Na capa da edição de hoje do jornal O Jogo salta à vista de todos o texto "Tribunal unânime: penálti por marcar a favor dos bracarenses". Ao ver isto fiquei logo duas perguntas na cabeça. Desde logo, como pode ser possível considerar um lance em que não existe qualquer infracção como sendo faltoso e logo por unanimidade? Quem terá sido o árbitro que não considerou como sendo falta o abraço que o Maxi deu em André Claro e que critério estaria a invocar para justificar essa opinião?
A resposta à primeira pergunta ficará para sempre sem resposta. É para mim impossível perceber como um lance inofensivo em que um jogador aproveita um toque mínimo (e reforço aqui o mínimo) para se atirar e tentar cavar uma falta pode ser considerado penálti. Pedro Proença não se deixou enganar, mas o mesmo já não se pode dizer de Jorge Coroado, Pedro Henriques e José Leirós. Dois deles - talvez influenciados pelos comentários de Luís Freitas Lobo - acham ainda que o pequeno toque que Rúben Micael deu em Alex Sandro seria motivo para assinalar falta e o respectivo penálti. Quem impediu a unanimidade neste lance foi Pedro Henriques que, talvez não querendo recorrer à questão da intensidade tão apreciada entre os comentadores desportivos, nega a existência de qualquer contacto, apesar deste ser evidente. Se era suficiente ou não para justificar a queda é outra história, mas pelo menos não tentem fazer das pessoas cegas...
Em relação à segunda pergunta, a resposta é José Leirós e a justificação não podia ser mais elucidativa: não é falta porque não é falta e o árbitro fez bem em mandar seguir. Ponto final. Assim, de uma forma tão simples, se tenta branquear uma falta evidente se calhar até seria merecedora de cartão vermelho por impedir uma situação de golo iminente.
Para perceber um pouco melhor este problema, aconselho também a leitura dos seguintes posts de outros blogs portistas:
- http://www.reflexaoportista.pt/2014/10/os-penalties-de-pedro-henriques.html
- http://tomoii.blogspot.pt/2014/10/eu-tambem-choro-e-podia-chorar-mais-um.html
- http://www.pobodonorte.com/2014/10/sergio-conceicao.html
- http://dragaoatento.blogspot.pt/2014/10/a-analise-do-tribunal-de-ojogo-e.html
- http://portistasdebancada.blogspot.pt/2014/10/hugo-miguel-nao-viu-o-jn-tambem-nao-e-o.html
O jornal O Jogo está neste momento refém da opinião de três indivíduos que vão mudando os próprios critérios semana após semana conforme a equipa a quem avaliam os lances, ou então só porque sim. É uma questão de critério.
6 de outubro de 2014
Critérios e Unanimidades
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3 de outubro de 2014
O invejoso da Segunda Circular
Além de idiota é ainda hipócrita. Digo isto porque Bruno de Carvalho se mostra agora contra os fundos de investimento porque "não sabemos de onde vem o dinheiro", mas enquanto candidato à presidência do clube de Alvalade prometeu um investimento de €50 milhões que, por ironia do destino, chegariam através de um fundo russo. Com esta promessa acabou por ser eleito como presidente do Sporting, mas o dinheiro dos russos nunca chegou a aparecer.
Voltando aos negócios com os fundos, acha o individuo em questão que "foi só perder dinheiro" e que "é uma questão de matemática". Vamos a isso então:
- A 15 de Julho de 2009 o FC Porto anuncia a compra de 60% do passe do Falcao por €3,93 milhões. A 18 de Agosto de 2011 anuncia a venda do jogador por €40 milhões que, eventualmente, poderia chegar aos 47. 60% de 40 são 24, o que significa que o Falcao, além de títulos, rendeu ao clube cerca de €20 milhões. (Fonte: CMVM)
- A 16 de Agosto de 2011 o FC Porto contrata Mangala por €6,5 milhões. A 27 de Dezembro do mesmo ano vende por €2,65 milhões 33,33% e atribui 10% de uma futura transferência a uma outra entidade, ficando assim com apenas 56,67% dos direitos económicos do francês. A 11 de Agosto de 2014, esses mesmo 56,67% rendem ao clube €30,5 milhões. Contas feitas, o FC Porto lucrou €26,65 milhões. (Fonte: CMVM)
Claro que a estes valores faltará deduzir os prémios de assinatura, os valores de intermediação dos negócios e os salários que ambos auferiam. No sentido inverso, também não sabemos que parte dos €7 milhões em variáveis da transferência de Falcao recebeu o FC Porto. No entanto, os valores finas serão bem superiores ao lucro de um ou dois milhões mencionado pelo invejoso da segunda circular.
30 de setembro de 2014
Empate moralizador
Mesmo depois de dois empates consecutivos, a divisão de pontos não seria, à partida, um resultado negativo para o FC Porto, que jogava em casa de um dos concorrentes directos depois da vitória na jornada inaugural.
Depois do jogo, o empate sabe ainda melhor, mais do que seria de esperar mas, no entanto, não deixa de ficar um amargo de boca porque o FC Porto foi, a todos os níveis, superior ao Shakhtar na Arena de Lviv. Empatar um jogo depois de sofrer o 2-0 aos 85' é tremendo. A equipa revelou um enorme carácter e determinação pela forma como nunca desistiu de lutar pelo golo e, pelo menos, pelo empate. À PORTO!
Por outro lado, ficou a certeza de que poderíamos perfeitamente ter vencido este jogo, mas decidimos ligar o complicómetro. Primeiro, Brahimi, decidiu adicionar um capítulo à saga dos penaltys falhados. Depois, oferecemos de bandeja dois golos ao adversário que, principalmente na segunda parte, pouco ou nada fez para assustar Fabiano. Insistimos em sair a jogar desde a baliza, tudo bem, mas há que entender quando não há, simplesmente, condições para isso acontecer. Não sei até que ponto Lopetegui quer que a equipa resista ao pontapés para a frente, ou para fora, mas temos de ter atenção a este capítulo, pois todas as equipas - sem ajuda do Tactical Porto - já perceberam há muito como complicar esse momento de jogo aos azuis e brancos.
Não há golos sem erros, mas há erros evitáveis e temos cometido alguns nos últimos jogos que nos têm custado pontos. Hoje doeu menos porque fomos capazes de corrigir as coisas.
Bem Lopetegui a mexer na equipa. Jackson - já não há palavras - e Quintero entraram bem, Ádrian nem tanto, que rendeu um não tão inspirado Brahimi. Marcano fez uma excelente exibição - depois de Reyes em Alvaldade, parece que afinal não é assim tão complicado preencher aquela posição com eficácia - assim como Aboubakar: um portento físico e veloz que jogou um pouco desapoiado na primeira parte, mas mostrou excelentes indicadores.
Mais um empate, é certo, mas, sem dúvida, o mais saboroso deles todos pela forma como foi conseguido e primeiro lugar no grupo, enquanto os "coitadinhos" do BATE Borisov venceram o Bilbau. A vitória teria-nos ficado bem, mas quem comete erros como aqueles que nós cometemos dificilmente não é castigado.
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