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9 de abril de 2015

O casamento perfeito

A eliminação do FC Porto na Taça da Liga teve o condão de revelar duas coisas: a incompetência da LPFP e o romance vivido há vários anos entre Benfica e Marítimo. Qualquer um dos casos não será novidade para ninguém, mas não deixa de ser curioso que não se desperdice uma oportunidade para o comprovar.

Como é sabido por todos, a Taça da Liga tinha a final marcada para o fim-de-semana onde o FC Porto vai à Luz para defrontar o Benfica em jogo do campeonato. Como já disse aqui, os portistas acabariam por beneficiar com esse afastamento da prova, uma vez que ganhavam vários dias de descanso após o jogos da segunda mão da Liga dos Campeões. Claro que isso não podia ser e toca lá a adiar, de forma inédita, a final para depois de terminado o campeonato. Não sei que "caso fortuito ou de força maior" (é nestes moldes que no regulamento se fala na possibilidade de adiar um jogo na Taça da Liga) foi invocado pelos clubes para pedir a alteração da data, mas o que é certo é que foi prontamente aceite pela LPFP e, em menos de 24 horas após ser conhecido o segundo finalista, era anunciada a alteração do dia da final. Recordo que o dia 25 de Abril estava escolhido desde o inicio e, diga-se o que se disser, toda a gente sabia que nesse fim-se-semana havia o Benfica-FC Porto. Não é difícil de concluir que o motivo de força maior neste caso seria mesmo dar três dias de descanso ao FC Porto e tirar outros tantos ao Benfica.

A posição do Marítimo no meio disto tudo então é mesmo a mais ridícula de todas - porque os encarnados limitam-se a defender os respectivos interesses -, mas vinda de um clube cujo presidente já afirmou no passado que não tinha qualquer intenção de prejudicar o Benfica na luta pelo primeiro lugar nem surpreende. O que é certo é que os madeirenses perderam a oportunidade de defrontar um adversário com a cabeça no jogo do titulo, que teriam daí a uns dias, a troco de nada. De nada digo eu, mas o futuro tratará de comprovar que estou redondamente enganado.

2 de abril de 2015

Não foi só a Taça da Liga que o FC Porto perdeu na Madeira

A derrota por 2-1 frente ao Marítimo não foi o único acontecimento negativo de hoje. Aliás, fazendo fé na mensagem que o clube faz questão de passar aos adeptos, esta competição é indiferente ao FC Porto, tornando esta eliminação tão grave como uma derrota num qualquer jogo amigável.

Assim sendo, há coisas que deviam ser justificadas e clarificadas por parte do treinador e dos responsáveis e azuis-e-brancos. Se a Taça da Liga não é prioritária, porque motivo alinharam tantos habituais titulares? Se era para passear, porque razão não jogaram os menos utilizados? Que justificação existe para ter rodado a equipa completamente em Braga e apenas parcialmente na Madeira? Será o Marítimo assim tão mais forte que o Sp.Braga? O que aconteceu ao FC Porto no pós-Basileia? A equipa só pensa agora na Liga dos Campeões?

Este jogo, assim como esta competição, devia ter servido para utilizar os mais jovens e os menos utilizados. "A Taça da Liga será na próxima época uma competição de enquadramento de formação e experimentação, associando a formação ao futebol profissional. Para o ano não será objectivo a nível de conquista", disse André Villas-Boas em 2011 antes de sair do clube. E é assim, de forma planeada e organizada, que o FC Porto deve agir. Andar a alterar os planos todas as épocas, ao sabor do vento ou da vontade de quem calhar, às vezes já com a temporada a meio, não tem sido definitivamente a melhor solução.

Prestes a iniciar um ciclo de exigência máxima, esta derrota, além de ter oferecido de mão beijada mais um troféu ao Benfica, serviu ainda para desmotivar o plantel e começar já o desgaste de jogadores importantes. Maicon, Marcano, Casemiro, Óliver e Aboubakar foram à Madeira "perder" 90 minutos. Não tão grave foi a utilização de Tello e Brahimi, que se ficaram pelos 33 e 24 minutos respectivamente.

Continuam os problemas nas bolas paradas defensivas e, uma vez mais, ficaram expostas a debilidades da marcação homem-a-homem. Lopetegui tem de repensar estas situações o quanto antes.

Para terminar, fica um aviso. Com a Taça da Liga marcada para dia 25 de Abril desde o início da competição, data que a LPFP sabia coincidir com a da 30.ª jornada do campeonato, o FC Porto ficou agora com o fim-de-semana livre após a eliminatória com o Bayern de Munique. Até agora ninguém ouviu falar da possibilidade de adiar a final e que, caso os Dragões tivessem eliminado o Marítimo, haveria um Benfica-FC Porto a 25 de Abril a contar para a Taça da Liga, seguido de novo Benfica-FC Porto para o campeonato no dia 29 do mesmo mês. Agora que o FC Porto tem a clara possibilidade de tirar proveito desta situação, uma vez que ganha vários dias de descanso antes do clássico que pode decidir o campeonato, não demorará muito até que se comece a falar no possível adiamento da final da Taça da Liga. Aguardem.

24 de março de 2015

A hora da verdade

Imediatamente após a paragem para os jogos da selecções, o FC porto entrará num ritmo de jogos alucinante até ao dia da deslocação à Luz. O que se exige a Lopetegui e à equipa é que chegue ao dia do clássico em condições de, pelo menos, igualar o Benfica no número de pontos. Como existe a eliminatória da Liga dos Campeões pelo meio, o treinador do FC Porto terá de recorrer inevitavelmente à rotatividade de modo a que a falta de força dos jogadores, que foi evidente no empate com o Nacional, se volte a repetir.

O sinal dado pela equipa na segunda parte do jogo na Choupana foi claro: não é possível manter o ritmo que vinham implementando até ao final. Por isso, agora mais que nunca, é importante que Lopetegui defina prioridades e, já agora, que reflicta sobre a possibilidade de gerir os cartões amarelos a Danilo, Casemiro e Alex Sandro para que não haja o risco de falharem os jogos do campeonato de dificuldade mais elevada.

A aventura do mês de Abril começa logo no dia 2 com a visita à Madeira para defrontar o Marítimo. Sendo o jogo a contar para a Taça da Liga e tendo em conta a proximidade (dia 6) da recepção ao Estoril, impõe-se a utilização de uma equipa composta por jogadores de segunda linha. Jogadores como Ricardo, Indi, José Ángel, Rúben Neves, Evandro, Hernâni e Gonçalo Paciência - de qualidade inegável mas com menos oportunidades para a mostrar-, têm de ser titulares e, ao mesmo tempo, ter a capacidade de garantir a passagem à final, permitindo assim um FC Porto mais fresco na recepção ao Estoril.

Na semana seguinte existe a visita a Vila do Conde, actualmente marcada para domingo dia 12 mas que deverá ser antecipada no máximo para dia 11 - o jogo que o Rio Ave tem a meio da semana anterior dificilmente permitirá que joguem com o FC Porto no dia 10 -, e neste jogo, assim como nos dois com o Bayern de Munique, não pode haver grandes truques. É jogar na máxima força possível em todos eles e esperar que os jogadores aguentem a carga física e psicológica.

Entre os jogos da Champions existe a recepção à Académica, sendo este o jogo que poderá ser o mais importante. Aqui Lopetegui terá de ter coragem para apresentar uma equipa muito idêntica à idealizada para defrontar o Marítimo no jogo da Taça da Liga. Jogando em casa e no meio de tantos adversários de valor superior, jogar com uma equipa alternativa não pode ser encarado como um sinal de desrespeito pelo adversário mas sim como de necessidade absoluta. Além disso, seria a oportunidade ideal para Casemiro, Alex Sandro, Danilo e outro(s) que eventualmente entretanto ficasse(m) à bica "limparem" os cartões amarelos.

O objectivo é chegar com as capacidades ao máximo para o embate - ou duplo embate caso se confirme a passagem à final da Taça da Liga - com o Benfica que tem até lá apenas três jogos, precisamente metade dos que o FC Porto terá.

20 de março de 2015

Bayern München


Difícil. Duro. Exigente. Complicado. Motivador. Todos estes adjectivos podem caracterizar o adversário do FC Porto nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, bem como toda a prova. O sorteio ditou que seria o Bayern de Munique a próxima equipa no caminho dos Dragões na prova milionária e não há outra maneira de olhar para a eliminatória a não ser com coragem e ambição. O FC Porto não é de virar a cara à luta e, apesar do enorme favoritismo dos alemães, tem a legitima ambição de seguir para as meias-finais.

Tanto como a enorme valia do adversário, importa também o enquadramento em que os jogos serão disputados. O jogo com o Rio Ave, que antecede a primeira mão da eliminatória, na melhor das hipóteses será disputado no dia 11 de Abril, uma vez que os vilacondenses têm jogo com o Braga no dia 7, impossibilitando assim que receba o FC Porto na sexta-feira dia 10. Depois, entre os jogos com o Bayern, existe a recepção à Académica que o FC Porto tem de antecipar para dia 18 para ganhar mais um dia de descanso para a segunda mão. Após concluída a eliminatória existem duas possibilidades para os Dragões: defrontar o Benfica a 25 de Abril na final da Taça da Liga caso eliminem o Marítimo (jogo na Madeira a 2 de Abril) ou então não defrontar ninguém porque o Benfica jogará de qualquer maneira a final nesse dia, adiando assim o Benfica-FC Porto do campeonato. Ninguém sabe explicar porquê, mas segundo o regulamento a Taça da Liga tem prioridade sobre o campeonato.

Um ciclo alucinante que pode terminar com um duplo embate com o Benfica logo na ressaca dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Se há altura em que a rotatividade imposta por Lopetegui no inicio do campeonato tem de dar frutos, essa altura é a partir da paragem para os jogos das selecções.

6 de março de 2015

A última vez contra o Braga foi assim...

Hoje, às 20:30, o FC Porto vai a Braga para defrontar o Sporting local. Na primeira volta do campeonato os Dragões, a jogar em casa, venceram por 2-1 e, mais recentemente, em jogo a contar para a fase de grupos da Taça da Liga, 1-1 foi o resultado final. É precisamente nesta partida que nos iremos concentrar.

O jogo ficou irremediavelmente marcado pela arbitragem de Cosme Machado. O árbitro da AF Braga expulsou Reyes com duplo amarelo num espaço de 6 minutos, curiosamente nas duas únicas faltas do mexicano na partida. Pouco tempo depois perdoa o segundo cartão amarelo a Sasso numa falta semelhante à que ditou a expulsão a Reyes e, no espaço de minutos, mostra vermelho directo a Evandro, forçando assim o FC Porto a jogar com apenas oito jogadores de campo toda a segunda parte. A segunda parte começa com Cosme Machado no mesmo ritmo e entre faltas de Tiago Gomes, que lhe podiam e deviam ter valido a expilsão, lá arranjou tempo para inventar o penálti que deu o 1-1 ao Braga.

Quem não estava para brincadeiras era Helton. O capitão do FC Porto cumpria o segundo jogo após longa paragem por lesão contraída na época passada e teve uma noite onde defendeu tudo, sendo o penálti a única excepção. O guarda-redes brasileiro acabou o jogo em lágrimas e visivelmente emocionado. Não era motivo para menos, acabara de salvar o primeiro lugar no grupo após ter recuperado de uma lesão que lhe colocou a carreira em risco. Para já, essa noite valeu-lhe o estatuto de suplente de Fabiano que até aí pertenceu a Andrés.

Gonçalo Paciência tem ainda mais um motivo para se recordar desta noite além dos já enumerados: foi o jogo onde se estreou como titular na equipa principal do FC Porto. Começou como avançado e até foi ele que sofreu a falta que deu origem à grande penalidade com que Evandro abriu o marcador. Mas a expulsão de Reyes obrigou-o a funcionar como terceiro elemento do meio-campo, tendo mesmo ficado com a responsabilidade de ajudar José Ángel a fechar o flanco esquerdo após a expulsão de Evandro naquilo que foi o 4-4-0 que o FC Porto foi obrigado a jogar. Foi substituído ao minuto 60 quando estava visivelmente esgotado, mas já depois de ter feito mais do que o suficiente para conquistar a confiança de Lopetegui.

Hoje espera-se um jogo completamente diferente, até pelas diferentes características do mesmo. Se em Janeiro Lopetegui optou por utilizar as segundas linhas, esta noite espera-se um FC Porto na máxima força dentro dos possíveis e a convocatória espelha isso mesmo. O que não espero é que a arbitragem do jogo da Taça da Liga tenha sido um ensaio final para atrasar já nesta jornada ainda mais o FC Porto na luta pelo primeiro lugar.

22 de janeiro de 2015

Na puta da raça!

O que se passou em Braga foi só mais um exemplo do que tem sido esta época e só veio dar razão a quem desvaloriza a Taça da Liga. Felizmente os nove Dragões a quem Cosme Machado permitiu que estivessem em campo durante a segunda parte conseguiram aguentar os 12 do Braga e trazer um ponto para a Invicta, ficando assim o FC Porto a depender apenas de uma vitória frente a Académica para seguir em frente na prova. Talvez para esse jogo a Liga se veja obrigada a mandar um peso pesado, quem sabe se entre Bruno Paixão, Manuel Mota ou João Capela não estará o escolhido para a missão?

Sasso e Tiago Gomes tiveram um privilégio que até agora era exclusivo de jogadores como Maxi Pereira, Luisão, Talisca ou Samaris e viram Cosme Machado perdoar-lhes o segundo cartão amarelo em faltas semelhantes o piores aquelas que valeram a Reyes os dois cartões que lhe valeram a expulsão. O Evandro foi anjinho e fez o que ninguém deve fazer quando um árbitro traz uma encomenda: deu-lhe oportunidade de brilhar e foi expulso por vermelho directo. Apesar de tudo Cosme Machado ainda se viu forçado a marcar um penálti para animar os da casa e ficou-se pelo amarelo a Indi. Não que a falta fosse merecedora de cartão vermelho, mas com o lanço que o árbitro da AF Braga (!) trazia cheguei a temê-lo. Talvez por ter achado que o segundo golo do Braga seria uma questão de tempo não o fez. Enganou-se.

Sérgio Conceição não viu as expulsões dos jogadores do FC Porto porque estava longe, mas conseguiu perceber nitidamente que não houve qualquer falta no lance do penálti que deu o 0-1. Depois elogiou Helton dizendo que se não fosse por ele tinha sido um resultado histórico, acrescentando que por vezes é mais difícil jogar contra equipas em inferioridade numérica. E preciso ter uma lata descomunal para dizer esta merda. Eu também podia dizer agora que se não fosse o Kritsyuk a negar o golo a Tello o Sérgio Conceição tinha passado aqui a maior vergonha da vida dele. Se é que a tem, claro. Porque eu estaria tudo menos orgulhoso de uma equipa que a jogar em casa não consegue virar um jogo em 45 minutos quando o adversário está com menos dois jogadores. Sérgio, calado és um poeta. Volta para o blackout.

Os jogadores do FC Porto que conseguiram acabar o jogo estiveram irrepreensíveis, em especial Helton que parece apostado em calar quem já lhe tinha diagnosticado o final da carreira. O mesmo para os portistas na bancada que foram o 10º (!) que a equipa tanto precisava.

Este tem de ser o momento em que todos os portistas, desde os adeptos aos dirigentes, se unem em volta da equipa para o que falta desta temporada. Em especial os dirigentes, porque comer e calar nunca foi nem pode ser a politica do FC Porto. De agora em diante, quem não for contra esta merda é a favor.

17 de fevereiro de 2014

As alegrias de uns são as tristezas de outros


Ontem, Mário Figueiredo não conseguiu esconder toda a felicidade que lhe enchia a alma. Na imagem acima podemos ver o rosto de satisfação do presidente da Liga de Clubes no momento em que o Benfica fazia o 0-2 em Paços de Ferreira.

Juntando a isto o episódio da Taça da Liga, onde os delegados ao jogo FC Porto-Marítimo foram aconselhados pelos seus superiores a alterarem os relatórios de forma a empurrar toda a responsabilidade para cima do FC Porto, fica fácil perceber os interesses que movem esta gente.

Numa altura em que o FC Porto se encontra fragilizado por dentro face às más escolhas para a presente temporada, começam os inimigos a sair do buraco para tentar dar a machadada final. Chegou a altura dos atletas mostrarem que os Dragões não são fáceis de matar. Como já referi há dias atrás, neste momento só confio neles.

Façam-nos o favor de tirar o sorriso daquelas caras.

28 de janeiro de 2014

O desespero de Bruno de Carvalho

Bruno de Carvalho teve o dom de conseguir unir os sportinguistas em volta de nada. Prometeu muito e agora que está a um passo de não cumprir (quase) nada ainda a época vai a meio já se nota o desespero.

Não é inédito em Portugal que uma equipa queira ocupar o lugar do FC Porto numa competição por via extra-futebol depois de a ter perdido em campo, só por isto já dá para ver por que livros o presidente do Sporting anda a estudar...

No final do jogo que opôs o Sporting ao Penafiel, Bruno de Carvalho apressou-se a vir chorar sobre as arbitragens porque, imagine-se, o FC Porto beneficiou de uma penálti indiscutível no último minuto. O que se esqueceu de mencionar foi que bem mais cedo nesse encontro outro ficou por assinalar por carga do defesa do Marítimo sobre Carlos Eduardo e que colocaria a equipa madeirense a jogar com 10 jogadores ainda o jogo estava 1-2. Outro pequeno detalhe que escapou ao presidente leonino foi a simulação clara de Dier que ofereceu o penálti com que Adrien fez o 1-3 em Penafiel. Detalhes...

A história dos dois minutos e meio é só triste. Independentemente do tempo de desconto e do atraso no inicio do jogo, naquela altura toda a gente sabia que o Sporting estava a vencer por 1-3 e que ao FC Porto só a vitória interessava para seguir em frente. A perder por 1-2 em casa, era lógico para toda a gente que os Dragões teriam de dar a volta ao jogo para poder seguir em frente. Mesmo que os jogos tivessem arrancado em simultâneo, o do Dragão teria sempre acabado bem depois do de Penafiel face ao tempo de compensação de ambos - e que ainda assim foi bem curto no Dragão tendo em conta o anti-jogo da equipa visitante - e devido ao tempo que se perdeu entre o momento em que a falta é cometida e o Josué faz o 3-2. O Sporting sabe-o, toda a gente o sabe.

A dor de Bruno de Carvalho é outra. O que lhe custa é ver os sportinguistas perceberem que o melhor Sporting da última década não chega para derrotar o pior FC Porto do mesmo período.

20 de novembro de 2013

Sorteio da Taça da Liga 2013/2014

Sporting, Marítimo e Penafiel. Foram estes os adversários que calharam em sorte ao FC Porto para a fase de grupos da Taça da Liga 2013/2014.


Todos nós sabemos que não é hábito do FC Porto apostar forte na Taça da Liga mas, no entanto, este ano, face ao sorteio, existe uma motivação extra: terminar prematuramente a época do Sporting. O clube presidido por Bruno de Carvalho tem vindo a colocar-se em bicos de pés - fora de campo, porque lá dentro não basta falar muito... -, por isso não haverá nada melhor do que ir a Alvalade comprometer-lhe a continuidade na Taça da Liga, que a par do campeonato - veremos até quando - são as únicas competições que os Leões podem vencer após não se terem apurado para as competições europeias e terem sido já eliminados da Taça de Portugal.

Com os jogos espaçados por sensivelmente uma semana entre eles (Olhanense no Dragão para o campeonato, Sporting em Alvalade para a Taça da Liga, eliminatória da Taça de Portugal a sortear na próxima sexta-feira e Benfica na Luz para o campeonato), não existe a necessidade de poupar jogadores durante este ciclo. Muito provavelmente até se aconselha o contrário para que os habituais titulares não percam o ritmo de jogo.

Existe ainda a aliciante de poder receber o Benfica nas meias-finais desta mesma Taça da Liga, uma vez que ficou estabelecido que o vencedor do Grupo B, onde se encontra o FC Porto, receberá o vencedor do Grupo D, onde estão inserido Benfica, Nacional, Gil Vicente e Leixões.

Num grupo de quatro equipas onde se disputa apenas um jogo entre cada uma delas e só o primeiro classificado se apura para a fase seguinte, qualquer mau resultado pode ditar o afastamento da competição. Assim sendo, FC Porto e Sporting terminam o ano de 2013 com a possibilidade de praticamente impedirem um rival de conquistar um troféu. Espero que Paulo Fonseca não conceda facilidades à equipa verde e branca.

Jogos do FC Porto (datas e horários ainda provisórios):

Sporting - FC Porto, 29 de Dezembro de 2013 às 16:00
FC Porto - Penafiel, 15 de Janeiro de 2014 às 16:00
FC Porto - Marítimo, 25 de Janeiro de 2014 às 16:00

15 de abril de 2013

Imparcialidade


«Depois de tirar a bola do alcance de Abdoulaye, Mossoró deixa-se cair na grande-área portista antes que haja qualquer contacto. Lance de difícil análise e que só após recorrer às imagens televisivas se pode concluir que foi mal ajuizado pelo árbitro. Por isso, deve ser dado o beneficio da dúvida a João Capela.»

Foi isto o que nenhum dos três ex-árbitros que escrevem no Tribunal d'O Jogo disse. Preferiram uma vez mais fazer de conta que houve mesmo falta, sendo que o Jorge Coroado ainda parece ficar ofendido com a pergunta - mas dos três é o único que ainda dá a entender que há ângulos onde se pode ver que não é o Abdoulaye que provoca a queda do Mossoró.


Numa final decidida com um penalti e, ainda mais importante, expulsão resultantes de uma simulação e uma má decisão do árbitro, a conclusão que os experts na matéria tiram é que a arbitragem não teve influência no resultado. É preciso ter tomates. Bravo.

29 de janeiro de 2013

O estranho caso das 72 horas

Depois de noticiado em primeira mão na passada sexta-feira pelo jornal A Bola uma suposta utilização irregular de três jogadores - Abdoulaye, Sebá e Fabiano - por parte do FC Porto no jogo frente ao Vitória de Setúbal a contar para a Taça da Liga, a notícia ganhou relevo em toda a comunicação social e a Federação Portuguesa de Futebol decidiu abrir um processo para investigar este caso.

Em causa está o Artigo 13.º do Anexo V do regulamento da Liga Portuguesa de Futebol que diz o seguinte:


O artigo é confuso por si só, mas dá para perceber que um jogador não pode jogar por uma equipa - seja ela a A ou a B - menos de 72 horas depois de ter representado o clube num outro jogo - tenha sido na equipa A ou na B, uma vez mais. Só que o caso começa a ficar mais complicado quando recuámos ao inicio do Anexo V:

  

Ou seja, o famoso artigo 13.º, que para alegria de muitos supostamente trama o FC Porto, diz respeito apenas e só ao regulamento que regula a participação das equipas B no campeonato da II Liga. Por isso mesmo decidi ver o que dizia o Regulamento da Taça da Liga, para verificar se seria nesse mesmo regulamento que se encontrava a proibição dos jogadores anteriormente referidos.


Nem uma palavra sobre o assunto, mas no entanto envia-nos para o tal artigo 48.º e seguintes do Regulamento das Competições. Será desta?


Nada. Nem uma palavra sobre as 72 horas. Nem no 48.º, nem no 49.º, nem em nenhum!

O que eu concluo é que, perante este regulamento, as equipas B não podem utilizar jogadores nos jogos da II Liga menos de 72 horas depois destes terem alinhado por outra equipa do clube, seja ela a principal, a B ou a de juniores. Qualquer outra interpretação ao que está escrito no regulamento é uma interpretação abusiva da lei.

Todos estes dados foram recolhidos por mim no site oficial da Liga Portuguesa de Futebol.

21 de março de 2012

Mentes brilhantes

Como escrevi no post anterior não vou dar demasiada importância a este lance (ver imagem ao lado), mas com isso não quero dizer que sou otário. Esta imagem (e outras semelhantes) pode ser encontrada por essa blogosfera fora em blogs afectos ao Benfica como uma prova que Hulk estava mesmo em fora-de-jogo.

Se tivermos em atenção o corte da relva facilmente reparamos que a linha desenhada por esta mente brilhante não é paralela com a linha do relvado. Ou o senhor que corta a relva é muito incompetente ou o bandeirinha errou. Espera aí... será que se a linha defensiva tiver na diagonal e o adversário estiver nas costas da mesma está na mesma em fora-de-jogo? Fica a pergunta para quem souber responder.

Não me canso de repetir esta ideia, o facto de se dever desvalorizar este lance não apaga o facto de ele ter existido, por isso façam-nos o favor de não nos tentar atirar mais areia para os olhos.

Quem parece que também desvalorizou este lance foi o jornal A Bola. Não foi o único, mas depois da capa que fez no dia seguinte ao último Benfica-FC Porto não poderia deixar de falar sobre o assunto. Pelos vistos um fora-de-jogo tem mais ou menos valor dependendo da cor das camisolas. É uma pena que assim seja, caso contrário a capa d'Abola de hoje seria algo deste género:

Não sejamos ridículos

Quem diz que não se importa com o facto de ter perdido este jogo contra o Benfica mente. É óbvio que desde a criação da Taça da Liga o FC Porto sempre a desvalorizou dando prioridade às competições mais antigas. No entanto, esta época tínhamos uma boa oportunidade de a ganhar porque já fomos eliminados das competições europeias e da Taça de Portugal. E, apesar de algumas poupanças neste jogo, foi isso que tentamos fazer. Não deu.

Por lapso no meu post anterior coloquei o Cristian Rodríguez na equipa que eu escolheria para titular quando ele nem tinha sido convocado. Se tivesse reparado no meu erro a tempo talvez escolhesse mesmo o Palito para a esquerda do ataque como fez Vítor Pereira. Quanto ao resto da equipa seria a mesma que coloquei na imagem do post.

Quanto ao jogo, ambos os treinadores decidiram poupar alguns elementos e o Benfica venceu porque faltou inteligência à nossa equipa para segurar o 1-2. Então o lance que dá o terceiro golo do Benfica não pode acontecer de maneira nenhuma. O Cardozo é muito mais lento que toda a nossa defesa.

Não vou dar importância ao lance que deu o 2-2 ao Benfica nem o fora-de-jogo mal tirado ao Hulk perto do final. Não o faço porque o FC Porto esteve em vantagem no jogo e podia ter marcado por várias vezes antes do Benfica assumir o jogo e, depois de mandar três bolas ao ferro, empatar. A equipa não teve inteligência para gerir o jogo.

A ausência de Fernando têm-se notado bastante e acredito que com ele em campo neste jogo o resultado teria sido diferente. A equipa começou a perder a luta no meio-campo a meio da segunda parte e alguns minutos depois o Benfica chegou ao 3-2. Um dos motivos que me levariam a escolher Mangala para trinco era dar força ao meio-campo. Força essa que Moutinho, Lucho e Defour não podem dar.

Não foi um jogo espectacular mas foi bem disputado e teve bastante emoção, por isso pode considerar-se que foi um bom jogo. Já a transmissão televisiva foi um pouco "à BenficaTV". Sabiam que o golo do Maicon do jogo da liga foi em fora-de-jogo? Desde o início do jogo que os comentadores mostraram de que lado estavam. Na SIC não era de esperar outra coisa.

Era óbvio que todos queriam vencer este jogo, não tanto pela competição em que ele estava inserido mas pelo simples facto de ser um Benfica-FC Porto. Eu confesso que esperava uma vitória do FC Porto, mas infelizmente ganhou o Benfica.

Espero que este jogo não tenha influência negativa no plantel para o que falta do resto do campeonato. Porque, ao contrário do que disse o iluminado Jorge Jesus, este jogo não provou nada. Os jogadores do FC Porto têm agora de dar tudo nos últimos sete jogos desta época para conseguirem ser campeões e aí sim dizerem "nós somos a melhor equipa.".

20 de março de 2012

Será que esta taça interessa a alguém?

Se nos formos basear nas palavras de Jorge Jesus e Vítor Pereira (e até de Pinto da Costa) parece que não.

É engraçado que a LPFP, através do regulamento da competição, continue a favorecer aqueles que menos se interessam por este troféu. O facto dos oito primeiros classificados da Primeira Liga só entrarem quase na fase final da prova é para mim vergonhoso.

Numa altura em que o alargamento das ligas profissionais e o regresso das equipas B se encontram mal encaminhados, não seria oportuno rever esta competição? E que tal as equipas começarem todas ao mesmo tempo? Porque não obrigar as equipas a jogarem de inicio com quatro jogadores formados no país?

Actualmente é obrigatório jogarem dois portugueses formados em Portugal durante pelo menos 45 minutos cada um. Se olharmos para a convocatória do FC Porto chegamos à rápida conclusão que só temos Rolando, Moutinho e Varela que cumpram esses requisitos.

É um situação muito perigosa levar a equipa a ter de jogar com 10 por "opção" para não perder o jogo na secretaria. Vamos imaginar que o Moutinho e o Rolando chocam e têm de ser ambos substituídos aos 5 minutos de jogo. Obrigatoriamente teria de entrar Varela para o lugar de um deles e só aos 45 minutos de jogo se poderia efectuar a outra substituição. E o caso ainda podia piorar! Bastava para isso o Varela lesionar-se também e o FC Porto teria de jogar até ao intervalo reduzido a nove jogadores por causa do regulamento (e também por falta de jogadores da formação, claro). Já nem falo do caso de acontecer uma expulsão de um deles, aí sim seria o caos...

Eu sei que é improvável, muito mesmo, que isso aconteça, mas é possível. Visto isto era o onze que está na imagem que eu escolhia para este jogo com base nos convocados. Bracali é o dono da baliza nas taças daí Helton nem ir para o banco. Aproveitaria também para fazer descansar o Álvaro Pereira e o Lucho, dando oportunidade de jogar ao Alex Sandro e ao Defour. James ficaria no banco porque, na minha opinião, rende mais quando é lançado na partida do que quando é titular. Mangala ficaria com o lugar do lesionado Fernando.

A opção por Mangala no meio-campo deve-se principalmente ao facto de em caso de lesão de um dos portugueses durante a primeira parte ter de entrar Varela. Quanto a isto já vimos que não há nada a fazer a não ser prevenir esse cenário da melhor maneira possível. Assim sendo, em caso de acontecer um azar com o Rolando, passava o Mangala para o centro da defesa e a dupla Defour-Moutinho assumiria o meio-campo defensivo com Varela ou a ficar no apoio directo ao ataque. Se fosse o Moutinho a ter de sair do jogo por lesão seria um pouco mais simples, o Cristian Rodríguez passava para junto do Defour à frente de Mangala no meio-campo ficando o Varela a jogar como extremo.

Vítor Pereira tem uma tarefa particularmente difícil neste jogo. Se você estivesse no lugar dele o que faria? Visite http://www.somosporto.org/index.php?topic=892.0 ou use a caixa de comentários aqui do blog para dar a sua opinião.