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25 de outubro de 2013

Ensinamentos


A expulsão do Herrera frente ao Zenit, à excepção da derrota neste jogo, só nos trouxe coisas boas. A partir do sétimo minuto deste jogo, Fernando passou a jogar sem ninguém declaradamente a seu lado e voltou a fazer uma exibição de classe mundial. De repente toda a gente ficou a perceber que o Polvo é um jogador fundamental na equipa do FC Porto e que rende mais quando joga sozinho. Só me pergunto é como foi possível ser preciso isto para que boa parte dos portistas lhe dessem valor e para que comecem a perguntar está em fim de contrato. Espero que o Paulo Fonseca também tenha visto o que anda a desperdiçar, porque se não viu...

Novo jogo na Liga dos Campeões e novo golo sofrido porque houve a "infelicidade" de um cruzamento cair na zona do Otamendi. Nem valorizo em demasia a perda de bola infantil que ia dando o golo a Hulk porque foi isso mesmo, uma infantilidade, e as infantilidades podem ser corrigidas. Infelizmente, para ele e para nós, a sua baixa estatura é procurada com frequência nos jogos de maior exigência e é um problema impossível de resolver. Para mim, há muito que tinha perdido o lugar no onze, mas a sua concentração e antecipação foram-lhe garantindo a tituralidade. Vejamos o que lhe acontece nos próximos tempos devido às recentes falhas de concentração.

Outra coisa que saltou à vista foi o carácter forte que a equipa mostrou durante os 90 minutos a jogar em inferioridade numérica. A parte boa disto é que fica aberta a possibilidade de Paulo Fonseca dar oportunidades no onze inicial aos desequilibradores ou a um segundo ponta-de-lança. Qualquer uma das escolhas, por muito pouca capacidade defensiva que tenha, será sempre muito diferente a jogar com menos um elemento porque obriga o adversário a ter maiores cautelas.

Kelvin, Quintero e Ghilas ganham assim um novo argumento na luta pela titularidade. É importante que Paulo Fonseca pare para pensar e perceba que o FC Porto não precisava de uma revolução na sua forma de jogar, que precisava apenas de uns pequenos ajustes no ataque e que não foi recuando um médio para o lado do Fernando e adiantando outro para perto do ponta-de-lança que os problemas ofensivos foram resolvidos.

Chegou a altura de dar equipa o que ela precisa: alguém que decida o jogo num lance de génio. Esse alguém fazia falta no passado e continua a fazê-la no presente.

14 de setembro de 2013

Análise ao Plantel 2013/2014 - O Ataque

Em entrevista ao site MaisFutebol, Vítor Pereira afirmou que caso continuasse como treinador do FC Porto mantendo a mesma estrutura e encontrasse um ou dois jogadores rápidos e desequilibradores, a equipa evoluiria para outro patamar qualitativo. Esta falta de velocidade e de capacidade para desequilibrar foi um problema que saltou à vista em quase todos os jogos. Era quase unânime entre os portistas que era preciso contratar extremos para a presente temporada. A SAD assim o fez.

A Varela, Kelvin e Izmaylov juntaram-se os portugueses Josué, Licá e Ricardo, assim como o colombiano Quintero. Ainda assim, até ao fecho da janela de transferências andou no ar a possibilidade de chegar um extremo que fosse capaz de assumir a titularidade de forma indiscutível e, à imagem do que aconteceu com Bernard, esse extremo nunca chegou.

Comparativamente à temporada anterior, existe agora no plantel uma variedade maior para actuar nas alas. Licá e Ricardo vieram acrescentar a velocidade que faltava, Josué e Quintero - talvez pelo facto de preferirem a posição 10 - vieram trazer capacidade de desequilibrar em espaços curtos.

Outra das lacunas do plantel era não haver uma alternativa a Jackson. Mesmo Liedson, que chegou a meio da época, nunca foi uma verdadeira opção. Paulo Fonseca viu essa lacuna ser preenchida por Ghilas, o possante avançado que brilhou na última época ao serviço do Moreirense. O melhor marcador da edição 2012/2013 da Liga tem agora uma alternativa viável ou, caso o treinador o entenda, um complemento de qualidade.

Na equipa B existem ainda vários jogadores para a linha avançada. Kléber, Caballero, Gonçalo Paciência e André Silva são os pontas-de-lanças de serviço, Ivo e Frédéric Maciel os extremos e ainda Vion e Kayembe que podem jogar em qualquer posição do ataque.

25 de maio de 2013

Kelvin - uma droga

Há um turbilhão de emoções e sentimentos que rodopiam na cabeça em retrospectiva a um passado que já deu muito que pensar. Há uma luta entre a esperança e um alegado realismo que parece ser cruel demais para querer aceitar. Ou então nada disto, antes um profundo vazio de ideias e de presença de espírito.

Há um barulho que interrompe o tempo e desvia o olhar por segundos. No regresso ao relvado a bola acaba de sair daquele pé esquerdo, partindo não se sabe bem de onde. Vai tão rápida e tão lenta, tão veloz e tão morosa...beija e foge pela rede. Já está.


Em conversa com uma outra tricampeã que tem a mania de perceber mais de futebol que os homens, vá, que a maioria, percebi que a melhor definição para tudo isto resume-se a uma palavra: droga.

Sensação única ou, segundo o dicionário: "Substância que pode modificar o estado de consciência". Foi tudo isto mais o que vai para lá da transcendência que todos os portistas sentiram.E nenhum deles recusaria poder voltar a viver aquele momento outra vez. Nem é do golo em si que falo, apenas de uma sensação mágica que a partir de certo ponto veda a entrada a quaisquer palavras.

Não foi o golo que mais festejei, mas não festejei nenhum outro golo como festejei este. Lágrimas, desabafos de ansiedade, respiração incerta, sorrisos, abraços. Tanta incredulidade com o concretizar de um guião digno de documentário. Fica imortalizado na história e na memória.

Este é o "golo do Ademir" das gerações mais jovens que daqui a uns largos anos vai fazer com que no meio de um qualquer serão entre amigos ou de um café no intervalo do emprego se diga "Hey, lembras-te do golo do Kelvin?"

14 de maio de 2013

O Efeito Kelvin