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2 de abril de 2016

O lado errado da barricada


Ainda não há muito tempo jogava-se o Zenit-Benfica e o tema principal dos comentadores da Sporttv era o facto de a Gazprom patrocinar o adversário da equipa portuguesa ao mesmo tempo que era também um dos patrocinadores da UEFA. Isto porque, nesse jogo, os russos chegaram ao golo num lance precedido de falta sobre um defesa do Benfica. O que me leva a deixar a pergunta: a partir de que ano começaram os campos a inclinar sistematicamente a favor de quem veste de vermelho e tem como emblema um pássaro em cima de uma roda de bicicleta? Vamos fazer um breve resumo.

2008/2009 - Primeiro ano em que a Sagres dá nome ao campeonato; FC Porto campeão.
2009/2010 - No Verão de 2009 Benfica e Sagres assinam um contrato de 12 anos, nessa mesma época o campeonato acaba a ser disputado entre as águias e o Braga, também ele patrocinado pela marca de cerveja. Pelo meio fica a história do túnel da Luz, que teve o dom de suspender injustamente por vários meses Hulk, que era só o melhor jogador do campeonato.
2010/2011 - A maior prova de que o campeonato anterior tinha sido uma mentira. FC Porto sagra-se campeão sem derrotas e ainda junta a isso a Liga Europa, Taça de Portugal e Supertaça. Foi o Último ano da Liga Sagres.
2011/2012 - Começa a era Zon Sagres. Um campeonato decidido nos detalhes. O Benfica queixou-se imenso da arbitragem, embora segundo os analistas tenha acabado com mais pontos do que aqueles que merecida e o FC Porto tenha perdido apenas um jogo onde foi fortemente prejudicado pelo, imagine-se, Bruno Paixão.
2012/2013 - Limpinho, limpinho. Este campeonato ficou marcado pelos constantes benefícios da arbitragem ao Benfica, pelo escândalo que foi a arbitragem de Capela no Benfica-Sporting e por Jorge Jesus ajoelhado no relvado do Dragão. Foi assim o segundo ano da parceria Zon/Sagres.
2013/2014 - Aqui o FC Porto chegou a ter cinco pontos de vantagem sobre o segundo classificado. No entanto, a incompetência de Paulo Fonseca e um grupo de decisões de quem apita os jogos menos felizes para uns e extremamente felizes para outros cedo atiraram os azuis e brancos ao tapete. A Sagres volta a ver o Benfica campeão.
2014/2015 - A Sagres deixa de dar nome ao campeonato. que passa a denominar-se Liga NOS, que mais não é do que a fusão entre a Optimus e a Zon. FC Porto e Benfica discutem o campeonato até à última jornada, mas a balança acabou por cair para o lado da equipa que mais "sorte" teve durante o ano.
2015/2016 - O ano dos contratos milionários para os direitos televisivos. FC Porto assina com a PT, Benfica e Sporting assinam com a NOS. Neste momento os dois grandes de Lisboa seguem nos dois primeiros lugares do campeonato e vão discutindo entre eles qual dos dois tem sido mais ajudado. Assim vai a Liga NOS...

Certamente são meras coincidências, ou não fosse tudo gente séria... O FC Porto é que teima em ter os parceiros errados.

8 de março de 2016

Todo o ladrão tem direito a um advogado

Carlos Xistra prejudicou o FC Porto em campo e passou impune no grande tribunal que é a comunicação social. Isto só é possível porque a grande maioria acordam e adormecem a pensar em tons de verde e/ou vermelho - logo por aqui já não estava à espera de uma capa d'A Bola a dizer "Xistra decidiu o que já estava decidido" - e também porque órgãos como O Jogo, muitas vezes acusados de favorecerem os dragões, estão presos a uma regra estúpida: só trazer para a capa as jogadas em que José Leirós, Pedro Henriques e Jorge Coroado estejam de acordo. Como já referi por aqui, o jornal, nestes casos, é refém da opinião de três indivíduos de seriedade bastante discutível, como se pode ver mais uma vez na análise ao Braga - FC Porto.


Desta vez coube a Pedro Henriques fazer de advogado do diabo e negar as evidências. José Leirós e Jorge Coroado mais não fizeram do que admitir o óbvio: Ricardo Ferreira cometeu duas faltas para grande penalidade e escapou em ambas. Recordo que em qualquer das situações o jogo estava ainda empatado a zero e que, em abono da verdade a segunda seria já impossível de acontecer porque o jogador teria sido expulso ainda antes da meia hora de jogo caso a primeira fosse assinalada. 

Eficácia e classe muito
características no líder do campeonato
Curiosamente foi dada nota 7 (de 1 a 10) a um jogador que cometeu duas infracções na própria área e que na melhor das hipóteses, uma vez que aos 21 minutos de jogo levou cartão amarelo, jogaria apenas até ao minuto 56 imaginando que seria castigado com um cartão apenas em cada um dos penáltis. Aparentemente, infringir as regras e escapar com a conivência do árbitro é agora sinal de eficácia e classe...

José Leirós também merece destaque porque insiste em dar-me razão quando digo que o painel do Tribunal O Jogo muda de opinião quase ao mesmo ritmo que os árbitros vão empurrando as equipas da segunda circular para o topo da tabela. No jogo FC Porto - Moreirense, o ex-árbitro em questão recusou-se a aceitar como justificação para a grande penalidade assinalada a favor dos azuis e brancos um toque na perna de Maxi simultâneo ao toque na bola por parte do defensor cónego; no Braga - FC Porto, Indi não foi abençoado com a mesma benevolência e viu José Leirós validar a decisão de Carlos Xistra em exibir-lhe o segundo amarelo.

Carlos Xistra não só prejudicou o FC Porto em Braga como ainda tirou Indi e Danilo do próximo jogo. Se compararmos as situações em que viram os respectivos cartões com as várias semelhantes protagonizadas pelos da casa somos forçados a perguntar se tudo isto não foi premeditado. Fica ao critério de cada um, não façam é como a tripla Leirós, Henriques e Coroado.

25 de outubro de 2015

Irresponsabilidade

Irresponsável. Não encontro melhor melhor adjectivo para descrever Lopetegui. Poucos foram os treinadores que tiveram oportunidade de começar uma segunda época no clube após não terem ganho nada na primeira, mas o espanhol teve-a. E bem, digo. Isto porque a forma como o Benfica foi empurrado para o título na época passada - e agora confirmada pelo ex-árbitro Marco Ferreira - foi demasiado evidente e dificilmente haveria treinador a conseguir combater isso. Mas, no entanto, seria de esperar que os erros que o próprio FC Porto cometeu tivessem sido assimilados pelo treinador de forma a evitar que se repetissem durante 2015/2016. Estava enganado.

A forma inglória como o os azuis-e-brancos foram eliminados pelo Bayern de Munique deveu-se em muito aos castigos de Danilo e Alex Sandro, mas isso não serviu de lição para Lopetegui que continua a gerir os cartões não gerindo. Maxi Pereira falhou a recepção ao Braga porque não houve engenho para forçar o cartão vermelho por acumulação de amarelos na jornada anterior e, dessa forma, ficar indisponível no jogo da Taça de Portugal frente ao Varzim mas poder ser utilizado nesta jornada contra o Braga. Era uma decisão óbvia tendo em conta a lesão de Maicon durante esse mesmo joga e ainda pelo facto de ser uma jornada importantíssima porque Benfica e Sporting jogavam entre si.

O treinador do FC Porto assim não o entendeu e achou que não haveria grandes problemas em ter duas alterações em simultâneo na linha defensiva contra um dos adversários mais difíceis em Portugal e, sem que eu consiga perceber porque, decidiu acrescentar-lhes, por opção, uma alteração a meio-campo e outra no ataque. Foi assim que Tello jogou em vez de Corona e Rúben Neves ficou no banco para que Danilo regressasse ao onze.

Não seria por uma simples troca de extremos que a equipa se ressentiria, mas decidir deixar o melhor médio no banco é um no mínimo arrojado. Sim, porque o Rúben Neves, neste momento, é o melhor médio do plantel. Lopetegui fartou-se de avisar nas últimas semanas para que o jovem capitão dos dragões não se deixasse levar pelos acontecimentos mais recentes, mas parece que foi o próprio a meter os pés pelas mãos ao não lhe dar o voto de confiança para ver como este respondia perante a enorme responsabilidade que é comandar a equipa do FC Porto.

Que fique bem claro: o plantel portista é o melhor em Portugal e com uma margem confortável. As opções que Benfica e Sporting têm não chegam nem perto das que Lopetegui tem ao dispor. No entanto, é importante que o basco se mentalize que não dá para brincar com a sorte e que tem de ser ele próprio a garantir que o FC Porto chega aos jogos mais importantes nas melhores condições possíveis.

Não foi isso que aconteceu nas últimas semanas e, por coincidência ou não, ficaram dois pontos enterrados em pleno Dragão.

P.S.: As tácticas preparam-se durante a semana nos vários treinos da equipa, não é quando o jogo está parado a meio da primeira parte.

8 de março de 2015

Um fim-de-semana normal

O FC Porto venceu um Braga que, segundo os analistas, pecou pela falta de combatividade. 25 faltas é manifestamente pouco para parar o ataque do Dragões, mas os bracarenses não podiam fazer muito mais porque o árbitro começou a dar-lhes cartões amarelos ao ritmo médio alucinante de um a cada dúzia de infracções. O FC Porto teve mais posse de bola, mais remates, mais cantos, mais recuperações de bola, mais oportunidades de perigo, etc, etc, etc, mas tudo porque o Braga deixou, dizem. Falta-me ouvir ainda a opinião de Vítor Baía para poder colocar finalmente uma pedra sobre este jogo.

Também em Arouca tudo correu dentro da normalidade: a equipa dos 14 entrou a jogar mal e porcamente como em quase todos os jogos fora de portas, sofreu o 1-0, Vasco Santos ficou sensível aos contactos e ao intervalo a equipa da casa já tinha 3 jogadores amarelados. A segunda parte começa com uma oferta do guarda-redes do Arouca - onde é que já vi isto? - e Jonas fez o empate. Pouco depois Lima colocou o Benfica em vantagem no marcador e Vasco Santos deu nova vantagem aos encarnados, mas desta vez numérica, com um cartão vermelho absolutamente forçado - Déjà vu? - mostrado a Hugo Basto. Com a chegada do 1-3 acabou-se a pressão sentida pela vitória do FC Porto em Braga e nem mais um jogador do Arouca viu amarelo.

A sorte de uns é o azar de outros.

7 de março de 2015

A diferença que três faltas fazem

O FC Porto ganhou em Braga e fechou 100% vitorioso um ciclo que para os entendidos na matéria seria negro. Curiosamente, até diminui a distância para o primeiro lugar. Claro que o mérito dos Dragões é muito subjectivo, chegando bem perto de nenhum na cabeça e boca de alguns. As equipas que jogam com o FC Porto jogam de forma muito macia quando comparado com os jogos que fazem com o Benfica, dizem eles. Mais suave em que escala? 28 faltas contra 25. Estes dados podem ser facilmente confirmados num qualquer site com as estatísticas dos jogos.

A equipa treinada por Sérgio Conceição precisou de recorrer à falta por 28 vezes para vencer o Benfica por 2-1 na Pedreira, tantas como o Benfica fez, por exemplo, na vitória por 0-2 no Dragão. Contra o FC Porto, os bracarenses travaram em falta os adversários por 25 vezes. Curiosidade: as 28 faltas cometidas pelo Braga contra o Benfica valeram-lhe 8 cartões amarelos e um vermelho; as 28 faltas cometidas pelo Benfica contra o FC Porto renderam aos encarnados apenas 4 amarelos; ontem, os jogadores do Braga conseguiram ver o Amarelo apenas por 2 vezes nas 25 faltas que fizeram, enquanto os portistas receberam 3 amarelos em apenas 13 faltas. Não espantam assim as notícias que dão a dupla Luisão-Jardel como a mais limpa do campeonato (com apenas 1 amarelo cada) e que o Benfica tenha jogado já por 9 vezes em superioridade numérica enquanto que o FC Porto apenas o fez em 4 ocasiões.

A pergunta que se impões aos analista e opinion-makers é: a sensação de que os adversários geralmente parecem oferecer menos resistência ao FC Porto do que aos rivais não estará directamente relacionada com o facto do FC Porto ter efectivamente a equipa mais forte?

6 de março de 2015

A última vez contra o Braga foi assim...

Hoje, às 20:30, o FC Porto vai a Braga para defrontar o Sporting local. Na primeira volta do campeonato os Dragões, a jogar em casa, venceram por 2-1 e, mais recentemente, em jogo a contar para a fase de grupos da Taça da Liga, 1-1 foi o resultado final. É precisamente nesta partida que nos iremos concentrar.

O jogo ficou irremediavelmente marcado pela arbitragem de Cosme Machado. O árbitro da AF Braga expulsou Reyes com duplo amarelo num espaço de 6 minutos, curiosamente nas duas únicas faltas do mexicano na partida. Pouco tempo depois perdoa o segundo cartão amarelo a Sasso numa falta semelhante à que ditou a expulsão a Reyes e, no espaço de minutos, mostra vermelho directo a Evandro, forçando assim o FC Porto a jogar com apenas oito jogadores de campo toda a segunda parte. A segunda parte começa com Cosme Machado no mesmo ritmo e entre faltas de Tiago Gomes, que lhe podiam e deviam ter valido a expilsão, lá arranjou tempo para inventar o penálti que deu o 1-1 ao Braga.

Quem não estava para brincadeiras era Helton. O capitão do FC Porto cumpria o segundo jogo após longa paragem por lesão contraída na época passada e teve uma noite onde defendeu tudo, sendo o penálti a única excepção. O guarda-redes brasileiro acabou o jogo em lágrimas e visivelmente emocionado. Não era motivo para menos, acabara de salvar o primeiro lugar no grupo após ter recuperado de uma lesão que lhe colocou a carreira em risco. Para já, essa noite valeu-lhe o estatuto de suplente de Fabiano que até aí pertenceu a Andrés.

Gonçalo Paciência tem ainda mais um motivo para se recordar desta noite além dos já enumerados: foi o jogo onde se estreou como titular na equipa principal do FC Porto. Começou como avançado e até foi ele que sofreu a falta que deu origem à grande penalidade com que Evandro abriu o marcador. Mas a expulsão de Reyes obrigou-o a funcionar como terceiro elemento do meio-campo, tendo mesmo ficado com a responsabilidade de ajudar José Ángel a fechar o flanco esquerdo após a expulsão de Evandro naquilo que foi o 4-4-0 que o FC Porto foi obrigado a jogar. Foi substituído ao minuto 60 quando estava visivelmente esgotado, mas já depois de ter feito mais do que o suficiente para conquistar a confiança de Lopetegui.

Hoje espera-se um jogo completamente diferente, até pelas diferentes características do mesmo. Se em Janeiro Lopetegui optou por utilizar as segundas linhas, esta noite espera-se um FC Porto na máxima força dentro dos possíveis e a convocatória espelha isso mesmo. O que não espero é que a arbitragem do jogo da Taça da Liga tenha sido um ensaio final para atrasar já nesta jornada ainda mais o FC Porto na luta pelo primeiro lugar.

22 de janeiro de 2015

Na puta da raça!

O que se passou em Braga foi só mais um exemplo do que tem sido esta época e só veio dar razão a quem desvaloriza a Taça da Liga. Felizmente os nove Dragões a quem Cosme Machado permitiu que estivessem em campo durante a segunda parte conseguiram aguentar os 12 do Braga e trazer um ponto para a Invicta, ficando assim o FC Porto a depender apenas de uma vitória frente a Académica para seguir em frente na prova. Talvez para esse jogo a Liga se veja obrigada a mandar um peso pesado, quem sabe se entre Bruno Paixão, Manuel Mota ou João Capela não estará o escolhido para a missão?

Sasso e Tiago Gomes tiveram um privilégio que até agora era exclusivo de jogadores como Maxi Pereira, Luisão, Talisca ou Samaris e viram Cosme Machado perdoar-lhes o segundo cartão amarelo em faltas semelhantes o piores aquelas que valeram a Reyes os dois cartões que lhe valeram a expulsão. O Evandro foi anjinho e fez o que ninguém deve fazer quando um árbitro traz uma encomenda: deu-lhe oportunidade de brilhar e foi expulso por vermelho directo. Apesar de tudo Cosme Machado ainda se viu forçado a marcar um penálti para animar os da casa e ficou-se pelo amarelo a Indi. Não que a falta fosse merecedora de cartão vermelho, mas com o lanço que o árbitro da AF Braga (!) trazia cheguei a temê-lo. Talvez por ter achado que o segundo golo do Braga seria uma questão de tempo não o fez. Enganou-se.

Sérgio Conceição não viu as expulsões dos jogadores do FC Porto porque estava longe, mas conseguiu perceber nitidamente que não houve qualquer falta no lance do penálti que deu o 0-1. Depois elogiou Helton dizendo que se não fosse por ele tinha sido um resultado histórico, acrescentando que por vezes é mais difícil jogar contra equipas em inferioridade numérica. E preciso ter uma lata descomunal para dizer esta merda. Eu também podia dizer agora que se não fosse o Kritsyuk a negar o golo a Tello o Sérgio Conceição tinha passado aqui a maior vergonha da vida dele. Se é que a tem, claro. Porque eu estaria tudo menos orgulhoso de uma equipa que a jogar em casa não consegue virar um jogo em 45 minutos quando o adversário está com menos dois jogadores. Sérgio, calado és um poeta. Volta para o blackout.

Os jogadores do FC Porto que conseguiram acabar o jogo estiveram irrepreensíveis, em especial Helton que parece apostado em calar quem já lhe tinha diagnosticado o final da carreira. O mesmo para os portistas na bancada que foram o 10º (!) que a equipa tanto precisava.

Este tem de ser o momento em que todos os portistas, desde os adeptos aos dirigentes, se unem em volta da equipa para o que falta desta temporada. Em especial os dirigentes, porque comer e calar nunca foi nem pode ser a politica do FC Porto. De agora em diante, quem não for contra esta merda é a favor.

18 de outubro de 2014

Isto tem de acabar!








Estão aqui sete dos oito golos sofridos pelo FC Porto em jogos oficiais na presente época. Todos eles era facilmente evitáveis, bastava para isso que os jogadores não tivessem decidido complicar o que se resolvia com um pontapé para a frente. Sou um defensor de que uma boa equipa deve saber sair com a bola controlada, mas há limites para tudo. Estas parvoíces já custaram 4 pontos no campeonato, 2 pontos na Liga dos Campeões e uma eliminação precoce na Taça de Portugal. Basta.

6 de outubro de 2014

Critérios e Unanimidades

Na capa da edição de hoje do jornal O Jogo salta à vista de todos o texto "Tribunal unânime: penálti por marcar a favor dos bracarenses". Ao ver isto fiquei logo duas perguntas na cabeça. Desde logo, como pode ser possível considerar um lance em que não existe qualquer infracção como sendo faltoso e logo por unanimidade? Quem terá sido o árbitro que não considerou como sendo falta o abraço que o Maxi deu em André Claro e que critério estaria a invocar para justificar essa opinião?

A resposta à primeira pergunta ficará para sempre sem resposta. É para mim impossível perceber como um lance inofensivo em que um jogador aproveita um toque mínimo  (e reforço aqui o mínimo) para se atirar e tentar cavar uma falta pode ser considerado penálti. Pedro Proença não se deixou enganar, mas o mesmo já não se pode dizer de Jorge Coroado, Pedro Henriques e José Leirós. Dois deles - talvez influenciados pelos comentários de Luís Freitas Lobo - acham ainda que o pequeno toque que Rúben Micael deu em Alex Sandro seria motivo para assinalar falta e o respectivo penálti. Quem impediu a unanimidade neste lance foi Pedro Henriques que, talvez não querendo recorrer à questão da intensidade tão apreciada entre os comentadores desportivos, nega a existência de qualquer contacto, apesar deste ser evidente. Se era suficiente ou não para justificar a queda é outra história, mas pelo menos não tentem fazer das pessoas cegas...

Em relação à segunda pergunta, a resposta é José Leirós e a justificação não podia ser mais elucidativa: não é falta porque não é falta e o árbitro fez bem em mandar seguir. Ponto final. Assim, de uma forma tão simples, se tenta branquear uma falta evidente se calhar até seria merecedora de cartão vermelho por impedir uma situação de golo iminente.

Para perceber um pouco melhor este problema, aconselho também a leitura dos seguintes posts de outros blogs portistas:
- http://www.reflexaoportista.pt/2014/10/os-penalties-de-pedro-henriques.html
- http://tomoii.blogspot.pt/2014/10/eu-tambem-choro-e-podia-chorar-mais-um.html
- http://www.pobodonorte.com/2014/10/sergio-conceicao.html
- http://dragaoatento.blogspot.pt/2014/10/a-analise-do-tribunal-de-ojogo-e.html
- http://portistasdebancada.blogspot.pt/2014/10/hugo-miguel-nao-viu-o-jn-tambem-nao-e-o.html

O jornal O Jogo está neste momento refém da opinião de três indivíduos que vão mudando os próprios critérios semana após semana conforme a equipa a quem avaliam os lances, ou então só porque sim. É uma questão de critério.

8 de dezembro de 2013

Uma imagem vale mais que mil palavras - 07/12/2013

Negar as evidências


A vitória no jogo desta jornada parecia impossível ao fim de 45 minutos. Com apenas um remate à baliza do Braga, o FC Porto voltou a estar longe daquilo que pode fazer e foi completamente dominado por uma equipa que, mesmo tendo qualidade, é claramente inferior aos tricampeões. No entanto - e para espanto de todos -, ao intervalo, mais que trocar Lucho por Carlos Eduardo, o treinador deixou o 4-2-3-1 de lado e mandou a equipa em 4-3-3 para a segunda parte. Embora o negue, Paulo Fonseca fez Defour jogar como único médio-defensivo e Herrera jogou em terrenos mais adiantados, lado a lado com Carlos Eduardo. Curiosamente, todos os jogadores do FC Porto subiram de rendimento e o Braga foi completamente subjugado. Quatro meses e 45 minutos depois, o técnico azul-e-branco decidiu apostar no sistema que os jogadores tão bem sabem interpretar.

Comparar a primeira parte para a segunda é como comparar a água para o vinho. Este jogo serve de lição e espero que o Paulo Fonseca perceba que no FC Porto não tem de se adaptar à forma do adversário jogar, mas sim que tem de jogar de forma a que sejam os adversários a terem de se preocupar com a forma como o FC Porto joga. Aqui não se dá a iniciativa ao oponente como aconteceu na primeira parte, aqui assume-se o jogo e domina-se o adversário como aconteceu na segunda. Sem duplos-pivots, sem um 10 que mais parece outro ponta-de-lança, sem disparates na defesa, , sem faltinha atrás de faltinha, com inteligência, com agressividade, com movimentações e trocas constantes. No fundo, com qualidade.

O 4-3-3 esteve lá e ganhou sem espinhas. O treinador recusa assumir abertamente que foi isso que aconteceu. Tudo bem, mas na quarta-feira em Madrid, mesmo negando-o, seria um sinal de inteligência apresentar a equipa tendo Fernando como único médio mais recuado. Voltar ao 4-2-3-1 seria mais que teimosia ou burrice juntos, seria suicídio e uma prova de incompetência.

PS: Parece que o mau momento do Jackson continua - mais dois golos.

26 de abril de 2012

Afinal faltam-nos três vitórias

Desde dia 6 de Março de 2012 que venho a fazer uma espécie de contabilidade dos pontos que faltam para que o FC Porto volte a ser campeão. Esta semana fiquei a saber que muito provavelmente terei de fazer estas contas novamente. Isto porque os jogadores da União de Leiria não recebem os seus salários à cerca de quatro meses e ameaçam faltar aos jogos que faltam realizar caso a situação não seja regularizada.

Se o clube de Leiria comunicar à Liga a sua desistência todos os seus jogos serão anulados, o que fará com que o FC Porto fique sem seis pontos enquanto o Benfica ficaria apenas sem três porque ainda só jogou por uma vez com a União de Leiria.

Embora o FC Porto fique com três jogos para disputar e o Benfica apenas com dois, a situação não deixa de ser prejudicial para o líder do campeonato pois perde a vantagem de quatro pontos para o segundo classificado para apenas um. Claro que há a hipótese de recuperar a vantagem, mas passamos de uma situação de vantagem de quatro pontos para uma situação de possível vantagem de quatro pontos.

Mesmo a luta entre Benfica e Sp.Braga ficaria viciada pois a equipa do Minho perdeu um dos jogo com a União de Leiria e assim sendo mantinha a diferença de três pontos para o Benfica mas ficaria com a vantagem de poder igualar os encarnados na tabela na jornada em que o Benfica iria defrontar a equipa leiriense.

Esqueça as contas que fiz aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Neste momento o melhor é vencer os últimos três jogos e no fim fazer as contas para aí sim, festejar caso haja motivo para tal.

30 de março de 2012

Obrigatório vencer

O FC Porto tem obrigatoriamente de vencer este jogo frente ao Olhanense para continuar a depender apenas de si para revalidar o título de campeão de Portugal. Imediatamente após o final do FC Porto-Olhanense, começa no Estádio da Luz o Benfica-Sp.Braga. Este facto dá ainda mais importância à vitória neste jogo, pois já é certo que pelo menos um dos adversários directos perderá pontos.

Partindo do princípio que o FC Porto vence o seu jogo, os seguintes cenários são possíveis:
  • Sp.Braga e Benfica empatam: o FC Porto assume o primeiro com um ponto de vantagem sobre o Sp.Braga e três sobre o Benfica. Com esta combinação de resultados o empate em Braga na próxima jornada é suficiente para o FC Porto manter a primeira posição, mesmo que o Benfica vença o Sporting em Alvalade.
  • Sp.Braga vence o Benfica: o Sp.Braga mantém-se como líder da classificação com um ponto de vantagem sobre o FC Porto e cinco sobre o Benfica. Com esta combinação de resultados o FC Porto terá de vencer em Braga para voltar a liderar a classificação.
  • Benfica vence o Sp.Braga: o FC Porto passa a liderar o campeonato com um ponto de vantagem sobre o Benfica e dois sobre o Sp.Braga. Se isto acontecer, o FC Porto terá de vencer em Braga para continuar líder independentemente do resultado do Sporting-Benfica.
Olhando a estes cenários, parece-me evidente que o melhor resultado para o Benfica-Sp.Braga será mesmo o empate.

São muitas contas. Contas essas que eram completamente desnecessárias se a nossa equipa tivesse comprido o seu dever frente à Académica e ao Paços de Ferreira, para falar apenas nos deslizes mais recentes. Agora não temos outra solução a não ser vencer os nossos jogos todos, caso contrário o título poderá torna-se numa miragem.

1 de março de 2012

Clássico a cheirar a campeão

Depois de na época 2009/2010 o Benfica ter perdido a oportunidade de se sagrar campeão no Estádio do Dragão, cerca de um ano depois, por capricho do destino, o FC Porto sagrou-se campeão da época 2010/2011 no Estádio da Luz. Ora, uma vez mais por capricho do destino, FC Porto e Benfica defrontam-se novamente esta jornada com muita coisa em jogo.

Embora ainda falte muito para o fim do campeonato, o vencedor deste clássico será o grande favorito e o mais que provável campeão 2011/2012. A equipa que sair derrotada ficará com o Sp. Braga à perna, partindo do principio que estes vencem o seu jogo. Em caso de empate perspectiva-se uma luta a três pelo primeiro lugar até ao cair do pano.

Este cenário parecia impossível há duas jornadas atrás, mas a derrota do Benfica em Guimarães e o empate em Coimbra permitiram a FC Porto e Sp. Braga recuperarem cinco preciosos pontos para o até então líder.

Como portista espero que o FC Porto mostre toda a sua garra e consiga trazer os três pontos, e muito provavelmente o título, para a Invicta.

21 de maio de 2011

Quando, Jorge Coroado?



No dia após a final da Liga Europa, Jorge Coroado, na sua habitual análise sobre os lances mais polémicos que faz para o jornal O Jogo, afirmou que Falcao estava em posição irregular no momento do passe de Guarín.

Ao analisar as imagens acima, que descobri pelo Porta 19, depressa concluí que a análise deste alegado especialista estava, mais uma vez, errada.

Na primeira imagem, fracções de segundo antes do cruzamento, Falcao encontra-se claramente atrás de Paulão que tem um pé dentro da grande área enquanto o colombiano se encontra completamente fora da mesma.

Na segunda imagem, fracções de segundo após o cruzamento, ambos se encontram na mesma posição que ocupavam na primeira imagem. A única diferença é que Falcao tem o corpo inclinado para a frente, ao nível da linha de grande área, mas continua a ser colocado em jogo pelo pé de Paulão que se encontra claramente para lá dessa linha.

Por isso pergunto: Fora-de-jogo onde, senhor Coroado?

10 de maio de 2011

Cuidado, muito cuidado!

«Estamos num momento de grande confiança (...) Queremos chegar lá e lutar pela vitória» Hugo Viana

«É o jogo das nossas vidas. Para mim, é a primeira final europeia e espero contar mais tarde aos meus netos sobre o dia em que venci a Liga Europa. Temos de sonhar com a vitória» Mossoró

«Há 50 por cento de hipóteses para cada lado. Em finais, não há favoritos» Albert Rodriguez

«O Hélton está a treinar para levantar a taça? Então eu também! As possibilidades são iguais. Este é um momento especial da minha carreira, é um sonho realizado, mas ainda temos a final para disputar» Vandinho

«A história já está feita, mas queremos algo maior (...) Vamos a Dublin com grande humildade e vontade de vencer. Temos de ser iguais a nós mesmos.» Custódio

«É o sonho de todos os jogadores. Não é especial por defrontar o F.C. Porto, mas sim por ser uma final. É um motivo de orgulho. (...) [Esta época] Perdemos os dois jogos contra eles, é um facto, mas tivemos sempre bons desempenhos.» Alan

«Chegar aqui já é um grande mérito do Sp. Braga, e um motivo de orgulho para mim (...) É um momento de orgulho, que vai ficar na memória dos bracarenses» Miguel Garcia

«Se ganhar , vou festejar com a minha família. Vai ser a minha primeira final europeia, já estou há onze anos em Portugal (...) Este é um sinal do crescimento do sp. Braga e fico feliz por contribuir para isso. (...) O F.C. Porto é perigoso e tem um ataque muito forte, não podemos cometer erros. É o adversário mais difícil que encontramos até agora» Paulo César

«Não imaginava estar aqui, mas acho que foi algo que foi acontecendo aos poucos, fomos passando pelos adversários e chegamos à final com mérito. Já imaginei como será a final, será um dia que irá marcar a carreira de todos. A nossa equipa é muito compacta, quando perde a bola, todos pressionam logo para recuperar» Artur Moraes

«Já marquei ao Porto, tenho boas recordações mas o mais importante é o Braga ganhar, seja com golos do Lima ou não. (...) Só o facto de estar na final já é motivo de muita motivação, ainda mais frente a uma grande equipa como o F.C. Porto. Todos estamos motivados.» Lima

«[O FC Porto] A meu ver, é o adversário mais complicado. Pessoalmente, gosto muito da equipa do F.C. Porto, tem jogadores que estão inspirados será certamente um jogo bonito de se ver. (...) [Sobre as duas derrotas para o campeonato]  Agora é só um jogo, uma final, será diferente.» Sílvio

«Queremos dar uma alegria a quem torce por nós. Já provámos no passado que podemos ganhar, independentemente de qual seja a equipa. (...) Eu quero ganhar porque é o jogo da vida de muita gente, incluída a minha. Quero ganhar, seja ao F.C. Porto ou a qualquer outra equipa, mas até por ser contra o F.C Porto, para provar que sou profissional e procuro o sucesso, independentemente do adversário. (...) Quero trazer a taça para a sala de troféus do clube, por este presidente e por estes adeptos» Domingos Paciência

Todas estas declarações foram feitas à imprensa durante o dia de hoje. É óbvio que o SC Braga não vai para Dublin com a intenção de ser o bombo da festa, vai sim com a intenção de vencer. Que ninguém duvide nem por um segundo que eles vão deixar a pele em campo para lutar por esta taça.

Espero que os nossos jogadores, equipa técnica e também todos os adeptos, percebam que no dia 18 de Maio vai ser preciso dar tudo para vencer o jogo. O Braga é um osso muito duro de roer, basta lembrar o jogo no Dragão desta época para o provar. A equipa tem de entrar consciente disso mesmo e não cair no erro em que, só nesta temporada, já caíram Celtic de Glasgow, Sevilla, Lech, Liverpool, Dynamo Kyiv e Benfica.

Os jogadores do Braga e o seu treinador acreditam na vitória, e não é só da boca para fora. Por isso faço o mesmo apelo à nossa equipa que fiz no início da época: Joguem com a alma e a coragem do Dragão! Só assim venceremos.

6 de maio de 2011

Guerreiros da Invicta vs Gverreiros do Minho


18-05-2011
FC Porto - SC Braga

Depois de uma caminhada impressionante estamos a um passo do sonho. Força Porto, vence por nós!

12 de maio de 2010

O Rolo Compressor

Nota prévia: Este post contém revelações que podem ser consideradas chocantes.

Foi sem grande admiração que, ao longo desta época, vi a imprensa em geral eufórica em volta do Benfica. É normal que assim seja quando o auto-intitulado maior clube do mundo tem a hipótese de vencer alguma coisa. Só não é normal que se use todo o tipo de artimanhas para para promover uma equipa. Desde "Máquina trituradora", passando pelo "Colosso que despertou", até ao famoso "Rolo compressor". Estes e outros nomes foram sendo atribuídos ao longo da época a uma equipa que, tirando os 8-1 ao Vitória de Setúbal, apenas fazia uma campanha normal de um candidato ao título.

Essa equipa avassaladora apenas conseguiu confirmar o título de campeão na última jornada da liga. Essa mesma equipa, segundo os estatísticos, é o melhor campeão dos últimos 15 anos. Mas o que os homens da estatística nos escondem (ou pelo menos tentam) é o seguinte:

- O Benfica acabou o campeonato com 78 golos marcados e 20 sofridos.
- O FC Porto, 3º classificado, acabou com 70 golos marcados e 26 sofridos.
- O Benfica acabou, ou muitas das vezes quase começou, 13 das 30 jornadas a jogar contra 10 ou contra 9.
- O FC Porto viu-se privado de utilizar Hulk, um dos seus melhores jogadores, senão o melhor, injustamente durante 17 jogos.
- O Benfica e o SC Braga foram favorecidos pela arbitragem em alguns momentos cruciais.
- O FC Porto foi prejudicado pela arbitragem em momentos também cruciais.
- O Benfica acabou o campeonato sem ter vantagem no confronto directo contra o 2.º e 3.º classificados.

Concluindo, este Benfica tem realmente uma boa equipa e um bom treinador, mas não é esse bicho papão que nos querem enfiar pela goela abaixo. Acabou por vencer o campeonato em condições excepcionais, mas na próxima época tudo voltará à normalidade e o FC Porto será campeão com menor ou maior dificuldade.

O Benfica que se prepare para uma forte retaliação do FC Porto para recuperar o estatuto de campeão. Recomendo aos encarnados que desta vez tenham mais cuidado porque os elementos da equipa portista não se vão deixar apanhar em emboscadas ou em qualquer tipo de armadilhas. E ficou provado no Dragão que não é pelo simples facto de nos obrigarem a jogar uma parte em inferioridade numérica que nos conseguem vencer. Para o ano tentem usar outro esquema qualquer ou expulsar dois jogadores em vez de um só.

E agora finalizo ao estilo da Betclic: FC Porto campeão 2010/2011. Vai uma aposta?

22 de fevereiro de 2010

Lei da Acção-Reacção

Finalmente! Foram finalmente decididos os castigos resultantes da Emboscada da Luz.
Para Sapunaru, que entretanto foi emprestado e já não está no plantel do FC Porto, calhou um castigo de 6 meses; Para Hulk arranjaram um pequeno castigo de 4 meses. Coisa pouca, afinal o que são 23 jogos? O que importa uma equipa passar 23 jogos sem poder contar com a ajuda de um dos seus melhores jogadores?
Para o Benfica sobrou uma multa de 1400 euros por comportamento incorrecto dos Stweards. Um castigo durissimo!
Como foi referido no post A emboscada da Luz, um trabalho bem feito entre o CD da Liga e a(s) entidade(s) a que eles servem. De referir apenas que toda esta manobra já tinha sido tentada, sem sucesso, na época anterior e nesse mesmo local.

A SAD do FC Porto reagiu em comunicado e anunciou que ia recorrer para o CJ da FPF.

O plantel e staff do FC Porto sentem-se injustiçados e reagiram em conferência de imprensa, fica aqui a mensagem:



Para já ficou a 1ª reacção: vitória por 5-1 frente ao Sporting de Braga, líder e defesa menos batida do campeonato até então.
Contem com o FC Porto para o que resta do campeonato.