Mostrar mensagens com a etiqueta Primeira Liga. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Primeira Liga. Mostrar todas as mensagens

10 de dezembro de 2014

Exclusivo Portistas Anónimos: Danilo fora do Clássico


Depois de toda a polémica em volta da decisão do Belenenses em não utilizar dois dos melhores jogadores do plantel no jogo contra o Benfica, as Águias continuam numa maré de sorte no que às indisponibilidades nos planteis adversários diz respeito. Os Azuis do Restelo alegaram que Miguel Rosa e Deyverson não estariam psicologicamente preparados para defrontar o Benfica porque já estiveram ao serviço desse clube e poderão voltar a estar um dia. Foi uma decisão tomada para defender apenas e só os maiores interesses do Belenenses e parece que o FC Porto se prepara para fazer o mesmo. O nosso blog está em condições de adiantar que Danilo não se sente preparado para defrontar uma vez mais uma equipa pela qual esteve em vias de assinar. Embora já o tivesse feito no passado, o jovem brasileiro garante que não o fará novamente enquanto não conseguir esquecer as rondas negociais com o emblema da Luz.

Alex Sandro, que se encontra na mesma situação que Danilo, estará em dúvida até à hora do jogo, pois quando confrontado com a notícia de que o camisola 2 não jogaria ficou visivelmente afectado com a situação. O lateral esquerdo teme agora que um possível erro no Clássico de domingo seja interpretado como voluntário pelos portistas e pela comunicação social devido à quase-relação que teve com o Benfica. Neste momento é a principal preocupação dos psicólogos do clube e só o tempo dirá se o conseguem recuperar ou não.

Sabemos ainda que Lopetegui não gosta de facilitar nestes casos e que não força os jogadores a jogar quando estes não se sentem preparados emocionalmente. Segundo o que nos foi dito, terá sido mesmo por motivos psicológicos que Quaresma não foi convocado para o jogo com o Paços de Ferreira e Casemiro para a deslocação a Coimbra. O português não se sentia cómodo com a ideia de jogar contra uma equipa onde alinha um ex-namorado de uma prima afastada (não nos adiantaram nomes), enquanto o brasileiro rejeitou completamente a hipótese de defrontar a Briosa porque em tempos já foi também ele próprio um estudante.

Notícia a desenvolver nos próximos dias pela comunicação social.

6 de dezembro de 2014

Nova goleada com sabor a Verdade Desportiva


Benfica recebe e vence por 3-0 o Belenenses num jogo disputado ao ritmo de um qualquer amigável de pré-época. Era já sabido que João Meira, titular indiscutível na defesa do Azuis, não jogaria porque na jogada anterior viu o 5.º cartão amarelo que leva à suspensão automática de um jogo, mas a essa ausência somou-se as de Miguel Rosa e Deyverson, talvez os dois melhores jogadores da equipa, impedidos de jogar por decisão da direcção do Belenenses e as de Tiago Silva e Sturgeon, estas por opção técnica de Lito Vidigal. Maxi Pereira e Enzo Pérez estavam impedidos de levar cartão amarelo para puderem estar presente no Clássico da próxima jornada no Estádio do Dragão e nunca houve o risco de tal acontecer, mesmo tendo o argentino simulado (mais um) penálti. Ambos acabaram por ser substituídos na fase final do jogo. O trabalho conjunto de todas as partes que começou bem antes do jogo e só acabou no apito final. Assim se faz um campeão. Ou pelo menos vai-se tentando.

28 de novembro de 2014

O mês mais importante de todos

Confirmado que está o afastamento do Benfica das provas organizadas pela UEFA, o mês de Dezembro ganha agora especial importância para o FC Porto pelo simples facto de ser aí, provavelmente no dia 13 ou 14, em que se disputa o clássico entre ambas as equipas no Dragão. Além disso, será das ultimas ocasiões em que os encarnados terão jornadas do campeonato com jogos para outras competições pelo meio (Leverkusen para a Champions e Braga para a Taça de Portugal). Já toda a gente percebeu que o Benfica não tem soluções no banco para posições-chave e, muito por isso, Jorge Jesus não terá problema em jogar a Taça da Liga com jogadores de segunda linha e arriscar uma possível eliminação sob a bandeira "era isto ou o campeonato".

Olhando a isto, torna-se importante vencer o clássico para alcançar o Benfica o quanto antes, não deixando a ferida da eliminação das provas europeias fechar. Sabemos de antemão que será difícil não só pela valia do adversário mas também pela amostra das arbitragens com que as águias foram brindadas (e não havia verbo melhor para dizer isto) até agora. O adepto que escreveu a mensagem da imagem presente neste post tentava apenas dar uma bicada no Sporting, mas nunca imaginou estar a dizer uma verdade tão grande. Resta saber se foi mesmo preciso subornar alguém ou se as equipas de arbitragem o fazem apenas por amor à causa.

De qualquer das formas, sabemos que o rei vai nu e que apenas por "sorte" o Benfica ocupa a primeira posição. O FC Porto não tem deslumbrado, mas já mostrou capacidade para mais e, ao contrário do maior rival, passou com distinção no teste do algodão da Liga dos Campeões. No entanto, reforço a importância de vencer o clássico porque uma derrota portista pode ser fatal. Não só porque a diferença pontual aumenta, mas fundamentalmente porque os encarnados ficarão a jogar praticamente apenas para uma prova que parece programada para ser vencida por eles custe o que custar.

9 de novembro de 2014

Emendar o que está certo só pode dar asneira


* Se não está avariado, não corrijas.

Porquê, Lopetegui? Porquê? Porquê este retrocesso? Porquê voltar atrás e mexer no que estava bem e cada vez melhor? A equipa estava em claro crescendo, sustentado por vitórias importantes que eram resultado da estabilidade e consistência que ia ganhando forma. Porquê optar novamente por este sistema alternativo e logo num dos campos mais complicados do campeonato? Ou não sabias? A responsabilidade por este resultado é tua e, infelizmente, já não é a primeira vez que se diz isto. Espero sinceramente que tenhas aprendido outra lição nesta noite e que não sejam precisas mais.

Destaques:

Adrián López: Um corpo estranho na equipa, continua a não justificar 1/3 do investimento, nem sequer as presenças no banco de suplentes e muito menos a titularidade.

Fabiano: À semelhança de Alvalade, saída da baliza completamente disparatada e escusada que valeu um golo.

Meio-campo? O que é isso?: Quando se aniquila a zona cerebral de qualquer equipa, torna-se difícil que as coisas corram bem. Não havia ninguém a pensar o jogo da equipa e a distribuir, fazer a bola circular, Casemiro e Herrera viram-se nas tarefas que cabem a três jogadores diferentes enquanto Óliver e Quintero estavam...no banco.

Substituições: Nem isso se salvou Lopetegui, nem isso. Desta vez não houve salvação a partir do banco. Quintero não conseguiu pegar no jogo e poucas vezes teve a bola nos pés, Aboubakar foi mais esforçado que Adrián e pouco mais, Óliver Torres, que deveria ter sido titular, foi o último a entrar, já com a equipa a perder.

Brahimi: O Deus do futebol deve ser argelino, mas sozinho não consegue fazer tudo.

Herrera: Das exibições mais competentes que a equipa teve. O melhor em campo da nossa parte.

O momento do jogo foi, sem dúvida o penalty convertido por Tozé a castigar a tremenda burrice de Fabiano. Ainda assim, depois do empate de Óliver, Jackson teve o golo da vitória nos pés, no último suspiro.

E assim se volta atrás depois de quatro pequenos grandes passos. O que deixa qualquer portista verdadeiramente frustrado é a certeza de que não falta qualidade neste plantel, que há equipa para fazer muito mais, mas não podemos continuar tão imprevisíveis. Três pontos de desvantagem para o primeiro lugar não são problemáticos em Novembro, mas irrita saber que deveríamos estar bem mais acima e preocupa o colinho confortável que tem atuado na grande maioria dos jogos de uma determinada equipa.

1 de novembro de 2014

Mais um passo seguro do Dragão


Antes do jogo com o Bilbao, afirmei que não seria de um jogo para o outro que a equipa iria carburar. A evolução será gradual e só poderá acontecer assente em vitórias. Vamos no terceiro triunfo consecutivo pós eliminação da Taça e as melhorias fazem-se notar. Aqueles primeiros 25-30 minutos da primeira parte foram uma amostra do que esta equipa será capaz de fazer quando atingir o ponto rebuçado. Há que continuar a trabalhar para que essas fases se perpetuem.

O FC Porto entrou com tudo e Danilo terminou uma semana de sonho da melhor maneira possível. Que bem te ficam as palavras do presidente, o Dragão de Ouro e o número 2. És dos nossos e espero que o sejas por muito mais tempo.

O segundo golo poderia ter aparecido, não faltaram oportunidades para isso, mas o facto de ter demorado tanto a acontecer acabou por não deixar a equipa dominar o jogo como queria. Não que o Nacional tenha assustado muito Fabiano, mas, principalmente no início da segunda parte, faltou clarividência e controlo à equipa, num problema de certa forma resolvido ainda antes dos 60' com a entrada de Herrera.

A 15 minutos do fim, momento mágico de Brahimi, que fez valer a espera pelo golo da tranquilidade. Só a partir daí é que a equipa entrou em estágio para San Mamés, sendo que a tão badalada rotatividade ficou-se apenas pelas trocas de Herrera e Tello por Óliver e Quaresma, enquanto Maicon e Marcano vão lutando pela titularidade. Mexidas compreensíveis que deram resultado e provam que Lopetegui está a mudar a forma de aplicar a "Teoria da Rotatividade".

Que bonito é quando o público decide ir ao Dragão apoiar a equipa. Custou muito? Todos juntos somos mais fortes contra as "linhas tortas" deste campeonato. Jackson parecia proibido de disputar os lances e as faltas sobre ele proibidas de serem assinaladas. Um filme habitual para o colombiano que hoje fez de tudo para marcar mas Rui Silva não deixou.

Despeço-me com o apontamento humorístico da noite:

Que Porto esperar?


Hoje o FC Porto recebe o Nacional da Madeira e nada menos que a vitória interessa. Para a garantir, Lopetegui convocou os mesmos 18 que venceram o Bilbau e o Arouca, dando assim sinais que a rotatividade desmedida, pelo menos por agora, acabou. Mas tendo em conta a importância do jogo da próxima quarta-feira frente ao Bilbau - onde uma vitória aliada à previsível vitória do Shakhtar sobre o BATE Borisov coloca imediatamente o FC Porto nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões - irá o treinador espanhol repetir também o onze?

Há três jogos atrás a resposta seria óbvia: não. Indi esteve condicionado durante a semana, Herrera tem jogado sempre, Óliver e Quaresma tem mais que qualidade para serem titulares, Rúben Neves tem entrado bem nos jogos e Jackson tem apresentado há várias semanas queixas no joelho. Tudo isto seriam motivos para ponderar alterações, mas o "novo" Lopetegui tem andado mais conservador em relação à equipa titular e, uma vez que isso lhe trouxe resultados positivos, torna-se difícil prever o que lhe vai na cabeça. A minha aposta vai para a entrada de Maicon como titular no lugar que foi ocupado no último jogo pelo Indi e talvez mais uma alteração. Estando o jogo decidido, aí sim, será de pensar em poupar alguns minutos de jogo a um ou outro jogador.

Enquanto se canta, não se assobia.


A mensagem é clara e foi colocada estrategicamente junto a Lopetegui para a conferência de imprensa de antevisão a este jogo. Durante a mesma o técnico portista afirmou que "a História e a mística dizem que o FC Porto se une em todas as situações" para acrescentar que o objectivo é ser campeão e que "estamos juntos, contra tudo e contra todos", deixando também ele o apelo à união entre adeptos e equipa. Foi esta a forma oficial do clube reagir aos últimos episódios no Dragão e que em nada ajudam o FC Porto. Mais logo veremos como a mensagem foi recebida pelos visados.

Há uma linha que separa o primeiro do segundo lugar


Ontem o Benfica bateu o Rio Ave por 1-0 num jogo que ficou marcado por mais um golo mal anulado a um adversário dos encarnados e também pela constatação que a BenficaTv tem uma certa dificuldade em traçar linhas paralelas. Esta época a arbitragem tem estado terrível - para nós portistas, claro, porque há quem não tenha razões de queixa; bem pelo contrário - e neste momento é a única coisa que segura o Benfica na frente do campeonato. Este fora-de-jogo adiou a queda por pelo menos mais uma jornada, até quando mais durará a mentira? Curiosamente, as arbitragens têm dado a ambas as equipas aquilo que elas neste momento mais precisam: ao FC Porto motivos para que consiga unir os adeptos com a equipa e ao Benfica pontos. Lopetegui diz que os Dragões não precisam de motivação externa, mas o ideal seria mesmo que os encarnados parassem de ter ajuda externa.

30 de outubro de 2014

As principais diferenças entre FC Porto, Benfica e Sporting

Este ano a luta pelo titulo de Campeão de Portugal promete ser quente. Decorridas que estão oito jornadas, os três grandes, como tantas vezes já aconteceu no passado, encontram-se em boa posição para conquistar o campeonato e certo é apenas que só um o poderá fazer. O que pretendo neste post é analisar a equipa-base e o plantel de FC Porto, Benfica e Sporting sem entrar em grandes comparações de qualidade. O objectivo é tentar perceber o que cada um pode dar à respectiva equipa e não se, por exemplo, o Eliseu é melhor que o Jonathan ou vice-versa.

Lopetegui, Jorge Jesus e Marco Silva têm formas muito diferentes de pensar o jogo, mas, curiosamente, todos montam a equipa tendo por base jogadores com características ou princípios de jogo semelhantes. Uma defesa a quatro com laterais capazes de apoiar o ataque; um médio-defensivo forte fisicamente, com capacidade para ser o quinto defesa mas também com técnica suficiente para iniciar a construção de jogo; dois médios mais adiantados em que um deles tenta ser o cérebro da equipa enquanto o outro funciona como uma espécie de quarto avançado sempre que tem oportunidade; um extremo rapidíssimo; um avançado capaz de marcar golos e de servir de ligação entre o meio-campo e o ataque; e um extremo capaz de jogar também pelo centro e que quando tudo falha ser ele a decidir o jogo numa jogada de inspiração. Na baliza e no centro da defesa não há nada de relevante a apontar, quase todas as equipas do mundo procuram o mesmo tipo de jogadores: certinhos e que não comprometam muito.


As principais diferenças prendem-se ao que cada treinador pede aos jogadores. Marco Silva, talvez motivado por uma defesa algo débil, é aquele que aborda o jogo de forma mais cautelosa. Não tem problemas em recuar as linhas e jogar de forma mais feia para o espetáculo, privilegiando o contra-ataque e recorrendo à falta frequentemente para parar as iniciativas adversárias. Jorge Jesus, por sua vez, é dos três o que pensa de forma mais atacante - a notícia Record é a prova disso mesmo. Combinações rápidas e muita gente próxima à área adversária é a forma como o treinador encarnado idealizada o futebol. Quando a equipa perde a bola tem ordem (e impunidade) para recorrer à falta e reagrupar em zonas recuadas. No entanto, é também Jorge Jesus aquele que mais se acobarda quando tem de defrontar adversários de valia igual ou superior, tendo já recebido por diversas vezes criticas dos próprios benfiquistas em virtude disso mesmo. Lopetegui é, talvez, o mais equilibrado. O espanhol já mostrou que pretende que a equipa assuma o jogo e procuro ter a bola sempre que possível sem que sinta uma necessidade irracional de procurar a baliza.

A forma como se comportam os laterais e o meio-campo é onde se nota mais as disparidades entre as equipas. Olhando aos habituais titulares, tanto como no FC Porto como em Benfica e Sporting, os laterais costuma ter liberdade para explorarem os corredores. Apesar disso, a forma como o fazem é um reflexo do já falado em cada treinador: mais cautelosos os do Sporting, mais ousados os do Benfica e mais equilibrados os FC Porto. Na minha opinião, quem apresenta mais dificuldades em desempenhar o papel que a estratégia exige é Cédric do Sporting, o que pode significar que perca o lugar para Miguel Lopes - ou para o próprio Esgaio que esteve muito bem no Clássico no Estádio da Luz - a médio prazo, à imagem do que aconteceu com Jefferson e Jonathan. No meio-campo uma pequena curiosidade: enquanto no Benfica e no Sporting são Adrien e Enzo, respectivamente, os chamados box-to-box deixando mais soltos João Mário e Talisca para distribuírem jogo ou funcionarem como segundo ponta-de-lança, no FC Porto é Herrera quem joga mais adiantado deixando Quintero a construir é zonas mais recuadas. As três equipas têm definidos um 6, um 8 e um 10, variando apenas os papeis que lhes são atribuídos.

Chegando ao ataque encontramos os jogadores-chave de cada equipa. Toda a gente sabe da valia que Jackson tem para o FC Porto, assim como Slimani para o Sporting e menos um bocado Lima para o Benfica (veremos o que pode trazer Jonas), assim como as dificuldades que a velocidade de Tello, Carrillo e Salvio trazem para as defesas contrárias, mas é em Brahimi, Nani e Gaitán que habita a capacidade de fazer verdadeiramente a diferença. A qualidade individual destes três pode ser confundida com a dos companheiros de equipa que jogam no flanco oposto, mas as soluções que cada um deles oferece são muito diferentes. O jogo de Tello, Carrillo e Salvio torna-se previsível e mais fácil de anular quando encontram adversários tão bem preparados fisicamente como eles, uma vez que procuram quase sempre o mesmo tipo de jogada. Brahimi, Nani e Gaitán são diferentes, são jogadores capazes de levantar a cabeça e decidir. O sucesso de cada equipa passa muito por eles e é natural que num dia menos bom de um deles a equipa acuse isso.

A forma como os planteis são formados é também muito semelhante (uma vez mais sublinho que não estou a comparar a qualidade mas sim o tipo de jogador que cada equipa procura), até no detalhe de contar com um jogador capaz de desempenhar várias posições de forma competente. Os Dragões têm Ricardo, os Leões contam com Esgaio e as Águias com André Almeida. Assim sendo, onde poderá ser feita a diferença?

Na minha opinião será campeã a equipa que conseguir manter em forma o seu melhor onze durante mais tempo. O FC Porto parece ser a equipa que tem mais profundidade de plantel e maior equilíbrio entre titulares e suplentes. Lopetegui tem tentado fazer uma utilização ampla dos recursos que tem ao seu dispor, talvez até um pouco cedo demais. No entanto, poderá colher frutos na segunda metade da época pois contará com um maior número de jogadores em boa forma e familiarizados com os processos da equipa. Ainda mais importância ganha se um ou ambos os adversários directos forem eliminados das provas europeias (não apenas da Liga dos Campeões) como parece estar destinado a acontecer. Marco Silva conta com boas alternativas para o ataque mas estas parecem escassear na defesa e no meio-campo. Veremos como a equipa responde quando lhe faltar dois ou três dos habituais titulares. A não ser, claro, que o Sporting consiga um par de boas contratações em Janeiro que dêem mais alternativas ao treinador. O mesmo quase que poderia ser dito sobre o Benfica. Tanto que tem sido notícia que Jorge Jesus não confia no Banco fruto de ter feito apenas uma substituição nos jogos frente ao Sporting e ao Sporting de Braga onde, curiosamente, não venceu nenhum deles. Além disso, tem sido comum o Benfica de Jorge Jesus quebrar fisicamente no último terço do campeonato.

Veremos como cada equipa reage aos imponderáveis - alguns deles, como por exemplo a arbitragem, não têm sido assim tão difíceis de prever - e a forma como respondem às adversidades. Todos os pontos contam e cada um que seja perdido é um passo atrás na corrida pelo primeiro lugar.

27 de outubro de 2014

A (r)evolução no meio-campo


Terminada a partida, foi atribuída à continuidade no onze promovida por Lopetegui a responsabilidade pela goleada imposta pelo FC Porto ao Arouca. Em relação ao jogo da Liga dos Campeões frente ao Bilbau, saiu Maicon para entrar Marcano e o resto da equipa repetiu-se. Para os analistas as coisas foram muito simples: Lopetegui não inventou e o Porto ganhou. Não deixa de ser verdade, mas é uma verdade muito limitada. Dar continuidade a uma equipa por si só não é garantia de nada, é preciso corrigir os erros que vão surgindo e adaptar a forma de cada jogador agir às necessidades do conjunto. Foi precisamente isso que o treinador portista fez.

Graças aos golos que o FC Porto tem vindo a sofrer, está bem evidente que o grande problema está na saída de bola a partir da defesa. Por isso, comecemos na única alteração no onze em relação ao jogo anterior. Não há grandes dúvidas que Maicon, quando está bem, é mais jogador do que o Marcano pode aspirar ser, mas isso não significa que seja melhor em tudo. O brasileiro tem-se mostrado muito nervoso e hesitante com a bola nos pés, em contraste, o espanhol tem-se revelado mais sereno e rápido a decidir. A troca levada a cabo por Lopetegui terá sido em grande parte influenciada por isto, mais até do que pelos erros cometidos pelo Maicon.

Mas a grande alteração foi na dinâmica do meio-campo. Pela primeira vez esta época vimos o médio-defensivo (Casemiro, neste caso) fazer de regra e não de excepção o recuo para junto dos centrais para iniciar a construção. O que acontecia nos jogos anteriores era uma troca de bola constante entre os defesas e o guarda-redes e que só saía dali quando um dos jogadores mais virtuosos tecnicamente conseguia criar uma situação de desequilíbrio. Quando este processo corria mal, era perigo pela certa para a baliza portista. Tudo isto porque os três médios jogavam muito adiantados e todos eles de costas para o ataque quando a bola se encontrava em terrenos recuados. O trinco ao baixar dá liberdade aos laterais para subirem e liberta a equipa da pressão dos dois extremos adversários que se veem obrigados a recuar, ao mesmo tempo que lhe permite jogar de frente para o jogo e, a cima de tudo, para a frente. Tudo isto é muito comum no futebol, mas tem sido raro na versão 2014/2015 dos Dragões.

Com a equipa mais estável atrás apareceram os desequilibradores. Danilo está um monstro, Alex Sandro apareceu em bom plano, Quintero está cada vez melhor, Herrera vem também numa sequência de bons jogos, Brahimi é um jogador de topo, Tello uma verdadeira seta apontada à baliza adversária e para Jackson já nem há palavras. Quando se consegue meter tanto talento ao serviço da equipa o resultado está à vista.

Claro que os especialistas e analistas preferiram dizer que a goleada foi fruto da incapacidade do Arouca em pressionar o FC Porto, ignorando o porquê disso ter acontecido. Se tivessem feito esse raciocínio lógico em vez de estarem atentos ao que o Quaresma andava a fazer, talvez tivessem chegado à conclusão que o Arouca não pressionava mais porque não podia nem conseguia. Mérito para a equipa do Porto e para o treinador Lopetegui.

Casemiro e a posição 6


Pelo que me é permitido ler e ouvir, penso que é opinião quase generalizada que Casemiro não é o médio-defensivo que o FC Porto precisa. Talvez devido a vários anos com Fernando na posição, criou-se a ideia no seio portista que quem ali jogar tem de estar em todo lado. Muitos acusam o actual camisola 6 de ser demasiado lento para o lugar e de não ter qualidade para ser titular no FC Porto. Outros há que chegam ao extremo de afirmar que não teria lugar no plantel e que só joga porque veio do Real Madrid. Eu discordo.

Na minha opinião, o Casemiro tem várias características que o tornarão num óptimo trinco a curto prazo: bom desarme, agressividade, bom jogo aéreo e boa capacidade técnica e de passe. O que o separa neste momento de ser um 6 de eleição é a falta de rotina na posição, mas isso adquire-se com jogos e muito treino. Sendo ele um bom profissional e um jogador de selecção - brasileira, não de uma qualquer -, é natural que o processo seja mais rápido.

Curiosamente, surgiu hoje a notícia que Ancelotti pondera fazer regressar ao Real Madrid já em Janeiro aquele que para alguns não tem lugar no plantel dos Dragões. Para isso o clube espanhol teria de terminar o empréstimo meio ano mais cedo e por isso indemnizar o FC Porto. A saída do brasileiro abriria as portas da titularidade a Rúben Neves, que teria a concorrência de Campaña e de Mikel, que por essa altura já estará pronto a jogar. No entanto, acredito que esta cenário não se verificará, uma vez que Casemiro ficaria impedido de alinhar na Liga dos Campeões pelo Real Madrid, algo que não seria do agrado nem do jogador nem do clube.

26 de outubro de 2014

5 Euros o golo


Deste ponto de vista até nem está caro, mas não deixa de ser vergonhoso que as equipas ditas pequenas se aproveitem desta maneira. 25€ é um preço abusivo para um jogo de futebol entre duas equipas tão desniveladas e num estádio e relvado com tantas deficiências. De recordar que outros só pagaram 13€ para ver a equipa que apoiam jogar contra este mesmo Arouca no... Municipal de Aveiro. Mas tudo bem, é a crise...

Golos. É quase que só isso que interessa. São eles que criam e reinventam a história do jogo, quantos mais melhor. A eficácia não tem sido propriamente o nosso melhor atributo, mas ontem fomos certeiros e com um timing inicial que acabou por arrumar a discussão do encontro. Tranquilo, como já estávamos a precisar e bastante importante para estabilizar e motivar as tropas. Antes do jogo com o Bilbao, disse que a equipa tinha de exercer o seu direito de resposta e acumular vitórias, uma vez que só assim é possível evoluir da melhor forma. É continuar assim, passo a passo.

 Algumas notas:

- Apenas uma alteração no onze - justificada, quanto a mim. Terá Lopetegui encontrado uma fórmula para repetir muitas mais vezes?

- Trinco mais recuado no apoio aos centrais na saída da bola - algo comum no futebol mas raramente visto neste Porto - e mais jogo interior por força de um bloco médio mais coeso. Ainda há várias coisas a melhorar, mas é a jogo a jogo que se crescer.

- Bolas despachadas na nossa área e redondezas sem cerimónias.

- Quintero está cada vez mais crescido...e resistente. Quem o viu e quem o vê. 

 - Banco a render. Aboubakar - que tractor, que força...e nada tosco, pelo contrário! - entrou bem e fez golo, onde responde bem a um excelente passe de Quaresma, também ele suplente neste jogo. O camaronês a mostrar que pode ser aposta mais vezes.

- Folha limpa cinco jogos depois, muito graças a Fabiano que juntou defesas atentas e um pouco complicadas. Guarda-redes forte faz forte a sua defesa.

Com uma semana a separar este jogo do próximo, é tempo de recarregar baterias e trabalhar de forma a dar continuidade a estes dois bons resultados. O Nacional da Madeira é o adversário que se segue.

18 de outubro de 2014

Isto tem de acabar!








Estão aqui sete dos oito golos sofridos pelo FC Porto em jogos oficiais na presente época. Todos eles era facilmente evitáveis, bastava para isso que os jogadores não tivessem decidido complicar o que se resolvia com um pontapé para a frente. Sou um defensor de que uma boa equipa deve saber sair com a bola controlada, mas há limites para tudo. Estas parvoíces já custaram 4 pontos no campeonato, 2 pontos na Liga dos Campeões e uma eliminação precoce na Taça de Portugal. Basta.

6 de outubro de 2014

Critérios e Unanimidades

Na capa da edição de hoje do jornal O Jogo salta à vista de todos o texto "Tribunal unânime: penálti por marcar a favor dos bracarenses". Ao ver isto fiquei logo duas perguntas na cabeça. Desde logo, como pode ser possível considerar um lance em que não existe qualquer infracção como sendo faltoso e logo por unanimidade? Quem terá sido o árbitro que não considerou como sendo falta o abraço que o Maxi deu em André Claro e que critério estaria a invocar para justificar essa opinião?

A resposta à primeira pergunta ficará para sempre sem resposta. É para mim impossível perceber como um lance inofensivo em que um jogador aproveita um toque mínimo  (e reforço aqui o mínimo) para se atirar e tentar cavar uma falta pode ser considerado penálti. Pedro Proença não se deixou enganar, mas o mesmo já não se pode dizer de Jorge Coroado, Pedro Henriques e José Leirós. Dois deles - talvez influenciados pelos comentários de Luís Freitas Lobo - acham ainda que o pequeno toque que Rúben Micael deu em Alex Sandro seria motivo para assinalar falta e o respectivo penálti. Quem impediu a unanimidade neste lance foi Pedro Henriques que, talvez não querendo recorrer à questão da intensidade tão apreciada entre os comentadores desportivos, nega a existência de qualquer contacto, apesar deste ser evidente. Se era suficiente ou não para justificar a queda é outra história, mas pelo menos não tentem fazer das pessoas cegas...

Em relação à segunda pergunta, a resposta é José Leirós e a justificação não podia ser mais elucidativa: não é falta porque não é falta e o árbitro fez bem em mandar seguir. Ponto final. Assim, de uma forma tão simples, se tenta branquear uma falta evidente se calhar até seria merecedora de cartão vermelho por impedir uma situação de golo iminente.

Para perceber um pouco melhor este problema, aconselho também a leitura dos seguintes posts de outros blogs portistas:
- http://www.reflexaoportista.pt/2014/10/os-penalties-de-pedro-henriques.html
- http://tomoii.blogspot.pt/2014/10/eu-tambem-choro-e-podia-chorar-mais-um.html
- http://www.pobodonorte.com/2014/10/sergio-conceicao.html
- http://dragaoatento.blogspot.pt/2014/10/a-analise-do-tribunal-de-ojogo-e.html
- http://portistasdebancada.blogspot.pt/2014/10/hugo-miguel-nao-viu-o-jn-tambem-nao-e-o.html

O jornal O Jogo está neste momento refém da opinião de três indivíduos que vão mudando os próprios critérios semana após semana conforme a equipa a quem avaliam os lances, ou então só porque sim. É uma questão de critério.

27 de setembro de 2014

Plano B

Tendo até à data realizado nove jogos oficiais, aos quais podemos juntar oito jogos de preparação, o FC Porto continua invicto. Contabilizando apenas os jogos oficiais, das equipas da Primeira Liga só Vitória de Guimarães e Sporting se podem gabar do mesmo, sendo que estes últimos empatam mais do que o que ganham... Assim sendo, e apesar de estar à vista de todos que o FC Porto tem sentido algumas dificuldades (algumas delas impossíveis de controlar), é obrigatório dar o beneficio da dúvida a quem não sofreu ainda qualquer derrota. Convém ainda acrescentar que deste três empates consecutivos dois deles foram frente aos dois adversários que ainda não perderam qualquer jogo oficial (Vitória de Guimarães e Sporting), sendo o FC Porto visitante em ambos os casos, e ainda um empate a zero na recepção ao Boavista que ficou marca por um temporal atípico e pela expulsão de Maicon a meio da primeira parte.

Dito isto, importa agora olhar ao que têm em comum estes três jogos. E não, embora também pudesse ser, não me refiro às arbitragens habilidosas, ou à rotatividade excessiva, ou até aos golos aparentemente fáceis falhados por Tello, mas sim ao facto da equipa ter entrado muito mal em qualquer das partidas e ter melhorado após ajustes tácticos geralmente introduzidos com uma ou duas substituições. Recordo ainda que pelo meio houve um 6-0, maior vitória portista na Liga dos Campeões desde que a prova se joga neste formato, onde foi utilizado um sistema táctico diferente do habitual. Este jogo foi mesmo o único em que o FC Porto não sentiu qualquer tipo de dificuldade.

Não será altura de Lopetegui olhar para estes dados e fazer a seguinte pergunta si próprio: será que o plano B é mesmo melhor que o plano A?

Uma pequena referência ainda ao facto do presidente de o Sporting ter vindo a público rejubilar com o empate caseiro frente ao FC Porto, chegando ao cúmulo de dizer que os Dragões achavam que seriam favas contadas ganhar em Alvalade. Se isto não é mentalidade de equipa pequenina, não sei o que será. Talvez este lance lhe tenha passado ao lado:


Nota: Enquanto escrevo este post o Benfica vê o árbitro transformar um lance em que Enzo Pérez deveria ter visto o segundo cartão amarelo por simulação num segundo cartão amarelo para o jogador do Estoril e quatro minutos depois o Andor chega ao 2-3. Ingenuidade de Cabrera e ratice de Enzo Pérez, dizem os comentadores da Sporttv. Siga a procissão.

22 de setembro de 2014

Tolerância Zero

Desde que começou o campeonato versão 2014/2015 que tem havido sinais claros de que, para ser campeão, não basta ao FC Porto formar um plantel recheado de alternativas de qualidade para todos os sectores.

Frente ao Boavista, Maicon viu vermelho directo - que me pareceu justo - após uma entrada imprudente sobre o adversário. Naquele momento, quase que inédito em Portugal, esta falta foi contemplada com o cartão que lhe está previsto nas leis do jogo. O problema está nas vezes que o mesmo cartão fica no bolso do árbitro quando são os adversários do FC Porto a infringir as leis de forma semelhante.

Em apenas cinco jornadas já se percebeu que a tendência deste campeonato passa por tomar as decisões sobre cada lance tendo em conta não as regras mas sim a cor das camisolas dos jogadores. Enquanto que um a jogador que esteja a defrontar o FC Porto quase tudo lhe é permitido, noutros campos sai um cartão amarelo a cada duas faltas sendo que a tendência aumenta caso uma certa equipa, que por coincidência é a outra grande candidata ao titulo de campeão, se encontra em desvantagem. Nos jogos dessa equipa, quando um adversário está em linha com o penúltimo defensor significa que está em fora-de-jogo que é prontamente assinalado pelo árbitro auxiliar. O mesmo se passa nos jogos do FC Porto, estando a única diferença no prejudicado. O Brahimi que o diga... Nos lances de grande penalidade é mais do mesmo: enquanto que uns têm de sofrer três faltas para ver uma ser assinalada, a outros basta tropeçar nas próprias pernas para ter direito a converter um castigo máximo. Tem valido um pouco de tudo para manter certas equipas na luta pelo primeiro lugar.

Engane-se quem pensa que atribuo apenas aos árbitros a perda da liderança no campeonato. O FC Porto ainda tem muito por onde melhorar e crescer como equipa. Falta a Lopetegui estabilizar uma espinha dorsal da equipa e um sistema de jogo. As constantes alterações no onze até podem ser boas para que o plantel perceba que ninguém é indiscutível e que não é por ficar de fora de uma convocatória que não pode ser titular no jogo seguinte, mas, no outro lado da moeda, as constantes trocas têm atrasado a evolução natural da equipa e, por arrasto, dando origem a largos períodos de mau futebol. Concordo que o plantel deve ser todo ele aproveitado e que para isso ser possível tem de haver rotação entre os jogadores na convocatória e no onze inicial, apenas discordo na forma exagerada como essa rotação tem sido feita.

O próximo jogo é em Alvalade e a ausência de Maicon não pode servir de desculpa para não pensar em outro resultado que não seja a vitória. Indi deve voltar à equipa e formar a dupla de centrais com Marcano ou Reyes e qualquer um dos dois é melhor do que Maurício. Essa dupla terá de anular uma dos bons avançados deste campeonato, Slimani, mas com a certeza que na outra ponta do campo têm Jackson a ser marcado, não só mas também, por esse mesmo Maurício. Estou farto de ver o FC Porto, mesmo tendo quase sempre uma equipa superior, perder pontos frente ao Sporting. Desta vez não me lixem.

24 de março de 2014

Curto mas indiscutível


Ao dar uma vista de olhos nos variados blogs portistas (ou ditos portistas), percebe-se alguma preocupação depois do jogo de ontem frente ao Belenenses. Embora todos esperássemos uma exibição mais conseguida e uma vitória mais folgada, importa ter em atenção várias coisas. Embora Luís Castro diga que não se pode queixar do cansaço do jogo da passada quinta-feira em Nápoles, não quer dizer que esse desgaste não exista. Depois podemos ainda juntar a ausência de Danilo, Fernando, Maicon e Quaresma, quatro titulares indiscutíveis, na minha opinião. Qual é a equipa que não acusa a ausência de quatro habituais titulares? Mesmo assim, o FC Porto entrou dominante e, ainda antes do primeiro remate do Belenenses, já contava com um golo mal anulado e um remate ao poste. O golo não-anulável surgiu apenas na segunda parte quando o treinador portista já tinha arriscado tudo e de tal forma que acabou o jogo com Ricardo a defesa-central e Licá a lateral-direito...

Não sei como ainda os havia - e continua a haver... -, mas os defensores de Paulo Fonseca parecem ter ficado aziados com a passagem do FC Porto aos quartos-de-final da Liga Europa e agora com esta vitória frente ao Belenenses. Usam argumentos desonestos e chegam ao ponto de pedir penaltis em cortes limpos que aconteceram na grande-área portista. De facto, nem o mais cegos dos benfiquistas conseguiria fazer melhor. E com isto não quero insinuar nada... :-)

Estes dois últimos jogos foram muitos sofridos, mais do que o habitual, mas ambos têm em comum as várias ausências forçadas que limitaram muito as escolhas de Luís Castro que, mesmo assim, conseguiu melhorar a equipa a partir do banco e, com as mexidas certas e em tempo útil, resolveu o que estava difícil. Tendo em conta o que foi o FC Porto até à primeira semana de Março, é reconfortante assistir a um jogo e saber que no banco está um treinador que está a ver e a perceber o jogo, pronto a intervir e fazer com que a equipa tenha a iniciativa de agir em vez de reagir.

O próximo jogo é já na quarta-feira e é talvez o mais importante dos que ainda restam. O FC Porto terá de estar à altura para amedrontar um adversário que está moralizado e que se acha infinitamente superior. Maicon será a única dúvida para este jogo com o Benfica, por isso será de esperar uma equipa na máxima força ou muito próximo disso. Embora seja um adversário forte, este Benfica está mais fraco em relação ao ano passado e não é superior em nada ao Nápoles. No Dragão manda o FC Porto e espero que Luís Castro consiga passar essa ideia aos jogadores que, por si sós, já devem estar mais do que motivados.

16 de março de 2014

Uma questão miníma


«Às vezes acontece a uns, às vezes a outros» e «é uma questão mínima» são as frases do momento. Para Pedro Henriques, Luís Freitas Lobo, Adrien Silva e Leonardo Jardim o que interessa mesmo é a qualidade apresentada pelo Sporting e, para os dois primeiros, acima de qualquer penalti por assinalar ou golo em fora-de-jogo - decidido sempre em favor dos mesmo, entenda-se - está a lesão do Helton. Louvo-lhes a preocupação. A conveniente preocupação.

Luís Castro referiu - e bem - que houve dois erros que prejudicaram e muito o FC Porto. O fora-de-jogo nem merece discussão, mas quando fala do lance de Cedric sobre Jackson, Luís Castro erra por duas vezes: nem Cedric tinha ainda cartão amarelo, nem uma falta daquelas justificava cartão amarelo. Uma carga sobre um avançado que se prepara para cabecear sozinho, quase dentro da baliza e sem guarda-redes por perto, é sempre para cartão vermelho.

Face a isto, exige-se uma mudança de posição por parte da SAD. O FC Porto não se pode dar ao luxo de estar a ser atacado por todos os lados e não agir. O campeonato está perdido e, a continuar assim, o segundo lugar também. O Sporting, pela boca de Bruno de Cravalho, sabe vender bem o seu peixe e o resultado está à vista. Hoje recuperam três pontos, que por ser frente a um concorrente directo valem por seis, dos sete que alegam terem sido retirados - verbo escolhido por eles nos múltiplos comunicados sobre esta temática - na presente temporada.

Voltando ao jogo, o FC Porto entrou forte e dispôs das melhores oportunidades. Quaresma mandou à barra, Varela obrigou Rui Patrício a defesa apertada e mesmo em cima do intervalo Cedric impede em falta que Jackson faça o 1-0. Na segunda parte o jogo foi mais dividido, com alguma ascendência para o Sporting, e acabou decidido com um golo irregular.

A equipa do FC Porto continua algo inconstante na defesa e hoje teve para isso a ajuda de um meio-campo - Fernando foi a excepção - desinspirado. A lesão de Maicon obrigou a uma nova mexida no sector mais recuado que tem sido vítima das constantes alterações no onze. Quinta-feira haverá novo jogo frente ao Nápoles e já é certa a ausência de Alex Sandro (castigado) e há ainda Maicon em dúvida (lesão), para o próximo jogo do campeonato estarão castigados Fernando, Danilo e Quaresma. Várias trocas que impedem a maturação de um onze base numa equipa que já passou por todo o tipo de problemas esta época. E nem falo no final de época prematuro para Helton... Que recupere bem, porque rápido, infelizmente, já sabemos que não será.

Neste momento não se pode pedir muito mais a Luís Castro e à equipa. Existem demasiados fantasmas que têm de ser combatidos pouco a pouco com a compreensão e apoio de todos. As melhorias estão à vista mas não existem milagres, não é em duas semanas que se passa do zero - ou menos - para uma equipa avassaladora.

Será importante a partir de hoje que toda a gente perceba que o campeonato passou à história e que talvez o melhor seja uma aposta total nas restantes competições. Com isto não quero dizer que se deva atirar a toalha ao chão - até porque o Estoril está logo ali a quatro pontos -, mas seria inteligente usar o campeonato para fazer um ou outro teste e uma ou outra poupança pontual para que a equipa chegue nas melhores condições possíveis aos jogos que ainda faltam nas restantes competições.

O FC Porto não pode ficar uma época sem ganhar nada, não somos o Sporting ou o Benfica.

15 de março de 2014

Um passo de cada vez


Depois do regresso às vitórias frente ao Arouca, o regresso aos jogos sem sofrer golos. O FC Porto conseguiu travar o ataque do Nápoles, que é apenas o segundo melhor do campeonato italiano. A equipa esteve em bom nível e conseguiu dominar a maior parte do jogo de forma segura e autoritária. O resultado é curto, mas certamente que vamos a Itália em melhor posição do que o que seria de esperar há duas semanas atrás. Que o jogo da época passada em Málaga sirva de exemplo a não seguir.

Com isto não quero dizer que os erros defensivos que se tornaram moda durante a presente temporada acabaram. Houve um ou outro que poderiam ter custado bem caro, mas que acabam por ser normais numa equipa que passou seis/sete meses a trocar de elementos todos os jogos e que nunca teve um onze base. Além disso, a quantidade dos ditos erros parece estar a diminuir fruto do novo modelo de jogo que devolveu a Fernando a capacidade de ser o quinto defesa mas que ganha bolas no campo todo. Maicon e Alex Sandro voltaram às boas exibições e deverão formar com Danilo e Mangala a defesa que Luís Castro fará alinhar preferencialmente até ao final da época. É uma sorte ter jogadores deste nível e ainda hoje não consigo perceber o que Paulo Fonseca fez para os fazer parecer um grupo de amadores a defender...

Jackson voltou aos golos e já leva dois no mesmo números de jogos, os dois de Luís Castro na frente da equipa. Quintero e Ghilas têm sido os primeiros a serem lançados no decorrer do jogo e cada vez mais se perfilam como alternativas válidas aos olhos do novo treinador. Uma lufada de ar fresco num ataque que há uns jogos a esta parte parecia já não ter nada a oferecer.

Será isto suficiente para assustar o próximo adversário? A julgar pelo circo montado pelo Bruno de Carvalho nos últimos dias, diria que sim. O Sporting prepara-se para fazer mais uma época à Sporting, conquistando aquilo a que nos habituou nos últimos anos: nada. As únicas diferenças entre esta época e as outras são o abaixamento de rendimento de FC Porto e Benfica e o constante choro vindo de Alvalade.

Desde 2008 que o FC Porto não vai a casa do Sporting ganhar. Isto deve-se em grande parte a um misto de sobranceria por parte dos nossos jogadores a que se acresce o agigantamento próprio das equipas pequenas quando defrontam um grande. A nossa displicência, aliada à mentalidade de jogo da época Sporting, tem resultado em vitórias da equipa da casa ou empate. Este fim-de-semana espero uma atitude bem diferente por parte dos jogadores portistas, mais não seja porque não estão em posição que se possam orgulhar e porque têm que provar de uma vez por todas aos sportinguistas que o Sporting campeão é mesmo uma ilusão.

Estou moderadamente confiante na vitória. Luís Castro tem assumido a postura correcta desde que chegou e a isso junta um discurso humilde mas confiante. Se a equipa conseguir manter o nível evolutivo que evidenciou na última semana, será muito difícil obter outro resultado que não seja a vitória. Se do outro lado Leonardo Jardim decidir fazer como no último "Derby da Amizade" - desfazer o meio-campo para jogar em 4-4-2 com André Martins como extremo direito e juntar Slimani a Montero no ataque -, aí a missão do FC Porto estará mais facilitada... Mas não conto muito com isto. Desde cedo se percebeu que a motivação daquela gente é abater o FC Porto e de certeza que continuarão a fazer como até agora: não olhar a meios na tentativa de o fazer.

11 de março de 2014

Gato escaldado tem medo de água fria

Luís Castro teve um inicio promissor como treinador da equipa principal do FC Porto. Com apenas quatro dias de trabalho com o plantel (ou parte do plantel), foi fácil perceber algumas diferenças para o FC Porto de Paulo Fonseca. Desde o regresso ao 4-3-3, passando pela posse de bola mais paciente e criteriosa, até às substituições acertadas e em tempo útil.

Tudo corria às mil maravilhas - para as condições em que a equipa se encontra -, até que o Arouca, com muita sorte à mistura e na primeira vez que chegou à baliza do FC Porto, reduz para 2-1 e minutos depois Quaresma falha o penalti que devia ter devolvido a vantagem de dois golos e a tranquilidade à equipa.

Fruto de uma época em que já perdeu várias vantagens, a equipa portista mostrou-se um pouco nervosa durante largos minutos após o golo visitante e só voltou a acalmar após a entrada de Quintero e Ghilas. Notou-se uma fragilidade psicológica enorme em alguns jogadores que acusaram em demasia o golo sofrido e, para já, será este o primeiro problema a resolver por Luís Castro.

Penso que não seria sensato pedir muito mais à equipa e ao treinador com tão poucos dias de trabalho e com muitos jogadores ausentes nas respectivas selecções. No entanto, foi um estreia positiva e a tendência será mesmo para melhorar nos próximos tempos. Com o regresso de Alex Sandro ao onze, Mangala regressará ao centro da defesa para formarem juntamente com Maicon e Danilo o quarteto defensivo mais forte possível e que raramente foi aproveitado por Paulo Fonseca. Se a isto juntarmos o regresso ao 4-3-3 e à maior posse de bola, temos todos os ingredientes para resolver grande parte dos problemas defensivos e, por arrasto, psicológicos deste FC Porto.

17 de fevereiro de 2014

As alegrias de uns são as tristezas de outros


Ontem, Mário Figueiredo não conseguiu esconder toda a felicidade que lhe enchia a alma. Na imagem acima podemos ver o rosto de satisfação do presidente da Liga de Clubes no momento em que o Benfica fazia o 0-2 em Paços de Ferreira.

Juntando a isto o episódio da Taça da Liga, onde os delegados ao jogo FC Porto-Marítimo foram aconselhados pelos seus superiores a alterarem os relatórios de forma a empurrar toda a responsabilidade para cima do FC Porto, fica fácil perceber os interesses que movem esta gente.

Numa altura em que o FC Porto se encontra fragilizado por dentro face às más escolhas para a presente temporada, começam os inimigos a sair do buraco para tentar dar a machadada final. Chegou a altura dos atletas mostrarem que os Dragões não são fáceis de matar. Como já referi há dias atrás, neste momento só confio neles.

Façam-nos o favor de tirar o sorriso daquelas caras.

13 de fevereiro de 2014

O meio-campo de Paulo Fonseca

É do conhecimento de todos que o maior problema do FC Porto está época está no meio-campo. Se na época passada havia Fernando, Moutinho e Lucho que na pior das hipóteses jogavam só bem, este ano o Paulo Fonseca decidiu aproveitar a saída do português para desfazer por completo qualquer rotina que sobrasse naquele sector. Para piorar a situação, Lucho González foi vendido em Janeiro.

A ideia de inverter o triângulo não parecia má de todo em teoria, o problema foi que cedo se percebeu que havia algo que não estava a funcionar. Assim sendo, Paulo Fonseca deitou mãos à obra. Engana-se quem pensa que ajustou a forma da equipa jogar. O treinador do FC Porto optou por começar a testar combinações de jogadores para o meio-campo do seu tão amado 4-2-3-1.

Neste momento e com 32 jogos disputados, já foram testadas 15 combinações. Por vezes dá a sensação das escolhas serem feitas tendo como base o acaso. Fica assim claro o motivo para o fio de jogo que o ainda campeão nacional (não) apresenta.

É imperial para o FC Porto estabilizar um onze e começar a mostrar melhorias de forma imediata se ainda tem intenção de lutar pelo primeiro lugar do campeonato. De outra maneira será muito difícil, ou mesmo impossível, chegar sequer lá perto. A vantagem está toda do lado do Benfica, mas esse filme já foi visto mais que uma vez. É preciso acreditar mas, acima de tudo, primeiro é preciso melhorar. E muito. Infelizmente, enquanto não vir melhorias não consigo acreditar no tetracampeonato.