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12 de setembro de 2016

Titular indiscutível


Se olharmos para a temporada 2015/2016 é difícil destacar jogadores do FC Porto que tenham estado a um nível aceitável para um clube que aspira vencer títulos mas, sem ter de pensar muito, há dois nomes que merecem destaque: Danilo e Layún. E se o português começou a nova época como titular, o mexicano foi aproveitando minutos aqui e ali, o castigo de Alex Telles e mais recentemente a lesão de Maxi para mostrar que quer um lugar na equipa. E para mim não há dúvidas: o FC Porto beneficia com a titularidade de Layún e Nuno Espírito Santo tem nele um dos que merece o rótulo de titular absoluto.

Se há um ano atrás manifestei o meu desagrado com a contratação de Maxi Pereira - que entretanto pouco acrescentou ao clube a não ser a entrega que lhe é reconhecida mas já sem a protecção dos árbitros -, este ano fui apanhado de surpresa com a contratação de Alex Telles. Aqui não está em causa a qualidade do jogador, pois sabia de antemão que se tratava de uma mais-valia, mas sim o investimento que a SAD optou por fazer numa posição que aparentemente estava fechada com a aquisição definitiva de Layún e a promessa de Pinto da Costa em levar Rafa a fazer a pré-época. Com a inclusão de Varela no lote dos laterais começaram a haver opções em demasia e Nuno seguiu o caminho mais fácil: dispensar os jovens Víctor García e Rafa.

Se Varela se torna cada vez mais uma sombra daquilo que foi a cada dia que passa, correndo mesmo o risco de se tornar num peso morto para o clube, Layún não se deixou abater quando viu que a titularidade nas laterais defensivas foi entregue a Maxi e Alex. Muito pelo contrário! O mexicano arregaçou as mangas e começou a lutar com as mesmas armas que têm valido um lugar na equipa ao uruguaio ex-Benfica: atitude competitiva e vontade de dar tudo em campo. Se juntarmos isto à qualidade ofensiva que dá ao jogo da equipa e a capacidade de transformar lances de bola parada em jogadas de golo eminente nas balizas adversárias está explicado o porquê de Nuno Espírito Santo ter de manter o lateral mexicano na equipa.

Com Alex Telles intocável na esquerda, restam duas opções ao treinador portista: manter Layún na lateral direita - deixando Maxi de fora expondo assim ainda mais o mau investimento feito pelo clube - ou adiantar o mexicano no terreno, o que olhando aos sinais dados na pré-época e a este novo 4-4-2 não seria surpreendente. Certo é que o empenho/qualidade de Layún aliada á chegada de Óliver foi o suficiente para ameaçar a titularidade a Maxi, Herrera, Corona e André André e ainda dificultar o regresso de Brahimi. Que Nuno saiba escolher o que é melhor para a equipa.

15 de agosto de 2015

Bom jogo, bons golos e... Herrera

Primeiro jogo, primeira vitória. O FC Porto recebeu o Vitória de Guimarães no jogo de estreia no campeonato 2015/2016 e não deu qualquer hipótese ao adversário de discutir o resultado. Foram três, mas podiam ter sido bem mais. Aboubakar foi o homem da noite - não só pelos dois golos que marcou, mas também pelo que jogou e fez jogar - e Varela voltou a marcar de dragão ao peito.

Apesar da entrada de várias unidades novas na equipa em relação à época passada (Casillas, Maxi, Danilo, Imbula e Varela), os jogadores do FC Porto mostraram já um elevado entendimento e provaram ser possível jogar como equipa desde o primeiro jogo oficial.

Quem teve (mais uma) noite para esquecer foi Herrera. O mexicano falhou em quase todos os aspectos de jogo e foi, sem surpresa, o primeiro a ser substituído. André André, que foi o escolhido para render o camisola 16, entrou muito bem na partida e, a continuar assim, promete lutar por um lugar no onze a curto prazo. Numa altura em que se fazem contas ao excesso de jogadores para o meio-campo no plantel e se vai noticiando a possibilidade de chegar mais um médio criativo, não deixa de ser irónico que aquele que mais debilidades apresenta continue como titular. Neste momento Lopetegui tem ao dispor um lote de médios de enorme qualidade, mas, lamentavelmente, Herrera não é um deles.

O arranque foi promissor e não há dúvidas que o FC Porto tem tudo para ser campeão. Cabe agora a Lopetegui convencer a SAD que para ganhar campeonatos não pode estar sempre a fazer a equipa a olhar para a carteira. A valorização de jogadores faz-se, entre muitos outros factores, através dos títulos conquistados e não de titularidades por decreto. E neste momento fica toda a sensação de ser o caso do Herrera.

21 de março de 2014

Finalmente um Fabiano a ser Fabuloso


Este segundo jogo frente ao Nápoles, assim como a eliminatória, esteve recheado de boas exibições individuais que é quase incorrecto destacar alguém. No entanto, é preciso valorizar a tranquilidade com que Fabiano substitui o capitão Helton em Itália. Foram várias as defesas que impediram os italianos de marcar por mais vezes e que foram dando alento a uma defesa muito condicionada. Helton segurou o 1-0 na primeira mão, Fabiano segurou a eliminatória em Nápoles.

Com Alex Sandro castigado, Abdoulaye não inscrito e Maicon lesionado, Luís Castro teve de recorrer pela primeira vez a Reyes e Ricardo. O jogo no Dragão mostrou um Nápoles que fazia dos passes para as costas da defesa, principalmente dos laterais em viragens de flanco, a sua maior arma, voltando hoje a apresentar-se com esse tipo de estratégia. Ricardo começou algo tremido mas foi acalmando durante o jogo, apesar da falha no posicionamento que permitiu a Pandev estar em jogo no 1-0, enquanto Reyes esteve sempre tranquilo. Todos cometeram erros, mas com Mangala, Fernando e Fabiano em grande a que se juntou um espírito combativo de toda a equipa, as coisas foram-se resolvendo com maior ou menor dificuldade. Quaresma foi o atacante em destaque porque, além do grande golo, foi sempre aquele que mais perigo levou à baliza dos italianos.

Esta exibição põe a nu a falta de coragem ou de confiança de Paulo Fonseca em alguns jogadores. Reyes e Ricardo mostraram que deviam ter mais minutos de jogo pela equipa principal, que caso tivesse acontecido no passado não teríamos hoje um Danilo e um Alex Sandro sobrecarregados de jogos, ao passo que hoje teríamos o Reyes e o Ricardo mais rotinados com os restantes companheiros.

Quem também foi decisivo foi o treinador. Luís Castro conseguiu ganhar o jogo lançando Josué e Ghilas para o lugar dos apagados Carlos Eduardo e Varela. Ambos trouxeram qualidade ofensiva à equipa, coisa que os seus colegas, apesar de todo o empenho, nunca conseguiram fazer. De notar ainda que a produção de Jackson sobe sempre que Ghilas se junta a ele no ataque.

Se até agora se justificou a insistência de Luís Castro num onze base idealizado por si quase só em teoria, chegou a altura de fazer justiça. Assim sendo, pelo menos Ghilas tem de entrar na equipa para o lugar de Varela que tem estado muito apagado. Josué e Quintero fizeram melhor que Carlos Eduardo quando foram chamados e também estão na luta pelo onze. Face às várias ausências para a recepção ao Belenenses (Danilo, Fernando, Quaresma estão castigados e Maicon em dúvida) é provável que o brasileiro seja novamente titular, mas se não começar já neste fim-de-semana a justificar a confiança do treinador pode perder o comboio da titularidade.

Com o campeonato perdido e na luta por outras três competições, espero que Luís Castro junte ao bom trabalho que tem vindo a desenvolver a capacidade de dar descanso a a quem mais precisa sem com isto comprometer o rendimento e a evolução da equipa. Reyes, Ricardo e Josué gritaram "presente!" em Itália, Quintero e Ghilas têm entrado bem nos jogos e Herrera estava a mostrar um ar da sua graça nos últimos jogos de Paulo Fonseca. Há que não ter medo de apostar em quem merece e mostra qualidade para tal.

6 de outubro de 2013

Quase tudo na mesma


Entrar bem no jogo - Check

Entrar em coma depois de estar em vantagem - Check

Exagerar nas faltas cometidas - Check

Sofrer golos de bola parada - Check

Piorar o jogo com as substituições - Not check

Desta vez, Paulo Fonseca soube mexer na equipa e as substituições foram, gradualmente, devolvendo o controlo do jogo à equipa e dando-lhe mais profundidade. Ao contrário do que se passou com o Atlético, a saída de Lucho não prejudicou a equipa. E quanto à entrada de Quintero...bem, parecia que o treinador estava a adivinhar que o colombiano iria ter aquele livre para marcar, uma vez que mexidas aos 90 minutos dificilmente surtem efeitos.

Herrera estreou-se a titular e, sem fazer um jogo brilhante, esteve a bom nível e não se escondeu do jogo. Pelo contrário, Varela nunca pareceu sair do balneário, sequer.

Segue-se uma paragem para as selecções e vamos ver se fará bem ou mal à equipa. Continuamos a ter aversão à circulação de bola e acumular faltas junto à nossa área, como que a pedir o que Pintassilgo ofereceu. Menos mal que, quase um ano depois, voltámos a marcar de livre directo em jogos oficiais, Quintero sempre pareceu ter jeito para a coisa e hoje confirmou-o.

Se baixar as linhas e deixar o adversário ter iniciativa depois de estar em vantagem é uma opção, tem urgentemente que mudar, Paulo.

14 de setembro de 2013

Análise ao Plantel 2013/2014 - O Ataque

Em entrevista ao site MaisFutebol, Vítor Pereira afirmou que caso continuasse como treinador do FC Porto mantendo a mesma estrutura e encontrasse um ou dois jogadores rápidos e desequilibradores, a equipa evoluiria para outro patamar qualitativo. Esta falta de velocidade e de capacidade para desequilibrar foi um problema que saltou à vista em quase todos os jogos. Era quase unânime entre os portistas que era preciso contratar extremos para a presente temporada. A SAD assim o fez.

A Varela, Kelvin e Izmaylov juntaram-se os portugueses Josué, Licá e Ricardo, assim como o colombiano Quintero. Ainda assim, até ao fecho da janela de transferências andou no ar a possibilidade de chegar um extremo que fosse capaz de assumir a titularidade de forma indiscutível e, à imagem do que aconteceu com Bernard, esse extremo nunca chegou.

Comparativamente à temporada anterior, existe agora no plantel uma variedade maior para actuar nas alas. Licá e Ricardo vieram acrescentar a velocidade que faltava, Josué e Quintero - talvez pelo facto de preferirem a posição 10 - vieram trazer capacidade de desequilibrar em espaços curtos.

Outra das lacunas do plantel era não haver uma alternativa a Jackson. Mesmo Liedson, que chegou a meio da época, nunca foi uma verdadeira opção. Paulo Fonseca viu essa lacuna ser preenchida por Ghilas, o possante avançado que brilhou na última época ao serviço do Moreirense. O melhor marcador da edição 2012/2013 da Liga tem agora uma alternativa viável ou, caso o treinador o entenda, um complemento de qualidade.

Na equipa B existem ainda vários jogadores para a linha avançada. Kléber, Caballero, Gonçalo Paciência e André Silva são os pontas-de-lanças de serviço, Ivo e Frédéric Maciel os extremos e ainda Vion e Kayembe que podem jogar em qualquer posição do ataque.

31 de outubro de 2010

Isto é futebol?






Para que não viu o jogo do FC Porto no campo (?) da Académica vou dizer numa só palavra o que perdeu: nada!

É incrível como se realiza um jogo nestas condições. Como disse o Hulk, foi um milagre não ter havido lesões. Pelo menos graves, porque o Fernando foi substituído por precaução ao sentir dores na coxa. Um jogo de luta do princípio ao fim, onde a bola mal rolava no relvado. Destaque para Belluschi que, apesar de ser dos mais franzinos, foi um dos melhores em campo. De resto, nem se pode dizer que algum jogador estivesse mal. Todos se empenharam e por mim têm nota máxima.

Em suma, um jogo que não devia ter existido que valeu apenas pela entrega e pelo golo de Varela.


Uma última nota para os adeptos portistas presentes em Coimbra: Incansáveis como a equipa. Apoiaram do princípio ao fim fazendo a equipa sentir-se em casa. Bravo!