15 de novembro de 2013

Novo fcporto.pt

O site oficial do FC Porto era das poucas coisas que reunia unanimidade entre os portistas: era um verdadeiro desastre. O design estava ultrapassado e a informação desactualizada, algo impensável em pleno Século XXI.

Hoje o clube colocou online uma nova versão do fcporto.pt. Além do novo grafismo, existe agora uma nova variedade de conteúdos. Os jogadores da equipa principal têm uma ficha individual, pode consultar a agenda e calendário oficiais do clube, dar uma vista de olhos nas fichas de jogo, ver a classificação de Primeira e Segunda Liga, aproveitar a nova zona dedicada aos adeptos com vários conteúdos multimédia ou consultar o palmarés actualizado da equipa de futebol profissional. No entanto, o maior destaque vai para a renovada loja online que, à primeira vista, se encontra bem mais organizada e actualizada que a anterior e para a zona dedicada à história do clube.

Existem alguns aspectos a melhorar, tais como as secções da Equipa B, Formação ou Modalidades, que se encontram ainda bastante incompletos. Agora é preciso que o site não caia no esquecimento e que seja actualizado - tanto a nível gráfico como de conteúdos - de forma rápida e eficaz, algo que não acontecia com o anterior.

10 de novembro de 2013

Uma equipa pequena com jogadores de equipa grande


Tenho cada vez menos paciência para isto e mais tristeza ao ver esta equipa jogar. Sim, continuo a acreditar que podemos fazer uma boa época - mesmo com a Champions presa por um fio - mas no momento actual olho para aqueles rapazes de camisola azul e branca e não vejo o verdadeiro Porto.

Também me cansa estar sempre a dizer a mesma coisa jogo após jogo. Joga-se com uma mentalidade muito mais próxima à de uma equipa pequena do que "à Porto". Aliás, jogos "à Porto" foi coisa que raramente vi esta época, quanto muito vi em certas fases de alguns jogos.

Não se dá primazia à posse bola? Ok, tudo bem, mas acertem os poucos passes que querem fazer. Baixam-se as linhas depois de chegar à vantagem? Aceito, mas não deixem o adversário rematar uma, duas, três, quatro (etc...) vezes, não se ponham tanto a jeito. Porque se os executantes do Vitória são de baixa qualidade, aqueles que jogam connosco a meio da semana não são. Não é preciso nenhum milagre para sofrer um golo e olhando às palhaçadas que têm feito na defesa já deviam ter percebido isso.

Por variadíssimas vezes, acabamos por ser superiores aos adversários não por aquilo que fazemos como equipa, não pela coesão que demonstramos a todos os níveis, não pela forma como não deixamos o opositor chegar perto da área. Vencemos porque temos melhores jogadores, de melhor qualidade.

As fases do jogo com bom futebol colectivo têm de ser a regra, não a excepção. Oxalá a paragem para os compromissos internacionais sirvam para a equipa fazer um "reset" e regressar mais próxima àquilo que é esperado. Já sabemos que houve erros na construção plantel, mas continuamos a ter qualidade mais do que suficiente para jogar bom futebol.

7 de novembro de 2013

Marcar, recuar, adormecer e sofrer


22 de Setembro de 2013, Estoril 2-2 FC Porto. Licá faz o 1-0 para o FC Porto, Evandro empata de penalti, Jackson pões os Dragões de novo em vantagem e Luís Leal faz o resultado final ao minuto 80.

1 de Outubro de 2013, FC Porto 1-2 Atlético de Madrid. Jackson faz o 1-0, Godín e Arda Turan marcam os golos do Atlético já na segunda parte.

22 de Outubro de 2013, FC Porto 0-1 Zenit. Kerzhakov fez o único golo do jogo.

2 de Novembro de 2013, Belenenses 1-1 FC Porto. Mangala inaugura o marcador e, minutos depois, oferece o empate à equipa da casa.

6 de Novembro de 2013, Zenit 1-1 FC Porto. Lucho põe os Dragões em vantagem e Hulk fecha o resultado cinco minutos depois com uma oferta de Helton.

A incapacidade da equipa portista em segurar uma vantagem de forma segura é preocupante. Olhando apenas para as não-vitórias, facilmente se repara que o FC Porto esteve em vantagem em quatro delas. Aliás, à excepção da derrota caseira frente ao Zenit - que vou quase ignorar neste post devido à particularidade da mesma -, os Dragões marcaram a todos os adversários e apenas por uma vez (Vitória de Setúbal) não foram quem inaugurou o marcador.

Há vários factores a dar origem a este problema. Quando em vantagem, a equipa de Paulo Fonseca baixa o ritmo de jogo e, gradualmente, vai descendo no terreno dando a iniciativa ao adversário. Já toda a gente deve ter ficado com a sensação que este ano o FC Porto é uma equipa mais faltosa do que nos últimos anos. Essas faltas, muitas vezes desnecessárias, têm sido aproveitadas pelos adversários para criar constante sobressalto à baliza habitualmente defendida por Helton. Faltas em zona perigosa que dão origem a cantos, mais faltas, penaltis e... golos.

Outro efeito secundário do bloco baixo é a forma como agrava as perdas de bola e os erros individuais. Até ao momento, em todas as competições, o FC Porto já sofreu 10 golos. Um de penalti (Estoril); Um na sequência de um canto (Sporting); Três de ou na sequência de um livre (Arouca e duas vezes Atlético de Madrid); Cinco em jogo corrido (Estoril, Belenenses, Zenit duas vezes e Vitória de Setúbal).

É precisamente nos golos sofridos em jogo corrido que me quero centrar. Dois deles (Belenenses e Zenit fora) nem merecem grandes comentários de tão consentidos que foram, os outros três (Estoril, Zenit no Dragão e Vitória de Setúbal) têm em comum o facto da defesa ter sido apanhada mal posicionada - traída por um ressalto ou uma perda de bola em zona proibida -, onde Mangala teve de ir compensar a ausência de Alex Sandro na esquerda e o adversário consegue cruzar.

É a olhar para os erros que se torna possível corrigi-los e, ao olhar para os golos sofridos, concluímos que é um erro enorme dar a iniciativa ao adversário e que é um erro enorme ter um defesa-central obsoleto no jogo aéreo a jogar ao lado de Mangala. Embora lhe reconheça algum mérito e valor, lances como os três que acabei de enumerar aliados ao lance que deu o 1-1 ao Atlético de Madrid, deixam-me a pensar que apesar do mau futebol tudo poderia ter sido diferente com, por exemplo, Maicon a jogar no lugar de Otamendi.

Se quer continuar com o 4-2-3-1, Paulo Fonseca tem de começar rapidamente a corrigir alguns comportamentos da equipa e rever alguns lugares no onze. A persistência tem um certo limite que ao ser ultrapassado a transforma em teimosia e, face aos resultados e às exibições, o actual treinador começa a ficar sem margem para ser teimoso.