15 de agosto de 2015

Bom jogo, bons golos e... Herrera

Primeiro jogo, primeira vitória. O FC Porto recebeu o Vitória de Guimarães no jogo de estreia no campeonato 2015/2016 e não deu qualquer hipótese ao adversário de discutir o resultado. Foram três, mas podiam ter sido bem mais. Aboubakar foi o homem da noite - não só pelos dois golos que marcou, mas também pelo que jogou e fez jogar - e Varela voltou a marcar de dragão ao peito.

Apesar da entrada de várias unidades novas na equipa em relação à época passada (Casillas, Maxi, Danilo, Imbula e Varela), os jogadores do FC Porto mostraram já um elevado entendimento e provaram ser possível jogar como equipa desde o primeiro jogo oficial.

Quem teve (mais uma) noite para esquecer foi Herrera. O mexicano falhou em quase todos os aspectos de jogo e foi, sem surpresa, o primeiro a ser substituído. André André, que foi o escolhido para render o camisola 16, entrou muito bem na partida e, a continuar assim, promete lutar por um lugar no onze a curto prazo. Numa altura em que se fazem contas ao excesso de jogadores para o meio-campo no plantel e se vai noticiando a possibilidade de chegar mais um médio criativo, não deixa de ser irónico que aquele que mais debilidades apresenta continue como titular. Neste momento Lopetegui tem ao dispor um lote de médios de enorme qualidade, mas, lamentavelmente, Herrera não é um deles.

O arranque foi promissor e não há dúvidas que o FC Porto tem tudo para ser campeão. Cabe agora a Lopetegui convencer a SAD que para ganhar campeonatos não pode estar sempre a fazer a equipa a olhar para a carteira. A valorização de jogadores faz-se, entre muitos outros factores, através dos títulos conquistados e não de titularidades por decreto. E neste momento fica toda a sensação de ser o caso do Herrera.

3 de agosto de 2015

Osvaldo e Lucas Lima

Um é ponta-de-lança e o outro médio-criativo. Embora não sejam posições extremamente carenciadas, é notório que se for possível acrescentar alguma qualidade a estes sectores o FC Porto não vai dizer que não. Mas às vezes é preciso saber dizê-lo porque há situações que em nada favorecem o clube, sendo que qualquer uma das duas em que os jogadores se encontram, embora diferentes, são um aviso de problemas futuros.

Osvaldo é um jogador que teve problemas por todos os clubes que passou, sendo conhecidas algumas histórias de agressões a colegas de equipa. Sendo neste momento um jogador livre de assinar porque quiser, decidiu assinar por um clube-empresa uruguaio de segunda linha para poupar uns trocos em impostos quando assinar pelo clube que irá efectivamente representar em 2015/2016. Tendo em conta a bagagem que trás, até que ponto não seria prudente o FC Porto afastar-se do negócio?

Lucas Lima é um caso diferente: 80% do passe pertence à Doyen e talvez seja maior o interesse deste fundo em colocar o jogador no FC Porto do que a vontade dos dragões em contar com ele. Apesar de tudo foi feita uma proposta ao Santos e ao jogador, sendo que o este último não se coibiu de vir a publico classificar a proposta portista como muito má. Apesar disso, o FC Porto parece continuar interessado. O interesse no jogador é real ou é preciso pagar no imediato um favor à Doyen?

O que está em causa não é a qualidade dos jogadores, mas sim as atitudes gananciosas que ambos estão a revelar e os contornos absurdos que os negócios estão a assumir. O FC Porto tem de saber defender os interesses próprios e definir previamente uma linha até onde ir. Permitir todo o tipo de exigências a jogadores e clubes/fundos que detêm os passes é um péssimo caminho a seguir. Osvaldo e Lucas Lima são apenas dois jogadores em milhares com qualidade para jogar ao mais alto nível, por isso não há justificação para que o clube ceda aos caprichos de quem quer que seja.

15 de julho de 2015

Um pesadelo tornado realidade


Maxi Pereira é daqueles jogadores que deixa uma marca por onde passa, principalmente nas pernas -mas não só! - dos adversários. Saber que vai jogar no FC Porto e ainda por cima com um contrato milionário com a duração de três anos deixa-me bastante decepcionado com o clube.

É óbvio que a saída do uruguaio enfraquece, pelo menos para já, o Benfica. Assim como é também evidente que sem Danilo, há muito vendido ao Real Madrid, o FC Porto teria de reforçar a posição de defesa-direito. A pergunta que se impões é a seguinte: conseguirá Maxi Pereira manter a liberdade por parte dos árbitros para continuar a fazer o que melhor sabe? Ou seja, poderá o ex-Benfica fazer de conta que ainda joga de vermelho e continuar a bater em tudo que mexe?

O FC Porto acaba de passar de um lateral que fazia a posição de forma limpa e eficaz, para uma que tem como principal movimento defensivo correr atrás dos adversários e varrê-los. A cereja no topo do bolo é o facto de ficar com a camisola 2, um número cheio de mística que fica agora entregue a um mercenário que trocou uma história de oito anos por uma reforma dourada no maior rival. Depois de algumas facadas com sucesso no Benfica, hoje o FC Porto deu uma facada na própria história.

Não dou as boas-vindas a um jogador maldoso e o meu maior desejo é que chegue alguém com capacidade de lhe roubar o lugar de forma a que jogue o menor tempo possível e tenha uma passagem curtinha pelo Dragão.

P.S.: O vídeo presente neste post está alojado na conta oficial do FC Porto no youtube. Veremos por quanto tempo...