Depois de ontem a CMTV ter distorcido a verdade ao afirmar que foram elementos dos SuperDragões, vestidos de preto e cinzento, a provocar e a agredir em plena Alameda do Dragão outros portistas - como se isto fizesse sequer algum sentido... -, hoje o Record diz na capa que os "adeptos leoninos foram recebidos à pedrada".
Já todos sabemos que o Grupo Cofina não morre de amores pelo FC Porto, mas é absolutamente vergonhosa a forma como os incidentes foram relatados. Depois de um mau resultado (leia-se vitória do FC Porto) para o público alvo daquela publicação, o jornal dirigido por João Querido Manha resolveu mentir descaradamente para agradar àqueles que contavam com uma bom resultado do Sporting no Dragão.
Nem eram adeptos os SuperDragões nem foram recebidos à pedrada. Eram adeptos do Sporting, organizados, que chegaram ao local e decidiram "varrer" quem lhes apareceu pela frente. Como é óbvio, ninguém gosta de apanhar porrada e os portistas presentes responderam às agressões na mesma moeda. Foi o que aconteceu e está confirmado pela PSP.
Assim se tenta, uma vez mais, atribuir em exclusivo aos portistas os actos de violência, ao mesmo tempo que tentam desviar as atenções após uma vitória incontestável dos tricampeões de Portugal. Como se pode ler em nota publicada no site oficial do FC Porto, é contra a manha desta gente que a nossa equipa trabalha.
28 de outubro de 2013
Inqualificável
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Garra, força, determinação e outras coisas mais
Raça, entrega e atitude. Mais uma vez, nada disso faltou ao FC Porto frente à malta da civilização, que deu uma bela demonstração da sua...hum...vá, categoria na Alameda do Dragão. Bravo!
Quanto ao jogo em si, podemos dizer que vimos um pouco mais do mesmo. Entrada forte - vantagem no marcador - recuo das linhas.
Este Porto não quer ter sempre a bola, não a quer ter sempre a rodar de pé para pé, quer passe mais directo e vertical. Deixa o adversário subir com o intuito de disparar para o contra-ataque assim que a recuperar e espetar a faca por aí. Foi o que aconteceu na jogada - brilhante - do 3º golo conduzida por Varela e Jackson e finalizada pelo incansável Comandante. O problema é que essa clarividência e inteligência raramente é usada nas transições ofensivas. Por vezes, a equipa precipita-se, falha passes e decide mal.
Cá atrás, embora se notem algumas melhorias, acabamos por nos expor em demasia, deixámos o adversário com a bola por tempo a mais.
A questão é que, a meu ver, não temos de jogar assim. Esta equipa dá muitas vezes a ideia de que precisa de sofrer alguns sustos ou até um golo para sacudir a pressão e passar a jogar mais próximo da área contrária, mesmo sem correrias ou pressões loucas. Ou equilibramos e, de facto, ao recuarmos as linhas formamos um muro intransponível, ou voltamos a ganhar um pouco mais de carinho pela posse de bola e acima de tudo a perceber quando é que temos de a recuperar e guardar, esfriando o jogo.
Ainda não desisti de acreditar que esta filosofia pode perfeitamente funcionar. Jesualdo tinha uma ideal semelhante em 2008/2009 e bem sabemos o quanto custo entrar nos eixos, mas Jesualdo tinha Meireles, Hulk, Lisandro e até Rodriguez - muito rápidos com a bola, principalmente quando vão embalados.
Gostava, ainda assim, que Paulo Fonseca, à semelhança de outras ideias que foi perdendo, não se esquecesse de uma coisa: isto é o Porto. E o primeiro objectivo do Porto depois de marcar o primeiro tem de ser estar mais próximo de chegar ao segundo do que segurar a vantagem. Não defendo nenhum desses extremos, mas o Porto tem toda a capacidade para ser um pouco mais mandão e controlar o jogo de uma maneira bem menos questionável.
Como não estámos aqui só para bater, há que referir, com a toda a justiça, que o treinador dos Dragões mexeu bem na equipa e foi activo e não reactivo. Era preciso Ricardo ou Licá para preencher o corredor de uma forma que Josué não faz - mas grande exibição, contudo! - e Defour veio dar mais posse de bola e serenidade no lugar de Herrera. O mexicano foi excelente a pressionar e recuperar, mas nervoso a distribuir. Depois de dois jogos complicados para Hector, penso que está agora em condições de partir com mais tranquilidade e confiança.
Vamos ver como se comporta agora a equipa depois de uma semana de grande esforço e tensão.
27 de outubro de 2013
Invasão à Aldeia
Hoje é dia de Clássico, o FC Porto recebe o Sporting em jogo a contar para a Primeira Liga Portuguesa. Ou seja, a elite, as pessoas da cidade, vêm à aldeia. Dito isto, gostaria de falar um pouco sobre a aldeia aos adeptos do Sporting que, para os mais distraídos, é um clube falido da capital de um país falido.
O Porto, cidade que deu o nome a Portugal, foi considerada recentemente pela Lonely Planet como sendo o melhor destino europeu, que apelidou a cidade de "vibrante capital das artes". A maior editora de guias de viagens do mundo considera que o Porto é a próxima "hot thing" e defende que o Museu de Arte Contemporânea, o Parque de Serralves e a Casa da Música são sítios a não perder. Vista obrigatória é também o centro histórico, classificado pela UNESCO como Património Mundial, assim como a Torre dos Clérigos. Tomo a liberdade de juntar o Museu FC Porto, acabadinho de abrir ao público, como local a visitar. Talvez ao entrarem lá percebam o porquê de terem de se pôr constantemente em bicos de pés para serem considerados grandes...
Além disso, convém referir que no Porto se encontra a maior comunidade académica de Portugal, que a cidade está inserida na única região do país que exporta mais do que importa e que recentemente fez história ao eleger um candidato independente para Presidente da Câmara Municipal.
A imagem acima, exibida recentemente por uma claque oficial do Sporting, não só demonstra uma tacanhez como uma falta de respeito por todos os portuenses, sportinguistas incluídos. Incitados pelo seu presidente, Bruno de Carvalho, que nas últimas semanas provocou toda a estrutura portistas, os adeptos leoninos tentaram também eles criar um clima de guerra. A postura oficial do FC Porto não podia ter sido melhor: ignorar. Foi com o desprezo que Bruno de Carvalho merece que Pinto da Costa se recusou a comentar qualquer assunto relacionado com o Sporting. Foi assim uma, duas, três vezes e o papagaio verde-e-branco continuou o seu monólogo. Ávido de atenção e apoiado por diversos órgãos de comunicação social, Bruno de Carvalho foi descendo o nível mas ninguém do FC Porto lhe respondeu. A resposta está marcada para as 19:45 de hoje, no relvado do Dragão.
Apesar de tudo, é inegável o bom momento que o Sporting atravessa. Leonardo Jardim tem feito um trabalho agradável em Alvalade e espera-se um jogo difícil para os Dragões. Paulo Fonseca deve apostar num onze em tudo semelhante ao que iniciou ou jogo frente ao Zenit, Herrera incluído. Esta é apenas a minha convicção, mas consideraria um erro retirar o mexicano da equipa depois do erro da passada terça-feira. Em condições normais, seria de proteger o jogador e evitar já a sua exposição à massa adepta, mas tratando-se de um clássico as regras são outras. Certamente que os portistas saberão apoiar a equipa no geral e o Herrera em particular.
Vejamos se de facto colocar-se em bicos de pés é o suficiente para ser grande.
O Porto, cidade que deu o nome a Portugal, foi considerada recentemente pela Lonely Planet como sendo o melhor destino europeu, que apelidou a cidade de "vibrante capital das artes". A maior editora de guias de viagens do mundo considera que o Porto é a próxima "hot thing" e defende que o Museu de Arte Contemporânea, o Parque de Serralves e a Casa da Música são sítios a não perder. Vista obrigatória é também o centro histórico, classificado pela UNESCO como Património Mundial, assim como a Torre dos Clérigos. Tomo a liberdade de juntar o Museu FC Porto, acabadinho de abrir ao público, como local a visitar. Talvez ao entrarem lá percebam o porquê de terem de se pôr constantemente em bicos de pés para serem considerados grandes...
Além disso, convém referir que no Porto se encontra a maior comunidade académica de Portugal, que a cidade está inserida na única região do país que exporta mais do que importa e que recentemente fez história ao eleger um candidato independente para Presidente da Câmara Municipal.
A imagem acima, exibida recentemente por uma claque oficial do Sporting, não só demonstra uma tacanhez como uma falta de respeito por todos os portuenses, sportinguistas incluídos. Incitados pelo seu presidente, Bruno de Carvalho, que nas últimas semanas provocou toda a estrutura portistas, os adeptos leoninos tentaram também eles criar um clima de guerra. A postura oficial do FC Porto não podia ter sido melhor: ignorar. Foi com o desprezo que Bruno de Carvalho merece que Pinto da Costa se recusou a comentar qualquer assunto relacionado com o Sporting. Foi assim uma, duas, três vezes e o papagaio verde-e-branco continuou o seu monólogo. Ávido de atenção e apoiado por diversos órgãos de comunicação social, Bruno de Carvalho foi descendo o nível mas ninguém do FC Porto lhe respondeu. A resposta está marcada para as 19:45 de hoje, no relvado do Dragão.
Apesar de tudo, é inegável o bom momento que o Sporting atravessa. Leonardo Jardim tem feito um trabalho agradável em Alvalade e espera-se um jogo difícil para os Dragões. Paulo Fonseca deve apostar num onze em tudo semelhante ao que iniciou ou jogo frente ao Zenit, Herrera incluído. Esta é apenas a minha convicção, mas consideraria um erro retirar o mexicano da equipa depois do erro da passada terça-feira. Em condições normais, seria de proteger o jogador e evitar já a sua exposição à massa adepta, mas tratando-se de um clássico as regras são outras. Certamente que os portistas saberão apoiar a equipa no geral e o Herrera em particular.
Vejamos se de facto colocar-se em bicos de pés é o suficiente para ser grande.
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