16 de setembro de 2015

Dia de Porto... a quadruplicar!

A chuva que cai em Portugal aconselha a que quem não tenha obrigatoriamente de sair de casa que se mantenha dentro da mesma. Assim sendo, nada melhor que a companhia do FC Porto para ajudar a passar o dia. Futebol (sub-19, equipa B e equipa A) e andebol dos dragões garantem uma quarta-feira bem passada a quem tiver oportunidade de os acompanhar. Aqui fica a agenda completa:

Futebol sub-19 - A equipa de júniores do FC Porto começa a participação na UEFA Youth League com uma visita à Ucrânia para defrontar o Dínamo de Kiev. O jogo tem início às 12h de Portugal continental e transmissão televisiva na Sporttv.

Futebol equipa B - A sétima jornada da II Liga joga-se hoje e a formação secundária dos dragões, actual segunda classificada, defronta o Penafiel. O jogo, que será transmitido em directo no Porto Canal, terá o pontapé de saída às 16h.

Andebol - Com dois jogos disputados no campeonato e outras tantas vitórias, o FC Porto defronta às 18h, no Dragão Caixa, o Madeira SAD. O Porto Canal também fará as honras da transmissão em directo.

Futebol equipa A - A cereja no topo do bolo será o Dínamo de Kiev - FC Porto a contar para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Tal como o jogo versão sub-19, também os graúdos terão transmissão televisiva na Sporttv sendo que o início está marcado para as tradicionais 19h45.

14 de setembro de 2015

Quem não tem cão caça com gato

Quatro jogos, quatro defesas-esquerdos. É esse o destaque que a comunicação social tem dado quando avalia as escolhas de Lopetegui. No entanto há uma coisa que, na minha opinião, é muito mais importante do que quem está a defender no lado esquerdo da defesa: o meio-campo. E aqui o cenário tem sido bem mais instável que na defesa - que apesar de ter trocado um elemento em todos os quatro jogos os outros três mantiveram-se inalterados -, uma vez que o treinador basco já usou três combinações diferentes e com uma troca de sistema de jogo pelo meio. Em 4-3-3 frente a Vitória de Guimarães e Marítimo (Danilo, Imbula e Herrera), passando ao 4-2-3-1 contra Estoril (Danilo, Imbula e Brahimi) e Arouca (Rúben Neves, Imbula e André André).

Durante a pré-época foi noticiado quase diariamente o interesse que o FC Porto tinha em adicionar um 10 ao plantel para colmatar a falta de criatividade que a equipa vem demonstrando. Até bem perto do fecho do mercado foi a Herrera que Lopetegui atribui o papel de apoiar o ataque, mas, com o aproximar do dia 31 de Agosto e sem a chegada do tal jogador, decidiu procurar no plantel alternativas. A primeira foi Brahimi na posição 10 que, apesar de ter resultado numa fase inicial, acabou por obrigar o treinador espanhol a fazer uma substituição para corrigir o meio-campo ainda na primeira parte. Nesta última jornada, em Arouca, assistimos à segunda tentativa de remediar a ausência de um médio criativo: dar a titularidade a Rúben Neves e André André.

Os novos número 6 e 20 dos dragões deram à equipa mais qualidade e segurança na posse de bola quando se compara com os habituais titulares Danilo Pereira e Herrera, disfarçando assim a incapacidade em criar jogo que a equipa vinha demonstrando. O maior prejudicado disto tudo foi o ex-Marítimo, porque tem tido exibições positivas desde que chegou ao Dragão e viu-se de um momento para o outro na condição de suplente. Por outro lado, André André acabou por ver premiadas as exibições que conseguiu quando chamado ao jogo nas três primeiras jornadas.

E aqui chegamos ao grande problema: o que fazer com Imbula? Ainda é cedo para rotular um jogador, mas as exibições do francês estão muito longe do nível que fizeram o FC Porto pagar €20 milhões por ele. Será boa ideia continuar a dar-lhe a titularidade apesar de haver elementos em melhor forma? Ou seria mais prudente e producente escolher outro jogador para o onze e dar ao número 25 a possibilidade de entrar na equipa aos poucos até atingir a condição física ideal? Um assunto muito delicado para Lopetegui tratar, uma vez que lhe cabe fazer o melhor pela equipa, mas, ao mesmo tempo, tem às costas a pressão de uma estrutura que não gosta de ver activos caros fora de campo.

30 de agosto de 2015

Doce ironia

Não há como fugir ao problema: o FC Porto fez uma péssima exibição frente ao Estoril. O 2-0 não denuncia as dificuldades que a equipa visitante causou aos dragões, que continuam ainda à procura da melhor forma de abordar a época. Lopetegui optou por abdicar do 4-3-3 para dar uma oportunidade a um 4-2-3-1 com Brahimi como maestro, entregando as tarefas defensivas do meio-campo apenas a Danilo e Imbula. Esta alteração aliada às exibições miseráveis de Varela e Tello foram motivos mais do que suficientes para que o Estoril conseguisse dividir o jogo por largos períodos, mas, ironicamente, foi o novo posicionamento e a capacidade de desequilíbrio do argelino que permitiram ao FC Porto marcar o 1-0 e desbloquear um jogo que prometia e provou ser complicado.

Com a vantagem no marcador o treinador espanhol não hesitou e, ainda antes do intervalo, trocou Varela por André André e reestruturou a equipa num 4-3-3. Como o próprio disse, cada equipa tem direito a três alterações e estas podem ser feitas em qualquer altura, no entanto não deixa de ser estranho que seja tão lesto a recompor a equipa para defender um resultado, mas que lhe faltem as ideias quando tem de correr atrás do resultado. O facto de nunca ter comandado a equipa numa reviravolta é preocupante.

Brahimi pareceu motivadíssimo com o regresso a uma posição que considera ser a que lhe dá oportunidade de oferecer à equipa tudo o que tem e acabou por ser o melhor jogador em campo. Este novo esquema, após este fim-de-semana, merece continuar a ser ponderada por Lopetegui quase exclusivamente por este motivo, porque grande parte dos indicadores foram muito maus...