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11 de fevereiro de 2016

Rúben Neves ou Chidozie?

A resposta parece simples mas não deveria ser. Face às lesões de Maicon e Marcano, José Peseiro vê-se agora com um enorme problemas entre mãos: decidir se recua o médio em melhor forma para o centro da defesa ou se lança como titular um jovem sem qualquer jogo na primeira liga e que ainda no ano passado era também ele médio. A tentação de colocar Danilo ao lado de Indi deverá levar a melhor sobre o técnico portista, mas Rúben Neves não aparenta ter a capacidade física do ex-Marítimo para disfarçar as deficiências da equipa na transição defensiva. Pede-se por isso que Herrera acorde definitivamente para a vida ou, pelo menos, para este jogo.

Tudo isto era evitável. Bastava a SAD não andar a brincar com a sorte ao ter despachado dois defesas-centrais em Janeiro sem ter contratado ninguém. Lichnovsky foi emprestado para Espanha e Maurício - que apesar de não ser nada de especial era pelo menos um jogador habituado à posição - foi para o Marítimo. Agora a bomba rebentou nas mãos de Peseiro e logo num jogo em que qualquer resultado que não seja a vitória significa um ponto final (se é que já não foi posto no último fim-de-semana) na luta pelo título de campeão.

Que ninguém se engane: isto não é azar, é incompetência e negligência.

14 de setembro de 2015

Quem não tem cão caça com gato

Quatro jogos, quatro defesas-esquerdos. É esse o destaque que a comunicação social tem dado quando avalia as escolhas de Lopetegui. No entanto há uma coisa que, na minha opinião, é muito mais importante do que quem está a defender no lado esquerdo da defesa: o meio-campo. E aqui o cenário tem sido bem mais instável que na defesa - que apesar de ter trocado um elemento em todos os quatro jogos os outros três mantiveram-se inalterados -, uma vez que o treinador basco já usou três combinações diferentes e com uma troca de sistema de jogo pelo meio. Em 4-3-3 frente a Vitória de Guimarães e Marítimo (Danilo, Imbula e Herrera), passando ao 4-2-3-1 contra Estoril (Danilo, Imbula e Brahimi) e Arouca (Rúben Neves, Imbula e André André).

Durante a pré-época foi noticiado quase diariamente o interesse que o FC Porto tinha em adicionar um 10 ao plantel para colmatar a falta de criatividade que a equipa vem demonstrando. Até bem perto do fecho do mercado foi a Herrera que Lopetegui atribui o papel de apoiar o ataque, mas, com o aproximar do dia 31 de Agosto e sem a chegada do tal jogador, decidiu procurar no plantel alternativas. A primeira foi Brahimi na posição 10 que, apesar de ter resultado numa fase inicial, acabou por obrigar o treinador espanhol a fazer uma substituição para corrigir o meio-campo ainda na primeira parte. Nesta última jornada, em Arouca, assistimos à segunda tentativa de remediar a ausência de um médio criativo: dar a titularidade a Rúben Neves e André André.

Os novos número 6 e 20 dos dragões deram à equipa mais qualidade e segurança na posse de bola quando se compara com os habituais titulares Danilo Pereira e Herrera, disfarçando assim a incapacidade em criar jogo que a equipa vinha demonstrando. O maior prejudicado disto tudo foi o ex-Marítimo, porque tem tido exibições positivas desde que chegou ao Dragão e viu-se de um momento para o outro na condição de suplente. Por outro lado, André André acabou por ver premiadas as exibições que conseguiu quando chamado ao jogo nas três primeiras jornadas.

E aqui chegamos ao grande problema: o que fazer com Imbula? Ainda é cedo para rotular um jogador, mas as exibições do francês estão muito longe do nível que fizeram o FC Porto pagar €20 milhões por ele. Será boa ideia continuar a dar-lhe a titularidade apesar de haver elementos em melhor forma? Ou seria mais prudente e producente escolher outro jogador para o onze e dar ao número 25 a possibilidade de entrar na equipa aos poucos até atingir a condição física ideal? Um assunto muito delicado para Lopetegui tratar, uma vez que lhe cabe fazer o melhor pela equipa, mas, ao mesmo tempo, tem às costas a pressão de uma estrutura que não gosta de ver activos caros fora de campo.

13 de fevereiro de 2015

Curto resumo do FC Porto 1-0 Vitória de Guimarães

Brahimi, com alguns meses de atraso, resolveu o jogo e deu os três pontos ao FC porto em jogo frente ao Vitória de Guimarães. Na primeira volta só não fez o mesmo graças a uma marcação cerrada do fiscal de linha, mas hoje foi impossível anular este golo ou inventar um penálti a favor dos vimaranenses. Nuno Almeida fez o que pode e lá conseguiu que o Vitória acabasse com 10 sem que pelo meio tirasse do derby que aí vem três jogadores do FC Porto. Assim sendo, Danilo, Alex Sandro e Casemiro falharão a deslocação ao Estádio do Bessa na próxima jornada.

P.S. - Quem defende que Rúben Neves e Casemiro não podem jogar em simultâneo pode ter de rever a segunda parte deste jogo.

P.S.2 - Qunto custa mesmo o Óliver?

P.S.3 - Para ler e partilhar: http://otribunaldodragao.blogspot.pt/2015/02/nao-temos-de-pagar-as-contas-do-benfica.html