A maior forma de elogio que se pode dar a um adversário num jogo de futebol é optar por uma postura extremamente defensiva tendo em vista o empate a zero. Graças à época fantástica ao comando de André Villas-Boas, o FC Porto passou a ser bastante "elogiado" entre portas nas épocas seguintes, principalmente nos jogos no Dragão. Dos mais pequenos aos maiores, quase todos iam a jogo com o olho no contra-ataque, deixando a iniciativa de atacar aos portistas.
Nas duas épocas de Vítor Pereira a estratégia dos adversários passava por ver quem era a equipa que conseguia defender com mais homens dentro da própria área ou nas imediações. Raramente deixavam um jogador à frente da linha da bola e, regra geral, não se aventuravam mais do que três jogadores nas jogadas de contra-ataque. As dificuldades para chegar ao primeiro golo foram quase sempre muitas, muito porque em 2011/2012 faltou um ponta-de-lança e em 2012/2013 saiu o Hulk, que foi quase sempre o abre-latas de serviço. Ficou James com a responsabilidade de encontrar um buraco nas muralhas e, com menor ou maior dificuldade, foi conseguindo.
Não sei se por opção ou olhando à falta de jogadores explosivos, Vítor Pereira desenvolveu um sistema de jogo baseado na posse de bola e na segurança defensiva. Acredito que foi um pouco dos dois. O que é certo é que a maioria dos portistas não apreciava um modelo de jogo que fazia com que o FC Porto passasse 70% do tempo de jogo a passar a bola junto à grande-área do adversário, à espera da melhor oportunidade para chegar ao golo. O próprio admitiu que lhe faltavam desequilibradores ao jogo do FC Porto e que caso a mesma estrutura fosse mantida e os conseguisse contratar que chegaria a um patamar superior. Foi isto tudo isto o que o clube não fez.
No Verão de 2013 James e Moutinho foram vendidos e os desequilibradores não chegaram. Para piorar a situação, Paulo Fonseca foi escolhido para ser o novo treinador e logo decidiu rasgar com o passado recente. Talvez cego pelo terceiro lugar alcançado no Paços de Ferreira numa época em que os portistas se queixavam (de barriga cheia) do futebol que os Dragões praticavam, o recém-chegado decide deitar para trás um trabalho de três épocas - que começou com Villas-Boas e teve continuidade em Vítor Pereira - para implantar um modelo de jogo que se esperava ser de ataque vertiginoso e com um meio-campo formado por um 10 à antiga e dois médios mais defensivos. Não podia ter corrido pior.
A certa altura já toda a gente tinha percebido que o Fernando funcionava melhor sem ninguém ao lado e que havia jogadores que não estavam a render metade do que podiam render por causa do cansaço acumulado e por causa de uma táctica que não beneficiava um jogador que fosse. Paulo Fonseca saiu tarde demais e Luís Castro apanhou uma equipa completamente desfeita e, prestes a entrar na parte decisiva da temporada, sem qualquer fio de jogo.
Luís Castro até começou bem, mas acabou por não conseguir conquistar nada. Fracassou contra o Sevilha na Liga Europa e contra o Benfica em ambas as taças. Em todos os jogos o adversário teve um jogador a menos durante grande parte do jogo e mesmo assim conseguiram aguentar o ataque do FC Porto - é a tal história dos autocarros contra uma equipa sem desequilibradores...
Pelo meio disto tudo, Luís Castro descobriu que havia jogadores no plantel que já deviam ter muito mais tempo de jogo. Ghilas, Ricardo, Quintero e Reyes mostraram ser jogadores competentes e com qualidade para jogar no FC Porto. Se Paulo Fonseca tivesse arriscado neles mais cedo talvez jogadores como o Danilo, Alex Sandro, Varela ou Jackson não estivessem completamente exaustos no último terço do campeonato. Paulo Fonseca fez uma gestão à Jorge Jesus e o FC Porto acabou com uma época à Benfica.
É evidente que há lacunas a ser preenchidas para a época que aí vem, mas a mais importante é no lugar de treinador. De nada adianta ter bons jogadores se no comando estiver alguém com medo de apostar nos que jogam menos vezes e que a isso ainda junte a falta de noção do que se passa à sua volta. A culpa de uma época desastrosa não pode ser só de uma pessoa e é óbvio que o Paulo Fonseca não foi o culpado de tudo, mas é minha convicção que com um bom treinador no banco o FC Porto pelo menos tinha dado luta. Espero que a lição tenha sido aprendida.
Mostrar mensagens com a etiqueta Vítor Pereira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vítor Pereira. Mostrar todas as mensagens
30 de abril de 2014
8 de outubro de 2013
Aproveitar a paragem da melhor forma
Nem sempre as paragens para os jogos das selecções são benéficas para o FC Porto mas, depois das más exibições nos últimos jogos, esta parece ser. Os Dragões só voltam a jogar no próximo dia 20 (na realidade o jogo contra o Trofense a contar para a Taça de Portugal deve ser antecipado para dia 19 devido ao FC Porto-Zenit marcado para dia 22) e Paulo Fonseca tem aqui um intervalo de duas semanas para ajustar a equipa a um estilo de jogo mais condizente às pretensões do clube.
Como disse anteriormente, Paulo Fonseca errou ao tentar implementar o seu estilo de jogo de forma instantânea. Vítor Pereira trabalhou durante os dois últimos anos uma forma de jogar que beneficiava as características de muitos dos jogadores e ajudava a esconder-lhes os pontos fracos. A equipa jogava sempre coesa, com os jogadores muito próximos uns dos outro - isso notava-se na forma rápida como pressionavam imediatamente após perderem a posse de bola reconquistando-a rapidamente - e sempre com várias linhas de passe para o portador da bola. Um dos defeitos apontados por muitos ao FC Porto de Vítor Pereira era o facto de jogar muito pelo corredor central, abdicando dos extremos. Olhando em retrospectiva percebe-se que era uma solução inteligente uma vez que, à excepção de James e Jackson, não haviam desequilibradores, jogadores capazes de fazer a diferença num momento de inspiração, a equipa usava o colectivo para contornar a situação. Com Paulo Fonseca tudo mudou e o FC Porto joga agora com dois extremos bem definidos, um número 10 e dois médios mais recuados. Um dos problemas que encontro é a incapacidade dos médios encontrarem linhas de passe. Com os extremos tão agarrados à linha torna-se difícil jogar simples e não são raras as vezes em que o Fernando se vê sem linhas de passe e a perder a bola ao tentar passar pelos adversários, além dos inúmeros passes directos da defesa para os avançados. Com isto (os extremos tão abertos), além de se ter perdido o futebol apoiado, perdeu-se a capacidade de pressionar imediatamente o adversário após a perda de bola. O resultado disto tudo é uma equipa nervosa, sem fio de jogo e que recorre em demasia à falta.
O FC Porto tem plantel para jogar um futebol mais vistoso e com uma qualidade muito superior ao que tem feito. Jogadores que no passado jogavam de forma consistente (Defour, Alex Sandro, Fernando e Lucho são os casos mais flagrantes) têm agora mais dificuldades e as suas exibições vão oscilando frequentemente. Há que alterar a forma de jogar e, acima de tudo, tentar planear o sistema de jogo tendo em conta os jogadores que compõe o plantel.
Tendo isto em conta, desenhei aquele que seria o meu onze:
Sou defensor que devemos tentar jogar sempre com os melhores jogadores e, como tal, faria algumas alterações no onze. Nunca fui um grande admirador do Otamendi e vejo a dupla Mangal-Maicon como sendo a mais eficaz do plantel. As debilidades físicas do argentino são constantemente exploradas pelos adversários colocando o seus colegas sob uma pressão acrescida - ainda no jogo frente ao Atlético de Madrid o frango do Helton disfarçou a incapacidade do Otamendi em se impor no jogo aéreo a um adversário mais forte nesse capitulo. Licá e Quintero assumiriam os lugares ultimamente ocupados por Varela e Josué. De resto, destaque apenas para a utilização de uma fórmula semelhante à usada por Vítor Pereira enquanto treinador do FC Porto.
O objectivo destas alterações seria devolver à equipa a segurança defensiva e o controlo de jogo a que nos habitou no passado. Partindo do 4-3-3 como base, os jogadores procurariam assumir um posicionamento diferente no desenrolar do ataque: Licá assumiria o lugar de segundo ponta-de-lança e Quitero a posição 10, deixando que fossem os laterais a dar largura ao ataque. Fernando ficava como único apoio aos defesas-centrais enquanto Lucho e Defour ficariam responsáveis por dar os equilíbrios à equipa.
Se a forma de jogar não for alterada, os jogadores vão continuar a sentir dificuldades, a jogar mal e a entrar e sair do onze até que se esgotem todas as opções. Paulo Fonseca tem de parar de tratar os sintomas e começar a atacar a doença. Rapidamente.
Como disse anteriormente, Paulo Fonseca errou ao tentar implementar o seu estilo de jogo de forma instantânea. Vítor Pereira trabalhou durante os dois últimos anos uma forma de jogar que beneficiava as características de muitos dos jogadores e ajudava a esconder-lhes os pontos fracos. A equipa jogava sempre coesa, com os jogadores muito próximos uns dos outro - isso notava-se na forma rápida como pressionavam imediatamente após perderem a posse de bola reconquistando-a rapidamente - e sempre com várias linhas de passe para o portador da bola. Um dos defeitos apontados por muitos ao FC Porto de Vítor Pereira era o facto de jogar muito pelo corredor central, abdicando dos extremos. Olhando em retrospectiva percebe-se que era uma solução inteligente uma vez que, à excepção de James e Jackson, não haviam desequilibradores, jogadores capazes de fazer a diferença num momento de inspiração, a equipa usava o colectivo para contornar a situação. Com Paulo Fonseca tudo mudou e o FC Porto joga agora com dois extremos bem definidos, um número 10 e dois médios mais recuados. Um dos problemas que encontro é a incapacidade dos médios encontrarem linhas de passe. Com os extremos tão agarrados à linha torna-se difícil jogar simples e não são raras as vezes em que o Fernando se vê sem linhas de passe e a perder a bola ao tentar passar pelos adversários, além dos inúmeros passes directos da defesa para os avançados. Com isto (os extremos tão abertos), além de se ter perdido o futebol apoiado, perdeu-se a capacidade de pressionar imediatamente o adversário após a perda de bola. O resultado disto tudo é uma equipa nervosa, sem fio de jogo e que recorre em demasia à falta.
O FC Porto tem plantel para jogar um futebol mais vistoso e com uma qualidade muito superior ao que tem feito. Jogadores que no passado jogavam de forma consistente (Defour, Alex Sandro, Fernando e Lucho são os casos mais flagrantes) têm agora mais dificuldades e as suas exibições vão oscilando frequentemente. Há que alterar a forma de jogar e, acima de tudo, tentar planear o sistema de jogo tendo em conta os jogadores que compõe o plantel.
Tendo isto em conta, desenhei aquele que seria o meu onze:
![]() |
| Disposição base da equipa. |
Sou defensor que devemos tentar jogar sempre com os melhores jogadores e, como tal, faria algumas alterações no onze. Nunca fui um grande admirador do Otamendi e vejo a dupla Mangal-Maicon como sendo a mais eficaz do plantel. As debilidades físicas do argentino são constantemente exploradas pelos adversários colocando o seus colegas sob uma pressão acrescida - ainda no jogo frente ao Atlético de Madrid o frango do Helton disfarçou a incapacidade do Otamendi em se impor no jogo aéreo a um adversário mais forte nesse capitulo. Licá e Quintero assumiriam os lugares ultimamente ocupados por Varela e Josué. De resto, destaque apenas para a utilização de uma fórmula semelhante à usada por Vítor Pereira enquanto treinador do FC Porto.
O objectivo destas alterações seria devolver à equipa a segurança defensiva e o controlo de jogo a que nos habitou no passado. Partindo do 4-3-3 como base, os jogadores procurariam assumir um posicionamento diferente no desenrolar do ataque: Licá assumiria o lugar de segundo ponta-de-lança e Quitero a posição 10, deixando que fossem os laterais a dar largura ao ataque. Fernando ficava como único apoio aos defesas-centrais enquanto Lucho e Defour ficariam responsáveis por dar os equilíbrios à equipa.
Se a forma de jogar não for alterada, os jogadores vão continuar a sentir dificuldades, a jogar mal e a entrar e sair do onze até que se esgotem todas as opções. Paulo Fonseca tem de parar de tratar os sintomas e começar a atacar a doença. Rapidamente.
Etiquetas:
2013/2014,
Augusto Baptista Ferreira,
FC Porto,
Paulo Fonseca,
Plantel,
Vítor Pereira
20 de setembro de 2013
Os erros de Paulo Fonseca
É difícil ser treinador do FC Porto. Além da má-imprensa, é preciso também lidar com adeptos elitistas que por vezes fazem um esforço para complicar pequenas situações. Mais difícil fica quando se decide complicar, e foi o que Paulo Fonseca fez.
Quando assumiu o comando da equipa, fê-lo sob o fantasma da perda de Fernando, o melhor trinco a jogar em Portugal, o que aliado ao facto de ter o 4-2-3-1 como sistema preferido fez a ideia de esquecer o 4-3-3 ganhar força. A pré-época começou bem e depois foi abrandando criando junto dos portistas a dúvida se a equipa estaria mesmo preparada ou se os indicadores iniciais seriam fruto das expulsões sofridas pelos adversários. A Supertaça trouxe uma boa exibição e as preocupações foram-se embora... voltando na semana seguinte após o mau desempenho em Setúbal.
Os números dizem que o FC Porto está forte. Seis vitórias em seis jogos oficiais com apenas um golo sofrido não deviam deixar dúvidas. Mas elas existem. As exibições fora de portas têm sido péssimas e muito sofridas, o rigor defensivo a que fomos habituados nas épocas de Vítor Pereira desapareceu juntamente com a posse de bola segura e a capacidade de a recuperar pouco após a sua perda. Os erros individuais sucedem-se, o recurso à falta para parar o adversário quase dobrou e, por vezes, a equipa parece perdida em campo. O jogo colectivo foi substituído pelas inspirações momentâneas dos jogadores para chegar ao golo. A largura e verticalidade que Paulo Fonseca tentou dar ao futebol praticado não estão a compensar minimamente a perda da segurança defensiva que os Dragões apresentavam em 2012/2013.
Olhando a estes factos, acho que chegou a altura do treinador ponderar regressar ao 4-3-3. As movimentações estavam assimiladas e a dupla Quintero-Licá oferece mais velocidade e imprevisibilidade à equipa do que James e Varela ofereciam. Devia ter sido este o caminho seguido desde o principio: aproveitar a base feita em três épocas com apenas uma derrota para o Liga - e nas condições conhecidas por todos - fazendo apenas pequenos ajustes tendo em conta a ideologia de jogo que defende. Não diria que foi um erro tentar o 4-2-3-1 e muito menos que seja uma estratégia inviável, simplesmente acredito que o modelo apresentado na última época oferece outras garantias. Erro foi tentar mudar tudo de uma vez e de forma precipitada.
Se Paulo Fonseca for capaz de recuar e depois, dando tempo ao tempo, começar a trabalhar a equipa para jogar em 4-2-3-1, estará a facilitar a sua própria tarefa porque, durante esse período, terá em campo uma equipa capaz de jogar quase de olhos fechados. Precisamente o contrário do que sucede agora.
Quando assumiu o comando da equipa, fê-lo sob o fantasma da perda de Fernando, o melhor trinco a jogar em Portugal, o que aliado ao facto de ter o 4-2-3-1 como sistema preferido fez a ideia de esquecer o 4-3-3 ganhar força. A pré-época começou bem e depois foi abrandando criando junto dos portistas a dúvida se a equipa estaria mesmo preparada ou se os indicadores iniciais seriam fruto das expulsões sofridas pelos adversários. A Supertaça trouxe uma boa exibição e as preocupações foram-se embora... voltando na semana seguinte após o mau desempenho em Setúbal.
Os números dizem que o FC Porto está forte. Seis vitórias em seis jogos oficiais com apenas um golo sofrido não deviam deixar dúvidas. Mas elas existem. As exibições fora de portas têm sido péssimas e muito sofridas, o rigor defensivo a que fomos habituados nas épocas de Vítor Pereira desapareceu juntamente com a posse de bola segura e a capacidade de a recuperar pouco após a sua perda. Os erros individuais sucedem-se, o recurso à falta para parar o adversário quase dobrou e, por vezes, a equipa parece perdida em campo. O jogo colectivo foi substituído pelas inspirações momentâneas dos jogadores para chegar ao golo. A largura e verticalidade que Paulo Fonseca tentou dar ao futebol praticado não estão a compensar minimamente a perda da segurança defensiva que os Dragões apresentavam em 2012/2013.
Olhando a estes factos, acho que chegou a altura do treinador ponderar regressar ao 4-3-3. As movimentações estavam assimiladas e a dupla Quintero-Licá oferece mais velocidade e imprevisibilidade à equipa do que James e Varela ofereciam. Devia ter sido este o caminho seguido desde o principio: aproveitar a base feita em três épocas com apenas uma derrota para o Liga - e nas condições conhecidas por todos - fazendo apenas pequenos ajustes tendo em conta a ideologia de jogo que defende. Não diria que foi um erro tentar o 4-2-3-1 e muito menos que seja uma estratégia inviável, simplesmente acredito que o modelo apresentado na última época oferece outras garantias. Erro foi tentar mudar tudo de uma vez e de forma precipitada.
Se Paulo Fonseca for capaz de recuar e depois, dando tempo ao tempo, começar a trabalhar a equipa para jogar em 4-2-3-1, estará a facilitar a sua própria tarefa porque, durante esse período, terá em campo uma equipa capaz de jogar quase de olhos fechados. Precisamente o contrário do que sucede agora.
Etiquetas:
2012/2013,
2013/2014,
Augusto Baptista Ferreira,
Fernando,
Paulo Fonseca,
Vítor Pereira
19 de agosto de 2013
Arranque com o pé esquerdo
Depois de entrar no jogo com o pé esquerdo, sofrendo o 1-0 ao minuto 14, o FC Porto conseguiu chegar ao golo por três vezes e vencer o Vitória de Setúbal por 1-3. Curiosamente, todos os golos portistas foram apontados na segunda parte e todos de pé esquerdo. Josué, Quintero e Jackson foram os marcadores de serviço.
Após a boa exibição na Supertaça contra o outro Vitória, o de Guimarães, o
FC Porto deixou desta vez uma imagem negativa, fazendo passar a ideia de que a exibição positiva na semana passada se deveu em muito ao facto de ter chegado ao golo e à vantagem no marcador à primeira oportunidade.
A equipa continua com dificuldades em interpretar o 4-2-3-1 de Paulo Fonseca, embora me pareça que o problema não seja a tão falada alteração a meio-campo mas sim a alteração da filosofia de jogo. Se com Vítor Pereira a equipa trocava a bola de forma bastante selectiva e paciente, com o actual treinador o mesmo não se verifica. Existe uma maior tendência para usar o passe directo e de zona frontal para o Jackson que tem sentido muitas dificuldades para ter a bola com qualidade. Esta forma de jogar tem levado a uma maior exposição da equipa na sua zona defensiva e, comparando com a última época, as oportunidades do adversário criar perigo aumentaram exponencialmente, assim como as vezes em que os jogadores são obrigados a recorrer à falta para impedir contra-ataques. Jackson, Alex Sandro, Fernando ou Lucho são exemplos de alguns jogadores que têm sentido dificuldades com esta nova maneira de jogar. No extremo oposto encontra-se Defour, que tem estado em destaque aproveitando da melhor maneira a venda de João Moutinho.
Quintero continua a mostrar o porquê da sua contratação e tem convencido até os mais cépticos a cada toque dado na bola. Sendo o campeonato português pouco amigo de jogadores técnicistas, adivinham-se tempos difíceis para o colombiano de cada vez que for chamado a jogo.
Após a boa exibição na Supertaça contra o outro Vitória, o de Guimarães, o
FC Porto deixou desta vez uma imagem negativa, fazendo passar a ideia de que a exibição positiva na semana passada se deveu em muito ao facto de ter chegado ao golo e à vantagem no marcador à primeira oportunidade.
A equipa continua com dificuldades em interpretar o 4-2-3-1 de Paulo Fonseca, embora me pareça que o problema não seja a tão falada alteração a meio-campo mas sim a alteração da filosofia de jogo. Se com Vítor Pereira a equipa trocava a bola de forma bastante selectiva e paciente, com o actual treinador o mesmo não se verifica. Existe uma maior tendência para usar o passe directo e de zona frontal para o Jackson que tem sentido muitas dificuldades para ter a bola com qualidade. Esta forma de jogar tem levado a uma maior exposição da equipa na sua zona defensiva e, comparando com a última época, as oportunidades do adversário criar perigo aumentaram exponencialmente, assim como as vezes em que os jogadores são obrigados a recorrer à falta para impedir contra-ataques. Jackson, Alex Sandro, Fernando ou Lucho são exemplos de alguns jogadores que têm sentido dificuldades com esta nova maneira de jogar. No extremo oposto encontra-se Defour, que tem estado em destaque aproveitando da melhor maneira a venda de João Moutinho.
Quintero continua a mostrar o porquê da sua contratação e tem convencido até os mais cépticos a cada toque dado na bola. Sendo o campeonato português pouco amigo de jogadores técnicistas, adivinham-se tempos difíceis para o colombiano de cada vez que for chamado a jogo.
Etiquetas:
2013/2014,
Augusto Baptista Ferreira,
Jackson Martínez,
Josué,
Paulo Fonseca,
Primeira Liga,
Quintero,
Vítor Pereira,
Vitória de Setúbal
15 de julho de 2013
Análise ao 4-3-3 de Paulo Fonseca
Depois de Paulo Fonseca ter afirmado recentemente que o 4-3-3 seria para manter, a grande maioria dos portistas pensou que seria utilizado o mesmo sistema que foi utilizados nos últimos anos, com um trinco e dois médios-centro à sua frente. Porém, nas vitórias por 6-0 sobre o Maastrichtse e por
3-0 sobre o Marselha, foi utilizada uma variação do 4-3-3 onde existem dois médios mais recuados e um 10 - aquilo que no Portistas Anóninos denominámos anteriormente por 4-2-3-1.
Nota-se a presença clara de um médio mais adiantado e a tendência para que um dos médios-centro mantenha a posição enquanto o outro sobe no terreno. A mobilidade entre os três tem sido uma constante e não são raras as vezes em que o n.º10 fica como sendo o médio mais recuado no desenrolar da jogada. Nota ainda para a tentativa dos dois médios sem bola darem linhas de passe à frente do seu colega de sector quando este se encontra na posse da mesma e em ataque organizado.
As novidades no sistema de jogo não ficam por aqui. Se com Vítor Pereira havia uma certa tendência para que os extremos pedissem e recebessem a bola em zonas interiores, com Paulo Fonseca isso não se verifica. Os extremos posicionam-se bem abertos no terreno e só começam o movimento para o interior caso a jogada assim o permita. Normalmente combinam com os médios ou o lateral do seu lado antes de o fazer.
Existe uma preocupação em manter a posse de bola mas sempre com os olhos postos na baliza adversária. Se no ano passado a equipa era mais cautelosa na gestão da mesma, este ano existe uma maior predisposição para arriscar mais. Além de um maior número de cruzamentos, o número de remates de meia distância também aumentou, não estando esta última parte alheia ao facto dos extremos jogarem no flanco oposto ao seu pé preferencial.
Com um aumento do risco no ataque, a equipa fica assim mais exposta aos contra-ataque adversários e, para já, tem havido algum desacerto na defesa, que se encontra mais subida no terreno para tentar suprir a ausência de um trinco puro. Neste momento parece ser este sector a necessitar de mais atenção por parte do treinador.
Com apenas duas semanas desde o arranque da pré-época, o balanço é para já bem positivo. Ainda faltam alguns jogos de preparação e muitos dias de trabalho antes do primeiro jogo oficial e, à primeira vista, tudo indica que a equipa chegará preparada a esse dia.
3-0 sobre o Marselha, foi utilizada uma variação do 4-3-3 onde existem dois médios mais recuados e um 10 - aquilo que no Portistas Anóninos denominámos anteriormente por 4-2-3-1.
Nota-se a presença clara de um médio mais adiantado e a tendência para que um dos médios-centro mantenha a posição enquanto o outro sobe no terreno. A mobilidade entre os três tem sido uma constante e não são raras as vezes em que o n.º10 fica como sendo o médio mais recuado no desenrolar da jogada. Nota ainda para a tentativa dos dois médios sem bola darem linhas de passe à frente do seu colega de sector quando este se encontra na posse da mesma e em ataque organizado.
As novidades no sistema de jogo não ficam por aqui. Se com Vítor Pereira havia uma certa tendência para que os extremos pedissem e recebessem a bola em zonas interiores, com Paulo Fonseca isso não se verifica. Os extremos posicionam-se bem abertos no terreno e só começam o movimento para o interior caso a jogada assim o permita. Normalmente combinam com os médios ou o lateral do seu lado antes de o fazer.
Existe uma preocupação em manter a posse de bola mas sempre com os olhos postos na baliza adversária. Se no ano passado a equipa era mais cautelosa na gestão da mesma, este ano existe uma maior predisposição para arriscar mais. Além de um maior número de cruzamentos, o número de remates de meia distância também aumentou, não estando esta última parte alheia ao facto dos extremos jogarem no flanco oposto ao seu pé preferencial.
Com um aumento do risco no ataque, a equipa fica assim mais exposta aos contra-ataque adversários e, para já, tem havido algum desacerto na defesa, que se encontra mais subida no terreno para tentar suprir a ausência de um trinco puro. Neste momento parece ser este sector a necessitar de mais atenção por parte do treinador.
Com apenas duas semanas desde o arranque da pré-época, o balanço é para já bem positivo. Ainda faltam alguns jogos de preparação e muitos dias de trabalho antes do primeiro jogo oficial e, à primeira vista, tudo indica que a equipa chegará preparada a esse dia.
Etiquetas:
2013/2014,
Paulo Fonseca,
Pré-época,
Vítor Pereira
5 de julho de 2013
O 4-3-3 segundo Paulo Fonseca
Nos últimos tempos, aqui no Portistas Anónimos, temos tentado descortinar aquilo que serão as ideias do novo treinador e aquilo que podemos esperar deste FC Porto. Por duas vezes (aqui e aqui) apontámos o 4-2-3-1 como a táctica provável para a nova época, opinião formada tendo em conta os reforços que já chegaram e a provável saída do brasileiro Fernando. Nada mais errado. Paulo Fonseca, como se pode ver na capa da edição de hoje do jornal O Jogo, pretende jogar "sempre em 4-3-3", tendo uma "equipa de ataque" e "domínio constante", com "posse de bola", com capacidade "de recuperar a bola próximo da área adversária" e que use o "jogo interior e não em largura". No fundo, Paulo Fonseca quer jogar da mesma forma que jogava o seu antecessor.
Numa entrevista publicada no passado dia 1 ao site MaisFutebol, Vítor Pereira admitiu que a SAD portista lhe ofereceu a oportunidade de continuar como treinador do FC Porto mas que foi o próprio a recusar a proposta. Vítor Pereira acrescentou ainda que acredita que caso o clube mantenha "a mesma estrutura" e encontrasse ainda "um ou dois jogadores rápidos e desequilibradores", evoluiria "para outro patamar qualitativo".
Olhando a estes factos e aos rumores que dão como prováveis as chegadas de Ghilas, Quintero e Bernard para reforçar o ataque - além dos que já foram contratados até agora -, parece-me evidente que os dirigentes do FC Porto pensam da mesma forma.
A ideia de jogo agrada-me mas, ao mesmo tempo, também me preocupa. Preocupa-me que o Fernando possa sair e preocupa-me a ausência de um extremo que se possa dizer "é este o tal". No entanto, estou satisfeito com o restante plantel, recheado de boas opções para todos os sectores, e pelo facto do clube estar a atacar cedo o mercado. Mas, acima de tudo, agrada-me que seja aproveitado tudo o que de bom se fez nos últimos anos e não se tente começar a partir do zero quando o maior rival está cada vez mais forte.
Numa entrevista publicada no passado dia 1 ao site MaisFutebol, Vítor Pereira admitiu que a SAD portista lhe ofereceu a oportunidade de continuar como treinador do FC Porto mas que foi o próprio a recusar a proposta. Vítor Pereira acrescentou ainda que acredita que caso o clube mantenha "a mesma estrutura" e encontrasse ainda "um ou dois jogadores rápidos e desequilibradores", evoluiria "para outro patamar qualitativo".
Olhando a estes factos e aos rumores que dão como prováveis as chegadas de Ghilas, Quintero e Bernard para reforçar o ataque - além dos que já foram contratados até agora -, parece-me evidente que os dirigentes do FC Porto pensam da mesma forma.
A ideia de jogo agrada-me mas, ao mesmo tempo, também me preocupa. Preocupa-me que o Fernando possa sair e preocupa-me a ausência de um extremo que se possa dizer "é este o tal". No entanto, estou satisfeito com o restante plantel, recheado de boas opções para todos os sectores, e pelo facto do clube estar a atacar cedo o mercado. Mas, acima de tudo, agrada-me que seja aproveitado tudo o que de bom se fez nos últimos anos e não se tente começar a partir do zero quando o maior rival está cada vez mais forte.
Etiquetas:
2013/2014,
Augusto Baptista Ferreira,
FC Porto,
MaisFutebol,
O Jogo,
Paulo Fonseca,
Plantel,
Pré-época,
Reforços,
Transferências,
Vítor Pereira
8 de abril de 2013
Uma imagem vale mais que mil palavras - 08/04/2013
Etiquetas:
2012/2013,
Augusto Baptista Ferreira,
FC Porto,
Lucho,
Primeira Liga,
Uma imagem vale mais que mil palavras,
Vítor Pereira
28 de fevereiro de 2013
A renovação de Vítor Pereira
Faltando agora poucos meses para terminar o contrato de Vítor Pereira como treinador do FC Porto, começam a levantar-se dúvidas sobre a sua continuidade. Aquilo que na época passada parecia impossível é agora uma realidade: Vítor Pereira não só foi campeão como se manteve à frente da equipa por mais uma época e tem agora a real possibilidade de ver o clube prolongar-lhe o contrato.
Exibicionalmente falando, o FC Porto desta época está muito melhor e mais constante do que na época passada. O plantel parece agora unido e o discurso do seu treinador tem sido sempre bastante assertivo. Se no ano passado tínhamos um futebol sofrível, este ano parece que a equipa percebeu finalmente o que lhe era pedido. Enquanto a maioria dos treinadores, nas primeiras semanas à frente de um clube, diz que os jogadores ainda estão a ganhar mecanismos, o Vítor Pereira sempre disse que a equipa estava a assimilar processos. A verdade é que ao ver o Porto jogar facilmente se percebe que todos sabem o que a equipa tem a fazer, enquanto a grande parte dos jogadores adversários apenas sabe o que ele próprio tem a fazer. É a tal diferença entre assimilar processos e criar mecanismos.
Neste momento o Porto é uma máquina de pressionar que, na maioria das vezes, obriga os adversários a usar o passe directo porque é a única alternativa segura que lhes resta. O nosso sistema de jogo é muito complexo e, na minha opinião, é o ideal face às limitações do plantel. A ausência de médios com capacidade de drible e de extremos que combinem uma forte aceleração com boa capacidade de cruzar, aconselham a procura de espaços interiores por parte destes mesmo extremos, enquanto a largura de jogo é dada à equipa pelos defesas-laterais que contam com o apoio e/ou cobertura dos médios-centro quando se aventuram no ataque. Não é qualquer equipa que consegue fazer o que nós fazemos. Na nossa equipa todos têm liberdade para atacar e todos têm obrigação de defender, e isto é mérito total do treinador.
Não fosse aquele disparate da rotatividade do plantel em Braga no jogo da Taça, e estaria 100% satisfeito com o trabalho do Vítor Pereira no que a esta época diz respeito. Aliás, estou convencido que irá renovar mas, caso não o faça, não sei se vamos mudar para melhor.
Etiquetas:
Augusto Baptista Ferreira,
Vítor Pereira
18 de fevereiro de 2013
Xistra teve a missão facilitada
Quem viu o jogo da passada sexta-feira em que o FC Porto foi a Aveiro bater o Beira-Mar por 0-2, percebeu que Carlos Xistra trazia a lição bem estudada. Parece que a tendência desta edição da Liga é enfraquecer as equipas que defrontam o Benfica expulsando-lhes jogadores a todo custo na jornada anterior e, quando possível, enfraquecer também a equipa do FC Porto. Assim sendo, o árbitro da Associação de Futebol de Castelo Branco conseguiu exibir o 5º cartão amarelo da presente edição da Liga a Alex Sandro e Mangala, fazendo assim com que as duas melhores opções do FC Porto para a posição de defesa-esquerdo falhem o seu próximo jogo, a recepção ao Rio Ave.
Mas o melhor ainda estava para vir! Em tempo de compensação, Xistra exibe o segundo cartão amarelo a Mangala e expulsa-o do jogo. Assim o francês não só falha o próximo jogo como quando regressar após castigo encontrar-se-á novamente em risco de exclusão uma vez que foi expulso por duplo-amarelo e, assim sendo, estes não entram nas contas dos castigos por acumulação. Convém ainda referir que todos os cartões amarelos vistos pelos jogadores do FC Porto - os dois ao Mangala e um ao Alex Sandro - foram exibidos pelo árbitro da partida em jogadas em que não houve qualquer falta.
No entanto não podemos culpar apenas o árbitro. Neste caso em particular, o treinador do FC Porto, Vítor Pereira, também tem bastante culpa. Há alguns jogos que o Alex Sandro e o Mangala estavam em risco de sofrer o 5º amarelo e falharem assim um jogo por castigo mas não foi feita qualquer gestão desta situação. Após o regresso de Maicon aos convocados, Vítor Pereira devia ter dado instruções a ambos, mas em jogos diferentes, para forçarem o cartão amarelo e, dessa maneira, ficarem castigados um de cada vez. Assim terá de ser Quiño a ocupar a esquerda da defesa naquele que será o seu jogo de estreia com a camisola do FC Porto em jogos da Liga. Esperemos que o colombiano seja uma agradável surpresa.
Num campeonato que tem sido disputado ao golo contra uma equipa que joga com regras diferentes das nossas, estes detalhes podem se decisivos. Agora resta-nos esperar para saber com quantos jogos de castigo será punido Mangala, sabendo desde já que no mínimo serão tantos como o Cardozo e o Matic por terem agredido um adversário, ou seja, um. Caricato.
Mas o melhor ainda estava para vir! Em tempo de compensação, Xistra exibe o segundo cartão amarelo a Mangala e expulsa-o do jogo. Assim o francês não só falha o próximo jogo como quando regressar após castigo encontrar-se-á novamente em risco de exclusão uma vez que foi expulso por duplo-amarelo e, assim sendo, estes não entram nas contas dos castigos por acumulação. Convém ainda referir que todos os cartões amarelos vistos pelos jogadores do FC Porto - os dois ao Mangala e um ao Alex Sandro - foram exibidos pelo árbitro da partida em jogadas em que não houve qualquer falta.
No entanto não podemos culpar apenas o árbitro. Neste caso em particular, o treinador do FC Porto, Vítor Pereira, também tem bastante culpa. Há alguns jogos que o Alex Sandro e o Mangala estavam em risco de sofrer o 5º amarelo e falharem assim um jogo por castigo mas não foi feita qualquer gestão desta situação. Após o regresso de Maicon aos convocados, Vítor Pereira devia ter dado instruções a ambos, mas em jogos diferentes, para forçarem o cartão amarelo e, dessa maneira, ficarem castigados um de cada vez. Assim terá de ser Quiño a ocupar a esquerda da defesa naquele que será o seu jogo de estreia com a camisola do FC Porto em jogos da Liga. Esperemos que o colombiano seja uma agradável surpresa.
Num campeonato que tem sido disputado ao golo contra uma equipa que joga com regras diferentes das nossas, estes detalhes podem se decisivos. Agora resta-nos esperar para saber com quantos jogos de castigo será punido Mangala, sabendo desde já que no mínimo serão tantos como o Cardozo e o Matic por terem agredido um adversário, ou seja, um. Caricato.
Etiquetas:
2012/2013,
Alex Sandro,
Augusto Baptista Ferreira,
Carlos Xistra,
Mangala,
Primeira Liga,
Vítor Pereira
5 de outubro de 2012
The harder the better?
E se pedíssemos para jogar sempre frente aos PSG's, Bragas e Benficas da vida?
O Porto de Vítor Pereira pode não ter o hábito de praticar um futebol cheio de perfume e classe, mas, justiça seja feita, frente a equipas de maior calibre, a equipa comporta-se com grande seriedade e mostra-se bem organizada. Até vou ao extremo de recordar o jogo da segunda-mão frente ao Manchester City, onde o resultado foi tremendamente enganador para aquilo que se passou em campo.
Nada de anormal num clube com o Futebol Clube do Porto, o sarilho está frente aos Rios Aves que por aí andam. Também é natural que a motivação frente ao Rio Ave não seja exactamente a mesma que contra o Paris Saint Germain, mas, no final de jogos como o de Quarta-Feira ficamos todos a pensar "porque não jogam sempre assim?". Ou, no mínimo, porque não demonstramos uma atitude parecida ? É que os campeonatos ganham-se e perdem nos jogos considerados "fáceis".
Não estamos a ter um arranque de temporada de sonho, mas, pessoalmente, creio que as coisas estão diferentes para melhor em relação à época passada, principalmente no que à Liga dos Campeões diz respeito.
Só nos resta esperar que a equipa seja capaz de, na maioria dos jogos, estar mais perto do nível de Quarta-Feira e o mais longe possível daquilo que fez no Estádio dos Arcos.
21 de agosto de 2012
Falsa Partida
Depois da derrota na época passada, desta vez o FC Porto foi empatar com o Gil Vicente em Barcelos. Vítor Pereira escolheu para equipa titular Helton, Miguel Lopes, Maicon, Otamendi, Mangala, Fernado, Lucho, Moutinho, James, Hulk e Jackson. No banco de suplentes ficaram Fabiano, Danilo, Alex Sandro, Defour, Varela, Atsu e Kléber. É sempre complicado criticar as opções para o onze inicial seja de qual treinador for sem saber quais foram os motivos que levaram a essas escolhas. Por isso, apesar de não concordar com a equipa que Vítor Pereira apresentou, aceito-a sem qualquer problema.
O que não aceitei foi a maneira como as substituições foram feitas. Cedo se percebeu que o Gil Vicente se ia limitar a defender, como o Hulk e o James têm tendência a procurar os espaços interiores era importante que os defesas-laterais dessem largura ao ataque portista. Embora ambos o estivessem a tentar, foi notório que Mangala não tem a qualidade técnica para o fazer. Errou Vítor Pereira ao não fazer entrar Alex Sandro logo ao intervalo para o lugar de Otamendi, passando Mangala para a posição de defesa-central. Isto porque Mangala é muito mais perigoso nos lances de bola parada que o Otamendi e porque o Gil Vicente jogava em contra-ataque e a velocidade do francês poderia ser importante para fazer frente a essas situações. No entanto Vítor Pereira decidiu mandar o mesmo onze para a segunda parte a apenas aos 57 minutos de jogo lança Alex Sandro para o lugar do amarelado Mangala e troca Fernando por Kléber passando a jogar num 4-2-4 suicida. Ao minuto 71 sai o apagado James e entra Atsu.
As substituições não tiveram o efeito desejado e, além de terem matado o jogo colectivo dos azuis-e-brancos, serviram também para expor a equipa ao perigo devido à ausência de meio-campo defensivo. Vítor Pereira depois de ter demorado a fazer a primeira substituição decidiu arriscar tudo aos 57 minutos de jogo. É incompreensível para mim que depois de entrar em jogo sem um defesa-esquerdo capaz de criar perigo no ataque e com um extremo-esquerdo que passa o jogo a fugir para o centro do terreno, o treinador do FC Porto queira jogar com um defesa a subir livremente, neste caso Alex Sandro, sem a cobertura de Fernando, e com Atsu, um extremo puro.
É notório que falta muitas vezes apoio ao ponta-de-lança neste 4-3-3. Como já referi, a minha primeira substituição neste jogo teria sido para fazer entrar Alex Sandro. Caso não houvesse pelo menos um golo até ao minuto 60 a segunda seria substituir o Lucho pelo Atsu e passar o James para o centro dando apoio directo a Jackson. Apesar do jovem colombiano não estar em grande momento de forma dava-lhe essa oportunidade durante 15 ou 20 minutos. Se não resultasse até aos 75 ou 80 minutos, aí sim, arriscava tudo. Kléber para o lugar de James e uma aposta clara em meter a bola rapidamente na área do Gil Vicente.
Em defesa de Vítor Pereira convém referir que primeiro de qualquer opção táctica errada que este possa ter tomado esteve a falta de atitude e vontade de ganhar da equipa. Foi deprimente ver a primeira parte e os primeiro vinte minutos da segunda. As substituições apesar de não terem sido, a meu ver, as melhores pelo menos fizeram ver aos jogadores que era preciso fazer alguma coisa. Para o confirmar basta comparar o número de cantos ganhos e as ocasiões de perigo nos último quinze minutos com os restantes setenta e cinco. Nem vou comentar o desempenho do árbitro, acho que houve lances que só não foram óbvios para ele.
Espero que algumas destas situações sejam corrigidas rapidamente. O tricampeonato depende muito da capacidade da equipa conseguir derrotar equipas como o Gil Vicente, que têm como único objectivo não sofrer golos. O Vitória de Guimarães é já a próxima.
Etiquetas:
2012/2013,
Augusto Baptista Ferreira,
FC Porto,
Gil Vicente,
Primeira Liga,
Vítor Pereira
15 de maio de 2012
Carta Aberta a Vítor Pereira
Quando recebi a notícia que André Villas-Boas aceitou a proposta do Chelsea, o meu primeiro pensamento foi que toda a equipa técnica seguiria viagem para Londres. Então fiquei preocupado porque não estava a ver onde seria possível arranjar um treinador tão perto de começar a época. Foi então que surgiu a notícia que seria você o novo treinador.
No começo sentiu-se alguma falta de experiência em lidar com a imprensa, o que fez com que muita gente ficasse com uma imagem errada de si. Felizmente essa lacuna foi sendo preenchida ao longo da época e nota-se que a mensagem agora saí com mais fluidez quando comparado com o início da temporada.
A herança de André Villas-Boas era pesada e com a saída de Falcao mais pesada ficou. A equipa começou com exibições algo cinzentas frente ao Vitória de Guimarães, na Supertaça e no campeonato, e frente ao Gil Vicente para o campeonato. Com a primeira boa exibição chegou a primeira derrota, 0-2 frente ao poderoso Barcelona na Supertaça Europeia, mas depois desse jogo a equipa teve alguns jogos a jogar bom futebol, mesmo no empate a zero frente ao Feirense.
A primeira desilusão chegou na recepção ao Benfica. Os adeptos não gostaram nada de ver a vantagem de um golo desaparecer por duas vezes, ainda para mais depois de uma primeira parte de luxo onde o Benfica nem sabia o que fazer. A partir daqui a equipa começou a ficar instável e com isso acabou por ser eliminada da Liga dos Campeões e da Taça de Portugal.
Foi precisamente depois do jogo de Coimbra, que você tão bem referiu, que se viu uma nova atitude em grande parte dos jogadores. Só assim foi possível chegar ao mercado de Janeiro com as aspirações na liga intactas. E foi precisamente em Janeiro que chegaram Danilo, Janko e Lucho. Se o primeiro não contribuiu muito por causa da lesão, já os dois últimos foram fundamentais pois trouxeram a experiência que faltava aquele que era o grupo com a média de idades mais baixa da Primeira Liga. Já para não falar das saídas de Fucile, Guarín, Souza, Walter e Belluschi que trouxeram um pouco mais de paz ao balneário. As lesões é que nunca deixaram o grupo em paz e estiveram bem presentes durante toda a época. Este ano até o Hulk se lesionou!
Admiro a sua coragem por nunca ter fugido às balas. Houve uma altura - depois da derrota em Barcelos e da eliminação na Liga Europa - em que o caminho mais fácil para si teria sido a demissão, mas a sua persistência valeu-lhe o título de campeão. A si e a todos nós, pois duvido que o plantel resistisse a uma troca de treinador nessa altura. Durante a época tive oportunidade de o defender aqui no meu blogue e hoje estou contente por o ter feito.
Na altura, apesar de não conhecer com pormenor o seu percurso no futebol, fiquei contente com a aposta em si pois, além de ser portista, já conhecia o clube e o plantel. Neste momento, e apesar das palavras de Pinto da Costa serem no sentido da sua permanência, há muita especulação em torno do seu lugar como treinador do nosso FC Porto. Uma vez mais espero que lhe seja dada uma nova oportunidade.
Caso continue como treinador do FC Porto na próxima temporada, a pressão sobre si será maior. Não se preocupe, a experiência de uma época como a que agora terminou ajudá-lo-á a resolver os problemas à medida que forem aparecendo. E, pela primeira vez desde que está no FC Porto, terá a oportunidade de treinar um grupo escolhido por si.
E lembre-se, enquanto houver portistas como você o FC Porto não morrerá.
No começo sentiu-se alguma falta de experiência em lidar com a imprensa, o que fez com que muita gente ficasse com uma imagem errada de si. Felizmente essa lacuna foi sendo preenchida ao longo da época e nota-se que a mensagem agora saí com mais fluidez quando comparado com o início da temporada.
A herança de André Villas-Boas era pesada e com a saída de Falcao mais pesada ficou. A equipa começou com exibições algo cinzentas frente ao Vitória de Guimarães, na Supertaça e no campeonato, e frente ao Gil Vicente para o campeonato. Com a primeira boa exibição chegou a primeira derrota, 0-2 frente ao poderoso Barcelona na Supertaça Europeia, mas depois desse jogo a equipa teve alguns jogos a jogar bom futebol, mesmo no empate a zero frente ao Feirense.
A primeira desilusão chegou na recepção ao Benfica. Os adeptos não gostaram nada de ver a vantagem de um golo desaparecer por duas vezes, ainda para mais depois de uma primeira parte de luxo onde o Benfica nem sabia o que fazer. A partir daqui a equipa começou a ficar instável e com isso acabou por ser eliminada da Liga dos Campeões e da Taça de Portugal.
Foi precisamente depois do jogo de Coimbra, que você tão bem referiu, que se viu uma nova atitude em grande parte dos jogadores. Só assim foi possível chegar ao mercado de Janeiro com as aspirações na liga intactas. E foi precisamente em Janeiro que chegaram Danilo, Janko e Lucho. Se o primeiro não contribuiu muito por causa da lesão, já os dois últimos foram fundamentais pois trouxeram a experiência que faltava aquele que era o grupo com a média de idades mais baixa da Primeira Liga. Já para não falar das saídas de Fucile, Guarín, Souza, Walter e Belluschi que trouxeram um pouco mais de paz ao balneário. As lesões é que nunca deixaram o grupo em paz e estiveram bem presentes durante toda a época. Este ano até o Hulk se lesionou!
Admiro a sua coragem por nunca ter fugido às balas. Houve uma altura - depois da derrota em Barcelos e da eliminação na Liga Europa - em que o caminho mais fácil para si teria sido a demissão, mas a sua persistência valeu-lhe o título de campeão. A si e a todos nós, pois duvido que o plantel resistisse a uma troca de treinador nessa altura. Durante a época tive oportunidade de o defender aqui no meu blogue e hoje estou contente por o ter feito.
Na altura, apesar de não conhecer com pormenor o seu percurso no futebol, fiquei contente com a aposta em si pois, além de ser portista, já conhecia o clube e o plantel. Neste momento, e apesar das palavras de Pinto da Costa serem no sentido da sua permanência, há muita especulação em torno do seu lugar como treinador do nosso FC Porto. Uma vez mais espero que lhe seja dada uma nova oportunidade.
Caso continue como treinador do FC Porto na próxima temporada, a pressão sobre si será maior. Não se preocupe, a experiência de uma época como a que agora terminou ajudá-lo-á a resolver os problemas à medida que forem aparecendo. E, pela primeira vez desde que está no FC Porto, terá a oportunidade de treinar um grupo escolhido por si.
E lembre-se, enquanto houver portistas como você o FC Porto não morrerá.
Etiquetas:
2011/2012,
Augusto Baptista Ferreira,
Carta Aberta,
Vítor Pereira
6 de março de 2012
O renascer do Dragão
A vitória do FC Porto sobre o Benfica foi mais que isso. Foi mais que a vitória de Vítor Pereira sobre Jorge Jesus. Foi mais do que ganhar três pontos. Foi Vítor Pereira a mostrar finalmente que tem a garra e coragem necessária para treinar o FC Porto.
A substituição de Rolando por James, e o resultado que esta trouxe ao jogo, deu a Vítor Pereira um balão de oxigénio que pode ser vital para que a equipa possa acabar a época em primeiro lugar.
Desde que fechou o mercado de Janeiro a equipa tem melhorado o nível exibicional semana após semana. Isso foi notório para mim como disse após a eliminação da Liga Europa. Com o arrumar da casa Vítor Pereira consegui dar estabilidade à equipa e manter uma base de seis/sete jogadores no onze inicial jogo após jogo.
Ao contrário da opinião de Jorge Jesus, as chegadas de Lucho e Janko foram fundamentais para o FC Porto. Além do seu contributo jogo após jogo, a sua chegada trouxe a experiência que faltava ao até então plantel mais jovem da Liga.
O mais difícil, que era recuperar o primeiro lugar, já foi feito. A confiança tem vindo a subir de forma gradual com a qualidade do futebol praticado e a tendência é melhorar ainda mais quando o plantel estiver a 100%. Mangala já está quase apto e dentro de menos de um mês temos Danilo e Varela de volta.
Neste momento faltam nove jornadas para terminar o campeonato e temos de ganhar todos os jogos para sermos campeões sem termos de fazer contas. O primeiro é já no próximo sábado, frente à Académica, no Dragão. Vais faltar?
A substituição de Rolando por James, e o resultado que esta trouxe ao jogo, deu a Vítor Pereira um balão de oxigénio que pode ser vital para que a equipa possa acabar a época em primeiro lugar.
Desde que fechou o mercado de Janeiro a equipa tem melhorado o nível exibicional semana após semana. Isso foi notório para mim como disse após a eliminação da Liga Europa. Com o arrumar da casa Vítor Pereira consegui dar estabilidade à equipa e manter uma base de seis/sete jogadores no onze inicial jogo após jogo.
Ao contrário da opinião de Jorge Jesus, as chegadas de Lucho e Janko foram fundamentais para o FC Porto. Além do seu contributo jogo após jogo, a sua chegada trouxe a experiência que faltava ao até então plantel mais jovem da Liga.
O mais difícil, que era recuperar o primeiro lugar, já foi feito. A confiança tem vindo a subir de forma gradual com a qualidade do futebol praticado e a tendência é melhorar ainda mais quando o plantel estiver a 100%. Mangala já está quase apto e dentro de menos de um mês temos Danilo e Varela de volta.
Neste momento faltam nove jornadas para terminar o campeonato e temos de ganhar todos os jogos para sermos campeões sem termos de fazer contas. O primeiro é já no próximo sábado, frente à Académica, no Dragão. Vais faltar?
Etiquetas:
2011/2012,
Augusto Baptista Ferreira,
Benfica,
FC Porto,
Janko,
Jorge Jesus,
Lucho,
Plantel,
Primeira Liga,
Reforços,
Vítor Pereira
20 de fevereiro de 2012
Em busca da estabilidade
Depois de uma primeira metade de temporada bastante atribulada, Vítor Pereira tem no mês de Março a oportunidade de remediar a situação com a dupla deslocação ao Estádio da Luz.
A eliminação precoce da Taça de Portugal e da Liga dos Campeões, assim como alguns pontos perdidos na Liga, deixaram a maior parte dos adeptos do FC Porto com vontade de ver outro treinador a liderar a equipa. Esta situação tem dado origem a críticas gratuitas, e muitas vezes infundadas, para Vítor Pereira.
Nos últimos dois jogos o FC Porto perdeu por 2-1 e venceu por 1-3 frente a Manchester City e Vitória de Setúbal, respectivamente. Apesar da boa réplica dada ao líder da Premier League, a generalidade dos portistas decidiram atribuir, sem hesitar, a culpa ao treinador. Os críticos nem se preocuparam com o facto de a estratégia de jogo ter sido condicionada duas vezes por lesão, nem do facto de Hulk ter feito um jogo para esquecer, nem tão pouco ao facto de o adversário ser o dono da melhor defesa e do melhor ataque da melhor liga do mundo. A culpa foi totalmente de Vítor Pereira. O mesmo Vítor Pereira é culpado mais uma vez pelo facto da equipa apenas ter conseguido vencer o último classificado da Liga portuguesa por 1-3. Mais uma vez não há atenuantes. Não importa o facto de este jogo calhar a meio do duplo embate com o City. Não foi bem pensado por parte do treinador poupar Hulk, Lucho e Moutinho durante alguns minutos. Não foi bem pensado a equipa baixar um pouco o ritmo de jogo e tentar gerir a posse de bola, poupando assim energias para a deslocação a Inglaterra.
Para muitos iluminados o FC Porto tem de vencer todas as equipas, mesmo sabendo que isso é impossível. Por isso, como está na moda, pede-se a cabeça do treinador. É óbvio que já perdemos jogos, ou pontos, que poderíamos ter ganho com decisões diferentes do treinador, mas o inverso também já se passou.
O que eu peço a todos os portistas é que se unam com a equipa e que esqueça a crítica gratuita. A equipa tem vindo a estabilizar e Vítor Pereira tem dado sinais de evolução como treinador, por isso vamos ter a dignidade de o criticar apenas quando ele o merecer. E se não for pedir muito, pensem antes de o fazer. Não dói nada.
A eliminação precoce da Taça de Portugal e da Liga dos Campeões, assim como alguns pontos perdidos na Liga, deixaram a maior parte dos adeptos do FC Porto com vontade de ver outro treinador a liderar a equipa. Esta situação tem dado origem a críticas gratuitas, e muitas vezes infundadas, para Vítor Pereira.
Nos últimos dois jogos o FC Porto perdeu por 2-1 e venceu por 1-3 frente a Manchester City e Vitória de Setúbal, respectivamente. Apesar da boa réplica dada ao líder da Premier League, a generalidade dos portistas decidiram atribuir, sem hesitar, a culpa ao treinador. Os críticos nem se preocuparam com o facto de a estratégia de jogo ter sido condicionada duas vezes por lesão, nem do facto de Hulk ter feito um jogo para esquecer, nem tão pouco ao facto de o adversário ser o dono da melhor defesa e do melhor ataque da melhor liga do mundo. A culpa foi totalmente de Vítor Pereira. O mesmo Vítor Pereira é culpado mais uma vez pelo facto da equipa apenas ter conseguido vencer o último classificado da Liga portuguesa por 1-3. Mais uma vez não há atenuantes. Não importa o facto de este jogo calhar a meio do duplo embate com o City. Não foi bem pensado por parte do treinador poupar Hulk, Lucho e Moutinho durante alguns minutos. Não foi bem pensado a equipa baixar um pouco o ritmo de jogo e tentar gerir a posse de bola, poupando assim energias para a deslocação a Inglaterra.
Para muitos iluminados o FC Porto tem de vencer todas as equipas, mesmo sabendo que isso é impossível. Por isso, como está na moda, pede-se a cabeça do treinador. É óbvio que já perdemos jogos, ou pontos, que poderíamos ter ganho com decisões diferentes do treinador, mas o inverso também já se passou.
O que eu peço a todos os portistas é que se unam com a equipa e que esqueça a crítica gratuita. A equipa tem vindo a estabilizar e Vítor Pereira tem dado sinais de evolução como treinador, por isso vamos ter a dignidade de o criticar apenas quando ele o merecer. E se não for pedir muito, pensem antes de o fazer. Não dói nada.
Etiquetas:
2011/2012,
Augusto Baptista Ferreira,
Plantel,
Vítor Pereira
28 de setembro de 2011
Afinal qual é o problema?
Como todos nós sabemos o FC Porto não conseguiu vencer nenhum dos seus últimos três jogos. Dois empates para a Liga (Feirense e Benfica) e uma derrota para a Liga dos Campeões frente ao Zenit.
Apesar disto as aspirações da equipa continuam intactas. Líder juntamente com o SC Braga e o Benfica no campeonato e apenas a um ponto da liderança no seu grupo na Liga dos Campeões.
Muitos adeptos parecem já ter perdido a fé em Vitor Pereira. Obviamente que não me incluo nesse grupo. Apesar de achar que este ainda tem muito por onde melhorar, não acho que tivesse sido parte fundamental no desfecho destes três jogos.
A equipa tem sido molestada com problemas físicos desde que a época começou. Vítor Pereira admitiu publicamente que Hulk e Álvaro Pereira têm alinhado com pequenas limitações físicas, Guarín e varela demoram a alcançar a sua forma normal, Sapunaru e Kléber têm sido substituídos constantemente durante as partidas devido a problemas físicos, enquanto que Alex Sandro está lesionado desde que chegou ao clube. São demasiados problemas para uma só equipa.
A minha convicção é que a equipa se vai unir e fazer um esforço para vencer este fim-de-semana em Coimbra para poder aproveitar descansada esta paragem de duas semanas na Liga para recuperar fisicamente. Apesar de haver jogos das selecções e para a Taça de Portugal pelo meio, Vítor Pereira e o departamento médico do clube devem trabalhar no sentido de ter a equipa a 100% para o jogo frente ao APOEL.
Tenho a certeza que quando a equipa recuperar fisicamente voltará a dar-nos aquilo a que nos habituou: vitórias e bom futebol.
Apesar disto as aspirações da equipa continuam intactas. Líder juntamente com o SC Braga e o Benfica no campeonato e apenas a um ponto da liderança no seu grupo na Liga dos Campeões.
Muitos adeptos parecem já ter perdido a fé em Vitor Pereira. Obviamente que não me incluo nesse grupo. Apesar de achar que este ainda tem muito por onde melhorar, não acho que tivesse sido parte fundamental no desfecho destes três jogos.
A equipa tem sido molestada com problemas físicos desde que a época começou. Vítor Pereira admitiu publicamente que Hulk e Álvaro Pereira têm alinhado com pequenas limitações físicas, Guarín e varela demoram a alcançar a sua forma normal, Sapunaru e Kléber têm sido substituídos constantemente durante as partidas devido a problemas físicos, enquanto que Alex Sandro está lesionado desde que chegou ao clube. São demasiados problemas para uma só equipa.
A minha convicção é que a equipa se vai unir e fazer um esforço para vencer este fim-de-semana em Coimbra para poder aproveitar descansada esta paragem de duas semanas na Liga para recuperar fisicamente. Apesar de haver jogos das selecções e para a Taça de Portugal pelo meio, Vítor Pereira e o departamento médico do clube devem trabalhar no sentido de ter a equipa a 100% para o jogo frente ao APOEL.
Tenho a certeza que quando a equipa recuperar fisicamente voltará a dar-nos aquilo a que nos habituou: vitórias e bom futebol.
Etiquetas:
2011/2012,
Augusto Baptista Ferreira,
Liga dos Campeões,
Plantel,
Primeira Liga,
Vítor Pereira
Subscrever:
Mensagens (Atom)

.png)








.jpg)

