7 de outubro de 2013

Preocupante

Estou preocupado com o nosso nível exibicional mas, mais que me as exibições, preocupa-me a mentalidade do "o que interessa são os três pontos" que se tem instalado em alguns portistas. Essa mentalidade de clube pequeno, diria, é aceitável quando a equipa vem de um bom momento, em que vence e convence, e, durante um jogo ou outro, faz um jogo menos conseguido. Nesta situação também defendo que, não havendo um bom espectáculo, se consiga pelo menos a vitória. Mas não é de todo o caso do FC Porto.

Todos nós temos visto as exibições miseráveis que a equipa tem feito. Há inúmeras teorias para isso, mas penso que o motivo mais óbvio para a confusão táctica que por vezes reina é a forma precipitada como o treinador quis impor as suas ideias. O Paulo Fonseca cometeu um erro enorme ao tentar mudar tudo de uma vez e em pouco tempo. Faz lembrar o FMI que usa a mesma fórmula em todos os países ignorando as especificidades de cada um deles. O 4-2-3-1 pode ter resultado em todos os clubes por onde o Fonseca passou até agora, pode muito bem vir a resultar no FC Porto, mas foi uma estupidez pegar numa equipa que tinha um trabalho de dois anos virado para as características dos jogadores e rasgar tudo para começar do zero.

Espero que o Paulo Fonseca já esteja consciente disso e que não seja preciso um novo mau resultado para que decida alterar alguma coisa. Não basta só trocar jogadores, é preciso ajustar a forma da equipa jogar. É verdade que o mais importante são os resultados, mas um treinador não se pode escudar neste chavão quando a equipa joga tão mal. "O importante são os três pontos" mas, a jogar assim, aumentámos exponencialmente as probabilidades de não os conseguirmos.

6 de outubro de 2013

Quase tudo na mesma


Entrar bem no jogo - Check

Entrar em coma depois de estar em vantagem - Check

Exagerar nas faltas cometidas - Check

Sofrer golos de bola parada - Check

Piorar o jogo com as substituições - Not check

Desta vez, Paulo Fonseca soube mexer na equipa e as substituições foram, gradualmente, devolvendo o controlo do jogo à equipa e dando-lhe mais profundidade. Ao contrário do que se passou com o Atlético, a saída de Lucho não prejudicou a equipa. E quanto à entrada de Quintero...bem, parecia que o treinador estava a adivinhar que o colombiano iria ter aquele livre para marcar, uma vez que mexidas aos 90 minutos dificilmente surtem efeitos.

Herrera estreou-se a titular e, sem fazer um jogo brilhante, esteve a bom nível e não se escondeu do jogo. Pelo contrário, Varela nunca pareceu sair do balneário, sequer.

Segue-se uma paragem para as selecções e vamos ver se fará bem ou mal à equipa. Continuamos a ter aversão à circulação de bola e acumular faltas junto à nossa área, como que a pedir o que Pintassilgo ofereceu. Menos mal que, quase um ano depois, voltámos a marcar de livre directo em jogos oficiais, Quintero sempre pareceu ter jeito para a coisa e hoje confirmou-o.

Se baixar as linhas e deixar o adversário ter iniciativa depois de estar em vantagem é uma opção, tem urgentemente que mudar, Paulo.

Uma Liga Profissional muito pouco profissional

Dia 25 de Agosto de 2013, o Chaves recebe e bate o Marítimo B por 1-0 em jogo que teve inicio às 16h00. Nesse mesmo dia às 19h45, o FC Porto dá inicio ao jogo que venceria por 3-0. O adversário era a formação principal do Marítimo.

Dia 15 de Setembro de 2013, às 15h00 tem inicio o Sporting B-Santa Clara que terminou com uma vitória por 2-1 da equipa da casa. Mais tarde, às 17h45, Olhanense e Sporting começam a medir forças. O jogo terminou com 0-2 favorável aos Leões.

Hoje, 6 de Outubro de 2013, no momento em que escrevo este post, o Benfica B vai vencendo o Académico de Viseu por 2-0 num jogo que teve o seu inicio às 16h00. Mais logo, às 20h15, está marcado o Estoril-Benfica.

Todos estes jogos têm algo em comum: a irregularidade. Segundo o Artigo 13.º do Anexo V do Regulamento das Competições Organizadas Pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, "os jogos das equipas B não podem ter lugar no mesmo dia de calendário dos da equipa principal".


Depois de na época transacta a Liga Portuguesa de Futebol Profissional ter feito uma enorme confusão no Caso das 72 horas e ter mostrado uma enorme falta de conhecimento dos seus regulamentos, esta época tem permitido estas situações que são ilegais aos olhos das regras definidas pela própria Liga.

Os clubes envolvidos não se encontram livres de responsabilidades mas, mais triste de que os dirigentes não saberem as regras das competições onde os seus clubes estão envolvidos, só mesmo os próprios organizadores não imporem o regulamento ou, pior ainda, não terem conhecimento do mesmo.