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22 de março de 2016

Usar o clube como escudo


No dia em que se comemorava o primeiro aniversário do último penálti assinalado contra o Benfica, Jonas diz que ninguém tem sido beneficiado e Vítor Baía queixa-se da forma como a SAD tem gerido o FC Porto. E para onde se viraram as atenções do clube? Se disse "para o colinho aos vermelhos" enganou-se redondamente. Na edição de hoje (22/03/2016) do Dragões Diário é dirigido uma parágrafo ao antigo guarda-redes e assumido pretendente ao cargo de presidente do FC Porto. E qual é o motivo por trás disso? Aparentemente o facto de Vítor Baía se ter enganado em alguns factos, mas nem sempre as coisas são tão simples assim.

Os defensores incondicionais de Pinto da Costa têm por costume assumir qualquer critica à administração do clube como um vil ataque ao presidente. Nada mais errado, como aliás provam as constantes declarações do próprio Pinto da Costa sobre o facto de a restante administração ter liberdade e poder para tomar decisões e colocá-las em prática sem que tenham de passar pelo filtro presidencial.

E o problema de Pinto da Costa não é Vítor Baía, porque o ex-guarda-redes não parece interessado em concorrer à presidência do clube contra o actual presidente. Por outras palavras, Vítor Baía não é ameaça à actual direcção da SAD. Mas então qual é o motivo que faz com que quem dirige o clube sinta a necessidade de atacar quem os critica? A resposta é simples: a sucessão.

Neste momento Pinto da Costa está rodeado de aspirantes a presidente por todos os lados, sendo que a cada ano que passa aparecem mais e mais. Uns vão entrando devagarinho no dia-a-dia do clube, enquanto outros são afastados com violência por quem manda neste momento no FC Porto. Um exemplo disso mesmo foi António Oliveira, que se viu ser atacado na comunicação social pela estrutura azul e branca porque reunia os requisitos que Vítor Baía reúne neste momento: era uma voz crítica e era apontado como candidato à sucessão de Pinto da Costa.

Na época passada Vítor Baía foi parvinho o suficiente para negar publicamente os evidentes benefícios da arbitragem ao Benfica - situação que tentou corrigir mais tarde -, mas já este ano teve a a audácia de falar em reuniões secretas, nas costas de Pinto da Costa, de pessoas ligadas ao FCPorto para preparar a sucessão e a lucidez para não se candidatar contra o actual presidente porque, além de não ter a mínima hipótese, seria enxovalhado publicamente por aqueles que olham para um crítico/concorrente a um lugar que ainda está ocupado e vêem um inimigo.

Quem está neste momento no comando do FC Porto usa os meios que o clube lhe põe à disposição para defender a própria pele e, se sobrar tempo, aí sim se defende o clube. Foi assim recentemente com Carlos Abreu Amorim, como foi mais atrás com António Oliveira e como é agora com Vítor Baía. Entretanto, os Jonas deste campeonato continuarão a mergulhar descaradamente e a viciar resultados a favor das respectivas equipas sem que ninguém ligado ao FC Porto faça qualquer coisa.

Para terminar deixo o mesmo pensamento com que finalizei o texto onde falei sobre o processo movido pela administração da SAD ao já mencionado Carlos Abreu Amorim: Uma coisa é certa, enquanto que estiver à frente do clube não o defender com a mesma energia que defende a si próprio será difícil que o FC Porto volte a ser um clube vencedor.

8 de fevereiro de 2016

Um estratégia de comunicação peculiar

Há algum tempo, talvez anos, que a SAD do FC Porto não dá sinais de vida e há já quem a compare à presidência de Cavaco Silva. A nação bem que gostaria de ouvir pela boca de quem de direito o que realmente se passa, mas quando algum responsável portista fala limita-se a sacudia a água do capote.

No meio de tanto silêncio surgiu recentemente um movimento que pode tornar o FC Porto um caso único em Portugal: as mulheres dos intervenientes a darem a cara por eles.

Vítor Baía criticou a SAD? Não há problemas, a Fernanda, actual esposa de Pinto da Costa, já lhe responde através do Instagram. Curiosamente, foi na mesma rede social que a mulher de Maicon, logo após este ter virado as costas ao jogo, decidiu vir dar a entender que o camisola 4 portista tem jogado lesionado e ainda colocar em causa o profissionalismo da equipa médica do clube.

Enquanto aguardo ansiosamente por um tweet da esposa do Dr. Nélson Puga, espero que os responsáveis do FC Porto mudem rapidamente de estratégia e passem de espectadores a intervenientes. Porque o clube está a afundar e eles continuam a assobiar para o lado. A continuar assim vamos acabar a época sem qualquer título e com as esposas de Lopetegui e Peseiro a trocarem galhardetes pelo facebook.

9 de março de 2015

Terá Vítor Baía caído na realidade?

Após as polémicas declarações da semana passada, Vítor Baía aparece agora a exigir respeito. Segundo o próprio, as afirmações foram feitas de forma genérica e não dirigidas a alguém em concreto, tendo apenas como objectivo proteger o futebol. A primeira pergunta que me ocorre é: haverá alguém ingénuo ao ponto de, após afirmar que as arbitragens não são mais do que desculpas para o insucesso, achar que a equipa que tem sido verdadeiramente patrocinada em pontos pelos erros dos árbitros não iria usar isso como argumento de defesa? Eu acho que não. Não consigo acreditar que haja alguém que consiga falar deste assunto no abstracto quando o tema tem sido demasiado concreto. Mas há mais. Como é possível que o Vítor Baía ache que assobiar para o lado, ignorando os benefícios evidentes que o Benfica tem recebido quase em todas as jornadas, é o melhor caminho para fazer o futebol melhor e mais honesto? O caminho para tornar o futebol mais transparente não se faz ignorando a realidade. Ou está tudo bem desde que ninguém comente? As equipas podem abdicar de jogar na máxima força só porque sim contra quem lhes interessa que o problema não está no acto, está em quem aponta o dedo. Os árbitros e respectivos assistentes podem continuar a favorecer sempre a mesma equipa que estão desculpados, vergonhoso é falar no assunto. A realidade é que o Vítor Baía, com ou sem intenção, deu uma arma de defesa àqueles que obtiveram a liderança com a ajuda de terceiros e é graças a esses factores externos que por lá se vão mantendo. Que curiosamente são os mesmos que, com ou sem razão, montam o maior espectáculo do mundo quando não ganham.

Vítor Baía foi muito infeliz nas declarações ou, no mínimo, na altura que escolheu para as prestar. Com o campeonato já completamente enterrado em casos de favorecimento óbvios e quase sempre no mesmo sentido, não tem qualquer cabimento adoptar um discurso dito neutro mas que na realidade encaixou bem como defesa daqueles que têm colhido o fruto dado pelos erros. Talvez numa fase mais embrionária da época pudesse fazer o mínimo sentido, assim foi uma tentativa de negar a realidade. É caso para dizer que faltou alguma visão periférica a Baía.

28 de fevereiro de 2015

Carta Aberta a Vítor Baía

Vítor,

como deves ter consciência, foste um ídolo para milhões de portistas durante a tua carreira como guarda-rede do FC Porto. Se bem te lembras, foi no FC Porto que tiveste os maiores sucessos desportivos da tua vida e foi o FC Porto quem comprou uma guerra com Scolari e a FPF quando foste injustamente excluído da Selecção. Não conheço um único portista que não te tivesse apoiado e criticado o seleccionador e/ou a FPF durante essa altura.

É a esses adeptos e ao único clube que sempre te apoiou que vais virando as costas. Não sei se estás ressentido com alguma coisa do teu período pós-jogador no clube ou se disseste o que disseste para agradar à tua entidade patronal. Compreendo que tenhas passado por uma situação financeira difícil - a mesma foi do conhecimento público -, mas não acredito que fosse mesmo necessário andares por aí a apregoar mentiras. Ou estarás a preparar uma candidatura à LPFP ou mesmo à FPF? Parece que agora é moda quem o faz querer demarcar-se do passado no FC Porto ou então assumir-se como adepto de outro clube mais do agrado da comunicação social. De qualquer das formas, deixa-me que te esclareça umas coisas:

Normalmente é verdade o que dizes em relação à arbitragem: no final todos são beneficiados e prejudicados. Mas o que se tem passado é que temos assistido a um acumular de erros sempre em favorecimento do Benfica. Sempre. Quase todas as jornadas se passa qualquer coisa estranha. Ou é o FC Porto que tem uma arbitragem "infeliz" e é prejudicado, ou são os adversários do Benfica que decidem não jogar na máxima força - seja não utilizando os melhores jogadores, seja trocando de guarda-redes -, ou é o Benfica que beneficia das decisões disparatadas da equipa de arbitragem. Isto é evidente para todos. Tão evidente que até o Rui Santos já falou em campeonato forjado. Será que não vês os jogos do Benfica? Se é por isso até compreendo a tua ignorância, eu próprio deixei de ver grande parte desses jogos pelo mesmo motivo que deixei de acompanhar a WWE: já não tenho pachorra para desportos onde os vencedores são decididos previamente. Só assim se justifica que tenhas tido essas considerações infelizes.

Com este andar (ou andor, como queiras), será mesmo graças às enormes ajudas externas que o clube A, B ou C será campeão. E o Benfica é o clube A, B e C na cabeça dos árbitros. Se ainda há qualquer coisa de FC Porto aí dentro, procura ficar mais atento à realidade que te rodeia. E se algum dia precisares de voltar a sentir o que é ser Porto, procura o sportinguista e teu amigo Costinha. Certamente que ele te fará relembrar muitas coisas de que foram vítimas enquanto jogadores do FC Porto.

Em semana de FC Porto - Sporting houve quatro vozes, além das habituais, que se levantaram para atacar o FC Porto e Lopetegui: a de José Eduardo Moniz, a de João Gabriel, a de Jorge Jesus e a tua! Pensa nisso.