-presidente sendo assim anexado por Luís Filipe Vieira e, dessa forma, trocado o que acreditava por um tacho -, apareceu em entrevista à Rádio Renascença (e admiro que as pessoas ligadas ao clube da Luz falem para essa Rádio depois do papel desta no 25 de Abril e todas as implicações que a liberdade trouxe ao futebol português) exactamente no dia em que foi/seria notícia de relevo o facto de a Comissão de Instrução de Inquéritos ter decidido fazer algo em relação às acusações de Bruno de Carvalho após este ter acusado implicitamente Luís Filipe vieira e o Benfica de manipulação de resultados.

Talvez por tantos anos a trabalhar numa estação de televisão populista como é a TVI, José Eduardo Moniz sabe bem como desviar as atenções e fazer de uma mentira quase verdade. Basta ver toda a publicidade enganosa em torno da maravilhosa campanha do Benfica onde, segundo o próprio Jorge Jesus, os benfiquistas já não ficam contentes com um 3-0, ou então com a tão falada melhor defesa dos últimos sei lá quantos anos. Neste momento o Benfica tem menos um golo marcado (51-52) e os mesmos sofridos (10) que o FC Porto.

O Benfica faz-me lembrar a McDonald's, onde nas publicidades promete uns hambúrgueres todos bonitinhos mas na hora da verdade, ao abrir a caixa, reparamos que afinal foi-nos vendida uma coisa toda alagada. Mais fácil se torna enfiar os dedos nos olhos das pessoas quando se tem um especialista em comunicação, como é o actual vice-presidente, e uma exército mediático por trás, com BTV, A Bola, Record, Correio da Manhã, SIC e TVI à cabeça.

As acusações de José Eduardo Moniz sobre um eventual beneficio do FC Porto frente ao Boavista são ainda mais ridículas que o bigode do actual presidente do Benfica. No entanto, estaria a mentir se dissesse que esperava outra coisa. A actual direcção do Benfica sempre usou a contra-informação como forma de ocultar o que não lhe interessa que seja discutido, nem que para isso tenha de mentir descaradamente como neste caso. É nestas alturas que se exige uma resposta firme e imediata dos responsáveis azuis-e-brancos.

A pergunta que eu deixo é a seguinte: se Lopetegui, completamente sozinho, consegue causar tanta dor na comunicação social e nos dirigentes benfiquistas, o que aconteceria caso os dirigentes do FC Porto viessem dar a cara contra a farsa que tem sido este campeonato?

Eles não jogam nada e começam a ficar nervosos e impacientes com o facto do FC Porto continuar a resistir. Quatro pontos pressupõem uma vantagem com margem de erro, mas com um jogo de confronto directo ainda por disputar, muita coisa pode acontecer. E se o árbitro nomeado para um qualquer jogo do Benfica adoece no dia e tem de ser substituído por um sem que este tenha tempo de se preparar devidamente ou que, em caso de existir, não se tenha alistado no movimento "Por um Benfica Bicampeão"?