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18 de abril de 2016

Visão 1620 - Sócios e adeptos

Com três épocas de maus resultados é natural que muitos adeptos andem de costas voltadas com o clube. É assim em todos os clubes quando se passa de vencedor frequente a perdedor crónico. Mas o facto de o FC Porto tratar os sócios e adeptos como clientes não ajuda nada nestes momentos.

Dito isto, gostaria de propor uma série de medidas que têm em vista reaproximar os adeptos do clube, fazendo ou refazendo deles parte de um clube que amam e não clientes de uma SAD que serve futebol como prato principal.

Tem sido recorrente na televisão uma publicidade onde o Sporting tenta convencer ex-sócios a voltarem a sê-lo. E não se limitam a dizer "hey, precisamos do teu dinheiro", em vez disso apresentam vários cenários que vão desde a possibilidade de pagar as quotas em dívida de forma faseada, o perdão de metade da dívida e até o congelamento da mesma até que o sócio em questão tenha possibilidade de a pagar. O que impede o FC Porto de fazer uma campanha semelhante?

Portugal atravessa momentos complicados e existem milhares de pessoas que não tiveram outra hipótese que não fosse deixar alguns luxos de lado para que o básico não faltasse. Quando isso acontece as idas a estádios de futebol aparece imediatamente nos primeiros lugares da lista das coisas dispensáveis. E aqui é que devia entrar a SAD em acção. De forma a manter os associados e também muitos detentores de lugares anuais, o clube tem de proteger aqueles que estiveram sempre ao lado do clube enquanto lhes foi financeiramente possível. Seria de bom tom o FC Porto atribuir descontos a essas pessoas, que poderiam ir dos 50% aos 100% mediante o número de anos de cada um como sócio/detentor de lugar anual, caso estes ficassem desempregados.

Além dos sócios, também as claques são importantes e devem ser apoiadas pelo clube. No entanto, tal não deve ser feito a todo o custo e prejudicando muitas vezes outros portistas. A SAD tem de parar de dar bilhetes às claques para estes serem vendidos livremente e sem qualquer controlo. Para isso há que tornar obrigatório o registo como sócio do FC Porto para poder pertencer a um claque do clube. As quotas pagas ao FC Porto até podiam incluir um desconto igual ao valor pago para ser associado da respectiva claque, mas os bilhetes dos Super Dragões e Colectivo passariam a ser adquiridos nas bilheteiras normais. Para ter o desconto de membro da claque bastaria apresentar o cartão de sócio da mesma. É assim tão complicado?

O clube dispõe de meios de comunicação com o exterior que há alguns anos atrás seriam impensáveis. Porto Canal, Revista Dragões, todas as redes sociais da moda, um website, uma newsletter e ainda a possibilidade de passar a mensagem através de qualquer canal de televisão, rádio ou jornal. Apesar disto tudo, os portistas continuam mal informados e o FC Porto mal defendido na praça publica. Que tal começar a aproveitar ao máximo estes meios?

Embora não pareça. o clube precisa tanto dos adeptos como os adeptos precisam do clube. E os portistas têm muito para dar ao FC Porto, basta para isso o FC Porto querer.

17 de abril de 2016

Visão 1620 - FC Porto Lab


O nome não prima pela originalidade e a proposta até já foi dada aqui, mas nunca é demais repetir: o FC Porto tem de rever e alargar os profissionais das mais diversas áreas ligadas à preparação, seja ela física ou psicológica, da equipa profissional de futebol de forma a não estar dependente da competência (ou falta dela) das diferentes equipas técnicas que forem contratadas.

Além dos habituais médicos, fisioterapeutas e enfermeiros e da adição de um director desportivo, seria um passo pioneiro a contratação de psicólogo(s), preparador(es) físicos, recuperador(es) físicos, nutricionista(s) e treinador(es) de guarda-redes para trabalharem de forma permanente e exclusiva para o clube.

Este departamento, contratado directamente pelo clube, teria como missão preparar o plantel física e psicologicamente, através de treinos individuais e colectivos, para todos os cenários possíveis, como uma espécie de apoio ao treinador e respectiva equipa técnica, deixando as estes apenas a tarefa de trabalhar a vertente táctica, garantindo assim uma equipa competitiva sob quaisquer circunstâncias.

Os profissionais mencionados teriam de ser cuidadosamente seleccionados e teriam ainda como responsabilidade extra o dever de estarem em formação constante, aprendendo e desenvolvendo novos métodos de treino, tendo em vista manterem-se na vanguarda da respectiva actividade profissional.

Os custos associados a este departamento, além de serem uma gota naquilo que é um orçamento de um clube do nível do FC Porto, seriam facilmente recuperados pelas performances da equipa e, talvez, pelo facto de deixar de ser preciso ter nos quatros aquele jogador extra como reserva caso haja uma crise de lesões.

16 de abril de 2016

Visão 1620 - Finanças

Tem sido um problema recorrente e aparentemente sem fim no FC Porto. Chegar a meio da época e perceber que a SAD terá prejuízo no exercício em questão é já o pão nosso de cada época dos portistas. E quais são os motivos para isso? A resposta é simples: despesas despropositadas e planeamentos arrojados, para não dizer incompetentes.

Na última entrevista que deu ao Porto Canal, Pinto da Costa falou em comissões em entre 5 e 10% nos negócios feitos pelo FC Porto. Uma das maneiras de começar a poupar dinheiro é começar a exigir que seja respeitada a norma da FIFA que impõe nos 3% o valor máximo a pagar em comissões a empresários sobre as transferências entre clubes. Depois outra coisa que me faz imensa confusão: o FC Porto pagar comissões tanto quando compra como quando vende. A SAD tem de marcar uma posição junto dos empresários e deixar de dar, literalmente, dinheiro a um empresário quando compra um jogador, deixando esses encargos sempre para o clube vendedor.

Depois há a situação dos jogadores emprestados. Um clube com equipa B não necessita de ter um batalhão de atletas sob contrato espalhados pelo mundo. O número actual é manifestamente exagerado e tem de ser inevitavelmente reduzido ao máximo, tornando os empréstimos situações pontuais para jogadores que mostram valor inequívoco para aspirar a alguma mais do que a II Liga mas que ainda não têm maturidade suficiente para actuar pela equipa A. Certamente não será o caso de jogadores como Sami, Ghilas ou Bolat.

Isto são apenas exemplos de situações que fazem o clube perder imenso dinheiro, mas que a sua resolução por si só não seria garantia de nada, embora fosse um bom começo. O que a SAD tem de começar a fazer é reverter a situação gradualmente até chegar ao ponto de não ter de contar com o ovo no cu da galinha. Entrar num exercício a prever facturar €30M nas competições europeias, ou €70M em mais-valias com vendas de jogadores e até a entrada directa na próxima edição da Liga dos Campeões, é jogar constantemente na roleta russa e, como temos vindo a notar, todas as situações descritas são passíveis a falhar com relativa facilidade.

Impõe-se para bem do clube que a SAD comece a optimizar os meios que tem ao seu dispor, fazendo um planeamento cuidado e rigoroso de forma a não gastar dinheiro de forma leviana.

15 de abril de 2016

Visão 1620 - O plantel


Há muito tempo que o FC Porto não tem um plantel equilibrado e à prova de incompetência. Como assim à prova de incompetência? - perguntarão alguns. Aquele tipo de plantéis onde se não houver Sapunaru há Fucile, ou falhando o Álvaro Pereira há ainda Alex Sandro à espera de jogar, resumidamente um grupo de trabalho onde há, no mínimo, duas alternativas para cada posição sem ter de se recorrer a adaptações - respondo eu.

Pegando nesta época como exemplo, entre treinador e SAD - e aqui mais uma vez entra a lacuna que é não haver director desportivo - entendeu-se que meia dúzia de defesas chegariam e que eram necessários oito ou nove médios. O resultado disso é o que vivemos hoje e que teve como ponto alto o onze inicial apresentado em Dortmund. É isso que tem de acabar imediatamente. São onze a jogar de cada vez, no mínimo outros tantos têm de ficar de fora, uma para cada posição. É tão simples que até dói.

Depois há um regra fundamental que o clube tem de impor a si próprio: ter um plantel inscrito na Liga que cumpra as exigências da UEFA. É público que o organismo que tutela o futebol na Europa impõe que os clubes tenham oito jogadores formados no país - e destes oito, quatro têm de ser especificamente formados no clube - nos 25 que são permitidos. Não me lembro da última vez que o FC Porto foi capaz de o fazer, se é que alguma vez foi.

Compete à SAD garantir que os mais jovens passam três anos no clube antes de serem emprestados, sendo que existe a equipa B e, possivelmente, as taças para lhe ir dando competição. Gudiño perdeu a possibilidade de ser considerado como formado no clube com o empréstimo ao União da Madeira, que não se repita o mesmo erro com o Chidozie.

O plantel à Porto tem de ser trabalhado e planeado, não é uma coisa que se encontra por acaso. E não há nada como gente da formação e muita concorrência pelos lugares para, pelo menos, criar a ilusão que os jogadores correm por amor à camisola.

14 de abril de 2016

Visão 1620 - O director desportivo


Figura de destaque em muitos clubes, mais discreto noutros, ausente no FC Porto. Treinador(es) e SAD portistas discutem entre si a composição dos mais variados plantéis, sem que haja um mentor na figura de director desportivo, deixando o clube exposto a vários problemas, entre os quais estão a incapacidade financeira para satisfazer as necessidades do técnico e a possível incompetência desse mesmo técnico. E assim se chega ao momento actual do FC Porto. 

Administração e equipas técnicas têm passado por imensas dificuldades para formar plantéis equilibrados. Uns, como foi o caso de Paulo Fonseca, saem com o sentimento que não lhes foram dadas opções suficientes; outros, como por exemplo Lopetegui, saem e são acusados pelo presidente de ter tido tudo e não ter sabido fazer nada com isso. Pelo meio são pedidas missões impossíveis a homens como Luís Castro ou José Peseiro, que além de tentar unir os cacos deixados pelos antecessores têm ainda de dar inicio a um projecto tendo em vista a próxima época e sem sequer terem a certeza que farão parte dele. Chegou o momento de colocar nas mão de alguém que não a SAD ou o treinador a responsabilidade de projectar os grupos de trabalho a médio ou até mesmo longo prazo.

O conceito é simples: director desportivo e administração trabalham juntos no sentido de formar um núcleo de jogadores que serviria de espinha dorsal da equipa, algo entre os 17 e os 20 atletas. A esse grupo juntar-se-iam entre quatro a sete novos jogadores escolhidos entre o director desportivo e o treinador de forma a moldar o plantel às especificidades dos sistemas utilizados por cada técnico. O objectivo principal é deixar o FC Porto menos exposto tanto à incompetência como aos pedidos extravagantes de cada treinador. Quem não se recorda das exigências disparatadas de Co Adriaanse?

Foi notícia aquando da troca de Jesualdo Ferreira por André Villas-Boas que Pinto da Costa ofereceu ao primeiro a oportunidade de assumir a posição de director desportivo, possibilidade que foi recusada pelo próprio, mas, e ainda segundo o noticiado na altura, a porta ficou aberta por ambas as partes. Falo em Jesualdo Ferreira porque, na minha opinião, tem o perfil indicado para assumir a pasta: conhece o futebol, conhece o clube e tem facilidade em comunicar.

E aqui chegamos ao último ponto. Há muitos anos que o FC Porto deixa o treinador completamente sozinho contra o mundo. A chegada de um director desportivo à estrutura, além de servir o propósito principal de ser o cérebro por trás do grupo de trabalho, teria também a missão secundária mas não menos importante de defender, em conjunto com o técnico, os interesses do clube na praça pública, guardando assim a SAD (leia-se presidente) para alturas de extrema necessidade.

Projecto Visão 1620

Não há um dia que não se leia num sítio qualquer que quem crítica a SAD do FC Porto o faz gratuitamente e sem apresentar qualquer proposta. Até Pinto da Costa achou por bem dar a piadinha que os contestatários são meia dúzia e que se limitam a usar os blogs para o fazerem de forma anónima. No entanto, embora não seja da responsabilidade de um simples adepto fazê-lo - e, aparentemente, de ninguém uma vez que nem o actual presidente e de novo candidato o fez -, decidi apresentar um série de medidas, umas mais importantes que outras, algumas mais realistas que outras, mas na sua maioria de relativa simplicidade de execução, que gostaria de ver os administradores da sociedade implementarem no próximo mandato e que teriam como principal objectivo tirar o FC Porto do buraco onde se encontra. Cada ideia será apresentada nos próximos dias individualmente e acompanhada dos motivos pelos quais, na minha opinião, seria indispensável.

Depois do fiasco que foi o projecto Visão 611, nasce o Visão 1620.