21 de outubro de 2014

Uma rica vitória


A vitória, só a vitória e nada menos do que a vitória interessava. Não que um empate, por exemplo, complicasse o apuramento, mas era a única resposta possível à eliminação prematura e dolorosa da Taça de Portugal. Com Casemiro, Herrera e Quintero a repetirem a titularidade, foi dos pés do colombiano que saiu a assistência para o número 16, mesmo no fim da primeira parte. Grande jogada, sublinhe-se!

Os bascos assustaram com uma bola ao poste, mas a equipa de Lopetegui, sem ser deslumbrante, trocava bem a bola e looonge da baliza de Fabiano. Notou-se que os jogadores quiserem descomplicar a primeira fase de construção e não hesitaram em aliviar sem cerimónias quando necessário. No segundo tempo, houve uma pequena regressão. O Bilbao foi mais afoito e chegou ao golo da maneira mais previsível: aproveitamento de uma oferta. A gentiliza coube a Herrera, desta feita e três jogadores não foram capazes de impedir o remate de Fernandéz.

 O meio-campo tinha dificuldades em pegar no jogo e empurrar a equipa, assim como em cobrir defensivamente. Aliás, tem sido uma constante e um problema por resolver. Óliver Torres, o médio com mais capacidade em receber e distribuir a partir de trás, começou no banco.

Lopetegui mexeu na equipa, com as entradas de Rúben - exibição agradável - e de Ricardo Quaresma que deu um grito de raiva e revolta. Remate certeiro que contou com a ajuda do "portero", mas não podemos sempre ser nós a sofrer golpes destes. O festejo do Harry Potter encarnou a voz de todos nós.

Até ao fim do jogo, o Bilbao ainda pregou um susto num livre, a castigar uma falta completamente desnecessária de Alex Sandro, mas a vitória não fugiu ao Dragão, que também cheirou o terceiro golo por intermédio de Jackson. O colombiano esteve bem em tudo menos na finalização, há dias assim.

Três pontos fundamentais que dão confiança à equipa e projectam a passagem aos oitavos. Vamos em frente!

Sobre aqueles que vão ao Dragão equipados à Porto e apoiam a equipa adversária, falaremos noutro post.

Quintero à Dragão

Muito se tem falado da falta de Mística Portista no actual balneário do FC Porto nos últimos dias. Muitos apontam o facto de não haver quase nenhum jogador português ou da formação no plantel como principal causa do mau momento que vive o clube. Mas, por vezes, os exemplos aparecem de onde menos se espera.

Quintero surgiu na equipa titular frente ao Sporting contra todas as probabilidades. Esteve ao serviço da selecção da Colômbia e falhou quase toda a preparação para o jogo, enquanto que jogadores como Tello e Evandro, que jogam em posições onde o colombiano pode também jogar, ficaram no Olival a trabalhar com os restantes jogadores que não foram chamados às respectivas selecções. Talvez fruto das boas indicações que deixou quando foi lançado nos dois últimos jogos com a camisola do FC Porto, Lopetegui decidiu apostar nele para o onze.

Retirado de ojogo.pt
Sendo Quintero conhecido por tudo menos pela combatividade, foi com espanto e alegria que vi que decidiu continuar a jogar mesmo estando em dificuldades físicas e o jogo perdido. Estava ainda o resultado em 1-2 e já o jogador se queixava com dores, mas como não havia mais substituições, continuou em campo e mesmo assim não se escondeu do jogo. Já depois do 1-3 acaba deitado no chão após uma jogada em que tentou assistir Jackson. Saiu em lágrimas, talvez provocadas por uma mistura de frustração com a dor, mas ainda assim regressou ao campo para jogar o tempo de compensação.

Quintero colocou a equipa à frente do "eu", coisa rara nos dias que correm. Espero que esta atitude sirva de mote a todo o plantel para o que falta de uma época que ainda agora começou.

20 de outubro de 2014

Tribunal d'O Jogo volta à carga

Recentemente mencionei aqui que José Leirós, Jorge Coroado e Pedro Henriques usam critérios distintos na análise aos jogos do FC Porto aos usados nos demais. Isto a propósito do jogo do último sábado, onde o Sporting venceu por 1-3 no Dragão e houve vários lances polémicos para análise do Tribunal d'O Jogo.

Confesso que fiquei estupefacto quando vejo que todos os especialistas discordam da marcação do penálti assinalado pela falta de Mauricio sobre Jackson.



No fundo, o que os três ex-árbitros nos estão a dizer é que o atacante é que tem a obrigação de evitar o defesa que tem liberdade de fazer o que bem entender. O toque de Maurício é evidente e inegável, assim como o facto de o Jackson se encontrar em pé quando é tocado. Penálti claro e bem assinalado.

Ao ver este lance lembrei-me do mergulho de Enzo Pérez no último Estoril-Benfica e que valeu o segundo amarelo ao jogador estorilisa:


 

A enorme diferença entre os dois lances é que não existe qualquer toque no jogador do Benfica que arriscou a própria expulsão ao simular de forma tão grosseira, uma vez que já tinha cartão amarelo. Fascina-me que José Leirós tenha visto um contacto entre o jogador do Estoril e Enzo Pérez.
Mas a cereja no topo do bolo ainda estava para vir. Nenhum dos analista considera faltosa a patada que Paulo Oliveira dá quando Herrera cabeceia a bola na tentativa de recarga após defesa de RuíPatricio:



Recordo que todos eles são os mesmos que há semanas atrás, curiosamente, não hesitaram em considerar bem assinalado o penálti que deu o empate ao Vitória de Guimarães frente ao FC Porto.



Estes são apenas pequenos grandes exemplos da dualidade de critérios com que os jogos do FC Porto são arbitrados e analisados. Como portistas, mesmo estando a equipa a jogar mal, não podemos deixar passar estas situações em claro. Temos a obrigação de denunciar quem tenta prejudicar o FC Porto, seja quem for e de que maneira for.