Foi a pensar no jogo da próxima terça-feira que Paulo Fonseca preparou a equipa que recebeu e bateu o Trofense por 1-0. O onze inicial apareceu com apenas três habituais titulares - Danilo, Fernando e Varela - sendo que o português está longe de ser indiscutível. Além disso, também as substituições foram feitas tendo em conta o jogo da próxima terça-feira e não tendo em conta as necessidades da equipa para o jogo que estava a disputar.
A exibição foi pobre, principalmente na segunda parte. É preocupante que uma equipa que, num passado recente, nos habituou a manipular qualquer adversário não consiga agora gerir uma vantagem no marcador de forma tranquila. Algumas notas soltas:
- Mesmo sem Otamendi, que era o habitual municiador deste tipo de lances, a bola continuou a ser bombeada demasiadas vezes para o ataque.
- Continua a existir uma distância enorme entre o médio-ofensivo e os dois mais recuados, o que tem por resultado prático os passes directos que mencionei no ponto anterior, uma deficiente pressão sobre o adversário em caso de perda de bola no ataque e uma dificuldade acrescida em arranjar linhas de passe.
- Bom jogo de Ricardo, dando continuidade ao bom trabalho que tem feito na equipa B. Oferece largura à equipa ganhando muitas vezes a linha de fundo e sem comprometer o rigor táctico que lhe é característico. Merece claramente ser aposta mais regular.
- Carlos Eduardo é outro que tem aproveitado a equipa B para evoluir de forma positiva. Passada larga, rigor no passe, visão de jogo e sentido posicional são as características que mais saltam à vista. Espero que o seu profissionalismo aliado às exibições consistentes lhe valham mais minutos no futuro que espero que seja próximo.
- Estreia positiva de Víctor García. Tímido ao inicio, foi-se libertando com o decorrer do jogo e combinando bem com Ricardo, o seu colega no flanco direito durante a maior parte dos 90 minutos.
- Má exibição de Quintero. O colombiano exagerou nas iniciativas individuais e perdeu a bola demasiadas vezes. A qualidade está lá, falta saber como a pôr ao serviço da equipa.
- Reyes tem tudo para se afirmar no FC Porto. O adversário não ofereceu grandes dificuldades aos defesas azuis-e-brancos, mas o mexicano esteve irrepreensível sempre que foi chamado a intervir.
Depois de duas semanas de laboratório, que pensava eu serviriam para corrigir erros, a equipa voltou com os mesmos problemas. Era notória a preocupação de Paulo Fonseca no banco e começo a temer que ou lhe falta o engenho para dar a volta à situação ou que acredita que a insistência nesta formula acabará por o levar o FC Porto ao sucesso. Qualquer uma das alternativas me deixa bastante apreensivo, até porque os próximos dois jogos são importantíssimos.
É imperativo que treinador e equipa percebam que estão a seguir um caminho perigoso e que a situação só não tomou outras proporções porque os resultados, ao contrário das exibições, têm sido positivos.
20 de outubro de 2013
Um olho na Taça e outro na Champions
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18 de outubro de 2013
Inquérito - Acha que Paulo Fonseca deve alterar a forma do FC Porto jogar? (Resultado)
Em 26 portistas, apenas dois acham que Paulo Fonseca está no caminho certo para levar o FC Porto ao sucesso. Cinco acham que o treinador deve rever o sistema táctico, dois a filosofia de jogo e 17 acreditam que o melhor será alterar ambos.
Os resultados são sintomáticos: os portistas não parecem acreditar que a equipa vá no rumo certo.
Após a paragem para os jogos da selecção seguem-se os encontros contra Trofense, Zenit e Sporting a contar para Taça de Portugal, Liga dos Campeões e Primeira Liga, respectivamente. Todos terão lugar no Estádio do Dragão e debaixo do olhar atento dos portistas que querem ver melhorias nas exibições.
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14 de outubro de 2013
O que fazer com Fernando?
Esta pergunta pode ser feita tanto a Paulo Fonseca como à SAD. Se o primeiro, graças às suas aventuras tácticas, fez com que o Polvo fosse remetido à banalidade no arranque da temporada, os segundos deixaram a situação contratual que liga um dos melhores médios-defensivos da história do FC Porto arrastar-se sem ser revista até ao último ano de contrato.
Embora longe do seu melhor, o camisola 25 dos Dragões tem vindo a subir de rendimento face aos ajustes feitos pelo treinador no que ao meio-campo diz respeito. Fernando tornou-se indiscutível no onze do FC Porto logo na primeira época após a saída de Paulo Assunção. Há vários anos que é fundamental na manobra defensiva da equipa e é quase um crime não tirar partido da sua capacidade para compensar as subidas dos colegas ou de roubar bolas aos adversários. Não me vou alongar mais neste assunto pois já deixei bem claro em posts anteriores que acho o 4-3-3 o sistema que mais favorece as características dos jogadores à disposição de Paulo Fonseca.
Além da vertente táctica, preocupa-me que esteja em final de contrato. Durante a pré-temporada mostrei-me preocupado com a possível saída de Fernando do clube, preocupação que ainda mantenho mas com uma agravante: agora há o risco que saia sem qualquer retorno financeiro. No entanto, e face à sua preponderância na equipa, antes isso do que uma venda em Janeiro. Para evitar estes cenários a SAD tem de pensar numa solução engenhosa.
Um aumento salarial não deve ser suficiente para que o Polvo assine um novo contrato. Assim sendo, os administradores do clube terão de ser flexíveis na altura de fixar a cláusula de rescisão e propor uma cláusula na ordem dos 15 milhões de euros - valor bem a baixo do que seria de esperar em condições normais - e, talvez, prever uma descida automática da mesma a cada ano cumprido de azul-e-branco.
Com 26 anos e a cumprir a sexta época como titular no FC Porto, Fernando tem a legitima ambição de experimentar outros campeonatos e de chegar à selecção brasileira. Compete à SAD fazer tudo o que estiver ao seu alcance para o demover a sair no fim da presente temporada sem dar qualquer compensação financeira ao clube que o deu a conhecer ao mundo.
Embora longe do seu melhor, o camisola 25 dos Dragões tem vindo a subir de rendimento face aos ajustes feitos pelo treinador no que ao meio-campo diz respeito. Fernando tornou-se indiscutível no onze do FC Porto logo na primeira época após a saída de Paulo Assunção. Há vários anos que é fundamental na manobra defensiva da equipa e é quase um crime não tirar partido da sua capacidade para compensar as subidas dos colegas ou de roubar bolas aos adversários. Não me vou alongar mais neste assunto pois já deixei bem claro em posts anteriores que acho o 4-3-3 o sistema que mais favorece as características dos jogadores à disposição de Paulo Fonseca.
Além da vertente táctica, preocupa-me que esteja em final de contrato. Durante a pré-temporada mostrei-me preocupado com a possível saída de Fernando do clube, preocupação que ainda mantenho mas com uma agravante: agora há o risco que saia sem qualquer retorno financeiro. No entanto, e face à sua preponderância na equipa, antes isso do que uma venda em Janeiro. Para evitar estes cenários a SAD tem de pensar numa solução engenhosa.
Um aumento salarial não deve ser suficiente para que o Polvo assine um novo contrato. Assim sendo, os administradores do clube terão de ser flexíveis na altura de fixar a cláusula de rescisão e propor uma cláusula na ordem dos 15 milhões de euros - valor bem a baixo do que seria de esperar em condições normais - e, talvez, prever uma descida automática da mesma a cada ano cumprido de azul-e-branco.
Com 26 anos e a cumprir a sexta época como titular no FC Porto, Fernando tem a legitima ambição de experimentar outros campeonatos e de chegar à selecção brasileira. Compete à SAD fazer tudo o que estiver ao seu alcance para o demover a sair no fim da presente temporada sem dar qualquer compensação financeira ao clube que o deu a conhecer ao mundo.
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