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22 de fevereiro de 2014

As vantagens de um treinador interino

Diz-se nos bastidores que Paulo Fonseca está há alguns jogos a esta parte a uma derrota da demissão. Não consigo entender isto. Será mesmo necessário o FC Porto ficar definitivamente arredado do titulo ou eliminado (em campo) de uma competição a eliminar para demitir o treinador? Paulo Fonseca já não deu provas suficientes da sua incompetência? Se a SAD já não acredita nele tem de o demitir o mais rápido possível, cada dia conta e o FC Porto ainda está em condições de lutar por títulos.

Fazendo fé nestes rumores que fazem de Paulo Fonseca um treinador a prazo, penso que a melhor solução seria a promoção de Luís Castro à equipa principal como treinador interino. Não sendo um génio do futebol, é experiente e tem mostrado competência no comando da equipa B que lidera a Segunda Liga. Existem algumas vantagens a ter em conta:

- Ausência de pressão. Toda a gente percebe que quem entrar nestas circunstâncias não pode fazer milagres. Assim sendo, Luís Castro teria a tranquilidade necessária para melhorar um pouco o futebol da equipa e aguentar o barco até ao fim desta tempestade.

- Tempo para preparar a próxima época. Enquanto esta época for avançando para o final, Pinto da Costa ganharia uma janela de alguns meses para contratar um treinador e com ele preparar a temporada 2014/2015 para, finalmente, o FC Porto ter um plantel sem lacunas.

- Próximo treinador estaria protegido. Há sempre o risco das coisas estarem tão más que seja impossível remediar a situação com a época a decorrer. O perigo de entrar alguém novo e não conseguir ganhar nada é real e poderia perder-se aqui um treinador competente ou, no mínimo, colocá-lo sob uma pressão acrescida para a próxima época.

- Aproveitamento dos talentos da equipa B. A formação secundária do FC Porto não é líder da Segunda Liga por acaso. Claro que em vários jogos contou com a ajuda de jogadores da formação principal, mas por lá também existem vários jogadores a ter em conta. É sabido que Danilo e Alex Sandro não têm concorrentes directos pelo lugar, assim como não existe um jogador com as características do Fernando para o substituir. Com a promoção de Luís Castro e face a estas lacunas, jogadores como Victor Garcia, Quiño ou Mikel teriam aqui uma janela de oportunidade para mostrar o que realmente valem. Mas existem mais a poder sonhar, como por exemplo Tozé e Gonçalo Paciência.

- Conhecimento do que é o FC Porto. Esta parece ser uma das maiores lacunas de Paulo Fonseca. Desde que chegou que dá a entender que não sabe o que é Ser Porto. Há quase uma década ao serviço do clube, Luís Castro conhece os cantos à casa e está bem familiarizado com a filosofia vencedora do FC Porto.

Claro que nem tudo são vantagens. Ninguém sabe como reagiria Luís Castro à pressão de comandar um clube desta dimensão, mas é preferível arriscar em alguém que esteja no clube e o conheça por dentro do que dar outro tiro no escuro. Uma coisa é certa, os portistas estão desligados da equipa e enquanto Paulo Fonseca estiver à frente dela a tendência é piorar. Pinto da Costa saberá melhor do que ninguém o que fazer, assim sendo só nos resta esperar que tenha o bom-sendo de decidir o que fazer antes que seja tarde demais.

4 de novembro de 2013

Fucile e as ausências por motivos pessoais


Desde dia 30 do passado mês que sabemos que Fucile está de saída do FC Porto. O jornal O Jogo noticiou a vontade do jogador em sair para jogar de forma mais regular e a verdade é que há vários dias que o uruguaio não treina com o plantel. Nas várias notas publicadas no site oficial, o FC Porto justifica a ausência com alegados motivos pessoais.

Tantos dias de ausência por motivos pessoais levantam a curiosidade de qualquer um, mais ainda quando se sabe que o jogador em questão teve problemas disciplinares com o anterior treinador, que levaram a que fosse mantido à margem do grupo durante a segunda metade da época passada. Mesmo sendo conhecida a carência de opções para as laterais defensivas, Vítor Pereira recusou a reintegração de Fucile.

Com a saída de Vítor Pereira e a chegada de Paulo Fonseca, a SAD achou por bem dar uma nova oportunidade ao lateral. Fucile seria uma boa opção quer para Danilo quer para Alex Sandro e evitava que fosse preciso ir ao mercado. Uma decisão que, face ao referido, aplaudi.

No entanto, corre o rumor que durante um treino da semana passada, o uruguaio insultou à frente de todo o grupo de trabalho o treinador Paulo Fonseca. A verdade é que , como escrevi acima, Fucile já não treina há vários dias por motivos pessoais. Isto faz com que o que se tem escrito pela Internet sobre a eventual falta de respeito ao treinador ganhe contornos de verdadeiro. Acrescento apenas que este acontecimento foi relatado por pessoas que, aparentemente, costumam ter informações privilegiadas junto de pessoas que trabalham no clube ou na imprensa.

Com ou sem insultos, parece mesmo que Fucile chegou ao fim do seu percurso com a camisola do FC Porto. Víctor García e Quiño, ambos actualmente na equipa B, deverão ser os principais beneficiados com esta situação, aumentando substancialmente as hipóteses de serem chamados à equipa principal. Uma situação a acompanhar nas próximas semanas e que terá o seu desfecho no mercado de janeiro.

20 de outubro de 2013

Um olho na Taça e outro na Champions

Foi a pensar no jogo da próxima terça-feira que Paulo Fonseca preparou a equipa que recebeu e bateu o Trofense por 1-0. O onze inicial apareceu com apenas três habituais titulares - Danilo, Fernando e Varela - sendo que o português está longe de ser indiscutível. Além disso, também as substituições foram feitas tendo em conta o jogo da próxima terça-feira e não tendo em conta as necessidades da equipa para o jogo que estava a disputar.

A exibição foi pobre, principalmente na segunda parte. É preocupante que uma equipa que, num passado recente, nos habituou a manipular qualquer adversário não consiga agora gerir uma vantagem no marcador de forma tranquila. Algumas notas soltas:

- Mesmo sem Otamendi, que era o habitual municiador deste tipo de lances, a bola continuou a ser bombeada demasiadas vezes para o ataque.

- Continua a existir uma distância enorme entre o médio-ofensivo e os dois mais recuados, o que tem por resultado prático os passes directos que mencionei no ponto anterior, uma deficiente pressão sobre o adversário em caso de perda de bola no ataque e uma dificuldade acrescida em arranjar linhas de passe.

- Bom jogo de Ricardo, dando continuidade ao bom trabalho que tem feito na equipa B. Oferece largura à equipa ganhando muitas vezes a linha de fundo e sem comprometer o rigor táctico que lhe é característico. Merece claramente ser aposta mais regular.

- Carlos Eduardo é outro que tem aproveitado a equipa B para evoluir de forma positiva. Passada larga, rigor no passe, visão de jogo e sentido posicional são as características que mais saltam à vista. Espero que o seu profissionalismo aliado às exibições consistentes lhe valham mais minutos no futuro que espero que seja próximo.

- Estreia positiva de Víctor García. Tímido ao inicio, foi-se libertando com o decorrer do jogo e combinando bem com Ricardo, o seu colega no flanco direito durante a maior parte dos 90 minutos.

- Má exibição de Quintero. O colombiano exagerou nas iniciativas individuais e perdeu a bola demasiadas vezes. A qualidade está lá, falta saber como a pôr ao serviço da equipa.

- Reyes tem tudo para se afirmar no FC Porto. O adversário não ofereceu grandes dificuldades aos defesas azuis-e-brancos, mas o mexicano esteve irrepreensível sempre que foi chamado a intervir.


Depois de duas semanas de laboratório, que pensava eu serviriam para corrigir erros, a equipa voltou com os mesmos problemas. Era notória a preocupação de Paulo Fonseca no banco e começo a temer que ou lhe falta o engenho para dar a volta à situação ou que acredita que a insistência nesta formula acabará por o levar o FC Porto ao sucesso. Qualquer uma das alternativas me deixa bastante apreensivo, até porque os próximos dois jogos são importantíssimos.

É imperativo que treinador e equipa percebam que estão a seguir um caminho perigoso e que a situação só não tomou outras proporções porque os resultados, ao contrário das exibições, têm sido positivos.