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18 de fevereiro de 2015

Bom treino para o Bessa

O empate na Suiça foi um mal menor para um FC Porto que dominou por completo durante os 90 minutos e que viu o adversário marcar no primeiro e único remate feito à baliza de Fabiano. Por momentos cheguei mesmo a pensar que estava perante um jogo a contar para o campeonato, tal foi a atitude do Basileia e a má qualidade da arbitragem. Penálti por marcar sobre Jackson; segundo amarelo por mostrar a Walter Samuel; passividade perante as faltas no limite entre o duro e o violento da equipa da casa; e uma eternidade para decidir se o golo do Casemiro era válido ou não. Aliás, ainda estou à espera que o árbitro decida definitivamente que o golo do Danilo é válido, não vá ele mudar de ideias em relação ao penálti já com o jogo terminado...

Do jogo só não gostei da tendência excessiva que o FC Porto tem para jogar pelos flancos, da lesão do Óliver e do facto de Alex Sandro se ter juntado a Marcano e Maicon na lista de jogadores a um cartão amarelo de ficarem um jogo de castigo. Se a forma de jogar é uma opção do treinador e as lesões imprevisíveis, não há muito a comentar, mas em relação aos cartões amarelos a situação podia e devia estar muito mais controlada como tive oportunidade de aqui escrever há alguns meses atrás.

Seguem-se agora Boavista, Sporting e Sp.Braga em jogos a contar para o campeonato. É fundamental vencer estes jogos para continuar a pressionar o Benfica e para descolar definitivamente do Sporting. Depois sim será tempo para pensar no jogo da segunda mão frente ao Basileia.

31 de outubro de 2014

Como continuar a vencer sem gastar tanto?


É do conhecimento público que a SAD do FC Porto apresentou um resultado negativo de €40,7 milhões durante o exercício da época passada. Dadas as circunstâncias, ainda mais tendo sido uma ano em que não houve sucesso desportivo, não seria grave caso se tratasse de uma excepção à regra e não da própria regra. É comum ouvir que o FC Porto faz uma gestão de risco, coisa a que não me oponho desde que os riscos sejam controlados e caso algo corra mal não seja preciso medidas drásticas. No entanto, penso que neste momento a SAD se encontra no limite do risco e, como o próprio Fernando Gomes admitiu, é preciso recuar um bocado. Mais ainda se tivermos em conta as regras da UEFA em relação ao fair-play financeiro que, caso não sejam cumpridas, podem inclusivamente levar o FC Porto a ser excluído das competições europeias. Além de (mais) um golpe nas finanças, seria desprestigiante para o clube. Felizmente, é um cenário que ainda não se prevê.

Assim sendo, existem algumas medidas que gostaria de ver implementadas pela SAD e que, a meu ver, ajudariam o clube a obter melhores resultados financeiros:

Planear os plantéis para períodos de três épocas - Este é precisamente a duração de cada ciclo do fair-play financeiro da UEFA. Esta medida exigiria um trabalho a longo prazo, onde o plantel seria reestruturado mais a fundo no primeiro ano enquanto que nos dois seguintes receberia apenas alterações pontuais. A principal vantagem seria manter a mesma equipa por um período grande, o que lhe traria uma maior consistência e melhores  resultados desportivos. No plano financeiro, será sempre mais fácil vender jogadores por valores astronómicos no inicio de cada período de três anos porque será quando os clubes ricos poderão fazer um maior investimento sem temerem sanções do organismo que rege o futebol europeu.

Definir novos gastos máximos com o pessoal - É sabido que o FC Porto paga bem aos seus melhores jogadores. Seria importante que a SAD reduzisse o tecto máximo para salários e que não o ultrapassasse de forma alguma. Não estou a pedir que se faça como o Sporting e se tente à força toda vender ou rescindir unilateralmente com quem ganha acima disso. Basta que se comece a implementar esse novo tecto nas novas contratações e renovações. Outra situação que causou algum mal-estar entre os portistas foi o facto das remunerações dos Administradores terem aumentado na última época, em virtude dos resultados desportivos de 2012/2013 terem sido positivos. A minha proposta seria que fosse definida também uma percentagem para estas baixassem também após uma má época como foi a última. Percentagem essa que aumentaria conforme a distância (em lugares e não em pontos) para o primeiro lugar do campeonato.

Definir um tecto máximo para custos de intermediação e prémios de assinatura - Este é um dos assuntos que mais inquieta os portistas, pois as chamadas comissões custam ao clube muitos milhões de euros em cada época. A solução passa por baixar a percentagem atribuída ao intermediário - 5% do valor total da transferência, a meu ver, seria justo - e, mesmo assim, definir-lhe um limite monetário máximo. Os prémios de assinatura têm de ser mais adaptados à realidade do futebol português e também eles têm de ter um valor máximo. Situações como as do "negócio Danilo" não se podem repetir.

Apostar na prata da casa - Gonçalo Paciência, André Silva, Rafa, Ivo e Tomás Podstawski são jogadores formados no clube e que têm qualidade para seguirem os passos de Rúben Neves que, ironicamente, é mais novo que todos eles. Victor Garcia, Lichnovsky e Kayembe também têm mostrado potencial, mas casos como os deles têm de ser muito bem ponderados. A equipa B não pode funcionar como mais uma fonte de despesa mas sim de rendimento, independentemente da qualidade do jogador - que a tem -, os valores pagos por Kayembe não podem ser repetidos em outras contratações que depois, à imagem do belga, ficam a treinar e jogar pela formação secundária.

Acabar de uma vez por todas com os excedentários -  Rolando está afastado do grupo; Tiago Rodrigues na equipa B; Carlos Eduardo, Pedro Moreira, Stefanovic, Kléber, Izmaylov, Djalma, Caballero, Abdoulaye, Licá, Josué, Bolat, Quiño, Júnior Pius, Rúben Alves, Tozé, Sami, Varela e Ghilas estão emprestados; e a SAD mantém percentagens dos passes de Walter, Prediguer, Souza e Soares. Tendo eu a noção que é sempre mais fácil idealizar do que por em prática, a política de empréstimos tem de servir para dar minutos de jogo aos mais jovens e não para despachar temporariamente quem o treinador acha que não serve para o plantel. Para mim é simples: não serve para o treinador e não tem margem de progressão significativa, vende-se. Porém, o mais grave é o que aconteceu com Fucile na época passada e está a acontecer com Rolando nesta. A SAD não pode permitir que um jogador entre no último ano de contrato e caso isso aconteça não pode simplesmente colocá-lo de parte. Alguma solução tem de se arranjar, uma vez que não é só o jogador a perder com a situação.

Algumas medidas são mais simples, outras mais complicadas, mas creio que com algum esforço todas elas seriam possíveis. O permanente recurso à ajuda dos fundos de investimento, ao financiamento através da banca e aos empréstimos obrigacionistas tem de ser reduzido gradualmente até, eventualmente, ser extinto ou fique lá próximo. Tenho a perfeita noção que não será fácil, mas creio que não seja impossível.

28 de junho de 2013

As regras da UEFA

Há alguns anos a esta parte que os clubes ficaram condicionados por algumas regras na elaboração dos seus plantéis. Face à globalização do futebol, a UEFA impôs aos clubes que entram nas suas competições que tenham, no mínimo, oito jogadores formados no seu país sendo que, desses oito, pelo menos quatro têm de ser formados no próprio clube. Com um limite de 25 jogadores na Lista A, os clubes ficam assim com apenas 17 vagas sem qualquer restrição e vêm-se obrigados a apostar na formação e/ou em jogadores nacionais. Além disso, existe ainda uma Lista B onde poderão ser inscritos jogadores com menos de 21 e que entre os 15 e os 21 anos tenham estado inscritos por duas temporadas completas pelo clube. Esta lista não tem limite de inscrições.

Olhando aos jogadores que o FC Porto tem sob contrato e ignorando a equipa B e a lista B, podemos constatar o seguinte:
a) Existem sete jogadores formados localmente: Rolando, Sereno, Djalma, Varela, Licá, Tiago Rodrigues e Ricardo.
b) Existem cinco jogadores formados no clube: Ukra, Atsu, Abdoulaye, Josué e Castro.
Se for intenção da SAD cumprir as regras à risca, terão de ser inscritos pelo menos quatros dos jogadores mencionados em a) e pelo menos quatro dos jogadores mencionados em b).

No entanto, os clubes não são obrigados a preencher todas as vagas reservadas. Assim sendo, parece-me provável que o FC Porto encurte o seu plantel nas provas da UEFA para 23 ou 24 jogadores. Para isso basta diminuir de quatro para apenas três os jogadores em cada situação - ou em apenas em uma delas - a inscrever na Lista A.

Com base nos rumores que dão como certas as saídas de Fernando, Rolando e Atsu e a chegada do Ghilas e do Herrera, assim como provável a saída do Otamendi e a chegada do Bernard, penso que o plantel não fugirá muito do seguinte:

Guarda-redes:
- Helton
- Fabiano
- Kadú (Lista B)

Defesas:
- Danilo
- Fucile
- Maicon
- Reyes
- Abdoulaye (Formado no clube)
- Mangala
- Alex Sandro
- Quiño (Não será inscrito nas provas da UEFA)

Médios:
- Defour
- Herrera
- Castro (Formado no clube)
- Lucho
- Josué (Formado no clube)
- Carlos Eduardo
- Tiago Rodrigues (Formado no país)

Avançados:
- Licá (Formado no país)
- Varela (Formado no país)
- Bernard
- Iturbe
- Kelvin
- Ricardo (Formado no país)
- Jackson
- Ghilas

Neste caso o plantel seria composto por 26 elementos, sendo que um deles seria o jovem guarda-redes Kadú que pode ainda ser inscrito na Lista B. Quiño seria o sacrificado para ficar excluído da lista a apresentar à UEFA porque ainda assim o treinador teria o Fucile ou o Mangala como alternativas para a posição. Outro destaque vai para os seis extremos no plantel, sendo que os três mais jovens (Iturbe, Kelvin e Ricardo) podem ir jogando pela equipa B de forma alternada para manterem o ritmo de jogo. Bracalli, Fernando, Otamendi, Atsu, Rolando, Sereno, Izmaylov, Djalma e Ukra deverão seguir a sua carreira em outro clube, cada um pelo seu motivo.

23 de maio de 2012

A UEFA e os fundos de investimento


Recentemente surgiu por parte da UEFA a possibilidade, que ainda não foi posta de parte, de proibir os clubes de inscreverem jogadores cujos passes pertençam a fundos de investimento.

Apesar da ideia não ser má, não se percebe a atitude da UEFA. Parece que o facto da Liga Inglesa e a Liga dos Campeões terem sido vencidas por equipas que há dez anos atrás o máximo que sonhavam era vencer uma Taça da Liga de longe a longe não incomoda os dirigentes desta entidade. Ou seja, os clubes não podem vender parte dos direitos económicos dos seus activos para se financiarem, mas podem receber dinheiro vindo não se sabe bem de onde nem porquê.

Falando do meu clube, o FC Porto, não me agrada de maneira nenhuma, como já aqui disse, que recorra a fundos de investimento para gerar receitas antecipadas com a venda de percentagens de passes dos jogadores. Só que isto já é problema do FC Porto, de mais ninguém.

Penso que em vez de pensar na sua proibição, a UEFA deveria regulamentar e fiscalizar melhor estas situações. Não é o facto de uma equipa ter apenas 50% do passe de um jogador que vicia a classificação de um campeonato, mas sim a injecção de biliões de euros por parte de terceiros em equipas do meio da tabela, e quase sem história, e leva-las a vencer competições importantes, como é o caso actual de Manchester City e Chelsea. Isto não só vicia competições como também a história do futebol.

5 de agosto de 2011

Os desafios impostos pela UEFA

«Com o apertar das regras impostas pela UEFA, o debate sobre o nosso futebol juvenil voltou à mó de cima e, mais uma vez, somos confrontados com a falta de jogadores oriundos da formação no nosso plantel. Ponto prévio: o visão 611 terminou sem resultados práticos e apesar da lógica desse projecto, temporada após temporada assistímos à partida de jogadores que facilmente podiam ter sido uma alternativa válida e igualmente, à contratação sem grande critério de jogadores medianos, oriundos do mercado sul-americano e cujas capacidades foram sempre altamente questionadas.

Históricamente, sempre apostamos na nossa formação e no recrutamento de jogadores jovens e baratos, recordo-me por exemplo da equipa campeã nacional em 1978, contava com jogadores da casa como o Rodolfo Reis, Fernando Gomes, Gabriel, António Oliveira, outros como Octávio Machado, Teixeira e Freitas, apesar da não terem sido formados no clube, já faziam parte do plantel desde meados da década de 70 e, a continuidade desta política, que tão bons resultados deu na década de 80, foi subitamente abandonada com a chegada de dois técnicos estrangeiros, Carlos Alberto Silva e Bobby Robson, que juntamente com a abertura do mercado devido à lei Bosman, marcou a grande viragem na formação do nosso plantel; é certo que os resultados do final da década de 90, a implementação definitiva do clube a nível nacional e claro está, o declínio dos nossos rivais, ajudaram a vincar essa aposta, que, teve o seu primeiro grande estouro no final do ciclo Fernando Santos e Octávio, obrigando a nossa estrutura a mudar radicalmente a formação do plantel para um misto de jogadores jovens, oriundos do campeonato nacional com alguns estrangeiros, de qualidade comprovada e já com traquejo em ligas Europeias, dando origem à sequência mais espectacular do futebol Português, o domínio do FCP na Europa em 2003 e 2004.

A era Mourinho e os seus sucessos levaram a uma nova mudança no planeamento, desta vez originada pelo novo riquismo do pós-Gelsenkirchen e que se vem arrastando até agora, uma aposta feliz em termos desportivos mas será que o futuro do clube, enquanto potência Europeia não ficou em causa? Será que vamos passar a contratar jogadores por preços cada vez mais elevados e sem grandes hipóteses de retorno? (o fair-play financeiro assim o obrigará); os valores do clube dentro das quatro linhas não serão perdidos em consequência da falta da aposta na formação e jogadores com conhecimento sobre o clube? O que vamos fazer quando a regra 6+5 e do número fixo de jogadores no plantel, formados pelo clube, entrarem em vigor?

A solução para a revitalização da nossa formação passará certamente pela criação da equipa "B", por uma política clara e concisa sobre como integrar os nossos miúdos no plantel principal e... a própria situação económica, cada vez é mais complicado encontrar financiadores, o mercado ligado ao futebol está cada vez mais dependente de mecenas e quando estes não abrem os cordões à bolsa, condicionam todo o mercado e levam-nos por arrasto, quando é certo e sabido que todas as temporadas somos obrigados a abdicar de dois, três jogadores nucleares e são essas mesmas vendas que seguram o nosso orçamento, ano após ano.

Uma coisa é certa: vamos apostar na nossa formação, falta saber quando e, se por vontade própria ou porque vamos chegar a um ponto em que não vamos ter outra solução, tal como aconteceu com o Sporting e com as consequências sobejamente conhecidas.»
Texto retirado do Fórum Somos Porto, originalmente escrito pelo utilizador "Lucho".

A questão da regra 6+5 e do fair-play financeiro que a UEFA pretende introduzir no futebol europeu pode influênciar o rumo do futebol. Depois de ler este texto, o que acha sobre esta questão? Será que o nosso clube estará preparado quando esse dia chegar?

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