21 de fevereiro de 2016

Não é que seja da minha conta, mas...

...em jogo a contar para a Liga Europa, o Sporting recebeu e foi derrotado pelo Bayer Leverkusen. À hora de jogo, e com os alemães a vencer por 0-1 desde os 26 minutos, Jorge Jesus substitui Teo Gutiérrez que decide sair a passo. O público reagiu e brindou o colombiano com uma assobiadela. Quem não gostou foi o treinador português que no final disse que não queria patinhos feios em Alvalade... quase ao mesmo tempo que, talvez para sacudir a água do capote, atirava as culpas da derrota para Semedo, que foi expulso quando faltavam 15 minutos para os 90. Será que Jesus se guia pelo lema "olha para o que eu digo e não para o que eu faço" ou a pressão começa a ser sentida no país das maravilhas?

...o Benfica venceu em Paços de Ferreira por 1-3. Um resultado normal, dirá qualquer um. Mas não, este jogo foi mais um daqueles "anormais" que têm tido forte incidência nas equipas da capital e com alguns nomes em comum. Começando pelo mais recente, no tempo de compensação da primeira parte, Jonas mergulha no meio de dois defesas da equipa da casa e Jorge Ferreira assinala penálti a favor da equipa visitante. O próprio Jonas converte a grande penalidade que inventou a meias com o árbitro de Braga. Na segunda parte, é o árbitro auxiliar que vê uma falta sobre André Almeida idêntica à que o chefe de equipa não viu (e bem) de Samaris sobre o atacante pacense ainda na primeira parte. 1-3, o Benfica volta às vitórias. Um mau jogo toda a gente tem, mas esta equipa de arbitragem não começou a apitar hoje, também foram eles que deixaram passar um fora-de-jogo evidente que deu o penálti e a vitória por 1-0 ao Sporting frente ao Estoril, ou que na estreia de José Peseiro como treinador do FC Porto ignoraram três cargas sobre Maxi Pereira na área do Marítimo, ou que não viram uma falta evidente de Lisandro na área benfiquista no lance em que, por acaso, deu na altura o 2-2 ao Moreirense num jogo que o Benfica acabaria por vencer por 3-2. Diz-se que quando se perde um sentido os outros ficam mais apurados e Jorge Ferreira pode estar próximo de ser a prova disso mesmo, ou não fosse ele o árbitro que puniu um jogador da equipa da casa com vermelho directo por palavras no célebre Moreirense 1-3 Benfica de 2014/2015. Digamos que este trio tem sido um verdadeiro amuleto para os ditos grandes da capital.

Há quem diga que faltou sorte ao Benfica contra o FC Porto. Outros dizem que faltou uma pontinha de eficácia ou uma noite menos inspirada a Casillas. Olhando a isto tudo, eu digo apenas que faltou um Jorge Ferreira qualquer para salvar mais uma noite como já aconteceu esta época em tantas outras.

Uma palavra também sobre Jorge Simão, treinador do Paços de Ferreira. Apesar de não ter motivo nenhum, não teve problemas em chorar depois de ter perdido no Dragão. Achava ele (e mal) que houve falta de Herrera sobre Marafona no lance que deu o único penálti do campeonato a favor do FC Porto. Neste jogo contra o Benfica, que tinha vários motivos para se queixar da arbitragem, preferiu "não ir por aí", palavras do próprio. Já vi máscaras demorarem mais tempo a cair.

18 de fevereiro de 2016

Moribunda, mas viva


Antes do jogo, por estar consciente das limitações do FC Porto para este jogo, só pedia que a equipa conseguisse trazer a eliminatória viva para Portugal. O 2-0 a favor do Dortmund deixa as coisas muito complicadas e só uma equipa com muita garra e vontade de vencer poderá anular esta desvantagem, mas dia 25 José Peseiro já poderá contar com Maxi, Danilo e Marcano, o que faz muita diferença.

Em relação a este jogo não há muito a dizer a não ser que esperava francamente mais dos alemães. Um golo na primeira oportunidade, outro à tabela e mais duas ou três oportunidades não são nada de impressionante contra um adversário que nem quatro defesas tinha disponíveis. Casillas e Indi fizeram exibições dentro do esperado, enquanto não se podia pedir mais a Layún, Varela, Ángel, Rúben Neves, Sérgio Oliveira e Marega porque nem costumam ser opções principais e/ou estavam a jogar fora das posições habituais. No entanto, admito que esperava mais de Brahimi - que fez um jogo esforçado mas pouco conseguido - e muito mais de Herrera e Aboubakar que até passaram a ideia de nem se terem esforçado.

Embora não tenha percebido a troca de Brahimi por André André durante a segunda parte, não vou culpar José Peseiro. Uma coisa é lançar um jogador da equipa B para jogar numa equipa minimamente entrosada - como aconteceu com Chidozie na Luz - e outra é ter dois dias para preparar a equipa para um jogo europeu e levar em cima, de uma assentada, com todo o mau planeamento do plantel.

É importante que os jogadores portistas se mentalizem que é possível reverter este resultado e que o melhor FC Porto é superior a este Borussia Dortmund. No Dragão o mínimo que se exige é que a equipa tente disputar a eliminatória e, dessa forma, limpe a imagem que deixou na Alemanha. Ninguém está a dizer que é fácil, mas também não é impossível.

17 de fevereiro de 2016

Trazer a eliminatória viva

Depois de um Gent - Wolfsburg, digno de uma pé-eliminatória da Liga Europa, a contar para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, eis que nos espera um Dortmund - FC Porto, um jogo de Champions a ser disputado a uma quinta-feira às 18 horas. É evidente que o FC Porto não poderia ter tido pior sorte no sorteio. Não só pelo valor do adversário ou pelo fantástico apoio que este tem por parte das bancadas quando joga em casa, mas também pelos problemas que José Peseiro enfrenta para formar a equipa.

Danilo e Maxi castigados, Maicon emprestado por problemas disciplinares, Chidozie não foi inscrito e Marcano está em dúvida. Caso o espanhol não recupere, será a estreia de Verdasca com a camisola da equipa principal do FC Porto, cenário que nem o próprio imaginaria há algumas semanas atrás. Mas nem tudo são más notícias. A vitória na Luz além da motivação que possa ter trazido, serviu de teste para este jogo frente ao alemães, uma vez que ambos - Benfica e Dortmund - partilham o facto de serem fortes no ataque e fracos na defesa. Cabe a jogadores e treinador dos azuis-e-brancos usar a experiência acumulada a jogar em ambiente hostil para controlar os nervos e não quebrar à primeira contrariedade.

A teoria é muito simples: o FC Porto, ao contrário do jogo na passada sexta-feira, não tem a menor obrigação de vencer. Neste caso, a pressão está toda do lado alemão que joga frente aos próprios adeptos contra um adversário desfalcado. Os portistas não precisam de fazer um resultado brilhante, basta ter a maturidade e calma suficientes para trazer um resultado que lhes permita vencer a eliminatória na segunda mão. Aí sim, num Dragão vestido de gala e com a equipa já próximo da máxima força, se poderá exigir a vitória (se necessária) e o passaporte para os oitavo-de-final. Neste momento só peço que a equipa se una e traga a eliminatória viva da Alemanha.