Luís Castro teve um inicio promissor como treinador da equipa principal do FC Porto. Com apenas quatro dias de trabalho com o plantel (ou parte do plantel), foi fácil perceber algumas diferenças para o FC Porto de Paulo Fonseca. Desde o regresso ao 4-3-3, passando pela posse de bola mais paciente e criteriosa, até às substituições acertadas e em tempo útil.
Tudo corria às mil maravilhas - para as condições em que a equipa se encontra -, até que o Arouca, com muita sorte à mistura e na primeira vez que chegou à baliza do FC Porto, reduz para 2-1 e minutos depois Quaresma falha o penalti que devia ter devolvido a vantagem de dois golos e a tranquilidade à equipa.
Fruto de uma época em que já perdeu várias vantagens, a equipa portista mostrou-se um pouco nervosa durante largos minutos após o golo visitante e só voltou a acalmar após a entrada de Quintero e Ghilas. Notou-se uma fragilidade psicológica enorme em alguns jogadores que acusaram em demasia o golo sofrido e, para já, será este o primeiro problema a resolver por Luís Castro.
Penso que não seria sensato pedir muito mais à equipa e ao treinador com tão poucos dias de trabalho e com muitos jogadores ausentes nas respectivas selecções. No entanto, foi um estreia positiva e a tendência será mesmo para melhorar nos próximos tempos. Com o regresso de Alex Sandro ao onze, Mangala regressará ao centro da defesa para formarem juntamente com Maicon e Danilo o quarteto defensivo mais forte possível e que raramente foi aproveitado por Paulo Fonseca. Se a isto juntarmos o regresso ao 4-3-3 e à maior posse de bola, temos todos os ingredientes para resolver grande parte dos problemas defensivos e, por arrasto, psicológicos deste FC Porto.
11 de março de 2014
Gato escaldado tem medo de água fria
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3 de março de 2014
A insustentável leveza do FC Porto 13/14
Não vou falar de duplos pivot, de tácticas, da desorganização defensiva, da confusão a meio-campo, da falta de dinâmica no último terço.
Não vou falar das substituições estranhas, tardias ou escassas, da dança do 11 titular.
Não vou falar de uma defesa que, de um ano para o outro, passou de segura e consistente para anedótica.
Não vou falar de um treinador sem carisma, teimoso e de discurso vazio, amorfo e redutor.
Não vou falar dos constantes amuos e queixas escarrapachados nos jornais e redes sociais do jogador A, B e C.
Não vou falar das pobres assistências no Estádio do Dragão.
Não vou falar de uma equipa perdida, desconfiada de si própria, instável e triste.
Não vou falar de nada disto porque nós, doutorados (porque não?) bloggers temos explorado todos e cada um destes tópicos há meses, já tudo se disse sobre isto.
Que falta então dizer? Porque motivo Paulo Fonseca - um penoso erro de casting - continua a ser treinador do FC Porto contra a sua vontade?
O que ainda se poderá retirar de positivo de uma época que está a ser das piores deste século, apenas equiparável à de 2001/2002?
Será tudo isto suficiente para se arrumar a casa de uma ponta à outra? Daremos um passo atrás para dar dois à frente, como é habitual? Vamos corrigir o que não se corrigiu a bem, isto é, enquanto ganhávamos?
Vamos construir um plantel equilibrado, com alternativas suficientes e viáveis para todas as posições em vez de, por exemplo, termos centrais a atropelarem-se e Alex e Danilo obrigados a serem quase totalistas? Vamos comprar o jogador X porque é aquele de que a equipa precisa em vez de comprar o jogador Z porque é aquele que dá mais comissões?
Vamos apostar nos valores que temos na formação e na equipa B?
Vamos voltar a SER PORTO?
23 de fevereiro de 2014
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