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6 de julho de 2015

Sobre a Mística (ou a falta dela)

As notícias sobre ou em torno do FC Porto não param de surgir: Maxi Pereira pode trocar o Seixal pelo Olival; Imbula foi contratado por €20 milhões; Antero Henrique é suspeito de vários crimes; Casillas é apontado como reforço; e ainda não está fora de hipótese Óliver fazer o caminho inverso de Jackson, nem que seja apenas mais um empréstimo de um ano. No meio disto tudo, Quaresma decidiu dar uma entrevista ao Expresso onde, entre outras coisas, afirma que falta Mística no clube porque os mais novos não sabem o que é o FC Porto.

Quaresma tem razão num ponto, foi notório que em certos momentos na última época faltou ali uma pontinha de atitude. No entanto, acaba por denunciar que não está a 100% por dentro do assunto quando se assume como um dos portadores da tão badalada Mística. Mas vamos por partes.

Em primeiro lugar, importa referir que foi evidente durante quase toda a época que o Mustang merecia ser titular. Até Dezembro Tello foi um jogador que nada acrescentou à equipa e quando este subiu de forma, foi Brahimi quem desapareceu. Quaresma foi ficando com as sobras e foram raras as vezes em que não mostrou serviço. No entanto, Lopetegui deu sempre preferência ao espanhol e ao argelino, situação que incomodava visivelmente Quaresma, ao ponto de não conseguir disfarçar o mau humor quando estava no banco ou no momento em que era substituído.

A sensação que fica é que o actual número 7 portista é um óptimo jogador para ter em campo, mas que se torna um fardo em todos os outros momentos. Pior do que os elogios para o actual treinador do Sporting ou auto-proclamação como um dos portadores da Mística portista, foi o facto de ter assumido que não tem perfil para treinador por não ter paciência para aturar os diferentes feitios dos jogadores. Como é possível alguém querer ser um exemplo no balneário se lhe falta a capacidade para compreender o que se passa com as outras pessoas?

Esta entrevista foi dada numa altura em que 2014/2015 já tinha ficado para trás e, ainda que possa ter sido involuntariamente, Quaresma volta a meter o dedo na ferida. São recorrentes os episódios em que o Harry Potter fala demais e, de certa forma, estas situações acabam por resumir a carreira atribulada que teve. É o que acontece quando a cabeça não acompanha o talento dos pés.

É verdade que tem faltado Mística no FC Porto, mas isso não se conquista necessariamente com os anos de casa, é uma coisa que nasce com as pessoas e/ou uma questão de atitude. Não deixa de ser curioso que, numa época como a última, tenham sido jogadores como Óliver, Casemiro ou Tello daqueles que mais lutaram pelo clube. E neste momento o FC Porto precisa mais de atitudes do que de conversa. A Mística virá por acréscimo.

8 de abril de 2015

Regressos importantes


Alguém que já tenha perdido mais do que cinco minutos a tentar assimilar tudo o que tem acontecido esta época certamente terá chegado à conclusão que o mais certo é que todos os acontecimentos estranhos tenham uma justificação paranormal. De que outra forma se pode explicar tantos infortúnios nas decisões da arbitragem que não com o alinhamento dos astros? Há alguma base científica que suporte uma qualquer teoria sobre a permanente ausência por lesão de um dos jogadores fundamentais? Alex Sandro foi o primeiro, depois Casemiro, Óliver já passou pela enfermaria por duas vezes, Danilo levou com o Fabiano em cima e acabou inconsciente no relvado, Jackson lesionou-se (!) sozinho, Maicon anda se entorse em entorse e agora foi Tello. E nem falo do Adrián López ou do Quintero. A verdade é que Lopetegui teve quase sempre alguém indisponível e a sorte nunca protegeu o FC Porto em momentos de desinspiração. Alguém se lembra de uma qualquer vitória portista sem saber ler nem escrever? E de um pontinho que fosse obtido com um erro da equipa de arbitragem? A concorrência certamente que não terá queixa de nenhuma das situações...

O que é certo é que, apesar de tudo isso, o FC Porto ainda está na luta e apareceu novo desafio: é preciso alguém substituir Tello. O espanhol lesionou-se na altura em que assumiu o estatuto de indiscutível e ainda não é sabido o tempo de paragem. Quintero e Adrián eram as hipóteses mais remotas ao lugar, Hernâni e Quaresma as mais prováveis. Frente ao Estoril a escolha de Lopetegui foi precisamente o camisola 7 e os resultados foram esclarecedores: dois golos, duas assistências e o prémio de MVP.

O Harry Potter passou com distinção no primeiro teste e agarrou o titularidade para a fase mais importante da época, provando o treinador, aos adeptos e, acima de tudo, a ele próprio que ainda é capaz de levantar o estádio com uma jogada de mestre ou com um cruzamento milimétrico. A dias de poder voltar a contar com Jackson, quem agradece é Lopetegui e o próprio FC Porto. Veremos se nesta recta final regressa também a pontinha de sorte que em 2014/2015 ainda não deu sinais de vida.

3 de março de 2015

Quando um hat-trick rouba o prémio de MVP, o alegado cansaço do Sporting e Artur Soares Dias

Acho injusto que o prémio de melhor em campo seja atribuído àquele que marcou um golo, embora entenda que um hat-trick num jogo desta importância não deixe grande margem de manobra. Tello foi considerando o MVP do clássico, deixando para trás Jackson Martínez que, não tenho dúvidas, foi o jogador-chave do FC Porto. Tello teve o dom de (finalmente!) aproveitar um trabalho colectivo que lhe permite jogar quase como Wide Receiver ao estilo do futebol americano, sem qualquer preocupação defensiva, deixando o apoio a Danilo entregue a Casemiro e Herrera, com Jackson a ajudar a apagar os fogos a meio-campo resultantes desta peculiar Simbiose. O avançado colombiano tem o dom de se adaptar com facilidade ao companheiros e, ao contrário da moda para a posição, está disposto a ser aquele que serve a equipa em vez de esperar ser servido por ela. A jogar como no passado domingo e em muitos outros jogos, Jackson podia acabar o campeonato sem qualquer golo que não deixaria de ser um enorme destaque na equipa do FC Porto. Acho que não pode haver maior elogio para um ponta-de-lança do que este.

Claro que o trabalho do FC Porto desenvolveu pouco ou nada importaram para os experts. Os verdadeiros motivos foram o desgaste do Sporting e uma má noite de Jonathan Silva. Em primeiro lugar, não posso deixar de dizer que se trata de uma análise um bocadinho primitiva por parte dos opinion-makers ao atribuir a culpa dos três golos ao lateral argentino. "Quem marcou os golos? Foi o extremo-direito? Então a culpa foi do lateral-esquerdo adversário". Não, não é assim que nada disto funciona. O que pode fazer um defesa quando está um para um com um extremo muito mais rápido e quando o resto da defesa está demasiado recuada quer para impedir o Jackson de jogar à vontade, quer para definir uma linha de fora-de-jogo a Tello? Isso então é demasiado evidente no segundo golo, onde Cédric está dois ou três metros atrás dos restantes companheiros de sector. Marco Silva foi traído pela estratégia de pressão alta, com os médios João Mário e Adrien a pressionar bem alto a saída de bola do FC Porto, talvez por não contar com Evandro a tirar William da posição 6 e com Jackson a aproveitar essa "no man's land" para jogar à vontade.

Depois há a questão do desgaste dos jogadores do Sporting. Quem foram os melhores em campo na equipa verde-e-branca? Para a imprensa desportiva foram Paulo Oliveira, William Carvalho, João Mário e Cédric. Curiosamente, todos eles jogaram 90 minutos no empate a zero com o Wolfsburg. Adrien, um dos mais apagados no Dragão, foi substituído aos minuto 64 no jogo europeu já depois de não ter alinhado um único minuto na jornada anterior. No clássico também saiu com o jogo em 60 minutos. Montero, que também não teve uma noite feliz, jogou 12 minutos na passada quinta-feira e também ele não foi utilizado frente ao Gil Vicente. Carrillo fez 30 minutos como suplente utilizado na jornada anterior e actuou cerca de 80 minutos tanto na Liga Europa como frente ao FC Porto. Mesmo em minutos acumulados os jogadores do Sporting estão um bocado atrás dos Dragões. Excluindo os guarda-redes, só William Carvalho (2602 minutos) se aproxima de Jackson e Danilo (2811 e 2749 minutos, respectivamente) na lista dos mais utilizados. Por exemplo, numa comparação directa, Herrera tem sensivelmente os mesmos minutos que Adrien e mais 200 do que João Mário. No entanto, o mexicano acabou o jogo em alta enquanto Adrien, como já referi, foi substituído relativamente cedo na partida e João Mário acabou visivelmente esgotado. Danilo, que esteve em dúvida para o jogo por lesão e que até saiu lesionado, não teve qualquer problema em secar Nani que até tem menos sensivelmente 400 minutos nas pernas. Mesmo Carrillo tem menos 100 do que Alex Sandro. Se o problema fosse mesmo o cansaço, porque é que o Marco Silva deixo o Carlos Mané, que tem estado bem,fora dos convocados? Dito isto, não será simplesmente a equipa do FC Porto superior à do Sporting ou a estratégia de Lopetegui melhor que a de Marco Silva?

No fim do jogo tive oportunidade de escrever o seguinte sobre o trabalho da equipa de arbitragem: "Artur Soares Dias fez uma daquelas arbitragens habilidosas, onde tudo o que era faltinha contra o FC Porto era assinalada enquanto que os jogadores do Sporting iam jogando duro à escala que bem entendessem. O árbitro portuense mandou jogar em três lances duvidosos na área dos leões, perdoou o cartão amarelo a João Mário por falta dura sobre Herrera, enquanto Cédric ainda está a tentar perceber como acabou o jogo. Já Danilo e Alex Sandro levaram cartões amarelos absolutamente ridículos. Há que começara a arrepiar caminho a ver se algum deles chega ao 9.º para o grande dia... Escaparam os árbitros auxiliares, que decidiram bem em todos os lances, ao contrário do que já aconteceu por imensas vezes neste campeonato".

Curiosamente, a arbitragem do clássico foi ao encontro do que Artur Soares Dias já fez no passado, como o exemplo que também descrevi aqui ainda na semana passada: "Mais do que o amolecimento do Estoril (5.º amarelo exibido aos dois defesas-centrais dos estorilistas) para a visita à Luz nesta jornada, importa tentar não lembrar a arbitragem habilidosa no Benfica-FC Porto da época passada onde, talvez para também ele homenagear Eusébio, interrompeu uma jogada em que Jackson seguia isolado para a baliza encarnada para marcar uma falta a meio campo e transformou duas faltas de Garay dentro da grande-área do Benfica sobre jogadores portistas, Quaresma e Danilo, em simulações, sendo que a Danilo lhe valeu o segundo cartão amarelo e o respectivo vermelho. Curiosamente ou não, o primeiro foi mostrado na sequência dos protestos feitos no lance interrompido ao Jackson".

Olhando a estes factos, faz-me um bocado de confusão que Pinto da Costa tenha decidido fazer vista grossa ao trabalho do árbitro no jogo de domingo. Não pode estar tudo bem simplesmente porque o FC Porto ganhou. Erros são erros e num campeonato como este, onde a tendência dos mesmos começou a ser definida desde muito cedo, não se pode estar com paninhos quentes. Artur Soares Dias fartou-se de inventar faltas ao ataque portista dando com isso um empurrãozinho ao Sporting, que ia aproveitando para sacudir a pressão. Num dia mau do FC Porto teria sido o suficiente para inclinar completamente o campo. Entristece-me que se desculpabilize desta forma os tais erros flagrantes que o próprio Pinto da Costa mencionou. Não se pode baixar a guarda desta maneira só porque se ganhou e não percebo o que fez mudar a opinião do Presidente que ainda na época passada afirmou que o árbitro portuense "tem que deixar a arbitragem ou pedir escusa dos jogos do FC Porto".

P.S.: Em Espanha já os toparam...

1 de março de 2015

Três secos e sem espinhas


O Sporting regressa a Lisboa com um 3-0 na mala e com a ideia que até teve sorte. Apesar disso, o jogo não foi fácil para o FC Porto que começou algo nervoso mas que aos 20 minutos de jogo já dominava completamente. O Sporting jogou sempre fechado à procura de um erro que lhe permitisse chegar ao golo, mas esse erro nunca apareceu e o Fabiano acabou por ter uma noite descansada onde não teve de fazer uma única defesa. Mas a Sporttv foi quem mais perdeu esta noite, uma vez que ao minuto 58 viu o share descer em 50%...

Tello teve uma noite de sonho e marcou três golos em outras tantas jogadas em nada diferentes às muitas que já desperdiçou esta época. A velocidade do espanhol foi essencial para desmontar um Sporting apostado em segurar o empate. Jackson continua um monstro cada vez mais difícil de descrever e Casemiro - o jogador com mais recuperações no campeonato segundo os números da Sporttv - continua a ser aquele que tem de dar o corpo à maioria das balas adversárias.

De um momento para o outro, aquilo que aos olhos da generalidade da comunicação social era um Super-Sporting capaz de se bater com qualquer equipa e que andava cheio de peito, voltou a ser o coitadinho que joga com não sei quantos jogadores portugueses e mais uns quantos da formação, que tem gasta um terço no futebol do que gasta o FC Porto e que não está preparado para jogar duas vezes por semana. Só não sei para onde tinham ido estas ideias quando o Benfica foi a Alvalade jogar fechadinho para o empate. O padrão é sempre o mesmo: FC Porto, adversários fracos ou a atravessar um mau momento; Benfica, adversários fortes ou numa excelente forma.

Artur Soares Dias fez uma daquelas arbitragens habilidosas, onde tudo o que era faltinha contra o FC Porto era assinalada enquanto que os jogadores do Sporting iam jogando duro à escala que bem entendessem. O árbitro portuense mandou jogar em três lances duvidosos na área dos leões, perdoou o cartão amarelo a João Mário por falta dura sobre Herrera, enquanto Cédric ainda está a tentar perceber como acabou o jogo. Já Danilo e Alex Sandro levaram cartões amarelos absolutamente ridículos. Há que começara a arrepiar caminho a ver se algum deles chega ao 9.º para o grande dia... Escaparam os árbitros auxiliares, que decidiram bem em todos os lances, ao contrário do que já aconteceu por imensas vezes neste campeonato.

O jogo teve ainda a curiosidade de ter Indi a jogar os últimos minutos como lateral-direito. Imagino como se tenham sentido aqueles que olham de lado a uma dupla de defesas-centrais composta por dois esquerdinos ao verem um defesa-central esquerdino jogar na direita da defesa. Muitos portistas deixam-se levar na cantiga dos comentadores que fazem da dupla Indi-Marcano um problema por ambos usarem preferencialmente o pé esquerdo, quando para jogar no FC Porto nunca deve ser o pé preferido mas sim a competência. Competência que não faltou a Evandro, a grande novidade de Lopetegui no onze. O brasileiro não acusou a pressão de substituir Óliver e teve uma actuação muito positiva.

Para terminar deixo uma pergunta extra-Clássico: o que Pintassilgo, Miguel Oliveira e Rui Sampaio têm em comum com Yohan Tavares e Rúben Fernandes?

P.S.: Notícia Record no rescaldo deste FC Porto 3-0 Sporting: Benfica supera FC Porto nos golos marcados. Parece que foram mesmo os encarnados os grandes vencedores da jornada...

12 de novembro de 2014

Lista de coisas inúteis com as quais os portistas perdem tempo desnecessariamente

Nesta lista estão presentes alguns dos assuntos que têm sido fonte de debates entre portistas - desde o Presidente ao mais comum dos adeptos - e que, no fundo, não passam de temas insignificantes mas que, mesmo assim, são tratados com a mesma ou mais importância do que os que realmente importam.

O que os canais de televisão colocam em rodapé - Pela segunda vez esta época o FC Porto arrancou um empate ao cair do pano. Frente a Estoril e Shakhtar, em ambas as ocasiões a jogar fora de casa, a equipa portista chegou ao empate em tempo de compensação. Infelizmente o foco dos portistas não passou muito por elogiar a atitude da equipa que, mesmo estando a perder e/ou a jogar mal, não baixou os braços e conseguiu chegar ao golo evitando assim a derrota, mas sim ao facto de alguém, talvez com a pressão que existe no meio para ser o primeiro a dar as notícias, ter escrito derrota em vez de empate no texto que aparece no fundo das nossas televisões. A SIC Notícias até teve honras oficiais no facebook do clube. Mas e o penálti que ficou marcar sobre o Danilo, algum responsável  portista comentou?

A tatuagem de Tello - Há algumas semanas o jogador espanhol que está emprestado pelo Barcelona ao FC Porto decidiu fazer uma tatuagem num dos braços. Por ter nascido a 11 de Agosto decidiu pintar um leão por se tratar do seu signo do Zodíaco. Orgulhoso com a nova tatuagem , Tello colocou uma foto da mesma no facebook mas viu-se forçado a eliminá-la porque um grupo (grande) de infelizes decidiu insultá-lo talvez por achar que o jogador nascido em Espanha estava a prestar tributo ao Sporting.

O que se escreve nos blogs - No final se Setembro rebentou uma polémica em torno do blog Tactical Porto. A situação foi despoletada por um funcionário com bastantes responsabilidades dentro do clube e gerou uma onda de indignação um pouco por toda a Bluegosfera. Uma vez mais via facebook, o responsável pelo blog foi insultado, ameaçado e acusado de estar ao serviço dos adversários do FC Porto. O que ganhou o clube com isso? O mesmo que estava a perder: nada.

A marcação dos livres - Lopetegui disse uma vez que não dá à equipa indicações sobre quem deve bater os penáltis, ficando ao critério de quem está em campo decidir quem se sente com mais confiança para ser o cobrador. Em relação aos livres não encontrei nem uma palavra mas, face aos acontecimentos, deduzo que seja o mesmo principio. No jogo do passado Domingo existiu uma situação que causou revolta em muitos portistas ao ponto de dar uma avaliação negativa a um dos jogadores que mais se empenhou e melhor jogou: Quaresma impôs-se perante Brahimi assumindo ele a marcação de um livre que o argelino se preparava para cobrar. Também não gostei da atitude do internacional português mas, partindo do principio que não existe uma lista de marcadores oficiais escolhidos pelo treinador, o facto de Herrera ter pegado na bola e a entregado a Brahimi não lhe dá automaticamente o direito de ser ele a cobrar a falta. Faltou bom senso a Quaresma, mas nada mais que isso. Caso a lista exista todo o meu raciocínio perde o valor, mas Lopetegui com certeza que chamará a atenção ao camisola 7 como já fez por outros motivos. De qualquer das formas o assunto ficará resolvido.

O jogo de Tozé - Não é segredo para ninguém que o jovem médio além de formado no FC Porto ainda está sob contrato com o clube. A decisão de emprestar Tozé ao Estoril foi tomada pelos responsáveis portistas e ao fazê-lo deviam ter pensado que, tratando-se de um jogador talentoso, havia o risco de jogar contra o FC Porto e, como se verificou, fazê-lo bem. Tozé está no primeiro de dois anos de empréstimo na Amoreira e está a fazer pela vida, se demora mais ou menos a sair de campo não é problema nosso. A pressão que se está a fazer sobre o rapaz é vergonhosa e cobarde, principalmente pelo facto de se pôr em causa as palavras do próprio quando afirma ser portista. Até Pinto da Costa já seguiu por esse caminho, situação que me entristece ainda mais. O que ganha o clube em ajudar a queimar um dos jogadores mais talentosos que saiu da formação nos últimos anos?

No meio destas parvoíces todas vamos perdendo tempo que podia ser aproveitado de forma mais útil, como por exemplo a denunciar as arbitragens que nos têm prejudicado e tanto têm ajudado o Benfica; a debater o futuro do FC Porto tendo em conta a situação financeira da SAD; a tentar perceber os motivos que levaram Pinto da Costa a dar o apoio do FC Porto a Luís Duque; ou a combater os constantes ataques de Bruno de Carvalho a Pinto da Costa e ao FC Porto. Qualquer umas destas opções é sem dúvida muito melhor do que andar a discutir a forma caricata como o Quaresma se veste ou se o Casemiro é um 6 ou um 8.


28 de outubro de 2014

O que é Ser Porto?

Jackson e Danilo foram dois dos galardoados ontem pelo FC Porto com um Dragão de Ouro, sendo que o colombiano é já repetente depois de também ter recebido um em 2013. Nenhum deles é português e os anos de serviço no clube podem ser contados pelos dedos de uma mão e ainda sobram dedos. No entanto, Jackson é um dos capitães de equipa e Danilo também está na hierarquia da braçadeira, como se pode comprovar no jogo de sábado em Arouca. Saberão eles o que é Ser Porto? Quando é que alguém pode dizer "eu Sou Porto"? E afinal o que quer isso dizer?

Estas perguntas e todas as que se podem fazer sobre este tema são de difícil resposta. Mas, como disse o Hélton, há uma diferença entre torcer pelo Porto e Ser Porto. Como não consigo descrever as diferenças, decidi trazer alguns exemplos do que não é Ser Porto.