5 de maio de 2014

Entre a exigência e a tacanhez


Ao longo desta época os grupos organizados de apoio ao FC Porto tiveram oportunidade de mostrar o que valiam mas guardaram para a penúltima jornada para o fazer. A conclusão que se pode tirar daqueles que tiveram oportunidade de pressionar a SAD para demitir um treinador incompetente e não o fizeram preferindo ameaçar e coagir outros a não o fazer, aqueles que esperaram que a equipa perdesse tudo o que havia para perder e para estar a jogar para nada e com metade da equipa - onde se incluíam dois jogadores da equipa B - que pouco teve de responsável nesta época desastrosa por tão pouco terem jogado, é que não valem nada. Zero.

Os membros da direcção dos SuperDragões portaram-se como verdadeiros cobardes durante toda esta época. Mostraram que não passam de uns vendidos e que é difícil morder a mão a quem lhes dá de comer. Autênticos abutres que vivem às custas do clube - seja directamente ou indirectamente, como por exemplo na venda paralela de bilhetes - e que foram nada mais que paus-mandados da SAD durante toda a temporada. O maior acto de cobardia, como já mencionei, foi mesmo no jogo de ontem em que decidiram humilhar uma equipa que já não tem força anímica para se levantar.

Outro exemplo do portismo remunerado é o (muito mais que um simples) speaker do Dragão. Quem o seguir pelo facebook já percebeu que é já habitual este vir com moralismos sobre o que é e não é ser um verdadeiro portista, sendo que para ele "só quem lá foi (ao Dragão)" é que sabe. É tão fácil falar quando se tem a barriga cheia, não é?

É claro para todos que o FC Porto tem fazer alguma coisa para mudar. A minha sugestão é que os adeptos deixem de dar poder a quem há muito deixou de ser independente. Deixemos de apoiar pseudo-lideres, deixemos de apoiar parasitas. O FC Porto precisa de união, mas neste momento também precisa de quem saiba dizer "basta!".

1 de maio de 2014

Fogo de artifício

O dia de hoje fica marcado pelo ataque que o FC Porto, através de um comunicado no site oficial, faz ao jornal O Jogo. É interessante que o termo "Judas" tenha sido o escolhido para o fazer, dando assim a entender que o FC Porto foi traído por um dos que lhe era mais próximo, neste caso o dito jornal.

   



Ainda não consegui perceber o que se encontra por trás disto, mas uma coisa é certa, a não haver interesse do FC Porto no Ghazal, a notícia devia ter sido desmentida no passado dia 12 de Abril, altura em que surgiu pela primeira vez. O comunicado hoje emitido é demasiado agressivo para o que foi escrito pelo diário desportivo e, olhando a um passado recente, é de espantar que a SAD se tenha dado ao trabalho de desmentir o interesse num jogador quando por exemplo não o fez quando A Bola no passado dia 29 de Abril fez referencia a uma possível saída de Antero Henrique da estrutura azul-e-branca.

Antes da noticia sair na bola já corria pela Internet o rumor de que o Vice-Presidente do FC Porto estaria em Manchester e que a viagem serviria para negociar a própria saída para outro clube. No dia seguinte, ou seja ontem, sai a conveniente noticia n'O Jogo de que o City estaria de volta às negociações por Fernando e Mangala. O FC Porto manteve-se em silêncio até hoje, altura em que se pronunciou e preferiu, uma vez mais, desviar as atenções para um assunto que pouco interessa.

Olhando a este esquema de desmentidos, parece-me justo assumir que se A Bola não foi desmentida e entretanto o O Jogo foi acusado de ser falso como Judas, é porque Antero Henrique está mesmo de saída e que, para já, não há negociações nenhumas tendo em vista as saídas de Fernando e Mangala para os ingleses. Até tudo estar esclarecido, continuará a campanha de contra-informação por parte do FC Porto.

Uma estupidez como outra qualquer

Esta foi a capa do jornal O Jogo dois dias após a eliminação do FC Porto na Liga Europa. A minha convicção é que tudo isto não passou de uma jogada para acalmar os portistas que, como não estão habituados, ao perder querem logo ver sangue. Desde os jogadores, passando pela equipa técnica, até chegar à direcção, pede-se a demissão de tudo e de todos, fazendo questão de em muitos casos esquecer um passado de vitórias que as pessoas em questão deram ao clube. Alguns parecem mesmo viver num mundo à parte, mundo esse onde tudo que ao FC Porto diz respeito é mau.

Como já tive oportunidade de escrever, não acredito que o plantel precise de uma renovação profunda. Se o clube não precisasse de dinheiro, o caminho seria contratar um médio e um ou dois extremos de qualidade indiscutível para entrarem directamente no onze e pelo menos um defesa lateral que rivalizasse com o Danilo e o Alex Sandro. O resto seria apenas vender ou emprestar aqueles que não se conseguiram afirmar e substitui-los por outros que tenham mostrado potencial. Claro que tudo isto pressupõe que na próxima época o treinador será alguém que sabe o que está a fazer. Mas o clube precisa de dinheiro, de muito dinheiro.

A parte da obrigação de vender até Junho é que se pode revelar uma estupidez de todo o tamanho. Com o Mundial a decorrer entre 12 de Junho e 13 de Julho e com jogadores como Jackson, Mangala, Fernando, Defour e Varela com grandes possibilidades de o disputar, será muito imprudente proceder à venda de qualquer um deles por valores que não se aproximem das cláusulas de rescisão sem lhes dar oportunidade de valorização nesta grande montra. Estou ciente que atrasar as vendas pode significar fechar o ano com prejuízo, mas pior que isso seria perder muitos milhões à custa de pensar apenas no presente e nunca no futuro.