Mostrar mensagens com a etiqueta Taça de Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Taça de Portugal. Mostrar todas as mensagens

19 de outubro de 2014

Os erros que valeram uma derrota

Marco Silva diz que o Sporting foi muito superior ao FC Porto, eu discordo quase em absoluto. O FC Porto dominou em todos os campos estatísticos excepto no que mais importa, os golos. A verdade nua e crua é que os visitantes marcam por três vezes e nós só o fizemos por uma. No final das contas, pouco importa ter mais bola, mais ataques, mais remates, etc., se são oferecidos golos de bandeja ao adversário e desperdiçadas todas as oportunidades flagrantes de que se dispõe. O Porto de Lopetegui tem sido isto jogo após jogo.


Após duas semanas em que muitos jogadores estiveram ao serviço das respectivas selecções, o treinador do FC porto decidiu fazer uma gestão do plantel um pouco estranha. Jackson, Quintero e Danilo que fizeram milhares de quilómetros jogaram os 90 minutos (acabando até todos eles em dificuldades físicas), enquanto que jogadores como Evandro e Alex Sandro nem convocados foram. Tello que não esteve ao serviço da selecção e, por isso mesmo, também participou em todos os treinos de preparação para o jogo ficou no banco. Não consigo dizer ao certo quantas alterações foram feitas tendo em conta conta o onze-base porque nem isso consigo especificar. Isso diz muito sobre a estabilidade que Lopetegui tem dado à equipa. A única coisa que se pode dizer é que este está longe de ser a melhor equipa possível.

Do outro lado, tivemos um Sporting quase na máxima força. Montero jogou no lugar de Slimani, Mauricio voltou à titularidade para o lugar de Sarr e Capel rendeu Carrillo. A maior novidade foi a alteração na dinâmica ofensiva da equipa que essas mudanças trouxeram. No jogo em Alvalade para o campeonato, Nani começou o jogo como falso extremo esquerdo, uma vez que tem liberdade total para jogar por dentro, deixando o outro flanco a ser explorado por Carrillo que contava sempre com a ajuda de João Mário e Cédric para sobrecarregar o desamparado Alex Sandro. Foi assim que chegaram ao golo logo no primeiro minuto. Desta vez, Marco Silva inverteu as dinâmicas pelos flancos e coube a Danilo lidar praticamente sozinho durante os 90 minutos com Capel e Jonathan. O que fez Lopetegui para contrariar isto? Deixa Casemiro e Herrera a lutar contra William, Adrien, João Mário e, por muitas vezes, Nani. José Ángel raramente tinha um extremo para marcar e limitava-se a esperar pelas subidas de Cédric. Casemiro, rodeado de adversários por todo lado tanto a atacar como a defender, teve sempre imensas dificuldades quer a distribuir jogo quer a recuperar a bola, uma vez que só tinha a ajuda de Herrera. Enquanto isto, Óliver continuava como médio-esquerdo a fazer nem sei bem o quê.

Graças ao talento individual de jogadores como Quintero, Danilo e Jackson é que o FC Porto conseguiu criar perigo e até podia ter chegado ao golo vezes suficientes para ganhar. Mas quando o treinador prepara um jogo desta importância com tanta leviandade, onde além de vários jogadores trocou também o sistema de jogo, é com naturalidade que os erros apareçam e com eles a derrota. Ao intervalo tentou remediar as coisas com duas substituições (está a tornar-se hábito) e a equipa melhorou um pouco e dispôs de várias opções para empatar. Não o fez e sofreu o terceiro. Embora não tivesse sido superior, o Sporting foi mais eficaz e, acima de tudo, mais prático a defender. Os Leões fizeram mais dez faltas que os Dragões (16-26) e com isso foram parando as iniciativas atacantes do adversário. Do outro lado, até uma passadeira vermelha se estendia se fosse preciso.

A equipa de arbitragem também teve peso no desfecho da partida. Ao minuto 26 Paulo Oliveira pontapeia Herrera dentro da grande área do Sporting e Jorge Sousa nada assinala. Quatro minutos depois é a vez do árbitro auxiliar assinalar um fora de jogo inexistente a Adrián quando este ficou apenas com Rui Patrício pela frente. Já na segunda parte, ao minuto 72, Jonathan corta a bola como braço dentro da área leonina e uma vez mais o árbitro entende que não há motivo para a marcação de penálti. Foram três lances que poderiam ter mudado a história do jogo e todos eles foram decididos em prejuízo da equipa do FC Porto.




Assim se perde uma vez mais a oportunidade de vencer a Taça de Portugal. É imperial que Lopetegui arranje uma solução para acabar com os erros rapidamente, porque que eles têm de terminar já toda a gente percebeu. E não foi ontem.

32869 inúteis

Já é um debate antigo um pouco por toda a Internet e um tópico recorrente entre portistas. Assobiar ou não assobiar? Há opiniões para todos os gostos mas, no fim, a maior parte das pessoas admite ter a noção que o facto de se assobiar um jogador em particular ou toda a equipa em nada ajuda e que, quase sempre, até atrapalha. O que se assistiu ontem no Estádio do Dragão foi, uma vez mais, exemplo disso mesmo.

O FC Porto iniciou o jogo com todo o apoio do mundo, mas a situação inverteu-se quando a equipa se viu a perder por 1-2. Já na segunda parte, após Jackson ter permitido a Rui Patrício defender o penálti que devia ter dado o 2-2, os portistas presentes no estádio decidem que a melhor solução para apoiar a equipa que até entrou bem na segunda parte é recorrer ao assobio. Enquanto que os sportinguistas cantavam alegremente "Pinto da Costa vai p'ó caralho", os dragões (assim mesmo, com letra minúscula) ouviam em silêncio e só o interrompiam para assobiar a saída de bola da equipa ou um atraso para o guarda-redes. Prioridades.

Nota: A assistência oficial do jogo foi de 36869, aos quais subtraí os 4000 adeptos visitantes (que duvido seriamente que seja real) para chegar ao número presente no título. Além disso, estou consciente que nem todos os portistas presentes assobiaram a equipa. A esses, um bem-haja.

18 de outubro de 2014

Realização à moda da Sporttv


Este foi o único lance de (possível) fora-de-jogo de todo o FC Porto - Sporting em que o realizador da transmissão entendeu que não era oportuno a colocação da já habitual linha amarela. Como é possível verificar na imagem (com a ajuda do corte da relva), Adrián encontrava-se em linha com o penúltimo defensor do Sporting e, por isso, viu o fiscal de linha (que até está bem colocado) invalidar-lhe de forma ilegítima um lance em que ficou só com Rui Patrício pela frente. Já no Sporting-Porto a contar para o campeonato ficou no ar um cheirinho "caseiro" na forma como as diversas repetições foram tratadas - já para não falar nos comentadores... Será que a Sporttv está com medo que também o Sporting decida passar a transmitir os jogos caseiros no canal próprio à imagem do que fez o Benfica? Existe a intenção de tentar disfarçar os erros que beneficiam o Sporting, ou haverá outra justificação para a forma como este canal tem lidado com as transmissões da equipa de Alvalade?

Isto tem de acabar!








Estão aqui sete dos oito golos sofridos pelo FC Porto em jogos oficiais na presente época. Todos eles era facilmente evitáveis, bastava para isso que os jogadores não tivessem decidido complicar o que se resolvia com um pontapé para a frente. Sou um defensor de que uma boa equipa deve saber sair com a bola controlada, mas há limites para tudo. Estas parvoíces já custaram 4 pontos no campeonato, 2 pontos na Liga dos Campeões e uma eliminação precoce na Taça de Portugal. Basta.

17 de outubro de 2014

FC Porto com tratamento especial

Desde que o sorteio ditou um FC Porto - Sporting na Taça de Portugal que se tem assistido por parte da grande maioria da comunicação social uma campanha de moralização da equipa lisboeta. O ponto alto dessa campanha chegou ontem na capa do Record, onde a manchete dava-nos conta do facto de Slimani estar de pé quente por ter marcado ao serviço da selecção argelina. À direita, de forma mais bem discreta, é dada a informação de que também Brahimi marcou um golo ao serviço da selecção que, por acaso, até é a mesma de Slimani. Ou seja, poucos dias antes de se defrontarem ao serviço dos respectivos clubes, Brahimi e Slimani marcaram no mesmo jogo enquanto representavam a mesma selecção, mas só um deles é que tem o "pé quente". São exemplo como este que deixam à vista que para a direcção deste jornal o que importa é o FC Porto não ganhar.

Mas o Record não é caso único. Tem sido moda há uns anos a esta parte dizer e escrever que o Sporting, na condição de visitado, não perde um clássico com os Dragões desde 5 de Outubro de 2008. A história repete-se a cada visita do FC Porto a Alvalade. No entanto, não tenho memória de ler ou ouvir algo em relação à última vitória leonina no Dragão. Tal acontecimento foi a 17 de Março de 2007, jogava ainda o João Moutinho no Sporting e o jogo foi arbitrado por Pedro Henriques. Outra curiosidade foi o facto do único golo do jogo surgir na marcação de um livre directo inventado. Mesmo para um empate é preciso recuar até 28 de Fevereiro de 2009. Mas tudo isto são curiosidades que não interessam aos meios de comunicação nacionais. Como li no Portistas de Bancada, notícia é o FC Porto não ganhar em Alvalade desde 2008.

Na última recepção ao Sporting, o FC Porto conseguiu vencer por 3-1 com golos de Josué, Danilo e Lucho. Algo semelhante para amanhã seria agradável.

17 de abril de 2014

Descansa em paz, época 2013/2014

O FC Porto que se apresentou no Estádio da Luz foi um exemplo claro do que foi esta época. Uma equipa que não toma a iniciativa de jogo muito dificilmente consegue ganhar alguma coisa, por isso não me espanta nada que a Supertaça seja o único troféu a entrar no Dragão esta temporada. Felizmente que na altura em que esta foi disputada ainda a moral estava em alta e o adversário ainda não sabia que o FC Porto de Paulo Fonseca não metia medo a ninguém a não ser aos portistas, de outra forma era capaz de ser uma época à Sporting...

Não vou criticar o Luís Castro pelas derrotas - mesmo achando que neste jogo deveria ter tomado a iniciativa e mexido na equipa ao intervalo - porque recebeu uma equipa estourada fisica e psicologicamente pelo antecessor e numa altura em que não havia tempo para nada. Com jogos de três em três dias e entre castigos e lesões descobriu que havia no clube jogadores como Ricardo, Reyes, Quintero e Ghilas.

Paulo Fonseca foi/é incompetente e foi claramente um erro de casting. Mas o erro não foi a sua contratação, foi a sua manutenção à frente da equipa depois do pedido de demissão aquando da derrota em Coimbra. Os elementos da SAD, com Pinto da Costa à cabeça, passaram a imagem que não viam os mesmos jogos que os adeptos. Os erros de Paulo Fonseca eram demasiado evidentes, no dia que se demitiu, à primeira derrota no campeonato, provou ainda que era também frágil emocionalmente. Mantê-lo foi um sinal de teimosia que, por sinal, saiu muito cara.

Não sou dos que acha que o plantel precisa de uma revolução. Acredito no valor da grande maioria dos jogadores que o compõem e não vou crucificar já os que chegaram apenas este ano. Existem lacunas que podem ser resolvidas, mas também um treinador não pode esperar que os jogadores caiam do céu. A titulo de exemplo: desde o afastamento do Fucile que saltou à vista de todos que faltava uma alternativa para o Danilo e para o Alex Sandro, no entanto só após a mudança de treinador é que Ricardo teve oportunidade de mostrar que era uma opção válida para a defesa. O mesmo Ricardo que já tinha mostrado um ar da sua graça quando entrou para as alas no ataque, que por acaso até era outro sector com carência de qualidade. Por mim, há muito tempo que o lugar cativo do Varela lhe tinha sido entregue.

Esta derrota contra o Benfica teve o dom de adiantar uma semana o final da época e de atrasar também em uma semana o inicio da próxima. São assim mais quinze dias para limparem a merda toda que andaram a fazer no último ano. Pode ser finalmente se decidam em trazer um concorrente para o Alex Sandro e um extremo que consiga passar pelos adversários em velocidade. De resto, é contratar jogadores de qualidade inegável para colmatar as possíveis saídas jogadores como Mangala, Fernando ou Jackson. Se isto é uma revolução...

2013/2014 fica marcada pela perda da vantagem psicológica que os jogadores do FC Porto tinham sobre os do Benfica e é aqui que reside a maior derrota da época. Jorge Jesus esteve por um fio no final da última temporada e logo no arranque desta depois de estar a cinco pontos do primeiro lugar. A incompetência do Paulo Fonseca (e de quem lhe deu tanto tempo à frente do clube, é importante sublinhar isto) permitiu-lhe recuperar o estatuto de herói nacional. O primeiro desafio de quem for treinador do FC Porto na próxima temporada é recuperar essa vantagem psicológica como fez Villas-Boas e que foi mantida pelo Vítor Pereira.

24 de março de 2014

Curto mas indiscutível


Ao dar uma vista de olhos nos variados blogs portistas (ou ditos portistas), percebe-se alguma preocupação depois do jogo de ontem frente ao Belenenses. Embora todos esperássemos uma exibição mais conseguida e uma vitória mais folgada, importa ter em atenção várias coisas. Embora Luís Castro diga que não se pode queixar do cansaço do jogo da passada quinta-feira em Nápoles, não quer dizer que esse desgaste não exista. Depois podemos ainda juntar a ausência de Danilo, Fernando, Maicon e Quaresma, quatro titulares indiscutíveis, na minha opinião. Qual é a equipa que não acusa a ausência de quatro habituais titulares? Mesmo assim, o FC Porto entrou dominante e, ainda antes do primeiro remate do Belenenses, já contava com um golo mal anulado e um remate ao poste. O golo não-anulável surgiu apenas na segunda parte quando o treinador portista já tinha arriscado tudo e de tal forma que acabou o jogo com Ricardo a defesa-central e Licá a lateral-direito...

Não sei como ainda os havia - e continua a haver... -, mas os defensores de Paulo Fonseca parecem ter ficado aziados com a passagem do FC Porto aos quartos-de-final da Liga Europa e agora com esta vitória frente ao Belenenses. Usam argumentos desonestos e chegam ao ponto de pedir penaltis em cortes limpos que aconteceram na grande-área portista. De facto, nem o mais cegos dos benfiquistas conseguiria fazer melhor. E com isto não quero insinuar nada... :-)

Estes dois últimos jogos foram muitos sofridos, mais do que o habitual, mas ambos têm em comum as várias ausências forçadas que limitaram muito as escolhas de Luís Castro que, mesmo assim, conseguiu melhorar a equipa a partir do banco e, com as mexidas certas e em tempo útil, resolveu o que estava difícil. Tendo em conta o que foi o FC Porto até à primeira semana de Março, é reconfortante assistir a um jogo e saber que no banco está um treinador que está a ver e a perceber o jogo, pronto a intervir e fazer com que a equipa tenha a iniciativa de agir em vez de reagir.

O próximo jogo é já na quarta-feira e é talvez o mais importante dos que ainda restam. O FC Porto terá de estar à altura para amedrontar um adversário que está moralizado e que se acha infinitamente superior. Maicon será a única dúvida para este jogo com o Benfica, por isso será de esperar uma equipa na máxima força ou muito próximo disso. Embora seja um adversário forte, este Benfica está mais fraco em relação ao ano passado e não é superior em nada ao Nápoles. No Dragão manda o FC Porto e espero que Luís Castro consiga passar essa ideia aos jogadores que, por si sós, já devem estar mais do que motivados.

10 de novembro de 2013

Uma equipa pequena com jogadores de equipa grande


Tenho cada vez menos paciência para isto e mais tristeza ao ver esta equipa jogar. Sim, continuo a acreditar que podemos fazer uma boa época - mesmo com a Champions presa por um fio - mas no momento actual olho para aqueles rapazes de camisola azul e branca e não vejo o verdadeiro Porto.

Também me cansa estar sempre a dizer a mesma coisa jogo após jogo. Joga-se com uma mentalidade muito mais próxima à de uma equipa pequena do que "à Porto". Aliás, jogos "à Porto" foi coisa que raramente vi esta época, quanto muito vi em certas fases de alguns jogos.

Não se dá primazia à posse bola? Ok, tudo bem, mas acertem os poucos passes que querem fazer. Baixam-se as linhas depois de chegar à vantagem? Aceito, mas não deixem o adversário rematar uma, duas, três, quatro (etc...) vezes, não se ponham tanto a jeito. Porque se os executantes do Vitória são de baixa qualidade, aqueles que jogam connosco a meio da semana não são. Não é preciso nenhum milagre para sofrer um golo e olhando às palhaçadas que têm feito na defesa já deviam ter percebido isso.

Por variadíssimas vezes, acabamos por ser superiores aos adversários não por aquilo que fazemos como equipa, não pela coesão que demonstramos a todos os níveis, não pela forma como não deixamos o opositor chegar perto da área. Vencemos porque temos melhores jogadores, de melhor qualidade.

As fases do jogo com bom futebol colectivo têm de ser a regra, não a excepção. Oxalá a paragem para os compromissos internacionais sirvam para a equipa fazer um "reset" e regressar mais próxima àquilo que é esperado. Já sabemos que houve erros na construção plantel, mas continuamos a ter qualidade mais do que suficiente para jogar bom futebol.

20 de outubro de 2013

Um olho na Taça e outro na Champions

Foi a pensar no jogo da próxima terça-feira que Paulo Fonseca preparou a equipa que recebeu e bateu o Trofense por 1-0. O onze inicial apareceu com apenas três habituais titulares - Danilo, Fernando e Varela - sendo que o português está longe de ser indiscutível. Além disso, também as substituições foram feitas tendo em conta o jogo da próxima terça-feira e não tendo em conta as necessidades da equipa para o jogo que estava a disputar.

A exibição foi pobre, principalmente na segunda parte. É preocupante que uma equipa que, num passado recente, nos habituou a manipular qualquer adversário não consiga agora gerir uma vantagem no marcador de forma tranquila. Algumas notas soltas:

- Mesmo sem Otamendi, que era o habitual municiador deste tipo de lances, a bola continuou a ser bombeada demasiadas vezes para o ataque.

- Continua a existir uma distância enorme entre o médio-ofensivo e os dois mais recuados, o que tem por resultado prático os passes directos que mencionei no ponto anterior, uma deficiente pressão sobre o adversário em caso de perda de bola no ataque e uma dificuldade acrescida em arranjar linhas de passe.

- Bom jogo de Ricardo, dando continuidade ao bom trabalho que tem feito na equipa B. Oferece largura à equipa ganhando muitas vezes a linha de fundo e sem comprometer o rigor táctico que lhe é característico. Merece claramente ser aposta mais regular.

- Carlos Eduardo é outro que tem aproveitado a equipa B para evoluir de forma positiva. Passada larga, rigor no passe, visão de jogo e sentido posicional são as características que mais saltam à vista. Espero que o seu profissionalismo aliado às exibições consistentes lhe valham mais minutos no futuro que espero que seja próximo.

- Estreia positiva de Víctor García. Tímido ao inicio, foi-se libertando com o decorrer do jogo e combinando bem com Ricardo, o seu colega no flanco direito durante a maior parte dos 90 minutos.

- Má exibição de Quintero. O colombiano exagerou nas iniciativas individuais e perdeu a bola demasiadas vezes. A qualidade está lá, falta saber como a pôr ao serviço da equipa.

- Reyes tem tudo para se afirmar no FC Porto. O adversário não ofereceu grandes dificuldades aos defesas azuis-e-brancos, mas o mexicano esteve irrepreensível sempre que foi chamado a intervir.


Depois de duas semanas de laboratório, que pensava eu serviriam para corrigir erros, a equipa voltou com os mesmos problemas. Era notória a preocupação de Paulo Fonseca no banco e começo a temer que ou lhe falta o engenho para dar a volta à situação ou que acredita que a insistência nesta formula acabará por o levar o FC Porto ao sucesso. Qualquer uma das alternativas me deixa bastante apreensivo, até porque os próximos dois jogos são importantíssimos.

É imperativo que treinador e equipa percebam que estão a seguir um caminho perigoso e que a situação só não tomou outras proporções porque os resultados, ao contrário das exibições, têm sido positivos.

23 de maio de 2011

O Maior Clube de Portugal



Depois de vencer a Supertaça de Portugal, a Liga portuguesa e a Liga Europa, o FC Porto venceu também a Taça de Portugal. Com estes quatro troféus, conquistados esta época, o FC Porto passou a ser a equipa portuguesa com mais títulos. São 69 no total, contra os 68 do segundo classificado, o Benfica.

Ganhar quatro troféus numa época é um feito absolutamente fantástico para qualquer equipa, mas a classe que estes jogadores mostraram torna o feito ainda mais brilhante.

Ficam agora os nomes de todos os jogadores que contribuíram para este enorme feito:
Helton, Beto, Kieszek, Sapunaru, Fucile, Rolando, Maicon, Otamendi, Sereno, Álvaro Pereira, Rafa, Fernando, Souza, Guarín, Belluschi, Rúben Micael, Moutinho, Varela, Hulk, James, Cristián Rodríguez, Mariano, Falcao e Walter.
A juntar a esta lista há ainda mais quatro atletas. Raul Meireles e Miguel Lopes que ainda disputaram a Supertaça de Portugal, enquanto que Ukra e Castro estiveram no plantel até Janeiro.

3 de fevereiro de 2011

O FC Porto está podre...

Nota prévia: O título do post foi só para chamar a sua atenção, se pensa que vou dizer mal do FC Porto está enganado.

Depois desta derrota com o Benfica o plantel do FC Porto tem razões para se sentir frustrado. Principalmente por não terem dado ouvidos aos avisos do seu treinador, durante toda a semana, para o facto de terem de estar concentrados e agressivos para ganhar este jogo.

Jorge Jesus desta vez estudou melhor a lição e, mais uma vez, alterou a forma de jogar da sua equipa em função do futebol praticado pelo FC Porto. Admitindo a sua condição de equipa mais fraca montou um 11 de defesa pura para tentar sair do Dragão com um 0-0. Essa equipa nada fez para merecer o golo marcado logo aos 5 minutos de jogo e, durante os restantes 85 minutos, apostou no anti-jogo para defender esse resultado. As "lesões" e as demoras para marcar as bolas-paradas foram constantes, conseguindo com isso o guarda-redes Júlio César ver o amarelo aos 94 (!) minutos de jogo. Quero ver se Jorge Jesus tem moral para se queixar do anti-jogo de alguma equipa de agora em diante... Entretanto, para ajudar à festa, nova oferta da defesa portista e novo golo do Benfica, que se via a ganhar 2-0 com um total de dois remates à baliza.

André Villas-Boas não consegue arranjar maneira da equipa render o mesmo sem o Falcao presente na mesma. É notório que Hulk não se sente à vontade nessa posição e, apesar de se esforçar bastante nesse sentido, não consegue oferecer as mesmas opções aos colegas que oferece o Falcao, ou ele próprio quando joga pela direita do ataque. O FC Porto fez um jogo menos conseguido, mas ainda assim houve oportunidades de perigo e um falhanço escandaloso de James quase em cima da linha. O Benfica apenas teve uma oportunidade em todo o jogo, que acabou nua grande defesa de Helton, marcando dois golos em duas não-oportunidades.

Se empatar este jogo já seria frustrante, imagine como todo o grupo se deve sentir depois de uma derrota assim. Apesar de tudo estou confiante na reviravolta no Estádio da Luz. A maneira como Varela passava pelo lado esquerdo da defesa do Benfica, aliada à mais que provável utilização de Álvaro Pereira e Falcao deixam-me mais confiante para a segunda mão. O FC Porto de André Villas-Boas já venceu este Benfica por 2-0 e por 5-0, vencer por lá por 0-3 ou mesmo por 1-3 é possível.

Termino o post com uma frase de Jorge Jesus que, embora tenha sido proferida sobre outro assunto, se ajusta a este caso:
«Importante não é a maneira como começa, mas sim a maneira como acaba.»

E isto está longe de ter acabado!

17 de outubro de 2010

Jogos da Taça sem novidades... Será?

O FC Porto venceu "Os Limianos" por
4-1 numa noite em que Walter se estreou a títular e logo com um Hattrick!

No Dragão estiveram presentes cerca de 41000 (!) espectadores, onde cerca de 5000 eram afectos à equipa visitante. Números invulgares para um jogo tão desequilibrado, mas com o preço dos bilhetes a variar entre €1 e €8 era uma oportunidade única para muita gente ir ao Dragão com toda a família. Era previsível e foi mesmo o que aconteceu.

André Villas-Boas deu oportunidades aos menos utilizados, o que também era previsível, e foram mesmo os mais novos (James, Ukra e Castro) a deixarem-nos com água na boca e a fazerem-nos pedir ao «mister» que lhes dê mais oportunidades.

De resto, tudo dentro do habitual...

12 de outubro de 2010

1001 motivos para ver o FC Porto vs "Os Limianos" no Dragão

No próximo sábado a AD "Os Limianos", humilde equipa que disputa a Série A da III Divisão, visita o Estádio do Dragão para defrontar o FC Porto.

Quer melhor oportunidade para visitar o Estádio do Dragão? À primeira vista, e dito assim à bruta, ninguém acredita, mas trata-se de uma excelente oportunidade de apoiar a sua equipa ao vivo.

Para começar, é um jogo da Taça de Portugal, ou seja, tem de ficar decidido nesse dia. Está fora de hipótese haver um empate. Além disso, o FC Porto é o campeão em título nesta competição e certamente que não quer deixar de o ser.

O FC Porto tem à venda os bilhetes para o jogo desde hoje e os preços não podiam ser melhores: entre €1 e €4 para os seus associados e entre €2 e €8 para o público em geral.

O jogo é às 19:00 de Sábado. A não ser ao Domingo de tarde, não há melhor horário para ir ao futebol. Para a esmagadora maioria das pessoas a desculpa do "amanhã vou trabalhar" já não serve.

O adversário é muito acessível e são de esperar alterações na equipa que tem sido habitual. Não está curioso por ver o James Rodríguez e o Emídio Rafael em acção? Não quer ver mais um pouco do Souza ou do Walter? Como estará a evolução dos «dragõezinhos» Ukra e Castro?

Por isso, se anda a adiar essa visita ao Dragão, se anda a prometer aos seus filhos que qualquer dia os leva lá ver um jogo, ou se os seus amigos não têm nada para fazer nesse dia, vá já comprar bilhetes para o jogo de sábado. Aproveite este jogo para ir ao futebol em família ou com um grupo de amigos. Afinal, mesmo para quem não é associado do clube, há bilhetes a €2. O que são €2? Se for ver o jogo ao café de certeza que gasta mais...

E claro, ao vivo é outra loiça. Quem é espectador habitual sabe do que estou a falar.
Venha ajudar a fazer a chamada «Festa da Taça»!